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Rio Grande do Norte pode fechar 346 escolas estaduais

A justificativa da Secretaria de Educação é que muitas estão sem funcionar há anos, faltam alunos, algumas escolas estão próximas de outras e também porque muitos prédios são alugados

O governo do Rio Grande do Norte esta ameaçando fechar 346 escolas da rede pública estadual, revela reportagem do Diário de Natal. A justificativa para a extinção é que muitas estão sem funcionar há anos, faltam alunos, algumas escolas estão próximas de outras e também porque muitos prédios são alugados.

A subcoordenadora de Inspeção Escolar da Secretaria Estadual de Educação e Cultura (SEEC), Maria Auxiliadora Albano, informou ao repórter Francisco Francerle que 76 já estão com processo de extinção em tramitação e as outras 270 aguardam o início desse procedimento.

Na quarta-feira, a governadora Rosalba Ciarlini fechou sete unidades de ensino – uma na capital e seis no interior. Os professores, servidores e alunos serão remanejados para outras instituições mais próximas. Foram fechadas as unidades Professor Bartolomeu Fagundes (Natal), José Maria do Nascimento (Bodó), Francisco Pereira (Frutuoso Gomes), Jacu (Martins), Alto do Bonfim (Rafael Godeiro), Professora Dina Nunes de Brito (Umarizal), e a Escola Isolada Serrinha do Major (Antonio Martins).

“Devido ao baixo número de alunos e ao fato da escola estar situada em prédio alugado, pagando cerca de R$ 5.200 mil por mês, optamos pela extinção, porque nas proximidades existem duas outras escolas da rede estadual”, disse a funcionária da secretaria. Uma delas fechou por causa da aposentadoria da professora, já que era na casa dela que funcionava o estabelecimento de ensino.

Maria Auxiliadora Albano disse ao jornal que a extinção das 346 escolas é necessária porque elas estão sem funcionar há muito anos, causando problemas no Censo Escolar e obrigando os antigos diretores a prestarem esclarecimentos à Receita Federal sobre o caixa escolar.

“O problema é que as escolas fecham e os ex-diretores continuam tendo que fazer declaração na Receita Federal, porque ainda não foi publicado nenhum ato de extinção do estabelecimento”, disse.

Ela reconhece que a medida é traumática. “É muito difícil fechar uma sala de aula, imagine uma escola. Temos que trabalhar uma comunidade durante algum tempo, porque o desgaste social é muito forte. Parece ser um retrocesso, bom é criar escola que dá uma ideia de desenvolvimento”, disse. Segundo ela, antes de fechar, a Secretaria de Educação do Estado tenta municipalizar a escola.

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