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São Paulo reduz em 40% o programa de escola integral

Secretaria de Educação culpa a municipalização e promete agora ampliar o modelo para o ensino médio e técnico, noticia O Estado de S.Paulo

Criado em 2006 pelo então governador Geraldo Alckmin, o programa Escola em Tempo Integral do Estado de São Paulo reduziu sua presença nas escolas em 40% e hoje está em apenas 309 escolas – chegou a incluir 514 escolas. Só este ano 90 escolas abandonaram o projeto.

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, ampliar o projeto para todos os alunos do fundamental era uma promessa de campanha de Alckmin em 2010. O governo agora promete um outro programa para 2012, especialmente para o ensino médio e técnico. A idéia é oferecer no fundamental o tempo integral como opção. Ele será implantado apenas com a adesão de 60% da comunidade escolar.

No sistema de tempo integral, o aluno fica na escola das 7 horas às 16h10. Pela manhã, tem o currículo normal e à tarde, ele conta com oito oficinas. Com a mudança, serão apenas duas oficinas obrigatórias: leitura e matemática. As demais, como artes e esportes, serão eletivas.

A Secretaria de Educação disse ao repórter Paulo Saldaña que pretende ampliar o número de escolas de tempo integral no fundamental, mas não detalhou a expansão. A secretaria culpou a municipalização pela redução do programa.

Segundo o jornal, o projeto acumulou problemas desde a implantação, feita de uma só vez em mais 500 escolas. Os professores não receberam treinamento e não havia material. O governo informou que investiu R$ 122 milhões em obras nas escolas desde 2006.

Professores que pediram para não se identificar relataram que ainda há casos de falta de material e prédios inadequados. “À tarde, deveria haver oficina se jogos, mas não tem material. Os alunos ficam oito horas sentados, não aguentam”, disse um professor que está há três anos no projeto.

Uma aluna disse que a “aula de computação é legal, mas às vezes fica cansativo”. A mãe dela gosta da escola integral “Pelo menos eles não ficam na rua”, afirmou.

Uma ex-integrante da Secretaria de Educação no governo de José Serra, que atuou após o lançamento da escola de tempo integral do fundamental, disse que não houve planejamento. “Fizeram um projeto para impactar na quantidade, sem planejamento. Não havia estrutura, foi uma coisa imposta e a própria rede se ressentiu”, disse – ela não foi identificada pelo jornal.

O Estado de S. Paulo informa ainda que a secretaria quer agora priorizar a escola de tempo integral no ensino médio e no técnico. Em 2012, haverá um projeto piloto em 16 escolas de ensino médio, com professores em dedicação exclusiva. A jornada será ampliada de seis para nove horas e meia, incluindo três refeições. Essas unidades deverão atender a cerca de 8 mil alunos. A intenção é ampliar o projeto para 300 escolas até em 2014.

A secretaria estadual também planeja para 2012 a Rede Ensino Médio Técnico, no qual o aluno cursará o currículo do ensino médio de manhã e, à tarde, terá a educação profissionalizante. Serão 243 unidades na rede.

A presidente do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, disse que as medidas “continua um grande marketing, como foi o outro (do ensino fundamental). Foca em apenas 16 escolas que serão boas. Nas demais, falta tudo.”

A professora Ana Maria Cavaliere, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Riod e Janeiro (UFRJ), disse que na escola integral não basta só ocupar o tempo. “A escola é uma só e o horário é um só. Não é somente aulas convencionais o dia inteiro, mas tem de ter projeto, coerência e metodologia. É preciso quase dobrar o parque de prédios escolares”, afirmou.

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