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São Paulo suspende pagamento de bônus aos professores

O governo de São Paulo suspendeu o pagamento do bônus em dinheiro para os professores e servidores da educação neste ano. É a primeira vez que a bonificação não é paga desde que foi criada, em 2008. A proposta foi apresentada nesta segunda-feira a entidades sindicais.

O jornal Folha de S. Paulo informa que o Estado pretende usar o dinheiro que seria pago com o bônus para conceder um reajuste salarial de 2,5% à categoria. A Secretaria de Educação não confirma o porcentual. No ano passado, os servidores da educação ficaram sem aumento salarial.

Sindicatos

A presidente do sindicado dos professores (Apeoesp), Maria Izabel Noronha, afirmou ao repórter Paulo Saldaña que o aumento de 2,5% é tão baixo, “que não da para iniciar uma negociação”. A entidade fará assembleia dia 8 de abril e ameaça fazer greve.

O presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP), José Maria Cancelliero, disse que “esse porcentual de 2,5% é uma miséria”. “O professor está sem reajuste desde 2014, mas a choradeira do governo é que está em crise e que não tem arrecadação”, disse ao jornal.

Só recebem o bônus os profissionais que atingiram as metas de desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo ( Idesp). No ano passado, 232 mil servidores da educação receberam R$ 1 bilhão em bônus, em duas parcelas.

Qualidade da educação de São Paulo

Neste ano,o Idesp avançou nas três etapas da educação básica e indica que o número de professores beneficiados seria maior do que no ano anterior. O governo do Estado já havia cancelado o bônus para as escolas ocupadas no ano passado durante a realização da prova de desempenho, o Saresp.

A secretaria apresentou aos sindicatos um projeto de lei para a conversão do bônus em aumento de salário, mas não informou se o projeto foi encaminhado à Assembleia Legislativa. O bônus é previsto em lei. Caso seja aprovado, o reajuste deve atingir também os aposentados.