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Secretarias de Educação do Estado e da prefeitura de São Paulo anunciam parceria

As redes estadual e municipal de Educação de São Paulo vão iniciar um programa de integração, com o compartilhamento de calendário, material pedagógico e sistema de ciclos para o ensino fundamental (do 1.º ao 9.º ano). Prazos, custos e formatos ainda não foram detalhados.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, uma das primeiras medidas será uma parceria para usar salas e espaços ociosos de escolas estaduais para a ampliação das vagas de creche da cidade.

O secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, disse que nas escolas estaduais com terrenos grandes poderão ser construídas estruturas para creches. Escolas com salas ociosas também podem ser reformadas para criar um espaço exclusivo para as crianças de 0 a 3 anos.

A ideia, segundo o secretário, é que as crianças menores fiquem separadas dos alunos do ensino fundamental. Os prédios teriam entradas separadas e equipes de direção independentes para cada etapa de ensino.

“O que a Prefeitura puder fazer para ampliar a vaga em creche, especialmente onde há maior demanda, deve ser feito. Temos de tentar”, disse Schneider.

Atualmente, faltam 66 mil vagas nas creches da capital paulista.

Secretarias econômicas

O secretário de Educação do Estado, José Renato Nalini, disse que ainda não há definição do projeto e afirmou que a medida deve trazer economia para as duas redes. “Não faz sentido ter salas vazias em escolas, quando temos de pagar água, energia, vigilância para todo o prédio. Se houver o interesse da municipalidade, ela cuida das adaptações necessárias e pode compartilhar o pagamento das despesas”, afirmou.

A partir de 2018, segundo os secretários, os calendários das duas redes serão integrados. De acordo com Nalini, a ideia é facilitar a organização das famílias que tenham filhos que estudam em escolas de redes diferentes. Eles também querem trabalhar para aprimorar o sistema de matrículas.

Outra mudança estudada é integrar os ciclos do ensino fundamental, que tem regras diferentes em cada uma das redes, por exemplo, para a reprovação dos alunos. Também não há definição de como isso será feito. Nalini e Schneider afirmaram que a integração será debatida com pais e professores.

Schneider afirmou que “nada será unificado”, mas que alguns “elementos” podem ser compartilhados. Nalini afirmou que a parceria deve ser feita de forma “natural” nos próximos anos com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular.

As secretarias estudam ainda como comprar materiais escolares em conjunto para a redução de custos. “Temos as duas administrações orientadas com a mesma concepção de administração pública”, disse Nalini.