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Sem professores, Santa Catarina atrasa o ano letivo

Mais de 30 escolas tiveram problemas como falta de professores e infraestrutura precária, noticia o jornal Hora de Santa Catarina

Os alunos da rede pública estadual de Santa Catarina enfrentaram vários problemas no retorno às aulas, na segunda-feira, dia 7.

O jornal Hora de Santa Catarina relata que o governo admitiu que das 126 escolas estaduais em 13 municípios da Grande Florianópolis, pelo menos 30 tiveram problemas como falta de professores e infraestrutura precária.

Já o repórter Luiz Eduardo Schmitt escreve que entrou em contato com escolas da Capital, São José, Palhoça e Biguaçu e que ao menos 39 escolas dispensaram os alunos no primeiro dia do ano letivo. A reportagem relata a situação de quatro escolas.

Na escola Maria Clementiza de Souza Lopes, em Palhoça, um cartaz avisava sobre a falta de professores em três turmas e informava que aulas só começarão dia 22, após a chegada de mais professores temporários.

Na escola professora Laurita Dutra de Souza, em São José, a mãe Kátia da Costa e a filha de oito saíram antes do previsto. “Escola caindo aos pedaços e sem professor é complicado”, disse a mãe ao jornal.

A escola de ensino médio Jacó Anderle, na Capital, está fechada porque as famílias desabrigadas pelas chuvas estão morando no ginásio de esportes.

Na escola professora Tânia Mara Silva Loks, em Biguaçu, com 1,2 mil estudantes, a chuva deixou a escola sem condições de acomodar alunos. “Interrompemos as aulas por segurança”, afirmou a diretora, Elizabeth Caires.

O secretário de Educação, Marco Tebaldi, disse que “não há previsão de volta às aulas nessas unidades” afetadas pelas chuvas e informou que está fazendo um levantamento das unidades estaduais fechadas ou parcialmente fechadas. Ele garantiu, no entanto, o cumprimento do ano letivo para os alunos: 200 dias de aula e carga horária de 800 horas, como manda a lei.

A diretora de Desenvolvimento Humano da Secretaria, Elizete Mello, disse que muitos professores deixam o exame médico para a última hora. “Antes de começar as aulas, tem que ter exame médico. Tem professor que vê isso em cima da hora”, falou à Hora de Santa Catarina. Ela também afirmou que há professores que trocaram as escolas estaduais pelas municipais.

Sobre os problemas de infraestrutura, a secretária regional da Grande Florianópolis, Adeliana Dal Pont, disse que nove escolas serão reformadas e culpou a burocracia pelo atraso na manutenção dos prédios.

O jornal informa que a contratação de professores temporários só preencheu 60% das vagas abertas por licenças e aposentadorias. O Sindicado dos Trabalhadores na Educação de Santa Catarina (Sinte) disse que os 6 mil chamados representam só 30% do necessário no Estado. A próxima chamada de temporários será dia 14. O jornal não informa quantos serão convocados.

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