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Semana terá relatório do Plano Nacional de Educação e marcha nacional

Relator pode divulgar a primeira versão do seu relatório sobre as quase 3 mil emendas apresentadas ao projeto. Sindicatos esperam reunir 10 mil em defesa dos 10% do PIB em educação
Dois eventos importantes vão marcar a educação brasileira nesta semana: a apresentação do relatório final do Plano Nacional de Educação (PNE) e uma marcha nacional convocada pelos sindicatos, marcada para esta quarta-feira, dia 26.

Segunda a Agência Câmara, o relator do PNE, Angelo Vanhoni (PT-PR), deve divulgar nesta semana a primeira versão do seu relatório sobre as quase 3 mil emendas apresentadas ao projeto. Após essa etapa, os parlamentares terão o prazo de cinco sessões para apresentar novas emendas. O PNE ainda precisará ser aprovado no Senado para entrar em vigor.

O ponto que vem causando mais controvérsias é o investimento público em educação. Hoje, União, Estados e Municípios aplicam, juntos, cerca de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB). A proposta do governo federal prevê a ampliação para 7% até 2020. Entidades da sociedade civil pedem pelo menos 10%. Em entrevista em setembro, Vanhoni disse que o investimento em educação deve ficar entre 7% e 10%.

A proposta do PNE contém 20 objetivos e 170 estratégias. Os objetivos abrangem temas como a oferta de ensino em tempo integral em 50% das escolas, a duplicação das matrículas do ensino profissional, o alcance de índices mínimos de qualidade da educação básica e a melhoria do salário dos professores.

“10 mil pelos 10% do PIB”

Convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), será realizada em Brasília e diversas capitais marchas que reivindicarão a aplicação do piso salarial para o magistério e o investimento de 10% do PIB em educação.

A CNTE espera atingir 10 mil pessoas em Brasília, além de manifestações convocadas pelos sindicatos estaduais e municipais.

O Observatório da Educação informa que para pressionar pela aprovação do PNE, está sendo feito um abaixo assinado e 140 mil cartões postais serão entregues na Câmara dos Deputados, mais especificamente para o relator do PNE.

A secretária-geral da CNTE, Marta Vanelli, disse que a marcha pretende pressionar o relator e o governo federal para a obtenção dos 10% do PIB em educação. “Tendo mais dinheiro para educação, facilita a implementação do piso na carreira. Depois de todas as greves realizadas neste ano, quem conquistou piso teve achatamento na sua carreira enquanto servidor público, com alegação de que não havia dinheiro, disseram os governos estaduais”, afirmou.

A sindicalista reconhece que “está difícil” aprovar os 10% do PIB. “Temos acompanhado declarações dizendo que não vai ficar em 7%, mas também não vai chegar aos 10%. Se não houver forte pressão no Congresso e no governo federal, pode ficar só nos 7%. Achamos muito difícil chegar aos 10%, por isso a marcha, o cartão que estamos fazendo”, disse ela ao Observatório, programa ligado à ong Ação Educativa.компрессорыможно ли есть после чистки зубовнаружные штукатурные смеси