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A sexualidade, a adolescência e a escola

Uma pesquisa realizada pela UNESCO em 2001 aponta que a média de idade para a primeira relação sexual do menino é 14,5 anos e, para as meninas, 15,5. Como isso acontece é o mais preocupante. O despreparo e o espírito imediatista próprios da idade levam esses adolescentes a situações complicadas que muitas vezes podiam ser evitadas: uma garota de 12 e outra de 13 anos, recentemente, se meteram em uma confusão ao aceitarem bebidas de jovens de 17 a 23 anos no estacionamento de um prédio em Brasilia. A mais nova desmaiou, foi levada por um dos rapazes a um apartamento, onde teria sofrido abuso sexual. A menina foi parar no hospital com hemorragias e o jovem foi preso. Os dois lados dessa triste história merecem atenção.

Drogas e sexo, ao lado da violência, formam o trio monstruoso que assombra as famílias do século XXI. A quem cabe a responsabilidade da formação de nossas crianças, adolescentes e jovens, que permita uma visão consciente de sua sexualidade? É claro que a família aparece em primeiro lugar, seguida pela escola. O que acontece, no entanto, é que a maioria dos pais não sabe como fazer isso e as escolas não dispõem de profissionais capacitados para tanto. No entanto, algumas escolas encontraram uma boa receita: a educação preventiva. Como é possível aplicar isso no cotidiano escolar?

O Colégio Itaca, na zona oeste, também concorda que a escola tem um papel crucial na questão da educação sexual. Segundo a professora de Ciências do Fundamental II, Maria Aparecida Lico, é muito importante o professor perceber o momento certo de abordar a questão e não perder a oportunidade de discussões.

Em geral, a professora espera a turma já estar bem entrosada entre si e com ela, o que acontece geralmente no segundo semestre da 7a. série. Apesar de o aparelho reprodutor fazer parte do programa desta série, o trabalho não se limita a esse assunto, coloca em pauta as DSTs, gravidez precoce e propõe situações problemas.

“A educação preventiva é indispensável, pois eles estão em idade de fazer opções. Colocamos constantemente os adolescentes para pensar, se posicionar. Não é raro sabermos de histórias de meninas e meninos que tinham acesso à informação e acabam se vendo diante de uma situação de gravidez precoce. Então, tem que ser um trabalho bem consistente”, diz a professora.

A escola promove também encontros dos alunos com profissionais da área da saúde, que dão informações práticas sobre anticoncepcionais, preservativos e DSTs.Хотите увеличить продажиковрик для малышейігри дитячі