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Simulador calcula ser necessário mais investimento em educação no Brasil

Software foi testado em três municípios de Goiás e os resultados mostraram que é preciso aplicar mais que os 25% do orçamento obrigatórios pela Constituição
Testes realizados em um novo sistema que calcula os custos da educação básica brasileira revelam que é preciso mais investimento no setor. Desenvolvido na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP) o software chamado Simulador de Custos para Planejamento de Sistemas Públicos de Educação Básica em Condições de Qualidade (SIMCAQ) calcula todos os itens necessários para assegurar um ensino de qualidade.

Segundo a Agência USP, o protótipo do simulador foi testado em três municípios de Goiás: Cezarina, Goiatuba e Águas Lindas. Os resultados mostraram que as três cidades precisam aplicar mais recursos do que o investimento atual.

O autor do projeto, o administrador Thiago Alves, disse à repórter Bruna Romão que os dados provam que os 25% do orçamento municipal que a Constituição obriga para a educação não são suficientes para as três cidades goianas. Também demonstram a necessidade de mais integração entre Municípios, Estados e União.

Cezarina precisaria investir 7% a mais; Goiatuba, cerca de 15%; e Águas Lindas teria que destinar todo o orçamento anual. “Municípios como Águas Lindas têm problemas maiores do que o seu orçamento suporta”, disse o pesquisador.

Alves explica que o programa estima, para curto, médio e longo prazos, quanto os gestores devem destinar anualmente para que a rede de ensino alcance padrões mínimos de qualidade. “O SIMCAQ projeta, para um lapso de 5, 10, ou 15 anos, quanto precisaria ser investido para que ao final desses períodos, os problemas relacionados à educação estejam equalizados”, disse à agência de notícias da USP.

O simulador cruza dados demográficos e educacionais oficiais com os custos dos insumos para se chegar aos parâmetros de qualidade. “Cercamos esses aspectos escolares e listamos os insumos monetários e deixamos a parte parametrizável do sistema para o gestor alterar de acordo com o seu contexto. Depois, o simulador prevê o custo para arcar com todas as despesas decorrentes do atendimento dessa demanda”, disse Alves.

O sistema também ajuda o gestor a planejar. “O planejamento na área da educação ainda tem diversos problemas: não existe uma cultura de planejamento, e sua trajetória, como em diversos setores da administração pública, é cheia de interrupções”, disse.

Segundo ele, o objetivo é que o MEC “disponibilize a ferramenta para que os gestores das redes públicas de ensino do país calculem o custo e o montante de recursos financeiros necessário para financiar anualmente a oferta da educação em condições de qualidade em suas localidades”

O trabalho recebeu financiamento da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), ligada ao MEC, e do Inep.

Também articipam do estudo os professores Cláudia Souza Passador (FEA – Ribeirão Preto), coordenadora do grupo, João Luiz Passador (FEA – Ribeirão Preto) e os orientadores Adriana Backx Noronha Viana (FEA) e José Marcelino de Rezende Pinto (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto).акция чистка зубовКомпания Топ 7Flos