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Sindicato diz que secretário usa receita empresarial no ensino público paulista

A presidente da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha, publica em blog carta enviada à revista Veja para contestar entrevista com o Paulo Renato
A presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, acusa o secretário Estadual de Educação, Paulo Renato Souza, de estar “mais preocupado em fomentar a ‘competitividade’ entre os professores e aplicar receitas empresariais ao sistema público de ensino do que com a melhoria da qualidade de ensino para todos os estudantes das escolas estaduais”.

A afirmação está em uma carta que ela enviou à revista Veja para contestar uma entrevista do secretário, na qual acusa os sindicalistas de serem “um freio de mão para o bom ensino”. A carta foi publicada no blog do sindicato.

Na opinião de Maria Izabel, que também é membro do Conselho Nacional de Educação, Paulo Renato foge “de suas “próprias responsabilidades” ao culpar os sindicatos dos professores pela queda na qualidade de ensino.

Ela afirma na carta que o secretário sempre teve “o viés da exclusão” quando foi secretário de Educação no governo Franco Montoro e ministro da Educação por “longos oito anos” no governo Fernando Henrique Cardoso. E cita a criação do Fundef, quando o então ministro “deixou descobertas as duas pontas da educação básica: a educação infantil e o ensino médio, concentrando recursos apenas no ensino fundamental, praticando assim uma política de foco”.

A presidente da Apeoesp disse que o projeto sancionado esta semana que prevê aumento salarial após a aprovação em uma prova vai provocar revolta e desestímulo aos professores. “Um projeto que exclui, de imediato, 80% dos professores de reajustes salariais e, ainda assim, não assegura que os demais 20% terão mesmo direito à melhoria salarial (pois depende de disponibilidade orçamentária) não vai contribuir para a qualidade de ensino e sim para gerar mais revolta e desestímulo na categoria”, escreve ela na carta.

Maria Izabel cobra da revista a publicação da carta e diz ser “difícil entender como, num Estado democrático de direito, todo o espaço é reservado apenas para um dos lados, que se permite fazer juízos de valor sobre o sindicato”, sem que o próprio sindicato tenha “espaço equivalente”. “O que queremos, em nome dos 178 mil associados da Apeoesp, é que nos seja aberto espaço nesta revista para que nós próprios possamos expor nossas posições”, pede ela à Veja.

Ela rebate a acusação do secretário de que a entidade é coorporativista com uma pergunta: “ainda que fôssemos corporativistas, o papel de um sindicato não é justamente defender os direitos e reivindicações da categoria que representa?”

Leia a íntegra da carta da Apeoesp

Leia a entrevista do secretário à Vejatranslate french englishпоисковые запросы статистикакомпрессор воздушный