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Tese comprova importância da formação continuada do professor

Após o curso, os docentes passaram a escrever em seus diários as atividades, conteúdos aplicados e experiências vividas dentro da sala de aula, informa a Agência USP
Um Curso de Formação Continuada é fundamental para o professor melhorar a qualidade das aulas e conquistar a atenção dos alunos. De acordo com um doutorado defendido pela professora Ana Emilia Fajardo Turbin, na Faculdade de Educação (FE) da USP, em abril, após o curso os docentes passaram a escrever em seus diários as atividades, conteúdos aplicados e experiências vividas dentro da sala de aula, informa reportagem da Agência USP.

A pesquisadora disse ao repórter Paulo Roberto Andrade que resolveu trabalhar o tema em função da sua vivência como professora de inglês da rede pública e da necessidade de contínua renovação linguística e metodológica.

Ana entrevistou 22 professores de inglês da rede pública que buscavam aprimoramento em cursos de formação continuada na cidade de São Paulo, em 2008. “A pesquisa contou com a minha observação, entrevistas e coleta de diários dos professores durante o curso em questão. As transcrições nos diários, as entrevistas e anotações de aula foram as pistas que deram a materialidade para o trabalho de interpretação realizado posteriormente”, disse ela a agência no notícias da Universidade de São Paulo.

Segundo ela, os curso de formação continuada tem o objetivo de expandir o conhecimento do professor, que eles fazem testes e são avaliados, além de conhecer novas teorias de ensino-aprendizage. “A medida que seus conhecimentos sobre o ‘como dar uma aula de inglês’ vão se expandindo, os professores vão adaptando suas realidades aos novos conhecimentos e vão desenvolvendo novas competências, podendo mudar concepções, atitudes e sua prática pedagógica”, disse Ana.

Ela observou durante os cursos mudanças nos diários e nos registros das observações. “O professor, que inicialmente se lamuriava e nem sabia o que escrever, mostrou sinais de mudanças em seu discurso oral e escrito passando a mostrar indícios de reflexão e controle de suas aulas”, afirmou ela à Agência USP.

A pesquisadora destaca que as mudanças se iniciam a partir do momento em que os professores descobrem que precisam escrever mais. “Aos poucos eles vão incorporando palavras em inglês a seu vocabulário e organizando as aulas em pré-aula, durante aula e pós-aula, escrevendo a respeito de atividades que ‘funcionaram’ em sala de aula e mostrando que conseguem, pelo menos por algum tempo, ter a atenção de alunos ditos indisciplinados”, disse.

O estudo, disse Ana, revela a importância de ouvir o professor e saber como ele planeja a aula, controla a indisciplina e resolve problemas como as perguntas mais complicadas dos alunos. “Ouvir a voz dos professores e descobrir como eles resolviam seus problemas na prática foi a estratégia que permitiu compreender os indícios de controle e autonomia durante as aulas. Não podemos afirmar que os professores se tornaram reflexivos, seria uma conclusão muito abrangente mas observamos indícios de reflexão e controle”, disse Ana Fajardo Turbin.

Leia a íntegra da matéria da Agência USPноутбукстоимость создания сайтамедицинская справка формы