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Transição do fundamental para o médio é o grande desafio da educação, diz Unicef

No Brasil, um em cada sete adolescentes está fora da escola, enquanto no mundo esta proporção é de um em cada cinco
A transição da educação primária para a secundária é um grande desafio no mundo, principalmente nos países em desenvolvimento e nos menos desenvolvidos. A constatação está no Caderno Brasil do relatório global do Unicef “Situação Mundial da Infância 2011 – Adolescência: Uma fase de oportunidades”, divulgado nesta sexta-feira, dia 25.

De acordo com o estudo, garantir a conclusão no ensino fundamenta é a chave para reforçar o número dos adolescentes que alcançam essa transição.

No Brasil, um em cada sete adolescentes está fora da escola, enquanto no mundo esta proporção é de um em cada cinco. O relatório destaca que uma explicação é o custo do ensino médio, significativamente maior do que o da educação primária.

O Unicef cita o Brasil como um dos países que adotaram medidas recentes para ampliar o acesso dos adolescentes à educação, com a aprovação, em 2009, da emenda constitucional n° 59 que ampliou os recursos orçamentários para garantia do ensino básico e instituiu a obrigatoriedade do ensino público gratuito dos 4 aos 17 anos de idade. A medida ser efetivada até 2016.

O relatório informa que a distorção idade/série é um dos problemas mais sérios da educação no Brasil e atinge principalmente os jovens: menos da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos que declaram frequentar a escola estão no ensino médio.

Outro problema é a média de anos de estudo nesse grupo, de 7,4 anos, considerada menos do que o necessário para completar o ensino fundamental.

O Unicef alerta ainda para a iniquidade de gênero na educação e diz que ela afeta principalmente os meninos. No ensino médio, o número de meninas matriculadas é de 85 em cada 100 e a taxa de frequência é de 80 em cada 100. Entre os meninos, esses números caem para 78% e 74%.

Entre os fatores que levam meninas e meninos brasileiros a abandonar a escola, o estudo diz que os principais são a necessidade de trabalhar e a gravidez. Em 2009, 14,2% dos adolescentes entre 12 e 17 anos estudavam e trabalhavam, a maioria, meninos. Das meninas, 28% abandonaram a escola por estarem grávidas.

A falta da prática esportiva na escola é apontada como uma violação do direito à educação. O Unicef cita a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense 2009), realizada pelo IBGE com mais de 600 mil estudantes do 9º ano, nas capitais do País. A pesquisa revelou que 43,1% dos entrevistados realizava 300 minutos ou mais de atividade física semanal, tempo recomendado para esse grupo etário.

As desigualdades regionais étnico-raciais também são citadas como fatores que contribuem para a baixa escolaridade dos jovens brasileiros. Segundo a Pnad 2009, o analfabetismo entre adolescentes negros de 12 a 17 anos é quase duas vezes maior do que entre brancos.

Quando se compara a educação na cidade e no campo, a escolaridade dos jovens entre 15 e 29 anos da zona rural é 30% inferior ao dos jovens da zona urbana.

O relatório mostra que 1,8 milhão de crianças entre 7 a 14 anos e 647 mil adolescentes e jovens de 15 a 24 anos são analfabetos. A grande maioria deles está no Nordeste: cerca de 54% e 62%, respectivamente.

Entre as soluções apontadas pelo Unicef para melhorar as condições de vida dos adolescentes estão investimentos nas seguintes áreas: coleta e análise de dados; educação e capacitação; participação; criação de um ambiente que ofereça proteção e apoio aos adolescentes; e resolução dos desafios relacionados à pobreza e às iniquidades.

Leia a íntegra do estudosamsung scx5530translate you to frenchуслуги пескоструйной обработки