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União Brasileira dos Estudantes Secundaristas elege novo presidente

Ismael Cardoso, de 21 anos, diz que vai lutar pela ampliação da reserva de vagas nas universidades federais para alunos da rede pública de ensino

 

Divulgação

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Ismael Cardoso promete pressão para garantir o Passe Livre

O 37º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas terminou neste domingo, dia 9 de dezembro, com a eleição do estudante carioca Ismael Cardoso, de 21 anos, para a presidência da entidade. O encontro reuniu durante quatro dias na capital Goiânia 2.500 estudantes, de todos os 27 estados brasileiros, informa o site da UBES.

 

De acordo com a UBES, foram aprovadas resoluções que reafirmam a luta pelo Passe Livre, por mais investimentos na educação básica, em defesa de uma escola mais crítica e reflexiva e pela unidade do movimento social na construção de um projeto de desenvolvimento nacional que tenha os estudantes como protagonistas.

A 37º Conubes também aprovou uma medida, que, segundo os estudantes, combate o machismo dentro do movimento estudantil: a partir de agora, 30% das vagas da diretoria da entidade devem ser preenchidas por mulheres.

Ideologia

Em reportagem sobre o Congresso, a Agência Brasil diz que a mudança na diretoria não deve alterar a ideologia da Ubes, já que o novo presidente também é filiado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B) e é membro da União da Juventude Socialista, que comanda a Ubes há pelo menos 12 anos.

A agência de notícias do governo federal diz ainda que a presidência da União Nacional dos Estudantes (Une) também é controlada por uma filiada ao PC do B, a gaúcha Lúcia Stumpf.

Ismael Cardoso negou interferência do PC do B na Ubes. “A Ubes mantém sua independência exatamente por ser plural. Ela não tem só o PC do B, mas diversas forças políticas, inclusive estudantes independentes”, disse à repórter Renata Pompeu.

“A gente considera um avanço o lançamento do PDE [Plano de Desenvolvimento da Educação] porque trata pela primeira vez a educação no Brasil como sistema único, mas ele tem seus limites. Ele não aumenta em nenhum real o investimento na educação; ele não trata também da gestão democrática, da eleição direta para os diretores, e estas são duas bandeiras que a Ubes vai encampar nos próximos anos”, disse.

60 anos

Durante o Congresso em Goiânia, que deu início às comemorações dos 60 anos da entidade em 2008, foi lançado um vídeo comemorativo e a revista “UBES 60 Anos: a nossa história ninguém apaga!”. Segundo a diretora de comunicação da UBES, Raisa Marques, o vídeo e a revista resgataram um pouco da história do movimento estudantil.

“Temos poucos registros organizados sobre a Ubes e esse foi um trabalho importante no sentido de resgatar esta história. Acho que os produtos ficam como desafio para a próxima gestão de realmente levar a frente este grande projeto que é dar a Ubes o reconhecimento que ela sempre mereceu”, disse.

Perfil

O novo presidente da Ubes é aluno de um cursinho em São Paulo e pretende fazer o curso de Economia na faculdade. No site da entidade, ele diz que se apaixonou pela política aos 14 anos, folheando um livro de história emprestado da irmã.

“Dessa primeira apresentação à revolução cubana, Che Guevara e Fidel Castro, até a participação no grêmio da sua escola – o tradicional colégio Visconde de Cairu – foi um passo”, diz o site da Ubes. Ismael concorreu a três eleições para a presidência do grêmio na escola e perdeu as três. “No movimento estudantil, aprendemos muito a respeitar o contraditório e a valorizar a saudável disputa de idéias. Perdendo ou ganhando, o que importa é construir consensos”, diz.

O site informa que Ismael vai lutar pela ampliação da reserva de vagas nas universidades federais para alunos da rede pública de ensino e pretende priorizar a diversificação das pautas do movimento estudantil secundarista, como a luta contra a homofobia e o machismo, a defesa do software livre e o combate ao racismo.

Ele também cobra mais atenção da mídia ao movimento estudantil. “A mídia tenta mostrar para o estudante que política é só o que se faz de errado na Câmara e no Senado, mas a política é muito mais. O jovem brasileiro quer fazer política do seu próprio jeito”, afirma.

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