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Unicamp passa a USP e lidera ensino superior na América Latina

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ultrapassou a Universidade de São Paulo (USP) e assumiu o primeiro lugar entre as 81 melhores instituições de ensino superior da América Latina, informa o ranking divulgado pela instituição britânica Times Higher Education (THE), nesta quarta-feira, dia 19 de julho. Em 2016, a USP era líder com a Unicamp em segundo.

A Agência Brasil noticia que na lista das 25 primeiras colocadas, o Brasil aparece 13 vezes, seguido do Chile (6), a Colômbia (4) e o México (2).

Entre as universidades brasileiras, estão a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 7º lugar; seguida da Universidade Federal do Rio de Janeiro (8º); a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (9º); Universidade Federal de Minas Gerais (11º); Universidade Estadual Paulista (12º); Universidade Federal do ABC (14º); Universidade Federal de Santa Catarina (15º); Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (16º); Universidade Federal de São Carlos (18º); Universidade de Brasília (19º) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (24º).

Unicamp

Em nota, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que será preciso “um esforço extra para, apesar da grave crise que estamos atravessando, conseguir manter essa posição no cenário internacional”.

A Unicamp relata que o ranking inclui 13 quesitos nos segmentos de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e grau de internacionalização e que há diferenças de avaliação quando são englobados os países do resto do mundo, como por exemplo, no critério qualidade do ensino, que tem peso de 30% no ranking global e 36%, no grupo latino-americano.

O editor dos rankings Times Higher Education, Phil Baty, afirmou que a USP é a maior e mais tradicional das duas instituições, enquanto a Unicamp é menor e mais conhecida por ser especializada em pesquisas médicas e científicas. “As duas universidades, tão diferentes, representam a diversidade e a excelência no setor do ensino superior do Brasil”, afirmou.

Baty disse ainda que, mesmo tendo obtido uma boa participação entre os 50 mais bem classificados com 18 universidades, este número representa uma ligeira queda, pois na avaliação anterior, o país teve 23 instituições listadas.

 

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