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Unicef destaca os avanços e as desigualdades da educação pública

Apesar de 97,6% das crianças entre 7 e 14 anos estarem matriculadas, ainda há 680 mil fora da escola. Destas, 66% (450 mil) são negras
O Brasil obteve importantes avanços nos últimos anos no acesso à educação, aprendizagem, permanência na escola e conclusão do ensino básico, mas as desigualdades regionais, étnico-raciais e socioeconômicas impedem que parcelas mais vulneráveis da população tenham garantido o direito de aprender. Esta é a principal conclusão do relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 – O Direito de Aprender: Potencializar Avanços e Reduzir Desigualdade, divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), nesta terça-feira, dia 9

Para garantir o direito de todos, a entidade defende a criação e a implementação de políticas públicas que reduzam as desigualdades e a continuidade das articulações entre ações governamentais e sociais para superar as barreiras.

O relatório destaca que 680 mil crianças e adolescentes entre 7 e 14 anos ainda estão fora da escola. Desse total, 66% (450 mil) são negras. A desigualdade regional também grande: o percentual de crianças fora da escola no Norte é duas vezes maior do que na região Sudeste.

O estudo mostra que o atendimento de crianças de até 3 anos aumentou de 7,6 % em 1995, para 17,1% em 2007. Já a escolarização das crianças de até 4 a 6 anos passou de 53,5% para 77,6% no mesmo período.

No ensino fundamental, 97,6% das crianças entre 7 e 14 anos estão matriculadas, o que representa 26 milhões de estudantes. No ensino médio, etapa considerada a mais problemática pelo governo brasileiro, 82,1% dos adolescentes entre 15 e 17 anos frequentam a escola, mas apenas 48% estão na faixa etária adequada.

Nesta etapa, as desigualdades são muito grandes, tanto regionais quanto de raça. No Nordeste, apenas 34% dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentam o ensino nédio, enquanto no Sudeste esse percentual é de 58,8%.

O número de pessoas brancas matriculadas no ensino médio é 49,2% maior do que o mesmo número entre a população negra. A boa notícia é a adequação idade-série entre os adolescentes negros está melhorando.

Os índices de analfabetismo também revelam as diferenças. Do total de crianças com 10 anos no Nordeste, 12,8% não sabem ler. Já no Sul este indicador é de apenas 1,2%. A média nacional é de 5,5%. Quase 83% dos analfabetos de 15 anos ou mais da região Norte são pretos ou pardos.

A relatório da Unicef também revela o abismo que há entre a educação no campo e na cidade. No Nordeste, a situação é mais grave: a população rural tem apenas 3,1 anos de escolaridade. Do total, com 15 anos ou mais, 25,8% são analfabetos. Entre os habitantes da área urbana este indicador é de 8,7%. Já a defasagem idade-série nas séries iniciais do ensino médio é de 59,1% no campo.

O estudo mostra ainda que infraestrutura escolar é muito carente na região do Semiárido nordestino. Das mais de 58 mil escolas, 51% não são abastecidas pela rede pública de água, 14% não dispõem de energia elétrica e 6,6% não têm sanitários. A grande maioria (80%) não possui biblioteca ou sala de leitura, computador (75,8%) e acesso à Internet (89,2%).

Leia íntegra do relatório da Unicef

http://www.unicef.org/brazil/pt/resources_14927.htmseo на экспорттелеканал возрождение владимир мунтяннабор пневмоинструмента fubag