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Universidades públicas paulistas propõem cota de 50% para alunos de escolas públicas

O jornal O Estado de S. Paulo informa que o projeto prevê reforço no aprendizado e permanência, por meio de bolsas de um salário mínimo

As três universidades públicas paulistas, USP, Unesp e Unicamp, fecharam uma proposta de um programa de cotas que destinará 50% das vagas a alunos que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o objetivo é igualar os porcentuais estabelecidos pelo governo federal para as universidades federais na Lei de Cotas.

O reitor interino da Unesp, Júlio Cezar Durigan, membro do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), informou que a proposta estadual leva em conta critérios econômicos e raciais. Metade das vagas seria para estudantes com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa; e 35%, para pretos, pardos e índios. Ele informou que a “proposta vai ser apresentada nesta semana ao governador” Geraldo Alckmin.

O repórter Breno Pires escreve que pediu entrevistas com os reitores da USP e da Unicamp, mas não foi atendido. A assessoria de imprensa da USP não confirmou as informações e a Unicamp disse, em nota, que o Cruesp ainda discute o tema.

Durigan informou ao jornal que o projeto prevê reforço no aprendizado e permanência, por meio de bolsas de um salário mínimo. “Temos de dar duas condições para eles: um reforço de aprendizado, porque eles vêm com deficiência na sua formação, e uma garantia de bolsa para que eles permaneçam no curso, pois não adianta nós incluirmos esse aluno e ele não conseguir ficar porque a família dele não tem condições”, disse.

O reforço poderia ser dado de duas formas: um curso preparatório anterior à entrada na universidade, de um ou dois anos, que valeria como um curso de nível superior; ou um curso paralelo após a entrada na universidade, nas disciplinas em que o aluno tiver tirado nota baixa no vestibular.

As cotas seriam adotadas de forma progressiva, começando com 16,6% em 2014, subindo para 33,3% em 2015, e chegando a 50% em 2016. “Vamos precisar incluir mais ou menos 4,2 mil alunos para chegar aos 50%”, disse Durigan a O Estado de S. Paulo.

Os porcentuais de estudantes vindos de escolas públicas nas três universidades hoje variam de 28% na USP a 41% na Unesp e 32%, na Unicamp.

O presidente da ONG Educafro, frei David Santos, disse que aprova a ideia. “Caso a proposta venha a se concretizar, o governador e os três reitores estão saindo da meritocracia injusta e adotando a meritocracia justa”, afirmou.

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