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Universitários receberão R$ 500 para ajudar as piores escolas paulistas

Pacote de ações pretende colocar o Estado entre as 25 melhores redes do mundo até 2030, informa o jornal Folha de S. Paulo

A secretaria estadual de educação de São Paulo vai dar uma bolsa de R$ 500,00 por mês para os universitários que fizerem estágio em 254 escolas públicas consideradas com dificuldades pedagógicas. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a medida integra um pacote de ações anunciado nesta sexta-feira pelo governado estadual.

O objetivo do pacote é colocar o Estado entre as 25 melhores redes do mundo até 2030. Atualmente, está em 53ª entre 65, considerando São Paulo como um país no Pisa, a prova de avaliação internacional realizada pelos países membros e convidados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na chamada Residência Escolar, os estudantes terão de apresentar um plano de trabalho, que será acompanhado por um professor. Os bolsistas ajudarão os docentes nas aulas, em correção de trabalhos e auxílio aos alunos com dificuldades. O governo informa que já tem acordo com PUC, Mackenzie, UFSCar, UFABC e Unifesp.

“Haverá benefícios para os universitários, que terão uma formação melhor, e para as escolas, que poderão contar com esses estagiários”, disse a responsável pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, Leila Mallio, ao repórter Fábio Takahashi.

O jornal informa que o pacote não mexe com o programa professor-auxiliar, que fica na sala de aula com o docente titular, nos cinco primeiros anos do ensino fundamental. O projeto enfrenta falta de professores interessados (60% das turmas previstas não são atendidas).

Especialistas consultados pelo repórter Elton Bezerra disseram que o projeto é importante, mas fizeram ressalvas. Na opinião do professor da Faculdade de Educação da USP Ocimar Alavarse, há um risco de se transferir para os estagiários uma responsabilidade que é da rede de ensino. “Um estágio não pode jamais significar a substituição de um trabalhador”, disse.

Angela Soligo, da Unicamp, disse que “o estagiário está na escola para aprender, não pode ser responsável por uma classe.” Ela elogia o fato de o estudante estar em contato com a escola. “Isso vai implicar uma imersão do estagiário em áreas importantes, como planejamento, elaboração de propostas, dificuldades e progressos”, disse.

Para a pesquisadora Paula Louzano, da Fundação Lemann, os futuros professores estarão mais preparados e “as faculdades de educação ficarão mais próximas da escola pública”.

Mozart Neves Ramos, do Conselho Nacional de Educação e do Todos pela Educação, disse que o “projeto é muito importante para que não haja o choque que afasta o professor da rede.”

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