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USP diz que gasta 87% do orçamento com salários

Associação dos docentes contesta e diz que com o aumento de 16%, exigido pelos grevistas, a USP passaria a gastar 83,8% com pessoal, relata a Folha de S. Paulo

Do orçamento de R$ 3 bilhões da USP, mais de R$ 2,5 bilhões são gastos com salário dos funcionários e professores da ativa e aposentados, informa o jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira, dia 16.

De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, com o aumento de 6% concedido pela reitoria, o gasto com pessoal, que era de 83%, passou para 87,2%. Já a Associação dos Docentes da USP (Adusp) contesta os números e diz que com o aumento de 16%, exigido pelos funcionários e professores em greve, a USP passaria a gastar 83,8% com pessoal.

Segundo a USP disse ao jornal, se a reitoria concedesse o aumento de 16% exigido pelos grevistas, o comprometimento com a folha salarial seria de 92% e a universidade ficaria sem recursos para manutenção e investimento.

Aprovado pela assembléia legislativa, o orçamento da USP é calculado de acordo com a arrecadação do ICMS. A Adusp afirmou ao repórter Fábio Takahashi que a reitoria subestima as verbas que receberá do governo e acredita que a arrecadação vai crescer. Já a USP prefere não trabalhar com projeções de crescimento, que podem não se concretizar.

O sindicato dos professores informou que a reitoria concedeu reajuste de 6,5% em 2008, mas a folha de pagamento neste ano está 12,2% maior (antes do aumento de 2009). “As universidades seguem determinação do governo de não conceder aumentos para que haja expansão de vagas com os mesmos recursos”, disse o representante da Adusp nas negociações, Americo Kerr.

Apoio à reitoria

A Folha de S. Paulo informa ainda que 38 dirigentes de unidades da USP (de um total de 41) subscreveram um manifesto em que dão “total apoio à reitora no desempenho de seu papel institucional”. No texto, eles pedem um “entendimento em torno do respeito ao direito de greve e da livre expressão de ideias, refutando qualquer tipo de violência, seja por grevistas ou por policiais”.

Os diretores dizem que “as manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas devem preservar o acesso ao trabalho, sem causar ameaça ou dano às pessoas ou ao patrimônio público, como os que geraram (…) a necessidade das ações judiciais de reintegração de posse e a subsequente presença da polícia no campus”.

Não assinaram o manifesto os diretores das faculdades de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Comunicações e Educação.

Leia a íntegra da matéria da Folha de S. Paulo (só para assinantes do jornal)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1606200901.htm

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