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Vestibular unificado proposto pelo MEC depende de adesão das universidades federais

A ideia é fazer uma espécie de novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com quatro provas e uma redação que seriam aplicadas em dois dias
O modelo do vestibular unificado para as universidades federais foi detalhado nesta terça-feira pelo Ministério da Educação (MEC). A adesão dependerá de cada universidade, já que elas tem autonomia para decidir se aceitam as alterações no seu processo seletivo.

A ideia é fazer uma espécie de novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com quatro provas e uma redação que seriam aplicadas em dois dias, informa a Agência Brasil. Os testes seriam de linguagens, matemática, ciências naturais e ciências humanas, cada um com 50 itens. A proposta foi apresentada na terça-feira aos reitores das instituições federais de ensino superior.

A Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informa em seu site que vê “como positivo o reconhecimento do Ministério da Educação de que propostas externas devem ser incorporadas por adesão e decisões autônomas dessas instituições”.

O MEC usou como referência o sistema norte-americano SAT (Scholastic Assessment Test). Segundo o ministério, enquanto 20% dos estudantes norte-americanos são de estados diferentes das universidades onde estudam, no Brasil essa taxa é de 0,04%.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que a proposta poderá melhorar a qualidade do ensino médio. “O novo modelo de vestibular reorganiza o ensino médio. O que nós queremos que o aluno saiba não são fórmulas, mas os fenômenos da química e da física no sentido de resolver problemas do dia-a-dia”, disse.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, afirma que a proposta é um misto entre o Enem e os vestibulares tradicionais. “Vai ter mais conteúdo do que o Enem, mais será mais focada em habilidades, resolução de problemas e contextualização”, afirma.

Segundo a Agência Brasil, modelos de avaliação seriada ou de reserva de cotas adotadas por algumas universidades poderão ser mantidas de acordo com a decisão de cada instituição.

O ministro quer implantar o novo modelo ainda este ano, mas as universidades resistem e querem discutir mais o assunto. Para o ministro, o exame nacional terá mais força se tiver a adesão do maior número possível de instituições. “Nós não precisamos inciar esse projeto com 100% de adesão, mas evidentemente a força dele depende do número de instituições aderentes”, afirma.

A Andifes informa que encaminhou a proposta para as instituições e marcou reunião para os dias 6 e 7 de abril, quando será iniciada a discussão. O ministro da Educação e a equipe do MEC foram convidados. A associação ainda deve realizar um seminário com técnicos e especialistas das universidades e estudiosos do tema para subsidiar a avaliação do novo modelo de processo seletivo.

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