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Violência em escolas assusta em três Estados

Três casos em escolas públicas de Mato Grosso, Paraná e Brasília são destaques em veículos de comunicação

Um aluno de 12 anos é amarrado e espancado por dois adolescentes dentro de uma escola pública na periferia de Tangará da Serra, no Mato Grosso. Um professor de história é espancado por dois jovens, sendo um ex-aluno, nas proximidades da escola onde trabalhava, em Ceilândia, Brasília. Alunos e professores de uma escola estadual em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba, passam as aulas trancados dentro das salas com medo. Estes três casos de violência em escolas estão retratados nesta terça-feira, dia 3, em reportagens da TV Centro América e nos jornais Correio Braziliense e Folha de S. Paulo.

Na vila Goiás, periferia de Tangará da Serra, os estudantes da escola Jonas Lopes estão com medo, após um aluno de 12 anos ter sido amarrado e espancado por dois adolescentes dentro da própria escola, na segunda-feira, dia 2. Segundo a TV Centro América, os menores infratores entraram na escola por um cercado de fios de arame, durante o intervalo e agrediram o estudante.

Alunos e funcionários do colégio dizem que a ação dos vândalos é cada vez mais freqüente. O alambrado está há cinco anos quebrado. “As pessoas entram no colégio pelo alambrado e saem pelo fundo da escola, com toda a tranqüilidade, sem nenhum medo”, disse a professora Lourdes Fernandes. A mãe do aluno agredido, a dona de casa Edilene Sabará, disse que o filho está com medo e não quer mais ir para a escola. “Ele não quer mais estudar e nem pegar o material dele, que ainda está no colégio. Meu filho está com muito medo”, disse.

Em março deste ano, o secretário Estadual de Educação, Ságuas Moraes, esteve na escola e prometeu a construção de um novo muro ainda este ano, mas disse a data, pois o processo depende de licitação.

Professor x aluno

Na cidade satélite de Ceilândia, no Distrito Federal, o professor de História do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04, Valério Mariano, de 40 anos, foi ouvido na polícia, segunda-feira, dia 02, sobre a briga com um ex-aluno. O professor foi espancado na última quinta-feira pelo ex-aluno Laerth Furtado dos Santos, 21 anos, e o colega Leonardo Henrique Alves Pereira, 19 anos. O delegado-chefe da 15ª Distrito Policial, Adval Cardoso de Matos, disse ao Correio Brazilinse que os estudantes serão acusados de lesão corporal leve.

O delegado informou que a versão apresentada pelo professor foi é igual a informada pelos agressores e testemunhas. O professor tentou retirar o aluno do colégio onde estava sem permissão. Laerth se recusou a sair o docente ameaçou chamar a polícia. Laerth então jogou uma pedra no carro de um dos professores e fugiu. Mariano foi atrás do ex-aluno e passou a ser agredido. O docente foi encontrado inconsciente por um outro professor. Mariano foi internado, mas recebeu alta no mesmo dia. De acordo com o delegado, o ex-aluno e o professor já haviam se desentendido uma vez.

Representantes da escola e a direção do sindicato dos professores se reuniram na segunda com o diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, para pedir rigor na punição dos responsáveis pela agressão. Segundo a presidente do sindicato, Rejane Pitanga, no dia 17 de junho será lançada uma campanha contra a violência nas escolas, além de criar um disk denúncia para incentivar professores e alunos a denunciarem casos de agressão.

Medo

Em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, impera o clima de medo na escola estadual Professor Alberto Krause. No período noturno, durante os intervalos, alunos e professores passam as aulas trancados dentro das salas e não podem ir ao pátio externo por causa da violência, informa o jornal Folha de S. Paulo.

A ordem é do diretor do colégio, Claudemir Figueiredo. Segundo ele, são cada vez mais freqüentes os casos de assaltos contra alunos e professores, depredações e consumo de drogas dentro da escola. Ele comparou a situação na escola a um estado de sítio, com suspensão temporária de direitos e das garantias individuais. “É esse estado de sítio que faz com que a escola possa funcionar, apesar do medo e da insegurança. Pedimos providências, mas ninguém faz nada”, afirmou.

Para a diretoria, as invasões são feitas por alunos e ex-alunos, integrantes de duas gangues rivais da região do bairro Tanguá. O colégio é o único do bairro, onde vivem cerca de 15 mil pessoas – a maioria famílias de baixa renda.

A coordenadora da Patrulha Escolar Comunitária da Secretaria da Educação, Margarete Lemes, disse ao jornal ter “estranhado” as afirmações do diretor. “O colégio já foi alvo de diversas operações da patrulha escolar. Estranhamos as denúncias porque é um dos colégios prioritários. A situação lá está sob controle”, garantiu.

Veja o vídeo da TV Centro América

Leia a matéria do Correio Braziliense

A íntegra da matéria da Folha de S. Paulo

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