Contos de fadas ajudam crianças a entender suas emoções

Chapeuzinho Vermelho, João e Maria, Bela Adormecida, O Patinho Feio. Não existe criança que não goste de ouvir contos de fadas. Mas o que elas nem imaginam é que, enquanto viajam neste faz-de-conta e se identificam com os heróis, sentem medo do lobo e raiva da bruxa, elas estão desenvolvendo aspectos psicológicos importantes para o favorecimento de sua auto-estima.

Segundo Carolina Nikaedo, psicóloga da Clínica Edac, a criança, ao se identificar com essas histórias, entra em contato com sentimentos internos, vivenciando seus problemas psicológicos de forma simbólica e saindo melhor desta experiência. “Quando há a identificação, a criança pensa ‘não sou só eu que sinto isso’, acontece então um reconhecimento de seus sentimentos, o que ameniza esta sensação”, explica Carolina.

 

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Trabalhando as emoções

Na Escola Viva, localizada na Vila Olímpia, as professoras encontraram um jeito de envolver ainda mais os alunos neste mundo de fantasia. Desde o início do ano, a cada semana, as crianças do Grupo Laranja, de três anos, se deliciam com uma nova história contada e recontada pelas professoras e por eles próprios. A cada conto, elas se deparam com novas situações e sentimentos. “É uma oportunidade para as crianças trabalharem suas emoções. Na história dos Três Porquinhos, por exemplo, um dos nossos alunos mais quietos quis interpretar o Lobo. Esta foi uma chance dele se colocar naquele papel e mostrar isto pra ele e para o grupo. Nesta idade, estas vivências são muito importantes”, comenta Silvia Kawassaki, coordenadora pedagógica do Grupo Laranja.

 

Para completar a viagem no faz-de-conta, a história da semana serve de inspiração para que todos juntos preparem um saboroso prato na aula de culinária. E na hora de comer o que foi preparado, algum personagem ou elemento da historia pode aparecer. “As crianças ficam realmente na expectativa: ‘será que a bruxa vem? E o lobo?’ Nesta hora, cada criança mostra a sua personalidade. É uma experiência muito rica”, comenta a professora-assistente Luciana Nogueira de Sá.

“João e Maria” foi a primeira história a ser contada. Ao final da semana de releituras e contações, a criançada se divertiu montando a casa encantada da bruxa com paredes de bolo e cobertura de balas e chocolate. Na hora de comer, lá estava ela, a Bruxa, bem ao lado da casa de doces.

Na vez da Chapeuzinho Vermelho, quando foram comer o “bolo da Vovó” que prepararam, pegadas do lobo assustaram a garotada. Em João e o Pé de Feijão, o gigante surgiu desenhado em um molde de papel de grandes proporções. “Eles estavam com muito medo do gigante aparecer. Quando viram o molde enorme, ficaram assustados. No dia seguinte, eles enfeitaram o gigante, pintaram, colocaram cabelo, roupa, e o medo acabou. De uma forma lúdica, eles tiveram a oportunidade de trabalhar este sentimento e se fortalecer”, explica Luciana.

 

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Um Homem-Bolo muito gostoso

Nesta última semana, foi a vez da criançada se envolver com a história do Homem-Bolo. No conto, um casal de velhinhos faz um biscoito na forma de uma figura humana. O Homem-Bolo ganha vida e sai correndo pelo mundo, desafiando a todos que não conseguem pegá-lo. Mas dos alunos da Escola Viva, ele não escapou. Na aula de culinária, as crianças fizeram um Homem-Bolo de chocolate, decorado com balas e doces, que foi logo devorado. Marina, de três anos, tinha medo do Homem-Bolo, mas agora mudou de opinião. “Ele estava muito gostoso”, saboreia.мониторинг локальной сетимихаил безлепкин сотрудникшинопровода для

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