Vamos discutir e aprender com o Brasil?

Na última semana o Brasil foi palco de uma mais uma notícia que mostrou a truculência das forças policiais contra jovens negros. Em Goiás, o youtuber Filipe Ferreira estava em uma praça fazendo acrobacias com sua bike e gravando para o seu canal, quando foi abordado, desrespeitado e algemado pelos homens da “lei”. Notícias como essa são comuns num país racista como é o Brasil. Mas desde o assassinato de George Floyd, o americano negro assassinado pela polícia em plena luz do dia, movimentos sociais antirracistas vêm ganhando força e lutando pela punição dos que infringem o respeito aos direitos humanos.

Temas sensíveis que surgem em uma sociedade – racismo, ditadura, liberalismo, democracia, o bem e o mal, o certo e o errado, a ética e a moralidade, o meio ambiente e o progresso, para serem compreendidos e transformados em conhecimentos, necessitam da mediação do educador e podem ser potencializados por bons filmes.

“Temos um acervo de documentários riquíssimos que abrange todas as temáticas de uma sociedade. Para provocar uma reflexão sobre a truculência policial sobre os jovens negros, por exemplo, o documentário  Espero tua (Re)volta, de Eliza Capai, que faz um retrato do movimento estudantil que ocupou escolas estaduais de SP em 2015, é muito educativo. O filme é sobre a perspectiva do jovem, a maioria negra e de periferia. Tem uma cena em que dois jovens, enquanto gravam para o documentário, veem um colega, de bicicleta, levando uma “geral” da polícia. Os fardados queriam saber onde ele havia “pego” a bicicleta. O jovem estudante, acostumado a ser “enquadrado”, passou a levar consigo a nota fiscal de compra da bicicleta”, conta a diretora da TamanduáEdu , Ana Gabriela Duarte Lopes.

Quando participou de uma live a convite da TamanduáEdu para analisar o documentário “Clementina”, que conta a história da cantora negra e nascida na favela Clementina de Jesus, a educadora da disciplina Culturas Brasileiras e Diversidades Étnicas, Denise Rampazzo, mostrou admiração pela potência do filme, pela vida de Clementina e pela possibilidade de trabalhar temas além da cultura e do racismo, junto aos seus alunos do curso de pedagogia no Instituto Singularidades.

Sonia Barreira, diretora do Grupo Bahema, destaca o cinema como um suporte essencial no aprendizado. “Conheci a plataforma TamanduáEdu o ano passado, quando a pandemia estava nos surpreendendo e as escolas estavam em busca de soluções e apoios às suas práticas.  Imediatamente me pareceu que poderíamos encontrar nela um suporte muito importante”, diz.

TamanduáEdu

A plataforma TamanduáEdu integra o grupo de difusão audiovisual Curta! – Curta na Escola, Canal Curta, Tamanduá TV – especializado em curadoria de conteúdos relevantes.

“A TamanduáEdu foi criada para estar a serviço do professor, dos alunos e de suas famílias. O acervo é apresentado em planos segmentados para todas as etapas do ensino básico – infantil, fundamental 1 e 2 e médio – e formação de professores. Temos ainda planos para cadeiras especificas de humanas, do Ensino Superior”, conta Ana Gabriela. 

O custo da assinatura para as escolas é baixo. O acervo é de excelente qualidade, o streaming educacional é inédito no Brasil e escolas, educadores, alunos e suas famílias terão acesso uma vasta coleção de filmes e series classificados por aplicabilidades pedagógicas.

A TamanduáEdu permite que o professor crie seus planos de aula na plataforma associando componentes curriculares, competências e habilidades e descrevendo as situações didáticas. Os educadores também podem criar canais ou coleções de títulos e partilhar os links com seus alunos. A tecnologia utilizada permite a integração de uma rede colaborativa entre gestores, professores e pais, promovendo a exibição de filmes na escola e na família, além de fornecer métricas e relatórios analíticos a coordenadores e gestores.

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