Sarau marcou homenagem do Dia Mundial do Refugiado

Um Sarau organizado pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello da Unicamp em parceria com o Memorial da América Latina e Universidade São Judas Tadeu foi realizado, no formato online, no dia 18 (sexta-feira) para homenagear o Dia Mundial do Refugiado, celebrado oficialmente no dia 20 de junho. Artistas do Congo, Haiti, Síria e Venezuela trouxeram um pouco da cultura de seus países em um espetáculo de duas horas de duração. Antes das exibições, uma mesa de abertura apresentou um panorama da situação de refúgio no Brasil. Além do diretor do Memorial da América Latina, Jorge Damião, também participaram da cerimônia, o reitor Antonio José Meirelles, a diretora executiva de Direitos Humanos, Sílvia Santiago e a diretora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello, Ana Carolina de Moura Delfim Maciel. Como representante da reitora da Universidade São Judas Tadeu, Mônica Orcioli, esteve presente a coordenadora de Projetos Especiais, Maurilia Soares. 

Em sua fala, o reitor apresentou dados de 2019, quando foram feitas 85.520 solicitações de refúgio no país, colocando o Brasil entre as 10 nações que mais receberam pedidos desta natureza. Naquele mesmo ano, foram mais de 21 mil reconhecimentos de pessoas que buscaram exílio por motivo de guerras, perseguições políticas e religiosas e outros. “É importante lançar luz nesta questão ainda permeada por preconceito e desinformação, para tornarmos o país mais inclusivo em todos os sentidos”, destacou. A inclusão foi o tema também abordado pela professora Sílvia Santiago. Para ela, a presença de estrangeiros no país amplia a capacidade de leitura da realidade e do mundo e, assim, caminhar em direção às necessidades dessa população.

A professora Ana Carolina Maciel acredita que a data é uma oportunidade para não só fazer uma homenagem aos refugiados, mas também promover uma parada para reflexão. “Uma em cada 95 pessoas da terra fugiram de suas casas, sendo que metade delas eram crianças e, muitas vezes, estavam desacompanhadas. A cada um minuto, pessoas são obrigadas a deixar seus vilarejos, cidades e países. Diariamente quase um menino ou menina morre. Mais do que números e estatísticas, são seres humanos detentores de sonhos e assombrados por traumas inimagináveis”. Segundo ela, os efeitos da pandemia de Covid-19 ainda não são claros, mas hoje são 164 países com fronteiras fechadas e um endurecimento ainda maior para pessoas nesta condição. 

Assista à Cerimônia de Abertura e Sarau:

Assista ao Repórter Unicamp “Fronteiras Cruzadas” produzido pela TV Unicamp:

Originalmente publicado em...