A escola de antes da pandemia não existe mais

A escola de antes da pandemia não existe mais. E agora, mais do que nunca, com a volta das aulas ao ensino presencial, ou modelo híbrido, as escolas terão de dar destaque à competência no 5 da BNCC – Base Nacional Comum Curricular– que enfatiza a cultura digital e propõe o uso qualificado e ético de ferramentas que viabilizam uma educação que motiva, ensina e traz maior equidade.

Recurso potente e bastante utilizado entre as escolas privadas durante a pandemia, são as produções audiovisuais. As escolas dos grupos Bahema e Cognita contrataram a assinatura da plataforma de filmes streaming TamanduáEdu para dar suporte à formação dos professores e promover engajamento dos alunos na aquisição do conhecimento.

“Conheci a plataforma TamanduáEdu quando a pandemia estava nos surpreendendo e as escolas estavam em busca de soluções e apoios às suas práticas.  Imediatamente me pareceu que poderíamos encontrar nela um suporte muito importante para as aulas”, conta a diretora pedagógica do grupo educacional Bahema, Sônia Barreira. Ela diz que cinco escolas do grupo já estão utilizando a TamanduáEdu e as demais devem aderir à plataforma ao decorrer do ano.

Para Luiza Sassi, diretora do Instituto Gay Lussac, em Niterói, “o audiovisual é uma linguagem que motiva os alunos. Criamos um festival de Curtas, e o acervo da TamanduáEdu, com curadoria de excelência, potencializa esse trabalho”.

A  TamanduáEdu  integra o grupo de difusão audiovisual curta! – Curta na Escola, Canal Curta, Tamanduá TV – e é especializada em curadoria de conteúdos relevantes, com todo o acervo classificado conforme a BNCC.

“Criamos a plataforma para estar a serviço do professor, dos alunos e de suas famílias. O acervo é apresentado em planos segmentados para todas as etapas do ensino básico e formação de professores”, explica a diretora da TamanduáEdu, Ana Gabriela Lopes.  Ela afirma que a tecnologia utilizada permite a integração de uma rede colaborativa entre gestores, professores e pais.

Para o diretor do TLTL – Transformative Learning Technologies Lab – e professor da Universidade de Columbia, Paulo Blikstein, a escola precisa conectar o currículo com a vida cotidiana dos estudantes. Para ele, esta estratégia é mais potente do que ensinar mais do mesmo.

“O que está acontecendo de mais moderno no mundo da educação não é a aula expositiva. Hoje em dia as distrações que as crianças e jovens têm são muito tentadoras. Se ficarmos apegados às tradições, iremos fracassar. Temos que olhar o lado do aluno”, diz Blikstein.

Não há tecnologia capaz de assumir o papel do professor. Tecnologias educacionais funcionam melhor quando orientadas por alunos, professores e gestores — amplificando e não automatizando possibilidades.  Tecnologias nas escolas são um passo fundamental para um novo horizonte no desenvolvimento emancipatório da criatividade, potencial e autonomia de todas as crianças e adolescentes do Brasil. Não deixemos essa oportunidade passar mais uma vez.

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