Dia Nacional da Alimentação na Escola é comemorado com um cardápio mais saudável na rede estadual

No Dia Nacional da Alimentação na Escola, a rede pública estadual de São Paulo tem motivos de sobra para comemorar. Atenta à segurança alimentar e nutricional e às dietas especiais, a Secretaria da Educação Estado (Seduc-SP) vem investindo, desde o ano passado, em um cardápio mais rico em produtos in natura e em menus adaptados às necessidades dos alunos que sofrem com alguma patologia ou restrição relacionada à alimentação. Um cardápio totalmente novo está em fase de elaboração, mas os estudantes já podem contar com uma alimentação mais saudável à mesa.

Mais hortifrutis, carnes in natura e novos produtos, como suco integral de frutas estão entre as novidades. O Centro de Serviços de Nutrição da Seduc-SP articula ainda a oferta de cacau para substituir os achocolatados, normalmente preparados com alto teor de açúcar.

Alimentos ultra processados como mistura para bolos e tortas foram banidos do cardápio. Em seu lugar, foram incorporados alimentos com alto teor nutricional e foi ampliada a oferta de itens da agricultura familiar.

Para atender às especificidades culturais das comunidades indígenas e quilombolas, e suas necessidades nutricionais diárias, a Seduc-SP realizou uma pesquisa com esses alunos e incorporará novos itens típicos nesses cardápios, como fubá de milho, farinha de mandioca, cuscuz e polvilho doce.

O Dia Nacional da Alimentação na Escola é celebrado em 21 de outubro e foi criado para ressaltar a importância das ações voltadas para a educação alimentar e nutricional dos estudantes de todas as etapas da educação básica.

Alimentos in natura x Alimentos Ultraprocessados

Com o intuito de ampliar permanentemente o conceito de alimentação saudável e acessível e fomentar a promoção da saúde e da qualidade de vida, o Departamento de Alimentação Escolar (DAESC) da Seduc-SP, propôs que neste dia 21 de outubro as escolas desenvolvam atividades com o tema “Alimentos in natura versus Alimentos Ultraprocessados”.

O público-alvo da ação são os alunos matriculados na rede estadual de São Paulo, além das equipes gestoras e pedagógicas de cada unidade escolar (diretor, vice-diretor, coordenador pedagógico e professores).

De acordo com o Secretário da Educação, Rossieli Soares “A melhoria na alimentação vai além da questão nutricional. É uma forma de fortalecer os laços que unem a escola, o aluno e toda a comunidade no processo de conscientização para a relação entre uma boa alimentação e o ensino-aprendizagem”

Dietas especiais 

Alunos que sofrem com alguma restrição ou patologia relacionada à alimentação, como a doença celíaca que restringe o consumo de glúten, também são contemplados com um cardápio especial e orientação nutricional. As unidades escolares da rede pública estadual devem solicitar as adaptações por meio de um cadastro feito diretamente na plataforma Secretaria Escolar Digital (SED). É necessário que o responsável ou o próprio aluno, no caso dos maiores de 18 anos, apresentem o laudo médico.

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