Saúde Mental: Conviva SP destaca a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais nas escolas

No último percurso formativo sobre saúde mental do ano, o Conviva SP destacou o tema “O poder da Educação na Construção de um Futuro melhor”. A mesa temática, que foi ao ar nesta segunda-feira (29), no canal Gestão do Centro de Mídias São Paulo (CMSP), contou com as presenças de Rossieli Soares, Secretário da Educação do Estado; Rodrigo Bressan, psiquiatra e PhD pelo King’s College London, professor livre docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente do Instituo Ame Sua Mente (IASM) – parceiro na ação; além de Mário Augusto, gestor do Conviva SP.

Em pauta, reflexões sobre a atuação do Conviva SP, instituído em outubro de 2019 na rede paulista da Educação, pandemia, retorno das aulas presenciais, momento social, no que diz respeito a comportamentos, emoções e, principalmente, a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais dentro do ambiente escolar, como empatia e autoconfiança. Rossieli Soares destacou a importância da atuação dos profissionais envolvidos e destacou que pretende ampliar o alcance da iniciativa. “Foi uma agenda muito batalhada desde o início. Vivemos, em 2021, um período de muitos desafios. Hoje, passamos por um momento importante de reflexão e preparação para o próximo ano letivo. Estou muito orgulhoso do trabalho de toda a equipe envolvida, juntos às Diretorias de Ensino, com as escolas, na ponta dessa relação. Vamos continuar investindo e cuidando das pessoas. É um dos pilares fundamentais do nosso planejamento”, contou.

O Secretário lembrou das experiências pessoais e profissionais para ratificar a preocupação com a saúde mental. “Muitas vivências vão nos marcando no decorrer da trajetória. O ocorrido na Escola Estadual Raul Brasil representou o momento mais difícil da minha vida profissional. Tenho uma porta da escola na minha sala. É um símbolo de resistência para que possamos atingir e saber lidar com a causa de tudo isso. Um fato que acabou nos ensinando que precisávamos olhar muito para essas questões, que dialogam com aprendizagem e acolhimento”, revelou.

“Se não está bem em casa, a escola pode e deve ajudar”

Neste contexto, segundo Rossieli, a escola exerce um papel fundamental em um momento que a internet e as redes sociais propiciam uma rotina mais acelerada, que pode significar em um aumento de ansiedade. “Muitas vezes o estudante pode não estar bem na escola. A relação dentro de casa o ajuda. Se não está bem em casa, a escola pode e deve ajudar. A gente vai se apoiando. A vida é feita por balanço e contrabalanço. Todos temos algum tipo de problema. Muitas vezes a gente não se coloca no lugar do outro”, emendou.

Para Mário Augusto, é preciso estar cada vez mais atento à rotina dentro da sala de aula. “Grandes transtornos acontecem durante a fase escolar, e se os professores não entenderem desta forma dificilmente conseguem contribuir na aprendizagem e na convivência. Todos somos vulneráveis e lidamos com essas dificuldades. Temos que garantir autoconhecimento, provocações e reflexões”, analisou.

Rodrigo Bressan entende que o diálogo e a capacitação docente formam uma parceria ideal. “O professor enxerga mais do que a gente. Percebo isso com clareza, porque eles veem mudanças de comportamento e entendem o contexto de grupo, além das tarefas da rotina escolar. Quando oferecemos um bom diálogo fica mais claro entender essa relação. A saúde emocional é uma fortaleza que te permite cuidar para evitar de desenvolver transtornos”, afirmou.

Atuação

Vinculado à Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), o Conviva SP identifica vulnerabilidades de cada unidade escolar para a implementação de Planos de Melhoria da Convivência. Além disso, atua em ações proativas de segurança, articula a participação ativa da família na vida escolar dos estudantes da rede de ensino estadual e oferta ações de serviço de assistência e saúde mental.

Neste ano, foram promovidas dez mesas temáticas e 19 lives de percursos formativos, com mais de 21,7 mil inscrições na plataforma da Escola de Formação de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Estado de São Paulo (Efape).

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