Os desafios do novo ensino médio

Os desafios do novo ensino médio

Ensino médio: Matéria publicada pela Direciona Escolas em 11/05

O que o jovem quer para o seu futuro? E como a educação pode contribuir para formar cidadãos preparados para as demandas do futuro? Essas duas questões nortearam, em diversos graus, a primeira palestra desta quarta-feira (11) durante o Congresso da Bett Educar 2022 – evento híbrido que ocorre até a próxima sexta-feira (13) na plataforma Bett Online e presencial no espaço Transamerica Expo Center, zona sul de São Paulo.

Abordando os desafios para a implementação do Novo Ensino Médio no cotidiano escolar, Alexandre Schneider, presidente do Instituto Singularidades, destacou que vivemos em um mundo complexo, repleto de incertezas que permeiam todos os aspectos educacionais e profissionais, mudanças climáticas, desigualdades sociais, a utilização massiva de redes sociais e as reverberações tecnológicas, as novas relações familiares, além dos reflexos que a pandemia causou em todos e todas. E a educação está localizada no centro das mudanças.

“A escola tem que lidar com a realidade, mas também com o futuro; ela deve ser capaz de ler o mundo, suas transformações, pensar na resolução de problemas e formar um outro tipo de estudante”, disse Schneider. Nesse sentido, se observarmos a educação no centro da formação para as mudanças, o Novo Ensino Médio se configura para lidar com as demandas futuras que serão enfrentadas pelos jovens.

MPLEMENTAÇÃO NA PRÁTICA

O presidente do Instituto Singularidades, Alexandre Schneider, destacou dois desafios que atravessam a implementação do Novo Ensino Médio na prática: as desigualdades socioculturais e as diferenças entre ensino público e privado; e a organização pedagógica. Sobre o primeiro ponto, Schneider ressalta que na rede pública a desigualdade é acentuada no ensino médio, já que o “estudante chega no ensino médio com uma série de carências dos anos anteriores e a questão que se coloca é como deixar todo mundo no mesmo patamar de conhecimento”.

A desigualdade aparece, também, na disposição das eletivas, “como implementar diversas propostas eletivas se não há um respaldo ou um programa que disponibilize propostas tão diversificadas? É todo um jogo de construção”, completa o presidente.

Sobre a organização pedagógica, Alexandre Schneider e Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Conselho Nacional de Educação, concordam com a necessidade da formação continuada de professores para auxiliar a implementação do Novo Ensino Médio. Essa estruturação pedagógica reflete, especialmente, no apoio e na mentoria da escolha dos processos formativos dos estudantes. Para Maria Helena, um dos desafios do Novo Ensino Médio está em sua implementação, que deve olhar com atenção “para a formação continuada de professores (como fazer, desenvolver, compartilhar práticas, etc.), partindo da informação para a prática efetiva”. Segundo a presidente do CNE, o próprio desenho do novo ENEM pode auxiliar na implementação eficaz do Novo Ensino Médio.

Outro ponto levantado pelos palestrantes são os resquícios da pandemia na vida escolar atual, em modelo presencial. “As dificuldades na educação também devem ser observadas sob o prisma da pandemia, que são evidenciadas na recomposição das aprendizagens, ou seja, o fortalecimento das competências e habilidades deve motivar o engajamento e o protagonismo das histórias dos estudantes. O aspecto socioemocional é de grande importância e impacta diretamente no aprendizado”, destacou Schneider.

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