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<oembed><version>1.0</version><provider_name>CGC</provider_name><provider_url>https://cgceducacao.com.br</provider_url><title>Ag&#xEA;ncia USP de Not&#xED;cias - CGC</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="vQSSSpjb92"&gt;&lt;a href="https://cgceducacao.com.br/index.php/2022/08/29/agencia-usp-de-noticias/"&gt;Ag&#xEA;ncia USP de Not&#xED;cias&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://cgceducacao.com.br/index.php/2022/08/29/agencia-usp-de-noticias/embed/#?secret=vQSSSpjb92" width="600" height="338" title="&#x201C;Ag&#xEA;ncia USP de Not&#xED;cias&#x201D; &#x2014; CGC" data-secret="vQSSSpjb92" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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</html><description>Ag&#xEA;ncia USP de Not&#xED;cias  http://www.usp.br/agen Divulga&#xE7;&#xE3;o aos meios de comunica&#xE7;&#xE3;o a produ&#xE7;&#xE3;o cient&#xED;fica e atividades como cursos e palestras, exposi&#xE7;&#xF5;es e publica&#xE7;&#xF5;es. Thu, 09 Aug 2018 13:44:36 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.6.1   Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa  http://www.usp.br/agen/?p=229197  Fri, 29 Apr 2016 21:00:19 +0000               http://www.usp.br/agen/?p=229197    Obter informa&#xE7;&#xF5;es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte&#xFA;do, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap&#xF3;s a an&#xE1;lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu&#xED;mica de S&#xE3;o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons met&#xE1;licos (como mangan&#xEA;s, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ&#xE7;&#xE3;o &#xE9; realmente aquele especificado no r&#xF3;tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson&#xE2;ncia magn&#xE9;tica nuclear (RMN) semelhante &#xE0;queles usados em hospitais para exames cl&#xED;nicos. Terminada a medi&#xE7;&#xE3;o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.   Aparelho de resson&#xE2;ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss&#xED;vel entre pa&#xED;ses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter&#xED;sticas surtia maior influ&#xEA;ncia nos resultados. &#xCD;ons met&#xE1;licos est&#xE3;o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco&#xF3;licas ou n&#xE3;o, em concentra&#xE7;&#xF5;es variadas. &#x201C;O vinho n&#xE3;o &#xE9; uma bebida destilada, por isso a concentra&#xE7;&#xE3;o de metais nele est&#xE1; diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb&#xE9;m ao clima do local&#x201D;, afirma Esther. &#x201C;Diferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons met&#xE1;licos, sendo poss&#xED;vel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os &#xED;ons met&#xE1;licos.&#x201D; A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s&#xF3; que menor. Enquanto o RMN para an&#xE1;lises cl&#xED;nicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at&#xE9; 10 cent&#xED;metros (cm) de largura. &#x201C;O equipamento &#xE9; basicamente um &#xED;m&#xE3; gigante que observa como a amostra se comporta quando est&#xE1; dentro do seu campo magn&#xE9;tico&#x201D;, diz a pesquisadora. &#x201C;Por isso, metais que interagem com &#xED;m&#xE3;s &#x2013; como o ferro e o mangan&#xEA;s &#x2013; podem ser observados nessas medidas.&#x201D; Medi&#xE7;&#xE3;oA garrafa &#xE9; colocada inteira dentro dele e a medi&#xE7;&#xE3;o dura em torno de dois minutos. O resultado &#xE9; um gr&#xE1;fico que mostra o tempo de relaxa&#xE7;&#xE3;o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar &#xE0; sua condi&#xE7;&#xE3;o magn&#xE9;tica inicial ap&#xF3;s ser irradiada com uma onda de r&#xE1;dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). &#x201C;Quando esse gr&#xE1;fico &#xE9; comparado a um banco de dados pr&#xE9;-existente, podemos saber a concentra&#xE7;&#xE3;o aproximada de metais presentes na amostra&#x201D;, ressalta Esther. &#x201C;Realizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an&#xE1;lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.&#x201D; A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa&#xED;ses e observou que os gr&#xE1;ficos de relaxa&#xE7;&#xE3;o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa&#xED;s, ou de localidade geogr&#xE1;fica parecida. &#x201C;Correlacionando esses gr&#xE1;ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o &#xED;on met&#xE1;lico que mais influencia as medidas &#xE9; o &#xED;on de mangan&#xEA;s. Al&#xE9;m de ter concentra&#xE7;&#xE3;o mais expressiva que os demais &#xED;ons ativos na RMN, sua intera&#xE7;&#xE3;o com o campo magn&#xE9;tico &#xE9; bem maior que a dos outros &#xED;ons em solu&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, explica a pesquisadora. &#x201C;Portanto, a classifica&#xE7;&#xE3;o de vinhos tintos por pa&#xED;s ou regi&#xE3;o de plantio &#xE9; poss&#xED;vel utilizando a Resson&#xE2;ncia Magn&#xE9;tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra&#xE7;&#xE3;o de &#xED;ons de mangan&#xEA;s presentes na amostra.&#x201D; Segundo Esther, n&#xE3;o existe muita aplica&#xE7;&#xE3;o industrial do m&#xE9;todo. &#x201C;Antes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an&#xE1;lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN&#x201D;, observa. &#x201C;O equipamento utilizado na pesquisa, em rela&#xE7;&#xE3;o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, &#xE9; mais comum, mais barato, mais f&#xE1;cil de ser operado e possui outras aplica&#xE7;&#xF5;es, como por exemplo a an&#xE1;lise de frutas e sementes. Apesar disso, n&#xE3;o &#xE9; um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele &#xE9; bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda &#xE9; caro para o consumidor comum.&#x201D; De acordo com a pesquisadora, num futuro pr&#xF3;ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr&#xE1;-lo. &#x201C;Havendo um banco de dados robusto e confi&#xE1;vel, poder&#xE1; ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est&#xE1; no r&#xF3;tulo&#x201D;, aponta. &#x201C;O sistema &#xE9;, portanto, poder&#xE1; ser &#xFA;til para combater falsifica&#xE7;&#xF5;es antes que o consumidor pague pelo produto&#x201D; A pesquisa &#xE9; descrita em disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado Estudo n&#xE3;o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav&#xE9;s de RMN 1H no dom&#xED;nio do tempo e an&#xE1;lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta&#xE7;&#xE3;o e professor associado ao Programa de P&#xF3;s Gradua&#xE7;&#xE3;o do IQSC. Foto: Wikimedia Commons Mais informa&#xE7;&#xF5;es: email esther_scherrer@yahoo.com.br, com Esther Scherrer ]] &gt;     Projeto mapeia resposta imunol&#xF3;gica ao zika v&#xED;rus  http://www.usp.br/agen/?p=229175  Fri, 29 Apr 2016 20:58:32 +0000              http://www.usp.br/agen/?p=229175    A Faculdade de Medicina de Ribeir&#xE3;o Preto (FMRP) da USP recebeu, nos dias 28 e 29 de abril, seus parceiros, o ingl&#xEA;s Daniel Altmann, do Departamento de Medicina do&#xA0;Imperial College (Reino Unido), e o norte-americano William Kwok, do Instituto de Pesquisa Benaroya (Seattle, Estados Unidos)&#xA0;para o in&#xED;cio do desenvolvimento de uma vacina contra o zika v&#xED;rus. O projeto inicial investir&#xE1; no mapeamento da resposta imunol&#xF3;gica que, at&#xE9; o momento, continua desconhecida pela ci&#xEA;ncia.   Projeto inicial investir&#xE1; no mapeamento da resposta imunol&#xF3;gica Os tr&#xEA;s centros de pesquisa concentrar&#xE3;o esfor&#xE7;os para entender o que leva algumas pessoas infectadas com o zika v&#xED;rus a serem mais resistentes enquanto outra parcela de infectados &#xE9; mais suscet&#xED;vel, desenvolvendo graves sintomas. O professor do Departamento de Bioqu&#xED;mica e Imunologia,&#xA0;Jo&#xE3;o Santana da Silva, da FMRP, coordenador do projeto no Brasil, comenta que entendendo como ocorre esse controle, essa resposta imune, pode-se &#x201C;intervir de forma a controlar a resposta da popula&#xE7;&#xE3;o mais suscet&#xED;vel ao v&#xED;rus e fazer com que essas pessoas fiquem resistentes, chegando-se assim a uma vacina.&#x201D; Apesar de acreditar que a resposta imune de nosso organismo ao zika v&#xED;rus seja completamente diferente da resposta &#xE0; dengue, Santana da Silva diz que a experi&#xEA;ncia que j&#xE1; possuem com a dengue deve tornar mais r&#xE1;pida a constru&#xE7;&#xE3;o de uma vacina contra o zika. Pesquisa B&#xE1;sicaO professor adianta que existe grande quantidade de testes cl&#xED;nicos em andamento ou j&#xE1; realizados com a vacina da dengue, inclusive no Instituto Butantan, e que, dentro de um ano, essa vacina (dengue) dever&#xE1; estar pronta. Ele afirma que a pesquisa que realizam hoje &#xE9; b&#xE1;sica. Mas &#xE9; preciso saber como &#xE9; realizada &#x201C;a resposta imune dessas pessoas para entender como &#xE9; a doen&#xE7;a e a prote&#xE7;&#xE3;o para fazer a vacina.&#x201D; O professor saiu em defesa das autoridades sanit&#xE1;rias brasileiras e da Funda&#xE7;&#xE3;o de Amparo &#xE0; Pesquisa do Estado de S&#xE3;o Paulo (Fapesp), pelas r&#xE1;pidas a&#xE7;&#xF5;es para o controle dessa doen&#xE7;a que oferece graves riscos ao sistema neurol&#xF3;gico dos infectados como a S&#xED;ndrome de Guillain-Barr&#xE9; e microcefalia. Para o projeto internacional que iniciam agora, s&#xF3; o lado brasileiro recebeu da Fapesp R$ 250 mil. Santana da Silva diz que est&#xE3;o alertas para a gravidade do problema e que &#x201C;n&#xE3;o est&#xE3;o parados&#x201D;. Existem v&#xE1;rias linhas de a&#xE7;&#xE3;o, tanto em pesquisas para entender a doen&#xE7;a, como para prevenir a microcefalia e tamb&#xE9;m para a produ&#xE7;&#xE3;o de vacinas. Foto:&#xA0;Marcos Santos / USP Imagens Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (16) 3315-3242 ]] &gt;     An&#xE1;lise indica sintomas respirat&#xF3;rios em agricultores  http://www.usp.br/agen/?p=229129  Thu, 28 Apr 2016 21:30:22 +0000               http://www.usp.br/agen/?p=229129    O munic&#xED;pio de S&#xE3;o Jos&#xE9; de Ub&#xE1;, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, tem cerca de 7 mil habitantes, a maioria na &#xE1;rea rural. A economia da cidade &#xE9; baseada na agricultura familiar, principalmente no plantio de tomates, com uso excessivo de agrot&#xF3;xicos e parte da sua produ&#xE7;&#xE3;o &#xE9; comercializada com outros estados, inclusive S&#xE3;o Paulo. A ocorr&#xEA;ncia de sintomas respirat&#xF3;rios e altera&#xE7;&#xF5;es da fun&#xE7;&#xE3;o respirat&#xF3;ria em trabalhadores rurais e familiares expostos a agrot&#xF3;xicos foi constatada em pesquisa da Faculdade de Sa&#xFA;de P&#xFA;blica (FSP) da USP, realizada por Rafael Junqueira Buralli.   Em de S&#xE3;o Jos&#xE9; de Ub&#xE1; (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot&#xF3;xicos &#x201C;O cen&#xE1;rio natural montanhoso da regi&#xE3;o favorece a mobiliza&#xE7;&#xE3;o dos agrot&#xF3;xicos aplicados nas planta&#xE7;&#xF5;es, contaminando o solo do entorno da cultura e &#xE1;guas superficiais e subterr&#xE2;neas&#x201D;, conta Buralli. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&#xED;stica (IBGE), apenas 14,2% das resid&#xEA;ncias daquela cidade t&#xEA;m condi&#xE7;&#xF5;es de saneamento b&#xE1;sico adequadas. O estudo apurou que grande parte da popula&#xE7;&#xE3;o est&#xE1; exposta aos agrot&#xF3;xicos desde a tenra idade, seja por morar pr&#xF3;ximo das &#xE1;reas de plantio, trabalhando diretamente, ou mesmo ajudando seus familiares. &#x201C;No grupo dos produtores rurais, a maioria era do sexo masculino e afirmou trabalhar com agrot&#xF3;xicos por v&#xE1;rias horas por dia, principalmente no per&#xED;odo da safra. A maioria dos familiares era do sexo feminino&#x201D;. Foram avaliadas 82 pessoas (48 trabalhadores rurais e 34 familiares). Entre os trabalhadores rurais, 81,3% afirmaram ter contato com agrot&#xF3;xicos no momento da pesquisa, sendo que 77,1% dos produtores e 94,1% dos familiares afirmaram estar expostos domesticamente aos agrot&#xF3;xicos. A maioria dos produtores e familiares era casada, com renda familiar de at&#xE9; dois sal&#xE1;rios m&#xED;nimos, meeiros ou arrendat&#xE1;rios de pequenas &#xE1;reas, com baixa escolaridade e nunca recebeu treinamento ou orienta&#xE7;&#xF5;es para manipular agrot&#xF3;xicos. No momento da avalia&#xE7;&#xE3;o, na safra de 2014, 66% das pessoas apresentaram algum sintoma respirat&#xF3;rio. Os mais comumente relatados foram crise de tosse (40,0%), rinite (30,7%), sensa&#xE7;&#xE3;o de aperto no peito (24,0%), sensa&#xE7;&#xE3;o de falta de ar (17,3%) e chiado no peito (13,3%). &#x201C;Quanto &#xE0;s altera&#xE7;&#xF5;es da fun&#xE7;&#xE3;o pulmonar, 20% dos produtores e 22,2% dos familiares apresentaram algum dist&#xFA;rbio respirat&#xF3;rio&#x201D;, aponta o pesquisador. &#x201C;Ap&#xF3;s an&#xE1;lises estat&#xED;sticas, as altera&#xE7;&#xF5;es respirat&#xF3;rias se mostraram significativamente associadas ao fato de a pessoa ser produtor, manipular agrot&#xF3;xicos regularmente e da quantidade de horas trabalhadas por dia&#x201D;. De acordo com bases de dados oficiais de morbidade e mortalidade, as principais causas de morte entre 2004 e 2010 em S&#xE3;o Jos&#xE9; de Ub&#xE1;, foram as doen&#xE7;as do aparelho circulat&#xF3;rio, do aparelho respirat&#xF3;rio, neoplasias, causas externas, transtornos mentais e comportamentais, doen&#xE7;as do sistema digest&#xF3;rio, disfun&#xE7;&#xF5;es end&#xF3;crinas, metab&#xF3;licas. &#x201C;Quanto ao c&#xE2;ncer, as neoplasias mais frequentes com o desfecho &#xF3;bito do paciente foram as de pulm&#xF5;es, est&#xF4;mago e laringe&#x201D;, observa Buralli. Interna&#xE7;&#xF5;esQuanto &#xE0;s interna&#xE7;&#xF5;es hospitalares no munic&#xED;pio, entre janeiro de 2008 e agosto de 2015, as causas mais comuns foram as doen&#xE7;as do aparelho circulat&#xF3;rio, respirat&#xF3;rio, genitourin&#xE1;rio e digestivo, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. &#x201C;Todas essas doen&#xE7;as j&#xE1; foram associadas &#xE0; exposi&#xE7;&#xE3;o aos agrot&#xF3;xicos em outros estudos e podem estar relacionadas tamb&#xE9;m em SJU&#x201D;, destaca o pesquisador. Segundo Buralli, a primeira provid&#xEA;ncia a ser tomada para contornar o problema seria melhorar o apoio t&#xE9;cnico e aten&#xE7;&#xE3;o &#xE0; sa&#xFA;de das pessoas que manipulam esses qu&#xED;micos, fornecendo treinamento para lidar com esses produtos e organizando o sistema de sa&#xFA;de para atender as necessidades espec&#xED;ficas das popula&#xE7;&#xF5;es expostas, tanto na preven&#xE7;&#xE3;o ou tratamento de doen&#xE7;as relacionadas &#xE0; exposi&#xE7;&#xE3;o aos agrot&#xF3;xicos. &#x201C;Na cidade, n&#xE3;o h&#xE1; um banco de dados contendo registros de morbidade e mortalidade por causas ocupacionais, nem programa espec&#xED;fico de vigil&#xE2;ncia, promo&#xE7;&#xE3;o de sa&#xFA;de, preven&#xE7;&#xE3;o e redu&#xE7;&#xE3;o de danos &#xE0; sa&#xFA;de das popula&#xE7;&#xF5;es expostas&#x201D;, ressalta. De acordo com o pesquisador, a segunda provid&#xEA;ncia seria a implanta&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas p&#xFA;blicas mais restritivas quanto &#xE0; comercializa&#xE7;&#xE3;o e consumo de produtos agrot&#xF3;xicos. &#x201C;Hoje, o Brasil &#xE9; l&#xED;der mundial no consumo de agrot&#xF3;xicos e comercializa diversas subst&#xE2;ncias proibidas no mundo inteiro&#x201D;, alerta. &#x201C;Os efeitos disso n&#xE3;o s&#xE3;o sentidos somente pelas fam&#xED;lias rurais, mas tamb&#xE9;m pela popula&#xE7;&#xE3;o em geral, que vive pr&#xF3;ximo a &#xE1;reas de plantio ou consome produtos envenenados&#x201D;. A orientadora do estudo, descrito em disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado, foi a professora Helena Ribeiro, do Departamento de Sa&#xFA;de Ambiental da FSP. O trabalho, no entanto, &#xE9; parte de um projeto de avalia&#xE7;&#xE3;o de risco &#xE0; sa&#xFA;de humana por exposi&#xE7;&#xE3;o a metais e agrot&#xF3;xicos em S&#xE3;o Jos&#xE9; de Ub&#xE1;, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&#xED;fico e Tecnol&#xF3;gico (CNPq) e coordenado pelo professor Jean Remy Dave&#xE9; Guimar&#xE3;es, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al&#xE9;m da FSP e da UFRJ, tamb&#xE9;m colaboraram pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Funda&#xE7;&#xE3;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Universidade de Bras&#xED;lia (UnB). Foto: Wikimedia Commons Mais informa&#xE7;&#xF5;es: email rjbbr@yahoo.com.br, com Rafael Junqueira Buralli   ]] &gt;     Estudo desenvolver&#xE1; ferramentas para a sustentabilidade  http://www.usp.br/agen/?p=229166  Thu, 28 Apr 2016 21:29:33 +0000               http://www.usp.br/agen/?p=229166    Keite Marques, da Assessoria de Comunica&#xE7;&#xE3;o da EESC   Estudo mostra que as universidades n&#xE3;o devem ser isoladas No sentido de estimular a comunidade universit&#xE1;ria a integrar a&#xE7;&#xF5;es sustent&#xE1;veis, a fim de que seus membros tornem-se agentes multiplicadores de pr&#xE1;ticas de sustentabilidade, levando-as para comunidade externa da universidade, o professor do Departamento de Hidr&#xE1;ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S&#xE3;o Carlos (EESC) da USP, Tadeu Malheiros, consolidou uma pesquisa com a Universidade de Michigan (UMICH), nos Estados Unidos &#x2014;&#xA0;considerada uma institui&#xE7;&#xE3;o modelo na &#xE1;rea &#x2014;, visando a formula&#xE7;&#xE3;o de ferramentas de avalia&#xE7;&#xE3;o e monitoramento de cultura de sustentabilidade. As a&#xE7;&#xF5;es humanas decorrentes da ocupa&#xE7;&#xE3;o urbana desordenada e de processos industriais t&#xEA;m alto potencial de degrada&#xE7;&#xE3;o da sa&#xFA;de p&#xFA;blica e do meio ambiente. Mas, felizmente, &#xE9; poss&#xED;vel alterar esse quadro por meio da incorpora&#xE7;&#xE3;o de a&#xE7;&#xF5;es sustent&#xE1;veis e de educa&#xE7;&#xE3;o em sustentabilidade nos diversos &#xE2;mbitos da sociedade. Nesse contexto, as universidades n&#xE3;o devem ser isoladas, e suas a&#xE7;&#xF5;es devem transpor os limites da academia na proposta de influenciar a sociedade na discuss&#xE3;o de sustentabilidade, carregando a responsabilidade de contribuir com a sensibiliza&#xE7;&#xE3;o cultural e conhecimento das pessoas, bem como propor inova&#xE7;&#xF5;es tecnol&#xF3;gicas e ferramentas a fim de direcion&#xE1;-la para um desenvolvimento sustent&#xE1;vel. O campus universit&#xE1;rio deve, ent&#xE3;o, comprometer-se e atuar na educa&#xE7;&#xE3;o e na pesquisa, apoiar a elabora&#xE7;&#xE3;o de pol&#xED;ticas, a dissemina&#xE7;&#xE3;o de informa&#xE7;&#xF5;es e integrar-se &#xE0; comunidade externa a fim de criar um futuro igualit&#xE1;rio e sustent&#xE1;vel. As prefeituras e as diretorias das unidades dos campi da USP devem ser entendidas como modelo de sistemas de diagn&#xF3;sticos e monitoramento do consumo de recursos naturais, aspectos socioecon&#xF4;micos e melhores pr&#xE1;ticas em sustentabilidade, por meio de seus processos de compras &#x2014;&#xA0;prezando por produtos certificados em responsabilidade social e optando por produtos org&#xE2;nicos e de produ&#xE7;&#xE3;o local &#x2014;, redu&#xE7;&#xE3;o de consumo de papel e de produtos descart&#xE1;veis, controle do desperd&#xED;cio de &#xE1;gua e energia el&#xE9;trica, entre outras a&#xE7;&#xF5;es de grande import&#xE2;ncia e em concord&#xE2;ncia com os conceitos da educa&#xE7;&#xE3;o ambiental e de sustentabilidade. Para alcan&#xE7;ar esse patamar do modelo &#xE9; necess&#xE1;rio conceber ferramentas de avalia&#xE7;&#xE3;o e indicadores para diagn&#xF3;stico e monitoramento da cultura de sustentabilidade. &#x201C;A meta &#xE9; propor um sistema integrado de indicadores para monitoramento de sustentabilidade em um campus universit&#xE1;rio, com estudo de caso aplicado no contexto ao campus da USP em S&#xE3;o Carlos, a fim de acompanhar a implementa&#xE7;&#xE3;o da Pol&#xED;tica Ambiental da USP&#x201D;, comentou o professor. Ao final, o resultado ser&#xE1; um Sistema de Indicadores de Sustentabilidade para Universidades dirigido aos tomadores de decis&#xE3;o nas institui&#xE7;&#xF5;es universit&#xE1;rias e outros segmentos da sociedade que desejem tom&#xE1;-las como exemplo. Participa ativamente dos trabalhos o N&#xFA;cleo de Pesquisa e Extens&#xE3;o em Sustentabilidade (NUPS) do campus da USP em S&#xE3;o Carlos, que desde 2012 desenvolve atividades voltadas ao tema de campus sustent&#xE1;vel em parceria com o Instituto de Sustentabilidade Graham da Universidade de Michigan. Essa parceria vem sendo consolidada por diversas atividades conjuntas, envolvendo professores, pesquisadores e alunos de gradua&#xE7;&#xE3;o e p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o de ambas as universidades. Com informa&#xE7;&#xF5;es do doutorando do NUPS Rodrigo Martins Moreira Foto: Maicom Brand&#xE3;o Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (16) 3373-6600 / 3373-6700; email comunicacao@eesc.usp.br ]] &gt;     C&#xE9;lulas de gordura podem inibir a forma&#xE7;&#xE3;o &#xF3;ssea  http://www.usp.br/agen/?p=229112  Wed, 27 Apr 2016 21:30:05 +0000                     http://www.usp.br/agen/?p=229112      Estudo foi publicado na edi&#xE7;&#xE3;o de janeiro de 2016 do "Journal of Cellular Physiology" Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeir&#xE3;o Preto (FORP) da USP revela que subst&#xE2;ncia encontrada em gordura inibe potencial de c&#xE9;lulas-tronco para se diferenciarem em c&#xE9;lulas &#xF3;sseas. Num futuro pr&#xF3;ximo, a reposi&#xE7;&#xE3;o de um peda&#xE7;o qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doen&#xE7;a ou envelhecimento natural, ser&#xE1; poss&#xED;vel com subst&#xE2;ncias produzidas pelo pr&#xF3;prio organismo humano. Essa previs&#xE3;o tem base: os avan&#xE7;os da terapia celular e da engenharia de tecidos. Esse cen&#xE1;rio ainda &#xE9; futurista. Mas o grupo de pesquisa Biomateriais para Implante em Tecido &#xD3;sseo da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e p&#xF3;s-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laborat&#xF3;rio a a&#xE7;&#xE3;o de subst&#xE2;ncia produzida por c&#xE9;lulas de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do ingl&#xEA;s Tumor Necrosis Factor) que reduz a forma&#xE7;&#xE3;o de tecido &#xF3;sseo por inibir a diferencia&#xE7;&#xE3;o de c&#xE9;lulas-tronco em osteoblastos (c&#xE9;lulas que d&#xE3;o origem aos ossos). Procurando a melhor t&#xE9;cnica de reparo &#xF3;sseo, Abuna utilizou culturas de c&#xE9;lulas-tronco mesenquimais, que t&#xEA;m capacidade de se transformar em c&#xE9;lulas de diferentes &#xF3;rg&#xE3;os, inclusive em c&#xE9;lulas de ossos, de duas fontes diferentes: da medula &#xF3;ssea e do tecido adiposo (gordura do organismo). Medula &#xE9; a melhor fonteAs c&#xE9;lulas-tronco mesenquimais foram extra&#xED;das de ratos e cultivadas em meios osteog&#xEA;nico e adipog&#xEA;nico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferencia&#xE7;&#xE3;o de osteoblastos, as c&#xE9;lulas da medula &#xF3;ssea &#x201C;exibiram maior express&#xE3;o g&#xEA;nica de marcadores &#xF3;sseos e forma&#xE7;&#xE3;o de n&#xF3;dulos semelhantes ao osso&#x201D;. Nesses experimentos tamb&#xE9;m se verificou que, em c&#xE9;lulas de gordura, a forma&#xE7;&#xE3;o das c&#xE9;lulas &#xF3;sseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que c&#xE9;lulas de gordura inibiam a diferencia&#xE7;&#xE3;o de c&#xE9;lulas-tronco de medula &#xF3;ssea em osteoblastos e que o respons&#xE1;vel por essa inibi&#xE7;&#xE3;o &#xE9; o TNF alfa. Essas c&#xE9;lulas-tronco &#x2014;&#xA0;da medula &#xF3;ssea e do tecido adiposo &#x2014;&#xA0;representam hoje &#x201C;uma ferramenta atraente para a repara&#xE7;&#xE3;o do tecido &#xF3;sseo baseada na terapia celular&#x201D;, adianta o pesquisador. Segundo o professor M&#xE1;rcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia B&#xE1;sica da FORP-USP, orientador de Abuna, a substitui&#xE7;&#xE3;o de parte da medula &#xF3;ssea por gordura, decorrente do envelhecimento, &#xE9; fato reconhecido pela literatura, mas chama a aten&#xE7;&#xE3;o a informa&#xE7;&#xE3;o nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibit&#xF3;rio sobre a diferencia&#xE7;&#xE3;o de c&#xE9;lulas-tronco da medula &#xF3;ssea em osteoblastos (para renovar o tecido &#xF3;sseo)&#x201D;. O professor lembra que a literatura mostra que c&#xE9;lulas-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo s&#xE3;o uma fonte de c&#xE9;lulas para essas terapias. No entanto, continua o professor, &#x201C;observamos que a medula &#xF3;ssea &#xE9; de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo &#xF3;sseo&#x201D;. Por&#xE9;m, Beloti faz quest&#xE3;o de lembrar que tudo ainda &#xE9; objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia n&#xE3;o oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regenera&#xE7;&#xE3;o do osso usando terapia celular. Por&#xE9;m, com base nas informa&#xE7;&#xF5;es que a ci&#xEA;ncia vem produzindo, pode-se dizer que &#x201C;a intera&#xE7;&#xE3;o entre c&#xE9;lulas de gordura e do osso&#x201D; deve ser levada em considera&#xE7;&#xE3;o no caso de uma futura indica&#xE7;&#xE3;o de terapia nesse n&#xED;vel. Benef&#xED;cios ao idosoComo provaram que existe &#x201C;conversa&#x201D; entre essas duas popula&#xE7;&#xF5;es celulares e que ela compromete o tecido &#xF3;sseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais aten&#xE7;&#xE3;o aos idosos, pois &#xE9; no idoso que se verifica a substitui&#xE7;&#xE3;o de parte da medula &#xF3;ssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda &#xF3;ssea e altera&#xE7;&#xF5;es hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo. Tomando a sua &#xE1;rea, a Odontologia, como refer&#xEA;ncia, o professor adianta que o implante &#xE9; um dos principais focos quando se pensa em reposi&#xE7;&#xE3;o de dentes ausentes. E a popula&#xE7;&#xE3;o idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, &#xE9; a que apresenta o osso em condi&#xE7;&#xE3;o mais prec&#xE1;ria para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstitui&#xE7;&#xE3;o &#xF3;ssea para essa &#xE1;rea dever&#xE1; considerar fatos como: essa &#xE9; uma popula&#xE7;&#xE3;o com mais tecido adiposo e o balan&#xE7;o entre gordura e tecido &#xF3;sseo tem papel relevante no processo de forma&#xE7;&#xE3;o do osso. Beloti refor&#xE7;a que as respostas que obtiveram ainda s&#xE3;o de testes in vitro. Liderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto in vitro quanto in vivo. &#x201C;Pode ser que esses resultados sejam confirmados em testes in vivo. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza&#x201D;, enfatiza o professor. O estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edi&#xE7;&#xE3;o de janeiro de 2016 da revista Journal of Cellular Physiology e tamb&#xE9;m foi tema da disserta&#xE7;&#xE3;o de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP-USP em 2014, com orienta&#xE7;&#xE3;o do professor Beloti. Al&#xE9;m dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido &#xD3;sseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado. Foto: Cec&#xED;lia Bastos Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (16) 3315.4785 ]] &gt;     Objetos apresentam grande quantidade de bact&#xE9;rias  http://www.usp.br/agen/?p=229120  Wed, 27 Apr 2016 21:29:45 +0000                  http://www.usp.br/agen/?p=229120    Aline Naoe, do USP Online   Bact&#xE9;rias est&#xE3;o presentes nas situa&#xE7;&#xF5;es comuns e cotidianas Bot&#xF5;es de elevador, teclas de caixas eletr&#xF4;nicos, rel&#xF3;gio de ponto biom&#xE9;trico. Locais aparentemente inofensivos se comparados &#xE0;s salas de isolamento, laborat&#xF3;rios e cont&#xEA;ineres de lixo infectado s&#xE3;o, na verdade, porto seguro para uma mir&#xED;ade de micro-organismos que causam as temidas infec&#xE7;&#xF5;es hospitalares. Foi utilizando uma tecnologia chamada sequenciamento de nova gera&#xE7;&#xE3;o que uma equipe do Instituto de Medicina Tropical de S&#xE3;o Paulo (IMT) da USP conseguiu identificar uma quantidade surpreendente de bact&#xE9;rias em superf&#xED;cies frequentemente tocadas com as m&#xE3;os dentro do Hospital das Cl&#xED;nicas (HC), maior complexo hospitalar da Am&#xE9;rica Latina, ligado &#xE0; Faculdade de Medicina (FM) da USP. M&#xE9;todos modernos de biologia molecular, com equipamentos que conseguem ler rapidamente milh&#xF5;es de fragmentos de DNA ao mesmo tempo, permitem an&#xE1;lises antes imposs&#xED;veis de fazer. Assim, o grupo liderado pelo pesquisador Sabri Sanabani coletou amostras que resultaram na identifica&#xE7;&#xE3;o de 926 fam&#xED;lias de 2.832 g&#xEA;neros de bact&#xE9;rias. Algumas delas, como a Salmonella enterica e a Staphylococcus aureus, podem ser perigosas, inclusive, para pessoas saud&#xE1;veis, como os familiares e servidores, &#x201C;mas especialmente perigosos para os pacientes imunocomprometidos, como pacientes com c&#xE2;ncer submetidos a quimioterapia, e transplantados e pacientes que s&#xE3;o HIV positivo&#x201D;, ressalta. Segundo Sanabani, pela pr&#xF3;pria metodologia utilizada, sabia-se de antem&#xE3;o que o resultado seria um n&#xFA;mero grande de bact&#xE9;rias, j&#xE1; que o foco eram superf&#xED;cies de contato de &#xE1;reas de grande circula&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;No entanto, a enorme diversidade de popula&#xE7;&#xE3;o bacteriana foi uma verdadeira surpresa para n&#xF3;s&#x201D;, afirma. Os resultados do estudo, publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health, foram encaminhados ao HC e a equipe j&#xE1; se colocou &#xE0; disposi&#xE7;&#xE3;o para fazer as an&#xE1;lises novamente para avaliar melhoras na higiene. Sa&#xFA;de p&#xFA;blicaO pesquisador explica que &#xE9; imposs&#xED;vel haver um hospital livre de germes, mas aponta caminhos, como campanhas educativas que alertem sobre higiene. Ele sugere, por exemplo, uma voz automatizada nos principais ambientes do hospital, como corredores, salas de espera e pronto-atendimento, que chame a aten&#xE7;&#xE3;o para a import&#xE2;ncia da higiene das m&#xE3;os. Outra medida b&#xE1;sica apontada pelo especialista &#xE9; a limpeza. &#x201C;A limpeza completa e eficiente remove mais de 90% dos microrganismos. Ela tem que ser realizada de uma forma padronizada, ou se poss&#xED;vel, por meios automatizados para garantir um n&#xED;vel adequado de higieniza&#xE7;&#xE3;o&#x201D;. Segundo Sanabani, um ponto fundamental &#xE9; que exista ampla oferta de pias com sab&#xE3;o liquido e papel toalha, bem como &#xE1;lcool antiss&#xE9;ptico. A pesquisa chama a aten&#xE7;&#xE3;o para a necessidade de compreender melhor as comunidades de bact&#xE9;rias nos hospitais e de investigar como esses agentes s&#xE3;o transmitidos de lugar para lugar e de pessoa para pessoa. &#x201C;&#xC9; extremamente importante ter um estudo como este realizado pelo nosso grupo, para podermos avaliar o estado atual dos ambientes hospitalares e identificar as &#xE1;reas que se beneficiariam mais com uma higieniza&#xE7;&#xE3;o completa, ou em casos espec&#xED;ficos, uma reforma&#x201D;. O estudo sobre contamina&#xE7;&#xE3;o em ambiente hospitalar foi pontual, j&#xE1; que a investiga&#xE7;&#xE3;o &#xE9; mais ampla e quer explorar toda popula&#xE7;&#xE3;o bacteriana que possa representar perigo para a sa&#xFA;de p&#xFA;blica. Outro trabalho recente do grupo utilizou as mesmas t&#xE9;cnicas para analisar notas de dinheiro e encontrou diversos agentes patog&#xEA;nicos oportunistas. &#x201C;E estamos planejando iniciar um estudo para investigar o microbioma no sistema de ar condicionado nas diferentes linhas de metr&#xF4;&#x201D;, adianta Sabri Sanabani. Foto: Cec&#xED;lia Bastos Mais informa&#xE7;&#xF5;es: email sabyem_63@yahoo.com, com Sabri Sanabani ]] &gt;     Ag&#xEA;ncia USP integrar&#xE1; conte&#xFA;do do novo Jornal da USP na internet  http://www.usp.br/agen/?p=229147  Wed, 27 Apr 2016 21:04:14 +0000      http://www.usp.br/agen/?p=229147      Jornal da USP na Internet na vers&#xE3;o online a partir de 2 de maio Caro assinante, a partir do dia 2 de maio, o conte&#xFA;do da Ag&#xEA;ncia USP de Not&#xED;cias ser&#xE1; disponibilizado no novo portal de not&#xED;cias da USP na internet, o &#x201C;Jornal da USP&#x201D;: www.jornal.usp.br A nova plataforma virtual reunir&#xE1; as informa&#xE7;&#xF5;es e not&#xED;cias sobre a universidade e as informa&#xE7;&#xF5;es sobre as pesquisas aqui desenvolvidas. Em breve, voc&#xEA; passar&#xE1; a receber, diariamente, uma nova newsletter com todas essas informa&#xE7;&#xF5;es. Aguarde! ]] &gt;     Corte de frios pode levar a contamina&#xE7;&#xE3;o por bact&#xE9;ria  http://www.usp.br/agen/?p=229089  Tue, 26 Apr 2016 21:00:17 +0000              http://www.usp.br/agen/?p=229089      "Listeria" sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se d&#xE1; a contamina&#xE7;&#xE3;o cruzada da bact&#xE9;ria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios. A contamina&#xE7;&#xE3;o cruzada &#xE9; o processo de transfer&#xEA;ncia de micro-organismos de um alimento contaminado para outro n&#xE3;o contaminado. No estudo, ela simulou em laborat&#xF3;rio a contamina&#xE7;&#xE3;o cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bact&#xE9;ria &#xE9; transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo. O estudo comprova que, apesar de o processamento t&#xE9;rmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorr&#xEA;ncia de contamina&#xE7;&#xE3;o cruzada p&#xF3;s-processamento pode resultar em aumento do risco &#xE0; sa&#xFA;de do consumidor. A Listeria monocytogenes &#xE9; uma bact&#xE9;ria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos beb&#xEA;s durante a gravidez. O micro-organismo &#xE9; um pat&#xF3;geno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois s&#xE3;o mantidos em refrigera&#xE7;&#xE3;o e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplica&#xE7;&#xE3;o deste pat&#xF3;geno. &#x201C;O Brasil precisa estudar melhor essa bact&#xE9;ria. Trata-se de um pat&#xF3;geno que sequer aparece nas nossas estat&#xED;sticas epidemiol&#xF3;gicas&#x201D;, afirma Daniele. A Listeria monocytogenes &#xE9; causadora da doen&#xE7;a listeriose, infec&#xE7;&#xE3;o que tem incid&#xEA;ncia baixa, mas alto grau de severidade e alto &#xED;ndice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal s&#xE3;o semelhantes aos da gripe.&#x201D;Trata-se de uma bact&#xE9;ria que pode causar problemas s&#xE9;rios em gestantes, rec&#xE9;m-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos&#x201D;, alerta. &#x201C;No caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequ&#xEA;ncia no &#xFA;ltimo trimestre da gesta&#xE7;&#xE3;o. Os sintomas iniciais s&#xE3;o semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabe&#xE7;a, seguidos de complica&#xE7;&#xF5;es, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infec&#xE7;&#xF5;es neonatais&#x201D;, explica. J&#xE1; alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doen&#xE7;a caracterizada pela grande presen&#xE7;a de bact&#xE9;rias no sangue, com ou sem focos evidentes de infec&#xE7;&#xE3;o, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no c&#xE9;rebro. &#x201C;Afeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, altera&#xE7;&#xF5;es na percep&#xE7;&#xE3;o sensorial e dor de cabe&#xE7;a&#x201D;, acrescenta. Contamina&#xE7;&#xE3;oPara estudar a extens&#xE3;o da contamina&#xE7;&#xE3;o cruzada, Daniele adquiriu uma pe&#xE7;a de rosbife n&#xE3;o contaminado, inseriu a bact&#xE9;ria em uma pe&#xE7;a e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma pe&#xE7;a n&#xE3;o contaminada. O processo foi feito em laborat&#xF3;rio, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bact&#xE9;rias estavam presentes, e descobrindo que at&#xE9; a ducent&#xE9;sima fatia ainda havia presen&#xE7;a da Listeria monocytogenes. &#x201C;Apesar da transfer&#xEA;ncia de bact&#xE9;rias de uma fatia para outra ir decrescendo, em n&#xFA;mero, a pesquisa mostra que a contagem na &#xFA;ltima fatia obtida &#xE9; alta&#x201D;, aponta. Segundo Daniele, essa bact&#xE9;ria sobrevive a grande varia&#xE7;&#xE3;o de temperatura &#x2014;&#xA0;de quatro graus negativos at&#xE9; 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a pe&#xE7;a inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. &#x201C;Se o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bact&#xE9;ria pode sobreviver ao processo de resfriamento&#x201D;, completa. &#x201C;A Listeria sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, ent&#xE3;o esse tipo de produto &#xE9; ideal para ela se estabelecer&#x201D;, diz. Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa &#xE9; alertar as autoridades sanit&#xE1;rias no Brasil. &#x201C;O Pa&#xED;s n&#xE3;o tem legisla&#xE7;&#xE3;o para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitiza&#xE7;&#xE3;o adequados em locais de fatiamento, e n&#xE3;o faz alertas para os grupos mais vulner&#xE1;veis ao risco de contamina&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, conclui. Criado em 2013, o FoRC &#xE9; um dos Centros de Pesquisa, Inova&#xE7;&#xE3;o e Difus&#xE3;o (Cepids) da Funda&#xE7;&#xE3;o de Amparo &#xE0; Pesquisa do Estado de S&#xE3;o Paulo (Fapesp) re&#xFA;ne equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes institui&#xE7;&#xF5;es de pesquisa do Estado de S&#xE3;o Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mau&#xE1; de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa est&#xE3;o estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biol&#xF3;gicos em Alimentos; Alimentos, Nutri&#xE7;&#xE3;o e Sa&#xFA;de; Qualidade e Seguran&#xE7;a dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inova&#xE7;&#xE3;o. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC. Da Acad&#xEA;mica Ag&#xEA;ncia de Comunica&#xE7;&#xE3;o &#x2013;&#xA0;www.academica.jor.br Foto: Wikimedia Common Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (11) 5081-5237 / 5549-1863 ]] &gt;     Novo material amplia controle de m&#xE1;quina em radioterapia  http://www.usp.br/agen/?p=229059  Tue, 26 Apr 2016 20:59:03 +0000                     http://www.usp.br/agen/?p=229059    Gabriela Vilas Boas, do Servi&#xE7;o de Comunica&#xE7;&#xE3;o da Prefeitura do Campus de Ribeir&#xE3;o Preto   Material &#xE9; resultado de pesquisa in&#xE9;dita e funciona como um dispositivo de mem&#xF3;ria Em busca de maior efici&#xEA;ncia para os detectores de radia&#xE7;&#xE3;o usados em m&#xE1;quinas de radioterapia, pesquisadores do Departamento de F&#xED;sica da Faculdade de Filosofia, Ci&#xEA;ncias e Letras de Ribeir&#xE3;o Preto (FFCLRP) da USP desenvolveram novo material, a base de &#xF3;xido de magn&#xE9;sio, com adi&#xE7;&#xE3;o de L&#xED;tio, C&#xE9;rio e Sam&#xE1;rio e que adquire propriedades luminescentes e dosim&#xE9;tricas, capaz de registrar com precis&#xE3;o, e quantas vezes for necess&#xE1;rio, a quantidade de radia&#xE7;&#xE3;o recebida. A ideia dos pesquisadores &#xE9; que, no futuro, esse possa ser um importante instrumento no controle de qualidade das m&#xE1;quinas de radioterapia. A radioterapia de intensidade modulada e a pr&#xF3;ton terapia s&#xE3;o t&#xE9;cnicas modernas utilizadas no tratamento de tumores. Essas t&#xE9;cnicas permitem alcan&#xE7;ar alvos espec&#xED;ficos com altas doses de radia&#xE7;&#xE3;o, poupando o m&#xE1;ximo poss&#xED;vel os tecidos saud&#xE1;veis. Esses tratamentos s&#xE3;o sofisticados e exigem planejamento e programa de controle de qualidade complexos. Segundo especialistas, faltam detectores eficientes para isso, que consigam medir as doses de radia&#xE7;&#xE3;o emitidas pelas m&#xE1;quinas de radioterapia, capazes de reproduzir sozinhos a distribui&#xE7;&#xE3;o de dose planejada de radia&#xE7;&#xE3;o e que identifiquem e me&#xE7;am alvos. Segundo o f&#xED;sico Luiz Carlos Oliveira, esse &#xE9; o resultado de pesquisa in&#xE9;dita e o material funciona como se fosse um dispositivo de mem&#xF3;ria. Quando submetido &#xE0; radia&#xE7;&#xE3;o ionizante (radia&#xE7;&#xE3;o com altas concentra&#xE7;&#xF5;es de energia), o material sofre um processo de &#x201C;grava&#xE7;&#xE3;o&#x201D;, ou seja, informa&#xE7;&#xF5;es s&#xE3;o armazenadas no seu interior.&#xA0; Se desejamos saber a quanto de radia&#xE7;&#xE3;o o material foi exposto basta &#x2018;ler&#x2019; a informa&#xE7;&#xE3;o registrada.&#xA0; A leitura da informa&#xE7;&#xE3;o armazenada no material &#xE9; feita por meio da sua ilumina&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;Quanto maior for a luz emitida de volta pelo material, maior ter&#xE1; sido a dose a que ele foi exposto&#x201D;. Para deixar mais claro o funcionamento do material, Oliveira faz uma analogia com uma fotografia. &#x201C;Seria como produzir a imagem medindo a intensidade de luz de cada um dos seus milh&#xF5;es de pontos (pixels). &#x201D; Dosimetria da radia&#xE7;&#xE3;oCom caracter&#xED;sticas &#xFA;nicas, diz o pesquisador, esse novo material &#xE9; adequado para a dosimetria da radia&#xE7;&#xE3;o ionizante, como o RX, por exemplo, em duas dimens&#xF5;es, a chamada dosimetria bidimensional, que faz a leitura de uma extensa &#xE1;rea a ser medida. &#xA0;Outro importante resultado apresentado pelo material desenvolvido no laborat&#xF3;rio &#xE9; a rapidez com que &#xE9; poss&#xED;vel fazer a leitura da quantidade dessa radia&#xE7;&#xE3;o. &#x201C;Esse material &#xE9; altamente sens&#xED;vel a radia&#xE7;&#xE3;o, pode medir desde doses muito pequenas at&#xE9; muito grandes, al&#xE9;m de manter a estabilidade do sinal e tamb&#xE9;m ser capaz de distinguir e medir alvos&#x201D;. Oliveira lembra que, atualmente, a determina&#xE7;&#xE3;o da distribui&#xE7;&#xE3;o de dose &#xE9; uma dificuldade tecnol&#xF3;gica. Outros laborat&#xF3;rios tamb&#xE9;m trabalham para solucionar o problema e diversos tipos de materiais t&#xEA;m sido usados ou testados na dosimetria bidimensional em radioterapia. &#x201C;&#xC9; dif&#xED;cil medidas de precis&#xE3;o melhor que 5%, devido &#xE0; combina&#xE7;&#xE3;o de fatores como, por exemplo, depend&#xEA;ncia com a energia de f&#xF3;ton, alcance din&#xE2;mico limitado, que &#xE9; o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem, instabilidade do sinal, condi&#xE7;&#xF5;es de processamento&#x201D;. E o pesquisador comemora o feito do laborat&#xF3;rio onde atua &#x201C;o material que descobrimos supera esses fatores limitantes devido as suas propriedades intr&#xED;nsecas. Trata-se de um material que re&#xFA;ne v&#xE1;rias das caracter&#xED;sticas que os outros materiais apresentam separadamente, num &#xFA;nico pacote&#x201D;.&#xA0; Oliveira lembra, ainda, que o &#xF3;xido de magn&#xE9;sio acrescido de L&#xED;tio, C&#xE9;rio e Sam&#xE1;rio n&#xE3;o se encontra dispon&#xED;vel para comercializa&#xE7;&#xE3;o, pois ainda &#xE9; fabricado em escala laboratorial. &#x201C;No momento somente nosso laborat&#xF3;rio &#xE9; capaz de reproduzi-lo&#x201D;, diz Oliveira. A pesquisa deu origem ao trabalho MgO: Li, Ce, Sma as a high sensitive material for Optically Stimulated Luminescense dosimetry que foi publicado no dia 14 de abril, na revista Scientific Reports do Grupo Nature.&#xA0; O trabalho &#xE9; resultado do p&#xF3;s-doutorado de Oliveira e foi supervisionado pelo professor Oswaldo Baffa Filho, da FFCLRP e contou com a colabora&#xE7;&#xE3;o do professor Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado de Oklahoma, Estados Unidos. Foto: Dina Wakulchik / Wikimedia Commons Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (16) 3315-0384 ]] &gt;     Novo teste simplifica medi&#xE7;&#xE3;o de toxicidade na &#xE1;gua  http://www.usp.br/agen/?p=229062  Mon, 25 Apr 2016 20:59:38 +0000                  http://www.usp.br/agen/?p=229062    Com colabora&#xE7;&#xE3;o de Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunica&#xE7;&#xE3;o da Esalq   O kit YTOX diagnostica rapidamente a presen&#xE7;a de elementos t&#xF3;xicos A equipe do Laborat&#xF3;rio de Qu&#xED;mica Ambiental do Departamento de Ci&#xEA;ncias Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vem desenvolvendo, h&#xE1; tr&#xEA;s anos, testes inovadores no m&#xE9;todo de avaliar a toxicidade em &#xE1;gua e res&#xED;duos. O grupo encontrou uma forma de aperfei&#xE7;oar os testes tornando-o mais acess&#xED;vel, pois at&#xE9; ent&#xE3;o era necess&#xE1;rio a tiliza&#xE7;&#xE3;o do Microtox, equipamento de alto valor, al&#xE9;m de um kit de bact&#xE9;rias luminescentes. Os pesquisadores criaram um novo m&#xE9;todo, acompanhado de um kit denominado YTOX, no qual &#xE9; poss&#xED;vel diagnosticar rapidamente a presen&#xE7;a de elementos t&#xF3;xicos. &#x201C;O segredo foi utilizar levedura de panifica&#xE7;&#xE3;o para nos ajudar a identificar as substancias&#x201D;, conta Luiz Humberto Gomes, bi&#xF3;logo e especialista do laborat&#xF3;rio. Enquanto pelo m&#xE9;todo Microtox se gasta R$250,00 por amostra, com o YTOX &#xE9; necess&#xE1;rio apenas R$10,00. O m&#xE9;todo tem como base a rapidez do mecanismo de defesa das leveduras diante da exposi&#xE7;&#xE3;o a qualquer agente t&#xF3;xico, reduzindo a produ&#xE7;&#xE3;o das desidrogenases (enzimas). &#x201C;Toda essa detec&#xE7;&#xE3;o &#xE9; realizada com a levedura e tamb&#xE9;m a partir do reagente Cloreto de Trifenil Tetraz&#xF3;lio (TTC), que na presen&#xE7;a das desidrogenases altera a colora&#xE7;&#xE3;o, passando do incolor ao vermelho&#x201D;, conta o docente Marcos Yassuo Kamogawa, tamb&#xE9;m parte da equipe. ToxicidadeNo kit YTOX, o indicativo &#xE9; a levedura, que em contato com a &#xE1;gua come&#xE7;a a crescer at&#xE9; entrar em contato com um agente t&#xF3;xico. Nesse caso, ocorrem modifica&#xE7;&#xF5;es em seu metabolismo e a produ&#xE7;&#xE3;o de desidrogenase &#xE9; reduzida. De acordo com a equipe, &#xE9; nesse momento que se aplica o TTC, que na presen&#xE7;a da enzima apresenta uma colora&#xE7;&#xE3;o vermelha. &#x201C;Quanto mais forte a cor, significa que a toxicidade &#xE9; baixa ou nula&#x201D;, explicam. &#x201C;Na presen&#xE7;a de agentes t&#xF3;xicos o metabolismo da levedura &#xE9; afetado e ocorre &#xE0; diminui&#xE7;&#xE3;o da desidrogenase&#x201D;. Consequentemente redu&#xE7;&#xE3;o na convers&#xE3;o de TTC a Formazam [quando o composto altera a cor], resultando em uma solu&#xE7;&#xE3;o sem colora&#xE7;&#xE3;o, ou vermelha menos intensa, dependendo da toxicidade&#x201D;, descreve Gomes. De acordo com o professor Kamogawa, a levedura utilizada nos testes, conhecida como Saccharomyces cerevisiae, que &#xE9; a mesma utilizada na produ&#xE7;&#xE3;o de etanol, p&#xE3;es e bebidas em geral, &#xE9; um microorganismo eucarioto, ou seja, sua organiza&#xE7;&#xE3;o celular e o metabolismo apresentam muitas semelhan&#xE7;as com os seres humanos, sendo por isso um excelente &#x201C;biotestador&#x201D;, de modo que os resultados podem ser avan&#xE7;ados para os seres humanos e beneficiar cada vez mais a sociedade. Em um futuro pr&#xF3;ximo, o YTOX poder&#xE1; ser um grande aliado das ind&#xFA;stria farmac&#xEA;utica, cosm&#xE9;tica e, principalmente, aliment&#xED;cia. As altera&#xE7;&#xF5;es do cen&#xE1;rio h&#xED;drico mundial provocam reflex&#xF5;es sobre o uso da &#xE1;gua, elemento indispens&#xE1;vel a nossa exist&#xEA;ncia. Al&#xE9;m de suprir a sede do planeta, revitalizar a natureza, gerar energia e atender demandas econ&#xF4;micas diversas, a &#xE1;gua enfrenta um constante problema, a contamina&#xE7;&#xE3;o. Todo o lixo gerado e acumulado por pessoas e ind&#xFA;strias, muitas vezes, &#xE9; depositado em &#xE1;reas pr&#xF3;ximas dos leitos dos rios e reservat&#xF3;rios, ou seja, a pr&#xF3;pria a&#xE7;&#xE3;o humana &#xE9; respons&#xE1;vel por danificar uma de suas principais fontes de sobreviv&#xEA;ncia. No entanto, parte da comunidade cient&#xED;fica se preocupa com esse estado de contamina&#xE7;&#xE3;o e busca m&#xE9;todos de avaliar sua toxicidade, com a finalidade de proteger a sa&#xFA;de humana e o meio ambiente. Foto: Gerhard Waller /Esalq Mais informa&#xE7;&#xF5;es: (19) 3429-4109 / 3447-8613; email imprensa.esalq@usp.br ]] &gt;</description><thumbnail_url>https://cgceducacao.com.br/wp-content/uploads/2016/04/agen20160429_a.jpg</thumbnail_url></oembed>
