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<oembed><version>1.0</version><provider_name>CGC</provider_name><provider_url>https://cgceducacao.com.br</provider_url><title>Pede pra sair, engenheiro! - CGC</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="Cqj83eRdaY"&gt;&lt;a href="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/07/01/pede-pra-sair-engenheiro/"&gt;Pede pra sair, engenheiro!&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/07/01/pede-pra-sair-engenheiro/embed/#?secret=Cqj83eRdaY" width="600" height="338" title="&#x201C;Pede pra sair, engenheiro!&#x201D; &#x2014; CGC" data-secret="Cqj83eRdaY" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Entre, por favor!O novato adentra e v&#xEA; a cena: diversos seres carecas, inidentific&#xE1;veis, o observando curiosamente, sem nenhum brilho de esperan&#xE7;a no olhar, como se estivessem num verdadeiro campo de concentra&#xE7;&#xE3;o. Todos sem nome, nem identifica&#xE7;&#xE3;o, apenas denominados &#x201C;Bixo!&#x201D; (sim, com x). Ele se senta para o in&#xED;cio das aulas.No come&#xE7;o, o calouro se sente muito esperto e logo desconfia que todas as aulas fossem as famosas &#x201C;aulas trotes&#x201D; dadas pelos veteranos, mas n&#xE3;o demora a perceber que a verdadeira aula trote foi de fato a mais f&#xE1;cil de todas.Al&#xE9;m das dif&#xED;ceis aulas, a press&#xE3;o tamb&#xE9;m ocorre nos corredores das salas, onde os desumanos veteranos, que mais parecem soldados em guerra, ficam hostilizando, sem a menor considera&#xE7;&#xE3;o e admira&#xE7;&#xE3;o por eles, que venceram aquela dura batalha do vestibular. O pobre calouro, que nas ruas orgulhosamente desfila com suas camisetas da faculdade, se sentindo o m&#xE1;ximo por ter passado na concorrida faculdade, l&#xE1; dentro n&#xE3;o se sentia ningu&#xE9;m. Ningu&#xE9;m o respeitava. Ningu&#xE9;m ligava para ele. Nem o cachorro que circulava a faculdade o venerava.Para o maior envolvimento entre os bixos, logo deram in&#xED;cio as gincanas de integra&#xE7;&#xE3;o, mas que na verdade s&#xE3;o a pr&#xF3;pria denegri&#xE7;&#xE3;o da esp&#xE9;cie. Os gritos dos endiabrados veteranos seguem por toda a saud&#xE1;vel gincana: &#x201C;Bebe tudo, bixo!&#x201D;, &#x201C;Come todo o bandej&#xE3;o!&#x201D;. O calouro aprecia toda aquela festa, ficando at&#xE9; a noite para o imperd&#xED;vel show das &#x201C;Miss Bixos&#x201D;, com esperan&#xE7;a de ver as garotas do seu ano. Por&#xE9;m, logo constata que naquele desfile havia na verdade seus colegas de classe fantasiados mostrando as suas pernas nem um pouco torneadas.Mas ent&#xE3;o v&#xEA;m as mat&#xE9;rias.l&#xBA; AnoCome&#xE7;a o bi&#xEA;nio, ou para muitos, mil&#xEA;nio. C&#xE1;lculo I e F&#xED;sica I se apresentam um pouco t&#xED;midas, parecendo amig&#xE1;veis. Programa&#xE7;&#xE3;o, em compensa&#xE7;&#xE3;o, assusta. Qu&#xED;mica faz voc&#xEA; odiar tudo que j&#xE1; estudou dessa mat&#xE9;ria durante a &#xE9;poca do colegial. E ent&#xE3;o vem a maldosa, ingrata, horripilante &#xC3;lgebra Linear. O terror de todos os calouros. Ningu&#xE9;m sabe para que serve, ningu&#xE9;m sabe por que ela existe, mas sabem que ela est&#xE1; l&#xE1; e que sempre os persegue, por anos e anos.Com muito esfor&#xE7;o, o calouro continua para o segundo semestre.C&#xE1;lculo II e F&#xED;sica II voltam, agora j&#xE1; mostrando um pouco das garras. Se Programa&#xE7;&#xE3;o assustava, C&#xE1;lculo Num&#xE9;rico ent&#xE3;o, causa arrepios. &#xC9; mais f&#xE1;cil se desvencilhar daquelas poderosas armadilhas dos Jogos Mortais, do que sair vivo de suas provas. E aquela assombrosa &#xC3;lgebra volta para se vingar dos poucos que so- breviveram, deixando qualquer Bicho Pap&#xE3;o, Jason ou Freddy no chinelo.Introdu&#xE7;&#xE3;o &#xE0; Engenharia &#xE9; aquela mat&#xE9;ria para dar uma animada na galera, que tenta camuflar o curso, mostrando que n&#xE3;o ser&#xE1; dif&#xED;cil. Foi a primeira e &#xFA;ltima mat&#xE9;ria f&#xE1;cil.Mas ele &#xE9; resistente e continua para o pr&#xF3;ximo ano.2&#xBA; anoSe o primeiro ano parecia f&#xE1;cil, &#xE9; porque ele n&#xE3;o conhecia o segundo. C&#xE1;lculo III e F&#xED;sica III retiram suas m&#xE1;scaras de boa- zinhas e come&#xE7;am a fuzilar todos que se atreveram a se matricu- lar nelas. Al&#xE9;m disso, elas se associam &#xE0; perigosa Mec&#xE2;nica dos Flu&#xED;dos. Nesse momento que o estudante reflete e se recorda do dia que selecionou &#x201C;Engenharia&#x201D; no vestibular. &#x201C;Por que fez esta escolha?&#x201D;, ou melhor, &#x201C;Por que escolheu Exatas?&#x201D;, ou ainda, &#x201C;Por que resolveu um dia estudar?&#x201D;. S&#xE3;o as quest&#xF5;es que passam pela sua cabe&#xE7;a enquanto o professor explica os teoremas dos flu&#xED;dos. Geologia e Topografia surgem para mostrar que o solo em que pisa &#xE9; perigoso e que sua caminhada na faculdade n&#xE3;o ser&#xE1; f&#xE1;cil.No segundo semestre, C&#xE1;lculo IV e F&#xED;sica IV utilizam seus &#xFA;ltimos cartuchos para aniquilar mais alguns alunos. J&#xE1; Estat&#xED;stica serve apenas para calcular qual a probabilidade de sobreviver nafaculdade.O futuro engenheiro, que decidiu seguir a carreira da Civil, j&#xE1; conhece algumas mat&#xE9;rias de sua &#xE1;rea. Resist&#xEA;ncia dos Materi- ais &#xE9; o primeiro cap&#xED;tulo da terr&#xED;vel sequ&#xEA;ncia. Ela aparece d&#xF3;cil, amiga, companheira, fazendo at&#xE9; parecer que o aluno se deu bem escolhendo a &#xE1;rea civil. Um veterano explica que nunca fez Resist&#xEA;ncia uma &#xFA;nica vez. Fez ao menos duas vezes cada. O calouro, que sempre se acha muito esperto, ri do veterano, mas mal sabe ele que no futuro ele mesmo vai repetir essa frase.As mat&#xE9;rias do Departamento de Constru&#xE7;&#xF5;es, que o acompanham desde o primeiro ano, come&#xE7;am a lhe sondar mais. Elas ir&#xE3;o te perseguir durante todo o restante do curso, te cercando de todos os modos, sem chance de fugir.3&#xBA; anoEis que surge o terceiro ano. Muitos dizem que o segundo ano &#xE9; o pior, que se voc&#xEA; sobreviveu a ele, vai sobreviver a todos e que a fase do bi&#xEA;nio &#xE9; a fase mais dif&#xED;cil. Bom, quem disse isso, &#xE9; certo que n&#xE3;o passou para o terceiro ano.O terceiro ano come&#xE7;a com a incr&#xE9;dula, mercen&#xE1;ria, sanguin&#xE1;ria Resist&#xEA;ncia dos Materiais I. Ela mostra todo o po- der da tortura, ass&#xE9;dio, amargura, levando a todos a desilu- s&#xE3;o, tristeza, desesperan&#xE7;a, chegando a crer que n&#xE3;o h&#xE1; vida fora da faculdade. O calouro acha que agora o curso chegou ao limite. &#x201C;Coitado! Mal sabe ele o que vem por a&#xED;&#x2019;&#x2019; Se n&#xE3;o bas- tassem as Resist&#xEA;ncias, surge tamb&#xE9;m Concreto, que ir&#xE1; con- cretar de vez todos os alunos. &#xC9; mais comum ver nota zero na primeira prova do curso do que ver uma nota acima de cinco.Mec&#xE2;nica dos Solos faz o aluno se sentir andando num campo minado. Qualquer distra&#xE7;&#xE3;o e &#x201C;Bummmm!&#x201D;, &#xE9; terra para todo o lado.Nesse ano tamb&#xE9;m come&#xE7;am as mat&#xE9;rias de &#xE1;gua, iniciando por Hidr&#xE1;ulica, em que literalmente voc&#xEA; entra pelo cano, e por Hidrologia, em que voc&#xEA; nunca mais chama chuva de &#x201C;chuva&#x201D; e, sim, de &#x201C;precipita&#xE7;&#xE3;o pluviom&#xE9;trica&#x2019;, al&#xE9;m de toda vez que come&#xE7;a a cair &#xE1;gua do c&#xE9;u, l&#xE1;grimas tamb&#xE9;m caem de seus olhos ao se recordar da torrencial prova.Em Estradas, o calouro se sente numa via sem fim, sem possibilidade de sair e sem dinheiro para pagar os ped&#xE1;gios.O segundo semestre chega. Se ele achava que Resist&#xEA;ncia I era o limite, &#xE9; porque a II ainda n&#xE3;o havia chegado. Na primei- ra aula, muitos fogem ap&#xF3;s o professor dar uma grande, tediosa e incompreens&#xED;vel explica&#xE7;&#xE3;o sobre a mat&#xE9;ria, relembrando a disciplina anterior, e dizendo que aquilo &#xE9; o b&#xE1;sico. A maioria corre da classe direto para a secretaria, tentando trancar o mais r&#xE1;pido poss&#xED;vel aquela mat&#xE9;ria.Poucos sobrevivem para o Concreto II, a maioria ficou concretada no I. Nem precisa dizer que o II &#xE9; muito pior. No experimento de concreto, muitos olham com sentimento para o corpo de prova que &#xE9; espremido na prensa. A verdade &#xE9; que todos compartilham da mesma sensa&#xE7;&#xE3;o de press&#xE3;o durante a prova.Quando o estudante acha que a mat&#xE9;ria de Tr&#xE1;fego ir&#xE1; ajudar a encontrar uma sa&#xED;da, ela se mostra como sendo a mais temida de todas as mat&#xE9;rias de Transporte. &#xC9; mais f&#xE1;cil comandar o Tr&#xE1;fico de Medelin do que trafegar por esta mat&#xE9;ria. Nela o calouro se sente preso num grande congestionamento e s&#xF3; sai dele um ano depois. Isso se conseguir uma boa carona em algum transporte p&#xFA;blico.E se achavam que a Resist&#xEA;ncia estaria de fora desse semestre, se enganaram. A vers&#xE3;o III vem de nome novo, com outra roupagem, outros professores, com uma proposta aparentemente diferente, mas &#xE9; uma cilada e quando v&#xE9;, nem de recupera&#xE7;&#xE3;o ficou. Isso para quem teve coragem de fazer.4&#xBA; anoOlha, se contar &#xE9; dif&#xED;cil que muitos acreditem, mas no quarto ano da faculdade o calouro ainda trabalha com a hip&#xF3;tese de largar a faculdade. Sim, largar. Ele pondera os fatos, afinal n&#xE3;o v&#xEA; o fim da linha. Seus colegas o reprimem, dizendo que j&#xE1; passaram tr&#xEA;s anos de cinco, mas para ele, passaram somente tr&#xEA;s anos de oito. Ou seja, restam ainda cinco anos. Tempo suficiente para se formar em outro curso de quatro anos e ainda ganhar um troco de um ano.Mas ele &#xE9; forte e continua.Ent&#xE3;o chega a &#xFA;ltima Resist&#xEA;ncia, RIV (a &#xFA;ltima?), que aparenta ser mais f&#xE1;cil. Mas s&#xF3; a Prova 1, pois quem n&#xE3;o garantiu nota, n&#xE3;o passa pela P2. Obras de Terra, Funda&#xE7;&#xF5;es e Pavimentos, s&#xF3; servem para refor&#xE7;ar a ideia que o estudante entrou num terreno perigoso.Neste ano, projetam-se barragens, obras mar&#xED;timas, fluviais, fazendo com que o estudante se recuse a viajar para a praia com os amigos. N&#xE3;o, n&#xE3;o &#xE9; medo do mar, e sim medo daqueles espig&#xF5;es que tanto tiraram suas noites de sono. E para ele, piscina virou piscin&#xE3;o, ou seja, acabou o lazer na &#xE1;gua. Neste ano que tamb&#xE9;m se houve a famosa frase: &#x201C;&#xC9; melhor ser engenheiro de merda, do que uma merda de engenheiro!&#x201D;.E quando o estudante achou que o trauma de concreto aca- bou, ele descobre que o concreto tem uma aliada: Met&#xE1;lica. &#xC9; como se chegasse ao show do Metallica, diretamente para a roda dos headbangers. &#xC9; porrada para todo o lado, sem nem saber porque chegou ali, porque est&#xE1; ali e muito menos como sair dali. S&#xF3; com um peda&#xE7;o de madeira para conseguir se salvar.5&#xBA; anoAno marcado pelas famosas disciplinas optat&#xF3;rias. Optat&#xF3;rias? Sim, mat&#xE9;rias optativas que s&#xE3;o obrigat&#xF3;rias. Entre elas Resist&#xEA;ncia V. &#x201C;U&#xE9;, mas Resist&#xEA;ncia IV n&#xE3;o era a &#xFA;ltima?&#x201D;. Sim, &#xE9; essa a pergunta que surge. O que faz lembrar muito os filmes do Sexta-feira 13. L&#xE1; tamb&#xE9;m o cap&#xED;tulo 4 seria o &#xFA;ltimo, mas a&#xED; Jason ressurge no quinto, por&#xE9;m camuflado por um policial. &#xC9; a mesma coisa. D&#xE3;o o nome de Modelagem Computacional, s&#xF3; para n&#xE3;o aparecer &#x201C;Resist&#xEA;ncia&#x201D; no nome. Mas &#xE9; a mesma sequ&#xEA;ncia de mat&#xE9;rias. A diferen&#xE7;a &#xE9; que nessa, poucos alunos, ou ningu&#xE9;m, entende a mat&#xE9;ria, mas acabam passando. Como ocorre isso, ningu&#xE9;m sabe explicar.O trabalho de formatura, que seria nesse ano, &#xE9; adiado, sem previs&#xE3;o de data.6&#xBA;, 7&#xBA; e 8&#xBA; anoNesse per&#xED;odo &#xE9; uma salada de frutas de mat&#xE9;rias. S&#xE3;o mat&#xE9;rias do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, tudo misturado, de forma a completar toda a grade curricular poss&#xED;vel (40 cr&#xE9;ditos), com a esperan&#xE7;a que de quanto mais cr&#xE9;ditos fizer, mais cr&#xE9;ditos ir&#xE3;o passar. &#xC9; incr&#xED;vel as novas amizades que surgem nesse per&#xED;odo, afinal, numa sala que s&#xF3; tem bixos, ver um veterano do seu ano, &#xE9; uma vis&#xE3;o de tranquilidade, esperan&#xE7;a e de que voc&#xEA; n&#xE3;o &#xE9; o &#xFA;nico a fazer aquela mat&#xE9;ria novamente.E numa mistura de muito estudo, sorte, muito estudo, dedica&#xE7;&#xE3;o, muito estudo e certa esperteza para conhecer os portais m&#xE1;gicos que garantem a aprova&#xE7;&#xE3;o nas disciplinas, &#xE9; que o calouro finalmente consegue encerrar a faculdade e se tornar um engenheiro.O Diabo ent&#xE3;o novamente aparece e diz:&#x2014; Pronto! Voc&#xEA; conheceu o Inferno. Agora nada vai ser pior do que isso. Aproveite!Ap&#xF3;s todo o descr&#xE9;dito dos pais, familiares e amigos, finalmente o estudante vira engenheiro e sai de sua faculdade. Agora j&#xE1; barbudo, com o rosto cheio de cicatrizes, fruto das duras batalhas, o cabelo mais ralo, mas feliz! Feliz por ter passado por essa guerra.&#x201C;E QUE VENHA O RESTO!&#x201D;, ele grita ao se despedir da faculdade.* Eu fiz uma hist&#xF3;ria sobre a minha viv&#xEA;ncia nos anos de Escola Polit&#xE9;cnica (Poli) da USP. Inclusive publiquei no meu primeiro livro &#x201C;Enquanto Conto&#x201D;. Lembrando que entrei em 1999 ou seja, outros tempos</description></oembed>
