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<oembed><version>1.0</version><provider_name>CGC</provider_name><provider_url>https://cgceducacao.com.br</provider_url><title>Uma Universidade que emociona - CGC</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="bJxQH5XrvG"&gt;&lt;a href="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/09/21/uma-universidade-que-emociona/"&gt;Uma Universidade que emociona&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/09/21/uma-universidade-que-emociona/embed/#?secret=bJxQH5XrvG" width="600" height="338" title="&#x201C;Uma Universidade que emociona&#x201D; &#x2014; CGC" data-secret="bJxQH5XrvG" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Recebi a not&#xED;cia que abriu em mim um rasgo no meu cora&#xE7;&#xE3;o. Abracei meu pai, que era meu grande incentivador, e chorei muito.Bem, bola pra frente! N&#xE3;o queria e n&#xE3;o aceitaria ficar sem um curso superior, de modo que resolvi fazer o vestibular numa institui&#xE7;&#xE3;o particular, para Biomedicina, porque vi na descri&#xE7;&#xE3;o do curso, que o profissional podia lecionar para os cursos de Medicina e Medicina Veterin&#xE1;ria.Me formei em Biomedicina e resolvi que, embora n&#xE3;o tivesse feito o curso do meu sonho, eu deveria ser uma boa profissional.Fazendo est&#xE1;gio no laborat&#xF3;rio de equinos do Jockey Club de S&#xE3;o Paulo, tive a sorte de fazer amizade com uma veterin&#xE1;ria que enxergou em mim uma pessoa que gostava muito de estudar e me orientou como buscar o caminho da p&#xF3;s-gradua&#xE7;&#xE3;o.Fiz meu mestrado no Instituto de Energia Nuclear (IPEN) associado e localizado na USP, na &#xE1;rea de Radiobiologia, e meu doutorado no Instituto de Bioci&#xEA;ncias (IB) da USP na &#xE1;rea de Gen&#xE9;tica Humana.Por raz&#xF5;es diversas, acabei trabalhando em laborat&#xF3;rios privados, mas n&#xE3;o me conformei com essa situa&#xE7;&#xE3;o, de modo que, ap&#xF3;s a defesa do doutorado, comecei trabalhar na unidade de aconselhamento gen&#xE9;tico, duas manh&#xE3;s na semana, por quinze longos anos. Inicialmente, realizei alguns trabalhos de pesquisa e posteriormente trabalhei no atendimento dos pacientes e coleta de sangue.Minha hist&#xF3;ria com a Universidade n&#xE3;o parou a&#xED;. Durante os anos que auxiliei l&#xE1;, abriu uma vaga para especialista em laborat&#xF3;rio e eu prontamente me inscrevi. Descobri que a vaga era destinada somente a bi&#xF3;logos e eu sou biom&#xE9;dica, mas eu tinha todos os pr&#xE9;-requisitos que a vaga exigia. Fui no conselho da minha profiss&#xE3;o que entrou com uma a&#xE7;&#xE3;o contra a Universidade e o concurso foi cancelado e reeditado abrindo para todos os profissionais da &#xE1;rea de sa&#xFA;de com no m&#xED;nimo, cinco anos de experi&#xEA;ncia naquela &#xE1;rea.L&#xE1; estava eu, sentada num banco daquela Universidade, prestando o concurso e sonhando com a possibilidade de trabalhar l&#xE1;.Passei na primeira fase e me dediquei de corpo e alma para esse objetivo. Por um m&#xEA;s, abri m&#xE3;o de tudo, fam&#xED;lia, crian&#xE7;as, casa, divers&#xE3;o. Estudei como louca.Terminada a prova, tive a sensa&#xE7;&#xE3;o de objetivo cumprido. Caiu tudo o que eu havia estudado e que eu fazia rotineiramente no meu trabalho. Foram mais de quinze dias de espera pelo resultado. Os professores que eu conhecia me diziam que eu tinha ido bem. Estava muito ansiosa!Chegou o grande dia do resultado e era necess&#xE1;rio ir ver presencialmente. Fui rezando de casa &#xE0; Universidade, meu cora&#xE7;&#xE3;o parecia que ia sair pela boca.Parei diante da lista, duas candidatas aprovadas. Candidata X, que por motivos &#xE9;ticos n&#xE3;o vou revelar aqui com a nota 9,3 e eu com nota 9,2.Quando compreendi o que isso significava, sa&#xED; do departamento totalmente sem rumo. As l&#xE1;grimas inundavam meu rosto e fui para casa de meu pai. Minha m&#xE3;e havia falecido no ano passado. Chegando l&#xE1; vi a cena do vestibular se repetir novamente, eu abra&#xE7;ada no meu pai chorando copiosamente como uma crian&#xE7;a.Voltando ao meu trabalho volunt&#xE1;rio na Universidade, descobri que a candidata X tinha uma boa forma&#xE7;&#xE3;o acad&#xEA;mica, mas n&#xE3;o tinha a qualifica&#xE7;&#xE3;o que a vaga exigia. Fiquei muito revoltada, mas n&#xE3;o pude fazer nada. Por muito tempo, tive que trabalhar meu psicol&#xF3;gico para lidar com essa injusti&#xE7;a.Dezessete anos se passaram. Hoje, estou aposentada, mas continuo meu trabalho em um laborat&#xF3;rio privado.Quando tenho oportunidade, vou &#xE0; Universidade. Ao passar pelo port&#xE3;o principal, sinto como se fosse algo m&#xE1;gico: Universidade de S&#xE3;o Paulo &#x2013; campus da Capital. Sempre me emociono.Finalizo aqui minha hist&#xF3;ria com a USP com l&#xE1;grimas nos olhos porque, embora eu seja filha dessa Universidade, meus sonhos de estudar Medicina Veterin&#xE1;ria ou ser pesquisadora n&#xE3;o aconteceram.Tudo bem, bola pra frente!!Como filha dessa Universidade tenho sempre comigo a frase de M&#xE1;rio S&#xE9;rgio Cortella de fazer o meu melhor nas condi&#xE7;&#xF5;es que eu tenho enquanto eu n&#xE3;o tenho condi&#xE7;&#xF5;es melhores de fazer melhor ainda.Viva a Universidade de S&#xE3;o Paulo!! Parab&#xE9;ns por seus 90 anos!</description></oembed>
