<?xml version="1.0"?>
<oembed><version>1.0</version><provider_name>CGC</provider_name><provider_url>https://cgceducacao.com.br</provider_url><author_name>cgceducacao</author_name><author_url>https://cgceducacao.com.br/index.php/author/cgceducacao/</author_url><title>USP tamb&#xE9;m &#xE9; acolhimento - CGC</title><type>rich</type><width>600</width><height>338</height><html>&lt;blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="MnlGj5Co19"&gt;&lt;a href="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/10/24/usp-tambem-e-acolhimento/"&gt;USP tamb&#xE9;m &#xE9; acolhimento&lt;/a&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;iframe sandbox="allow-scripts" security="restricted" src="https://cgceducacao.com.br/index.php/2024/10/24/usp-tambem-e-acolhimento/embed/#?secret=MnlGj5Co19" width="600" height="338" title="&#x201C;USP tamb&#xE9;m &#xE9; acolhimento&#x201D; &#x2014; CGC" data-secret="MnlGj5Co19" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" class="wp-embedded-content"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
/* &lt;![CDATA[ */
/*! This file is auto-generated */
!function(d,l){"use strict";l.querySelector&amp;&amp;d.addEventListener&amp;&amp;"undefined"!=typeof URL&amp;&amp;(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&amp;&amp;!/[^a-zA-Z0-9]/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret="'+t.secret+'"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret="'+t.secret+'"]'),c=new RegExp("^https?:$","i"),i=0;i&lt;o.length;i++)o[i].style.display="none";for(i=0;i&lt;a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&amp;&amp;(s.removeAttribute("style"),"height"===t.message?(1e3&lt;(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r&lt;200&amp;&amp;(r=200),s.height=r):"link"===t.message&amp;&amp;(r=new URL(s.getAttribute("src")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&amp;&amp;n.host===r.host&amp;&amp;l.activeElement===s&amp;&amp;(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener("message",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener("DOMContentLoaded",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll("iframe.wp-embedded-content"),r=0;r&lt;s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute("data-secret"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+="#?secret="+t,e.setAttribute("data-secret",t)),e.contentWindow.postMessage({message:"ready",secret:t},"*")},!1)))}(window,document);
//# sourceURL=https://cgceducacao.com.br/wp-includes/js/wp-embed.min.js
/* ]]&gt; */
&lt;/script&gt;
</html><thumbnail_url>https://cgceducacao.com.br/wp-content/uploads/2024/05/chapeu_usp-90anos_campi-Pb.jpg</thumbnail_url><thumbnail_width>1200</thumbnail_width><thumbnail_height>100</thumbnail_height><description>Marcelo Neubauer, egresso da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)Venho de uma fam&#xED;lia extremamente t&#xF3;xica, por conta disso, tudo que conquistei foi esfor&#xE7;o pr&#xF3;prio. E, para surpresa de muitos, passei na Medicina USP turma de 1988. Tive um ano conturbado, sem nenhum apoio da fam&#xED;lia, e consegui completar meu primeiro ano (naquele tempo, algumas aulas na Dr. Arnaldo e outras no ICB. V&#xE1;rias vezes fui a p&#xE9; de um lugar ao outro. Quando comecei o segundo ano, nas atividades de recep&#xE7;&#xE3;o aos calouros, eu a conheci Aline, baixinha (1,47m) , mas zangada na propor&#xE7;&#xE3;o da n&#xE3;o altura&#x2026;Come&#xE7;amos a conversar e, por incr&#xED;vel que possa parecer, logo come&#xE7;amos a namorar. A piada da turma &#xE9; que ela era a &#x201C;primeira desencalhada da turma 77&#x201D; . Namoramos durante toda a faculdade, tirando um per&#xED;odo de 6 meses que ela me deu uma geladeira porque estava muito folgado, e noivamos no final do 4&#xBA; ano. Noivamos dentro do Hospital 9 de Julho porque nossa melhor amiga e nosso cupido estava gravemente doente e internada.Fizemos o 5&#xBA;e 6&#xBA; ano sempre como excelentes parceiros. No final do R1, nos casamos em uma cerim&#xF4;nia que n&#xE3;o foi mais simples porque minha sogra queria uma festa de arromba e bancou tudo (obrigado, tia!!!!). Terminamos a resid&#xEA;ncia e ca&#xED;mos na vida. Ela, como era muito inquieta, acabou na ind&#xFA;stria farmac&#xEA;utica, o que nos proporcionou um certo conforto e muito bons contatos.Ca&#xED;mos na vida e trabalhamos muito, viajamos o mundo e fizemos tudo o que quer&#xED;amos. Aos 40 anos de idade, come&#xE7;ou a nos bater um vazio, falta algo. Entramos na fila de ado&#xE7;&#xE3;o e tivemos Beatriz, de longe nosso maior tesouro. Viv&#xED;amos uma vida feliz, Bia na escola, n&#xF3;s trabalhando e com um conforto na vida, quando um dia a Aline amanheceu amarela como um can&#xE1;rio e com muito mal estar.A levamos para o Hospital S&#xE3;o Camilo, ela foi atendida por colegas da casa que diagnosticaram uma hepatite fulminante. Ela foi transferida para a UTI de transplante do nono andar do HC. Vivi tr&#xEA;s semanas das piores emo&#xE7;&#xF5;es da minha vida.A segunda pessoa que eu mais amava estava morrendo, precisando urgente de um f&#xED;gado novo, e eu orando para algu&#xE9;m morrer. Gente, n&#xE3;o me julguem, s&#xF3; quem passou por isso conseguiria me entender. Fui acolhido por todos no HC, equipe m&#xE9;dica, enfermagem, capelania. E vivendo uma turbilh&#xE3;o de sentimentos.Gra&#xE7;as a meu v&#xED;nculo com a faculdade, consegui &#x201C;contrabandear&#x201D; minha filha (na &#xE9;poca, com 5 anos) na UTI e ela pode se despedir da m&#xE3;e. As &#xFA;ltimas palavras que ela disse para mim: &#x201C;voc&#xEA; n&#xE3;o se atreva a criar nossa filha sozinho!&#x201D;; quatro dias depois, Aline foi para os bra&#xE7;os de de Deus em outro plano.De novo a minha casa me acolheu, como um filho que est&#xE1; passando por um imenso sofrimento. Colegas de turma, colegas de outras turmas, pessoas que sequer eu conhecia, vinham, me abra&#xE7;avam e diziam: &#x201C;meu amigo, tamo junto&#x201D;. S&#xF3; quem passou por essa dor consegue entender o poder do reconforto dessas palavras. Eu tive a dura miss&#xE3;o de trazer minha filha (4, quase 5 anos) para se despedir da m&#xE3;e. N&#xE3;o desejo essa experi&#xEA;ncia para ningu&#xE9;m.Hoje, vivemos um momento de reconstru&#xE7;&#xE3;o. Minha filha sofreu pela perda da m&#xE3;e. Felizmente, temos uma pessoa que, claro, n&#xE3;o a substitua, faz tudo para minha filha ser feliz.Eu tenho uma d&#xED;vida impag&#xE1;vel com o HCFMUSP. Fui acolhido, recebi suporte e consegui sobreviver a esse baita caos. Sou filho da USP e me orgulho muito disso.</description></oembed>
