{"version":"1.0","provider_name":"CGC","provider_url":"https:\/\/cgceducacao.com.br","author_name":"cgceducacao","author_url":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/author\/cgceducacao\/","title":"Pede pra sair, engenheiro! - CGC","type":"rich","width":600,"height":338,"html":"<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"R8J7akF7JF\"><a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2024\/07\/01\/pede-pra-sair-engenheiro\/\">Pede pra sair, engenheiro!<\/a><\/blockquote><iframe sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2024\/07\/01\/pede-pra-sair-engenheiro\/embed\/#?secret=R8J7akF7JF\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Pede pra sair, engenheiro!&#8221; &#8212; CGC\" data-secret=\"R8J7akF7JF\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\" class=\"wp-embedded-content\"><\/iframe><script type=\"text\/javascript\">\n\/* <![CDATA[ *\/\n\/*! This file is auto-generated *\/\n!function(d,l){\"use strict\";l.querySelector&&d.addEventListener&&\"undefined\"!=typeof URL&&(d.wp=d.wp||{},d.wp.receiveEmbedMessage||(d.wp.receiveEmbedMessage=function(e){var t=e.data;if((t||t.secret||t.message||t.value)&&!\/[^a-zA-Z0-9]\/.test(t.secret)){for(var s,r,n,a=l.querySelectorAll('iframe[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),o=l.querySelectorAll('blockquote[data-secret=\"'+t.secret+'\"]'),c=new RegExp(\"^https?:$\",\"i\"),i=0;i<o.length;i++)o[i].style.display=\"none\";for(i=0;i<a.length;i++)s=a[i],e.source===s.contentWindow&&(s.removeAttribute(\"style\"),\"height\"===t.message?(1e3<(r=parseInt(t.value,10))?r=1e3:~~r<200&&(r=200),s.height=r):\"link\"===t.message&&(r=new URL(s.getAttribute(\"src\")),n=new URL(t.value),c.test(n.protocol))&&n.host===r.host&&l.activeElement===s&&(d.top.location.href=t.value))}},d.addEventListener(\"message\",d.wp.receiveEmbedMessage,!1),l.addEventListener(\"DOMContentLoaded\",function(){for(var e,t,s=l.querySelectorAll(\"iframe.wp-embedded-content\"),r=0;r<s.length;r++)(t=(e=s[r]).getAttribute(\"data-secret\"))||(t=Math.random().toString(36).substring(2,12),e.src+=\"#?secret=\"+t,e.setAttribute(\"data-secret\",t)),e.contentWindow.postMessage({message:\"ready\",secret:t},\"*\")},!1)))}(window,document);\n\/\/# sourceURL=https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-includes\/js\/wp-embed.min.js\n\/* ]]> *\/\n<\/script>\n","thumbnail_url":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/chapeu_usp-90anos_campi-Pb.jpg","thumbnail_width":1200,"thumbnail_height":100,"description":"Carlos Lazzarotto, egresso da Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USPDepois de toda a grande comemora\u00e7\u00e3o na passagem do vestibular, o calouro chega \u00e0 t\u00e3o sonhada faculdade de engenharia, onde \u00e9 recebido com uma grande festa. Tudo para disfar\u00e7ar que a matr\u00edcula que est\u00e1 assinando ir\u00e1 mudar sua vida. \u00c9 um tratado de sangue, em que o pr\u00f3prio Diabo deveria estar checando os futuros membros de seu inferno.No primeiro dia de aula, o calouro chega todo t\u00edmido, sem barba, virgem. A presa perfeita. A Besta disfar\u00e7ada abre a porta da sala e cordialmente diz:\u2014 Bem-vindo ao Inferno! Esta \u00e9 a sua sala. Entre, por favor!O novato adentra e v\u00ea a cena: diversos seres carecas, inidentific\u00e1veis, o observando curiosamente, sem nenhum brilho de esperan\u00e7a no olhar, como se estivessem num verdadeiro campo de concentra\u00e7\u00e3o. Todos sem nome, nem identifica\u00e7\u00e3o, apenas denominados \u201cBixo!\u201d (sim, com x). Ele se senta para o in\u00edcio das aulas.No come\u00e7o, o calouro se sente muito esperto e logo desconfia que todas as aulas fossem as famosas \u201caulas trotes\u201d dadas pelos veteranos, mas n\u00e3o demora a perceber que a verdadeira aula trote foi de fato a mais f\u00e1cil de todas.Al\u00e9m das dif\u00edceis aulas, a press\u00e3o tamb\u00e9m ocorre nos corredores das salas, onde os desumanos veteranos, que mais parecem soldados em guerra, ficam hostilizando, sem a menor considera\u00e7\u00e3o e admira\u00e7\u00e3o por eles, que venceram aquela dura batalha do vestibular. O pobre calouro, que nas ruas orgulhosamente desfila com suas camisetas da faculdade, se sentindo o m\u00e1ximo por ter passado na concorrida faculdade, l\u00e1 dentro n\u00e3o se sentia ningu\u00e9m. Ningu\u00e9m o respeitava. Ningu\u00e9m ligava para ele. Nem o cachorro que circulava a faculdade o venerava.Para o maior envolvimento entre os bixos, logo deram in\u00edcio as gincanas de integra\u00e7\u00e3o, mas que na verdade s\u00e3o a pr\u00f3pria denegri\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Os gritos dos endiabrados veteranos seguem por toda a saud\u00e1vel gincana: \u201cBebe tudo, bixo!\u201d, \u201cCome todo o bandej\u00e3o!\u201d. O calouro aprecia toda aquela festa, ficando at\u00e9 a noite para o imperd\u00edvel show das \u201cMiss Bixos\u201d, com esperan\u00e7a de ver as garotas do seu ano. Por\u00e9m, logo constata que naquele desfile havia na verdade seus colegas de classe fantasiados mostrando as suas pernas nem um pouco torneadas.Mas ent\u00e3o v\u00eam as mat\u00e9rias.l\u00ba AnoCome\u00e7a o bi\u00eanio, ou para muitos, mil\u00eanio. C\u00e1lculo I e F\u00edsica I se apresentam um pouco t\u00edmidas, parecendo amig\u00e1veis. Programa\u00e7\u00e3o, em compensa\u00e7\u00e3o, assusta. Qu\u00edmica faz voc\u00ea odiar tudo que j\u00e1 estudou dessa mat\u00e9ria durante a \u00e9poca do colegial. E ent\u00e3o vem a maldosa, ingrata, horripilante \u00c3lgebra Linear. O terror de todos os calouros. Ningu\u00e9m sabe para que serve, ningu\u00e9m sabe por que ela existe, mas sabem que ela est\u00e1 l\u00e1 e que sempre os persegue, por anos e anos.Com muito esfor\u00e7o, o calouro continua para o segundo semestre.C\u00e1lculo II e F\u00edsica II voltam, agora j\u00e1 mostrando um pouco das garras. Se Programa\u00e7\u00e3o assustava, C\u00e1lculo Num\u00e9rico ent\u00e3o, causa arrepios. \u00c9 mais f\u00e1cil se desvencilhar daquelas poderosas armadilhas dos Jogos Mortais, do que sair vivo de suas provas. E aquela assombrosa \u00c3lgebra volta para se vingar dos poucos que so- breviveram, deixando qualquer Bicho Pap\u00e3o, Jason ou Freddy no chinelo.Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Engenharia \u00e9 aquela mat\u00e9ria para dar uma animada na galera, que tenta camuflar o curso, mostrando que n\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil. Foi a primeira e \u00faltima mat\u00e9ria f\u00e1cil.Mas ele \u00e9 resistente e continua para o pr\u00f3ximo ano.2\u00ba anoSe o primeiro ano parecia f\u00e1cil, \u00e9 porque ele n\u00e3o conhecia o segundo. C\u00e1lculo III e F\u00edsica III retiram suas m\u00e1scaras de boa- zinhas e come\u00e7am a fuzilar todos que se atreveram a se matricu- lar nelas. Al\u00e9m disso, elas se associam \u00e0 perigosa Mec\u00e2nica dos Flu\u00eddos. Nesse momento que o estudante reflete e se recorda do dia que selecionou \u201cEngenharia\u201d no vestibular. \u201cPor que fez esta escolha?\u201d, ou melhor, \u201cPor que escolheu Exatas?\u201d, ou ainda, \u201cPor que resolveu um dia estudar?\u201d. S\u00e3o as quest\u00f5es que passam pela sua cabe\u00e7a enquanto o professor explica os teoremas dos flu\u00eddos. Geologia e Topografia surgem para mostrar que o solo em que pisa \u00e9 perigoso e que sua caminhada na faculdade n\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil.No segundo semestre, C\u00e1lculo IV e F\u00edsica IV utilizam seus \u00faltimos cartuchos para aniquilar mais alguns alunos. J\u00e1 Estat\u00edstica serve apenas para calcular qual a probabilidade de sobreviver nafaculdade.O futuro engenheiro, que decidiu seguir a carreira da Civil, j\u00e1 conhece algumas mat\u00e9rias de sua \u00e1rea. Resist\u00eancia dos Materi- ais \u00e9 o primeiro cap\u00edtulo da terr\u00edvel sequ\u00eancia. Ela aparece d\u00f3cil, amiga, companheira, fazendo at\u00e9 parecer que o aluno se deu bem escolhendo a \u00e1rea civil. Um veterano explica que nunca fez Resist\u00eancia uma \u00fanica vez. Fez ao menos duas vezes cada. O calouro, que sempre se acha muito esperto, ri do veterano, mas mal sabe ele que no futuro ele mesmo vai repetir essa frase.As mat\u00e9rias do Departamento de Constru\u00e7\u00f5es, que o acompanham desde o primeiro ano, come\u00e7am a lhe sondar mais. Elas ir\u00e3o te perseguir durante todo o restante do curso, te cercando de todos os modos, sem chance de fugir.3\u00ba anoEis que surge o terceiro ano. Muitos dizem que o segundo ano \u00e9 o pior, que se voc\u00ea sobreviveu a ele, vai sobreviver a todos e que a fase do bi\u00eanio \u00e9 a fase mais dif\u00edcil. Bom, quem disse isso, \u00e9 certo que n\u00e3o passou para o terceiro ano.O terceiro ano come\u00e7a com a incr\u00e9dula, mercen\u00e1ria, sanguin\u00e1ria Resist\u00eancia dos Materiais I. Ela mostra todo o po- der da tortura, ass\u00e9dio, amargura, levando a todos a desilu- s\u00e3o, tristeza, desesperan\u00e7a, chegando a crer que n\u00e3o h\u00e1 vida fora da faculdade. O calouro acha que agora o curso chegou ao limite. \u201cCoitado! Mal sabe ele o que vem por a\u00ed\u2019\u2019 Se n\u00e3o bas- tassem as Resist\u00eancias, surge tamb\u00e9m Concreto, que ir\u00e1 con- cretar de vez todos os alunos. \u00c9 mais comum ver nota zero na primeira prova do curso do que ver uma nota acima de cinco.Mec\u00e2nica dos Solos faz o aluno se sentir andando num campo minado. Qualquer distra\u00e7\u00e3o e \u201cBummmm!\u201d, \u00e9 terra para todo o lado.Nesse ano tamb\u00e9m come\u00e7am as mat\u00e9rias de \u00e1gua, iniciando por Hidr\u00e1ulica, em que literalmente voc\u00ea entra pelo cano, e por Hidrologia, em que voc\u00ea nunca mais chama chuva de \u201cchuva\u201d e, sim, de \u201cprecipita\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica\u2019, al\u00e9m de toda vez que come\u00e7a a cair \u00e1gua do c\u00e9u, l\u00e1grimas tamb\u00e9m caem de seus olhos ao se recordar da torrencial prova.Em Estradas, o calouro se sente numa via sem fim, sem possibilidade de sair e sem dinheiro para pagar os ped\u00e1gios.O segundo semestre chega. Se ele achava que Resist\u00eancia I era o limite, \u00e9 porque a II ainda n\u00e3o havia chegado. Na primei- ra aula, muitos fogem ap\u00f3s o professor dar uma grande, tediosa e incompreens\u00edvel explica\u00e7\u00e3o sobre a mat\u00e9ria, relembrando a disciplina anterior, e dizendo que aquilo \u00e9 o b\u00e1sico. A maioria corre da classe direto para a secretaria, tentando trancar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel aquela mat\u00e9ria.Poucos sobrevivem para o Concreto II, a maioria ficou concretada no I. Nem precisa dizer que o II \u00e9 muito pior. No experimento de concreto, muitos olham com sentimento para o corpo de prova que \u00e9 espremido na prensa. A verdade \u00e9 que todos compartilham da mesma sensa\u00e7\u00e3o de press\u00e3o durante a prova.Quando o estudante acha que a mat\u00e9ria de Tr\u00e1fego ir\u00e1 ajudar a encontrar uma sa\u00edda, ela se mostra como sendo a mais temida de todas as mat\u00e9rias de Transporte. \u00c9 mais f\u00e1cil comandar o Tr\u00e1fico de Medelin do que trafegar por esta mat\u00e9ria. Nela o calouro se sente preso num grande congestionamento e s\u00f3 sai dele um ano depois. Isso se conseguir uma boa carona em algum transporte p\u00fablico.E se achavam que a Resist\u00eancia estaria de fora desse semestre, se enganaram. A vers\u00e3o III vem de nome novo, com outra roupagem, outros professores, com uma proposta aparentemente diferente, mas \u00e9 uma cilada e quando v\u00e9, nem de recupera\u00e7\u00e3o ficou. Isso para quem teve coragem de fazer.4\u00ba anoOlha, se contar \u00e9 dif\u00edcil que muitos acreditem, mas no quarto ano da faculdade o calouro ainda trabalha com a hip\u00f3tese de largar a faculdade. Sim, largar. Ele pondera os fatos, afinal n\u00e3o v\u00ea o fim da linha. Seus colegas o reprimem, dizendo que j\u00e1 passaram tr\u00eas anos de cinco, mas para ele, passaram somente tr\u00eas anos de oito. Ou seja, restam ainda cinco anos. Tempo suficiente para se formar em outro curso de quatro anos e ainda ganhar um troco de um ano.Mas ele \u00e9 forte e continua.Ent\u00e3o chega a \u00faltima Resist\u00eancia, RIV (a \u00faltima?), que aparenta ser mais f\u00e1cil. Mas s\u00f3 a Prova 1, pois quem n\u00e3o garantiu nota, n\u00e3o passa pela P2. Obras de Terra, Funda\u00e7\u00f5es e Pavimentos, s\u00f3 servem para refor\u00e7ar a ideia que o estudante entrou num terreno perigoso.Neste ano, projetam-se barragens, obras mar\u00edtimas, fluviais, fazendo com que o estudante se recuse a viajar para a praia com os amigos. N\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 medo do mar, e sim medo daqueles espig\u00f5es que tanto tiraram suas noites de sono. E para ele, piscina virou piscin\u00e3o, ou seja, acabou o lazer na \u00e1gua. Neste ano que tamb\u00e9m se houve a famosa frase: \u201c\u00c9 melhor ser engenheiro de merda, do que uma merda de engenheiro!\u201d.E quando o estudante achou que o trauma de concreto aca- bou, ele descobre que o concreto tem uma aliada: Met\u00e1lica. \u00c9 como se chegasse ao show do Metallica, diretamente para a roda dos headbangers. \u00c9 porrada para todo o lado, sem nem saber porque chegou ali, porque est\u00e1 ali e muito menos como sair dali. S\u00f3 com um peda\u00e7o de madeira para conseguir se salvar.5\u00ba anoAno marcado pelas famosas disciplinas optat\u00f3rias. Optat\u00f3rias? Sim, mat\u00e9rias optativas que s\u00e3o obrigat\u00f3rias. Entre elas Resist\u00eancia V. \u201cU\u00e9, mas Resist\u00eancia IV n\u00e3o era a \u00faltima?\u201d. Sim, \u00e9 essa a pergunta que surge. O que faz lembrar muito os filmes do Sexta-feira 13. L\u00e1 tamb\u00e9m o cap\u00edtulo 4 seria o \u00faltimo, mas a\u00ed Jason ressurge no quinto, por\u00e9m camuflado por um policial. \u00c9 a mesma coisa. D\u00e3o o nome de Modelagem Computacional, s\u00f3 para n\u00e3o aparecer \u201cResist\u00eancia\u201d no nome. Mas \u00e9 a mesma sequ\u00eancia de mat\u00e9rias. A diferen\u00e7a \u00e9 que nessa, poucos alunos, ou ningu\u00e9m, entende a mat\u00e9ria, mas acabam passando. Como ocorre isso, ningu\u00e9m sabe explicar.O trabalho de formatura, que seria nesse ano, \u00e9 adiado, sem previs\u00e3o de data.6\u00ba, 7\u00ba e 8\u00ba anoNesse per\u00edodo \u00e9 uma salada de frutas de mat\u00e9rias. S\u00e3o mat\u00e9rias do primeiro, segundo, terceiro, quarto, quinto, tudo misturado, de forma a completar toda a grade curricular poss\u00edvel (40 cr\u00e9ditos), com a esperan\u00e7a que de quanto mais cr\u00e9ditos fizer, mais cr\u00e9ditos ir\u00e3o passar. \u00c9 incr\u00edvel as novas amizades que surgem nesse per\u00edodo, afinal, numa sala que s\u00f3 tem bixos, ver um veterano do seu ano, \u00e9 uma vis\u00e3o de tranquilidade, esperan\u00e7a e de que voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico a fazer aquela mat\u00e9ria novamente.E numa mistura de muito estudo, sorte, muito estudo, dedica\u00e7\u00e3o, muito estudo e certa esperteza para conhecer os portais m\u00e1gicos que garantem a aprova\u00e7\u00e3o nas disciplinas, \u00e9 que o calouro finalmente consegue encerrar a faculdade e se tornar um engenheiro.O Diabo ent\u00e3o novamente aparece e diz:\u2014 Pronto! Voc\u00ea conheceu o Inferno. Agora nada vai ser pior do que isso. Aproveite!Ap\u00f3s todo o descr\u00e9dito dos pais, familiares e amigos, finalmente o estudante vira engenheiro e sai de sua faculdade. Agora j\u00e1 barbudo, com o rosto cheio de cicatrizes, fruto das duras batalhas, o cabelo mais ralo, mas feliz! Feliz por ter passado por essa guerra.\u201cE QUE VENHA O RESTO!\u201d, ele grita ao se despedir da faculdade.* Eu fiz uma hist\u00f3ria sobre a minha viv\u00eancia nos anos de Escola Polit\u00e9cnica (Poli) da USP. Inclusive publiquei no meu primeiro livro \u201cEnquanto Conto\u201d. Lembrando que entrei em 1999 ou seja, outros tempos"}