{"id":11335,"date":"2022-08-29T16:37:43","date_gmt":"2022-08-29T19:37:43","guid":{"rendered":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/?p=11335"},"modified":"2022-08-29T16:37:45","modified_gmt":"2022-08-29T19:37:45","slug":"agencia-usp-de-noticias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2022\/08\/29\/agencia-usp-de-noticias\/","title":{"rendered":"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p><rss version=\"2.0\" xmlns:slash=\"http:\/\/purl.org\/rss\/1.0\/modules\/slash\/\" xmlns:wfw=\"http:\/\/wellformedweb.org\/CommentAPI\/\"><\/p>\n<p><channel><br \/>\n\t<title>Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/title><br \/>\n\t<atom:link href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&amp;cat=-279,-21404\" rel=\"self\" type=\"application\/rss+xml\"><\/atom:link>\n\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen<br \/>\n\t<description>Divulga\u00e7\u00e3o aos meios de comunica\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e atividades como cursos e palestras, exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es.<\/description><br \/>\n\t<lastbuilddate>Thu, 09 Aug 2018 13:44:36 +0000<\/lastbuilddate><br \/>\n\t<language>pt-BR<\/language><br \/>\n\t<sy:updateperiod>hourly<\/sy:updateperiod><br \/>\n\t<sy:updatefrequency>1<\/sy:updatefrequency><br \/>\n\t<generator>https:\/\/wordpress.org\/?v=4.6.1<\/generator><br \/>\n\t<item><br \/>\n\t\t<title>Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197\n\t\t<pubdate>Fri, 29 Apr 2016 21:00:19 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[J\u00falio Bernardes]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Tecnologia]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Embrapa]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[\u00edons met\u00e1licos]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[IQSC]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[uva]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[vinho]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Aparelho utiliza resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear para identificar metais que apontam proced\u00eancia do vinho ]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p>Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.<\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229227\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas.<\/p>\n\n\n\n\n<p>\u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s &#8211; como o ferro e o mangan\u00eas &#8211; podem ser observados nessas medidas.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Medi\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>A garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada<\/em>, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Wikimedia Commons<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: email <a href=\"javascript:DeCryptX('ftuifs`tdifssfsAzbipp\/dpn\/cs')\">e&#115;&#116;&#104;&#101;&#114;&#95;sc&#104;e&#114;rer&#64;&#121;a&#104;&#111;o&#46;&#99;o&#109;.b&#114;<\/a>, com Esther Scherrer<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Projeto mapeia resposta imunol\u00f3gica ao zika v\u00edrus<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175\n\t\t<pubdate>Fri, 29 Apr 2016 20:58:32 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Rita Stella, de Ribeir\u00e3o Preto]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Ci\u00eancias]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[dengue]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FMRP]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[resposta imunol\u00f3gica]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[vacina]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[zika v\u00edrus]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Centros de pesquisa buscam entender o que leva algumas pessoas infectadas com o v\u00edrus a serem mais resistentes]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p>A Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP recebeu, nos dias 28 e 29 de abril, seus parceiros, o ingl\u00eas Daniel Altmann, do Departamento de Medicina do\u00a0Imperial College (Reino Unido), e o norte-americano William Kwok, do Instituto de Pesquisa Benaroya (Seattle, Estados Unidos)\u00a0para o in\u00edcio do desenvolvimento de uma vacina contra o zika v\u00edrus. O projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica que, at\u00e9 o momento, continua desconhecida pela ci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229220\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/agen20160429_d.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/agen20160429_d.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas centros de pesquisa concentrar\u00e3o esfor\u00e7os para entender o que leva algumas pessoas infectadas com o zika v\u00edrus a serem mais resistentes enquanto outra parcela de infectados \u00e9 mais suscet\u00edvel, desenvolvendo graves sintomas. O professor do Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia,\u00a0Jo\u00e3o Santana da Silva, da FMRP, coordenador do projeto no Brasil, comenta que entendendo como ocorre esse controle, essa resposta imune, pode-se \u201cintervir de forma a controlar a resposta da popula\u00e7\u00e3o mais suscet\u00edvel ao v\u00edrus e fazer com que essas pessoas fiquem resistentes, chegando-se assim a uma vacina.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>Apesar de acreditar que a resposta imune de nosso organismo ao zika v\u00edrus seja completamente diferente da resposta \u00e0 dengue, Santana da Silva diz que a experi\u00eancia que j\u00e1 possuem com a dengue deve tornar mais r\u00e1pida a constru\u00e7\u00e3o de uma vacina contra o zika.<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa B\u00e1sica<\/strong><br \/>O professor adianta que existe grande quantidade de testes cl\u00ednicos em andamento ou j\u00e1 realizados com a vacina da dengue, inclusive no Instituto Butantan, e que, dentro de um ano, essa vacina (dengue) dever\u00e1 estar pronta. Ele afirma que a pesquisa que realizam hoje \u00e9 b\u00e1sica. Mas \u00e9 preciso saber como \u00e9 realizada \u201ca resposta imune dessas pessoas para entender como \u00e9 a doen\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o para fazer a vacina.\u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p>O professor saiu em defesa das autoridades sanit\u00e1rias brasileiras e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), pelas r\u00e1pidas a\u00e7\u00f5es para o controle dessa doen\u00e7a que oferece graves riscos ao sistema neurol\u00f3gico dos infectados como a S\u00edndrome de <em>Guillain-Barr\u00e9<\/em> e microcefalia. Para o projeto internacional que iniciam agora, s\u00f3 o lado brasileiro recebeu da Fapesp R$ 250 mil.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Santana da Silva diz que est\u00e3o alertas para a gravidade do problema e que \u201cn\u00e3o est\u00e3o parados\u201d. Existem v\u00e1rias linhas de a\u00e7\u00e3o, tanto em pesquisas para entender a doen\u00e7a, como para prevenir a microcefalia e tamb\u00e9m para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto:\u00a0Marcos Santos \/ USP Imagens<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-3242<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>An\u00e1lise indica sintomas respirat\u00f3rios em agricultores<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129\n\t\t<pubdate>Thu, 28 Apr 2016 21:30:22 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[J\u00falio Bernardes]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Sa\u00fade]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[agricultura]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[agrot\u00f3xicos]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FSP]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[tomate]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[trabalhadores rurais]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Produtores rurais e seus familiares est\u00e3o sujeitos a altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias pela exposi\u00e7\u00e3o a agrot\u00f3xicos]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p>O munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, tem cerca de 7 mil habitantes, a maioria na \u00e1rea rural. A economia da cidade \u00e9 baseada na agricultura familiar, principalmente no plantio de tomates, com uso excessivo de agrot\u00f3xicos e parte da sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada com outros estados, inclusive S\u00e3o Paulo. A ocorr\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios e altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria em trabalhadores rurais e familiares expostos a agrot\u00f3xicos foi constatada em pesquisa da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, realizada por Rafael Junqueira Buralli.<\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229181\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4161A.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4161A.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Em de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1 (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot\u00f3xicos \"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Em de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1 (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot\u00f3xicos <\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>\u201cO cen\u00e1rio natural montanhoso da regi\u00e3o favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos aplicados nas planta\u00e7\u00f5es, contaminando o solo do entorno da cultura e \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\u201d, conta Buralli. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas 14,2% das resid\u00eancias daquela cidade t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico adequadas. O estudo apurou que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 exposta aos agrot\u00f3xicos desde a tenra idade, seja por morar pr\u00f3ximo das \u00e1reas de plantio, trabalhando diretamente, ou mesmo ajudando seus familiares. \u201cNo grupo dos produtores rurais, a maioria era do sexo masculino e afirmou trabalhar com agrot\u00f3xicos por v\u00e1rias horas por dia, principalmente no per\u00edodo da safra. A maioria dos familiares era do sexo feminino\u201d. Foram avaliadas 82 pessoas (48 trabalhadores rurais e 34 familiares). Entre os trabalhadores rurais, 81,3% afirmaram ter contato com agrot\u00f3xicos no momento da pesquisa, sendo que 77,1% dos produtores e 94,1% dos familiares afirmaram estar expostos domesticamente aos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A maioria dos produtores e familiares era casada, com renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, meeiros ou arrendat\u00e1rios de pequenas \u00e1reas, com baixa escolaridade e nunca recebeu treinamento ou orienta\u00e7\u00f5es para manipular agrot\u00f3xicos. No momento da avalia\u00e7\u00e3o, na safra de 2014, 66% das pessoas apresentaram algum sintoma respirat\u00f3rio. Os mais comumente relatados foram crise de tosse (40,0%), rinite (30,7%), sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito (24,0%), sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar (17,3%) e chiado no peito (13,3%). \u201cQuanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o pulmonar, 20% dos produtores e 22,2% dos familiares apresentaram algum dist\u00farbio respirat\u00f3rio\u201d, aponta o pesquisador. \u201cAp\u00f3s an\u00e1lises estat\u00edsticas, as altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias se mostraram significativamente associadas ao fato de a pessoa ser produtor, manipular agrot\u00f3xicos regularmente e da quantidade de horas trabalhadas por dia\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>De acordo com bases de dados oficiais de morbidade e mortalidade, as principais causas de morte entre 2004 e 2010 em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, do aparelho respirat\u00f3rio, neoplasias, causas externas, transtornos mentais e comportamentais, doen\u00e7as do sistema digest\u00f3rio, disfun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, metab\u00f3licas. \u201cQuanto ao c\u00e2ncer, as neoplasias mais frequentes com o desfecho \u00f3bito do paciente foram as de pulm\u00f5es, est\u00f4mago e laringe\u201d, observa Buralli.<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Interna\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>Quanto \u00e0s interna\u00e7\u00f5es hospitalares no munic\u00edpio, entre janeiro de 2008 e agosto de 2015, as causas mais comuns foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio, genitourin\u00e1rio e digestivo, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. \u201cTodas essas doen\u00e7as j\u00e1 foram associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos em outros estudos e podem estar relacionadas tamb\u00e9m em SJU\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo Buralli, a primeira provid\u00eancia a ser tomada para contornar o problema seria melhorar o apoio t\u00e9cnico e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas que manipulam esses qu\u00edmicos, fornecendo treinamento para lidar com esses produtos e organizando o sistema de sa\u00fade para atender as necessidades espec\u00edficas das popula\u00e7\u00f5es expostas, tanto na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento de doen\u00e7as relacionadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. \u201cNa cidade, n\u00e3o h\u00e1 um banco de dados contendo registros de morbidade e mortalidade por causas ocupacionais, nem programa espec\u00edfico de vigil\u00e2ncia, promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de danos \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es expostas\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n\n<p>De acordo com o pesquisador, a segunda provid\u00eancia seria a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais restritivas quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de produtos agrot\u00f3xicos. \u201cHoje, o Brasil \u00e9 l\u00edder mundial no consumo de agrot\u00f3xicos e comercializa diversas subst\u00e2ncias proibidas no mundo inteiro\u201d, alerta. \u201cOs efeitos disso n\u00e3o s\u00e3o sentidos somente pelas fam\u00edlias rurais, mas tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o em geral, que vive pr\u00f3ximo a \u00e1reas de plantio ou consome produtos envenenados\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A orientadora do estudo, descrito em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, foi a professora Helena Ribeiro, do Departamento de Sa\u00fade Ambiental da FSP. O trabalho, no entanto, \u00e9 parte de um projeto de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade humana por exposi\u00e7\u00e3o a metais e agrot\u00f3xicos em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e coordenado pelo professor Jean Remy Dave\u00e9 Guimar\u00e3es, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al\u00e9m da FSP e da UFRJ, tamb\u00e9m colaboraram pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Wikimedia Commons<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: email <a href=\"javascript:DeCryptX('skccsAzbipp\/dpn\/cs')\">&#114;&#106;b&#98;r&#64;ya&#104;o&#111;&#46;&#99;&#111;&#109;.&#98;&#114;<\/a>, com Rafael Junqueira Buralli<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n\n\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n\n\n\n\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Estudo desenvolver\u00e1 ferramentas para a sustentabilidade<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166\n\t\t<pubdate>Thu, 28 Apr 2016 21:29:33 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Da Reda\u00e7\u00e3o]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Meio ambiente]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[campus universit\u00e1rio]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[EESC]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Hidr\u00e1ulica e Saneamento]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[sustentabilidade]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Universidade de Michigan (UMICH)]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Parceria visa formula\u00e7\u00e3o de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de cultura de sustentabilidade]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p><em>Keite Marques, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229177\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4161B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4161B.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Estudo mostra que as universidades n\u00e3o devem ser isoladas\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Estudo mostra que as universidades n\u00e3o devem ser isoladas<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>No sentido de estimular a comunidade universit\u00e1ria a integrar a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, a fim de que seus membros tornem-se agentes multiplicadores de pr\u00e1ticas de sustentabilidade, levando-as para comunidade externa da universidade, o professor do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP, Tadeu Malheiros, consolidou uma pesquisa com a Universidade de Michigan (UMICH), nos Estados Unidos \u2014\u00a0considerada uma institui\u00e7\u00e3o modelo na \u00e1rea \u2014, visando a formula\u00e7\u00e3o de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de cultura de sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es humanas decorrentes da ocupa\u00e7\u00e3o urbana desordenada e de processos industriais t\u00eam alto potencial de degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e do meio ambiente. Mas, felizmente, \u00e9 poss\u00edvel alterar esse quadro por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e de educa\u00e7\u00e3o em sustentabilidade nos diversos \u00e2mbitos da sociedade.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Nesse contexto, as universidades n\u00e3o devem ser isoladas, e suas a\u00e7\u00f5es devem transpor os limites da academia na proposta de influenciar a sociedade na discuss\u00e3o de sustentabilidade, carregando a responsabilidade de contribuir com a sensibiliza\u00e7\u00e3o cultural e conhecimento das pessoas, bem como propor inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e ferramentas a fim de direcion\u00e1-la para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. O campus universit\u00e1rio deve, ent\u00e3o, comprometer-se e atuar na educa\u00e7\u00e3o e na pesquisa, apoiar a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e integrar-se \u00e0 comunidade externa a fim de criar um futuro igualit\u00e1rio e sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n\n<p>As prefeituras e as diretorias das unidades dos campi da USP devem ser entendidas como modelo de sistemas de diagn\u00f3sticos e monitoramento do consumo de recursos naturais, aspectos socioecon\u00f4micos e melhores pr\u00e1ticas em sustentabilidade, por meio de seus processos de compras \u2014\u00a0prezando por produtos certificados em responsabilidade social e optando por produtos org\u00e2nicos e de produ\u00e7\u00e3o local \u2014, redu\u00e7\u00e3o de consumo de papel e de produtos descart\u00e1veis, controle do desperd\u00edcio de \u00e1gua e energia el\u00e9trica, entre outras a\u00e7\u00f5es de grande import\u00e2ncia e em concord\u00e2ncia com os conceitos da educa\u00e7\u00e3o ambiental e de sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar esse patamar do modelo \u00e9 necess\u00e1rio conceber ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e indicadores para diagn\u00f3stico e monitoramento da cultura de sustentabilidade. \u201cA meta \u00e9 propor um sistema integrado de indicadores para monitoramento de sustentabilidade em um campus universit\u00e1rio, com estudo de caso aplicado no contexto ao campus da USP em S\u00e3o Carlos, a fim de acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Ambiental da USP\u201d, comentou o professor.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Ao final, o resultado ser\u00e1 um Sistema de Indicadores de Sustentabilidade para Universidades dirigido aos tomadores de decis\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias e outros segmentos da sociedade que desejem tom\u00e1-las como exemplo.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Participa ativamente dos trabalhos o N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Sustentabilidade (NUPS) do campus da USP em S\u00e3o Carlos, que desde 2012 desenvolve atividades voltadas ao tema de campus sustent\u00e1vel em parceria com o Instituto de Sustentabilidade Graham da Universidade de Michigan. Essa parceria vem sendo consolidada por diversas atividades conjuntas, envolvendo professores, pesquisadores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de ambas as universidades.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Com informa\u00e7\u00f5es do doutorando do NUPS Rodrigo Martins Moreira<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Maicom Brand\u00e3o<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es:  (16) 3373-6600 \/ 3373-6700; email <a href=\"javascript:DeCryptX('dpnvojdbdbpAfftd\/vtq\/cs')\">co&#109;uni&#99;ac&#97;&#111;&#64;ees&#99;&#46;&#117;&#115;p&#46;&#98;r<\/a><\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>C\u00e9lulas de gordura podem inibir a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112\n\t\t<pubdate>Wed, 27 Apr 2016 21:30:05 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Rita Stella, de Ribeir\u00e3o Preto]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Ci\u00eancias]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[biomateriais]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[c\u00e9lula-tronco]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FORP]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[implante]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[necrose tumoral]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[odontologia]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[osso]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[osteoblasto]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[tecido adiposo]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[TNF Alfa]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Subst\u00e2ncia em gordura inibe potencial de c\u00e9lulas-tronco para se diferenciarem em c\u00e9lulas \u00f3sseas]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<div class=\"img alignright size-full wp-image-229134\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4160B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4160B.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 do &quot;Journal of Cellular Physiology&quot; \"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 do &quot;Journal of Cellular Physiology&quot; <\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto (FORP) da USP revela que subst\u00e2ncia encontrada em gordura inibe potencial de c\u00e9lulas-tronco para se diferenciarem em c\u00e9lulas \u00f3sseas. Num futuro pr\u00f3ximo, a reposi\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doen\u00e7a ou envelhecimento natural, ser\u00e1 poss\u00edvel com subst\u00e2ncias produzidas pelo pr\u00f3prio organismo humano. Essa previs\u00e3o tem base: os avan\u00e7os da terapia celular e da engenharia de tecidos.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio ainda \u00e9 futurista. Mas o grupo de pesquisa <em>Biomateriais para Implante em Tecido \u00d3sseo <\/em>da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e p\u00f3s-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laborat\u00f3rio a a\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia produzida por c\u00e9lulas de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do ingl\u00eas Tumor Necrosis Factor) que reduz a forma\u00e7\u00e3o de tecido \u00f3sseo por inibir a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco em osteoblastos (c\u00e9lulas que d\u00e3o origem aos ossos).<\/p>\n\n\n\n\n<p>Procurando a melhor t\u00e9cnica de reparo \u00f3sseo, Abuna utilizou culturas de c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, que t\u00eam capacidade de se transformar em c\u00e9lulas de diferentes \u00f3rg\u00e3os, inclusive em c\u00e9lulas de ossos, de duas fontes diferentes: da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo (gordura do organismo).<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Medula \u00e9 a melhor fonte<br \/><\/strong>As c\u00e9lulas-tronco mesenquimais foram extra\u00eddas de ratos e cultivadas em meios osteog\u00eanico e adipog\u00eanico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferencia\u00e7\u00e3o de osteoblastos, as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea \u201cexibiram maior express\u00e3o g\u00eanica de marcadores \u00f3sseos e forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos semelhantes ao osso\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Nesses experimentos tamb\u00e9m se verificou que, em c\u00e9lulas de gordura, a forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas \u00f3sseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que c\u00e9lulas de gordura inibiam a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco de medula \u00f3ssea em osteoblastos e que o respons\u00e1vel por essa inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 o TNF alfa. Essas c\u00e9lulas-tronco \u2014\u00a0da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo \u2014\u00a0representam hoje \u201cuma ferramenta atraente para a repara\u00e7\u00e3o do tecido \u00f3sseo baseada na terapia celular\u201d, adianta o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo o professor M\u00e1rcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia B\u00e1sica da FORP-USP, orientador de Abuna, a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por gordura, decorrente do envelhecimento, \u00e9 fato reconhecido pela literatura, mas chama a aten\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibit\u00f3rio sobre a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea em osteoblastos (para renovar o tecido \u00f3sseo)\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>O professor lembra que a literatura mostra que c\u00e9lulas-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo s\u00e3o uma fonte de c\u00e9lulas para essas terapias. No entanto, continua o professor, \u201cobservamos que a medula \u00f3ssea \u00e9 de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo \u00f3sseo\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, Beloti faz quest\u00e3o de lembrar que tudo ainda \u00e9 objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia n\u00e3o oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regenera\u00e7\u00e3o do osso usando terapia celular. Por\u00e9m, com base nas informa\u00e7\u00f5es que a ci\u00eancia vem produzindo, pode-se dizer que \u201ca intera\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas de gordura e do osso\u201d deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o no caso de uma futura indica\u00e7\u00e3o de terapia nesse n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios ao idoso<br \/><\/strong>Como provaram que existe \u201cconversa\u201d entre essas duas popula\u00e7\u00f5es celulares e que ela compromete o tecido \u00f3sseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais aten\u00e7\u00e3o aos idosos, pois \u00e9 no idoso que se verifica a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda \u00f3ssea e altera\u00e7\u00f5es hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Tomando a sua \u00e1rea, a Odontologia, como refer\u00eancia, o professor adianta que o implante \u00e9 um dos principais focos quando se pensa em reposi\u00e7\u00e3o de dentes ausentes. E a popula\u00e7\u00e3o idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, \u00e9 a que apresenta o osso em condi\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstitui\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para essa \u00e1rea dever\u00e1 considerar fatos como: essa \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o com mais tecido adiposo e o balan\u00e7o entre gordura e tecido \u00f3sseo tem papel relevante no processo de forma\u00e7\u00e3o do osso. Beloti refor\u00e7a que as respostas que obtiveram ainda s\u00e3o de testes <em>in vitro<\/em>.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Liderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto <em>in vitro<\/em> quanto <em>in vivo.<\/em> \u201cPode ser que esses resultados sejam confirmados em testes <em>in vivo<\/em>. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza\u201d, enfatiza o professor.<\/p>\n\n\n\n\n<p>O estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 da revista <em>Journal of Cellular Physiology<\/em> e tamb\u00e9m foi tema da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP-USP em 2014, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Beloti.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido \u00d3sseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Cec\u00edlia Bastos<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315.4785<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Objetos apresentam grande quantidade de bact\u00e9rias<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120\n\t\t<pubdate>Wed, 27 Apr 2016 21:29:45 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Da Reda\u00e7\u00e3o]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Sa\u00fade]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[bact\u00e9rias]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[biologia molecular]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FMUSP]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[HC]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[IMT]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[infec\u00e7\u00f5es]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[micro-organismos]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Equipe identificou mais de 2 mil g\u00eaneros de bact\u00e9rias existentes em superf\u00edcies de contato]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p><em>Aline Naoe, do USP Online<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229132\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4160A.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4160A.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Bact\u00e9rias est\u00e3o presentes nas situa\u00e7\u00f5es comuns e cotidianas\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Bact\u00e9rias est\u00e3o presentes nas situa\u00e7\u00f5es comuns e cotidianas<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Bot\u00f5es de elevador, teclas de caixas eletr\u00f4nicos, rel\u00f3gio de ponto biom\u00e9trico. Locais aparentemente inofensivos se comparados \u00e0s salas de isolamento, laborat\u00f3rios e cont\u00eaineres de lixo infectado s\u00e3o, na verdade, porto seguro para uma mir\u00edade de micro-organismos que causam as temidas infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Foi utilizando uma tecnologia chamada sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o que uma equipe do Instituto de Medicina Tropical de S\u00e3o Paulo (IMT) da USP conseguiu identificar uma quantidade surpreendente de bact\u00e9rias em superf\u00edcies frequentemente tocadas com as m\u00e3os dentro do Hospital das Cl\u00ednicas (HC), maior complexo hospitalar da Am\u00e9rica Latina, ligado \u00e0 Faculdade de Medicina (FM) da USP.<\/p>\n\n\n\n\n<p>M\u00e9todos modernos de biologia molecular, com equipamentos que conseguem ler rapidamente milh\u00f5es de fragmentos de DNA ao mesmo tempo, permitem an\u00e1lises antes imposs\u00edveis de fazer. Assim, o grupo liderado pelo pesquisador Sabri Sanabani coletou amostras que resultaram na identifica\u00e7\u00e3o de 926 fam\u00edlias de 2.832 g\u00eaneros de bact\u00e9rias. Algumas delas, como a <em>Salmonella enterica<\/em> e a <em>Staphylococcus aureus<\/em>, podem ser perigosas, inclusive, para pessoas saud\u00e1veis, como os familiares e servidores, \u201cmas especialmente perigosos para os pacientes imunocomprometidos, como pacientes com c\u00e2ncer submetidos a quimioterapia, e transplantados e pacientes que s\u00e3o HIV positivo\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo Sanabani, pela pr\u00f3pria metodologia utilizada, sabia-se de antem\u00e3o que o resultado seria um n\u00famero grande de bact\u00e9rias, j\u00e1 que o foco eram superf\u00edcies de contato de \u00e1reas de grande circula\u00e7\u00e3o. \u201cNo entanto, a enorme diversidade de popula\u00e7\u00e3o bacteriana foi uma verdadeira surpresa para n\u00f3s\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Os resultados do estudo, publicados no <a href=\"http:\/\/www.mdpi.com\/1660-4601\/13\/2\/152\/htm\">International Journal of Environmental Research and Public Health<\/a>, foram encaminhados ao HC e a equipe j\u00e1 se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para fazer as an\u00e1lises novamente para avaliar melhoras na higiene.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em><strong>Sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/em><br \/>O pesquisador explica que \u00e9 imposs\u00edvel haver um hospital livre de germes, mas aponta caminhos, como campanhas educativas que alertem sobre higiene. Ele sugere, por exemplo, uma voz automatizada nos principais ambientes do hospital, como corredores, salas de espera e pronto-atendimento, que chame a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da higiene das m\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Outra medida b\u00e1sica apontada pelo especialista \u00e9 a limpeza. \u201cA limpeza completa e eficiente remove mais de 90% dos microrganismos. Ela tem que ser realizada de uma forma padronizada, ou se poss\u00edvel, por meios automatizados para garantir um n\u00edvel adequado de higieniza\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo Sanabani, um ponto fundamental \u00e9 que exista ampla oferta de pias com sab\u00e3o liquido e papel toalha, bem como \u00e1lcool antiss\u00e9ptico.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A pesquisa chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de compreender melhor as comunidades de bact\u00e9rias nos hospitais e de investigar como esses agentes s\u00e3o transmitidos de lugar para lugar e de pessoa para pessoa. \u201c\u00c9 extremamente importante ter um estudo como este realizado pelo nosso grupo, para podermos avaliar o estado atual dos ambientes hospitalares e identificar as \u00e1reas que se beneficiariam mais com uma higieniza\u00e7\u00e3o completa, ou em casos espec\u00edficos, uma reforma\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>O estudo sobre contamina\u00e7\u00e3o em ambiente hospitalar foi pontual, j\u00e1 que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ampla e quer explorar toda popula\u00e7\u00e3o bacteriana que possa representar perigo para a sa\u00fade p\u00fablica. Outro trabalho recente do grupo utilizou as mesmas t\u00e9cnicas para analisar notas de dinheiro e encontrou diversos agentes patog\u00eanicos oportunistas. \u201cE estamos planejando iniciar um estudo para investigar o microbioma no sistema de ar condicionado nas diferentes linhas de metr\u00f4\u201d, adianta Sabri Sanabani.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Cec\u00edlia Bastos<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: email  <a href=\"javascript:DeCryptX('tbczfn`74Azbipp\/dpn')\">s&#97;b&#121;em&#95;6&#51;&#64;y&#97;&#104;o&#111;.&#99;o&#109;<\/a>, com Sabri Sanabani <\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Ag\u00eancia USP integrar\u00e1 conte\u00fado do novo Jornal da USP na internet<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147\n\t\t<pubdate>Wed, 27 Apr 2016 21:04:14 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Da Reda\u00e7\u00e3o]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Institucional]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[As not\u00edcias da Ag\u00eancia USP ser\u00e3o disponibilizadas no \"Jornal da USP\" na internet, que estar\u00e1 dispon\u00edvel a partir de 2 de maio de 2016 no endere\u00e7o www.jornal.usp.br]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229152\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/novo_jusp.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/novo_jusp.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Jornal da USP na Internet na vers\u00e3o online a partir de 2 de maio\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Jornal da USP na Internet na vers\u00e3o online a partir de 2 de maio<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Caro assinante, a partir do dia 2 de maio, o conte\u00fado da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias ser\u00e1 disponibilizado no novo portal de not\u00edcias da USP na internet, o \u201cJornal da USP\u201d: <a href=\"http:\/\/www.jornal.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.jornal.usp.br<\/a><\/p>\n\n\n\n\n<p>A nova plataforma virtual reunir\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias sobre a universidade e as informa\u00e7\u00f5es sobre as pesquisas aqui desenvolvidas. Em breve, voc\u00ea passar\u00e1 a receber, diariamente, uma nova newsletter com todas essas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Aguarde!<\/p>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Corte de frios pode levar a contamina\u00e7\u00e3o por bact\u00e9ria<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089\n\t\t<pubdate>Tue, 26 Apr 2016 21:00:17 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Da Reda\u00e7\u00e3o]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Sa\u00fade]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[alimenta\u00e7\u00e3o]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[contamina\u00e7\u00e3o cruzada]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FoRC]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[frios]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Listeria monocytogenes]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Bact\u00e9ria Listeria monocytogenes \u00e9 transferida para fatias de frios quando cortadas por um aparelho contaminado ]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229096\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4159A.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4159A.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"&quot;Listeria&quot; sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>&quot;Listeria&quot; sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos\/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se d\u00e1 a contamina\u00e7\u00e3o cruzada da bact\u00e9ria <em>Listeria monocytogenes<\/em> no processo de corte de frios. A contamina\u00e7\u00e3o cruzada \u00e9 o processo de transfer\u00eancia de micro-organismos de um alimento contaminado para outro n\u00e3o contaminado. No estudo, ela simulou em laborat\u00f3rio a contamina\u00e7\u00e3o cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bact\u00e9ria \u00e9 transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo.<\/p>\n\n\n\n\n<p>O estudo comprova que, apesar de o processamento t\u00e9rmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o cruzada p\u00f3s-processamento pode resultar em aumento do risco \u00e0 sa\u00fade do consumidor. A <em>Listeria monocytogenes<\/em> \u00e9 uma bact\u00e9ria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos beb\u00eas durante a gravidez. O micro-organismo \u00e9 um pat\u00f3geno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois s\u00e3o mantidos em refrigera\u00e7\u00e3o e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplica\u00e7\u00e3o deste pat\u00f3geno. &#8220;O Brasil precisa estudar melhor essa bact\u00e9ria. Trata-se de um pat\u00f3geno que sequer aparece nas nossas estat\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas&#8221;, afirma Daniele.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A <em>Listeria monocytogenes<\/em> \u00e9 causadora da doen\u00e7a listeriose, infec\u00e7\u00e3o que tem incid\u00eancia baixa, mas alto grau de severidade e alto \u00edndice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal s\u00e3o semelhantes aos da gripe.&#8221;Trata-se de uma bact\u00e9ria que pode causar problemas s\u00e9rios em gestantes, rec\u00e9m-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos&#8221;, alerta. &#8220;No caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequ\u00eancia no \u00faltimo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o. Os sintomas iniciais s\u00e3o semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabe\u00e7a, seguidos de complica\u00e7\u00f5es, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infec\u00e7\u00f5es neonatais&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n\n<p>J\u00e1 alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doen\u00e7a caracterizada pela grande presen\u00e7a de bact\u00e9rias no sangue, com ou sem focos evidentes de infec\u00e7\u00e3o, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no c\u00e9rebro. &#8220;Afeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o sensorial e dor de cabe\u00e7a&#8221;, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Contamina\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Para estudar a extens\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o cruzada, Daniele adquiriu uma pe\u00e7a de rosbife n\u00e3o contaminado, inseriu a bact\u00e9ria em uma pe\u00e7a e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma pe\u00e7a n\u00e3o contaminada. O processo foi feito em laborat\u00f3rio, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bact\u00e9rias estavam presentes, e descobrindo que at\u00e9 a ducent\u00e9sima fatia ainda havia presen\u00e7a da <em>Listeria monocytogenes<\/em>. &#8220;Apesar da transfer\u00eancia de bact\u00e9rias de uma fatia para outra ir decrescendo, em n\u00famero, a pesquisa mostra que a contagem na \u00faltima fatia obtida \u00e9 alta&#8221;, aponta.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo Daniele, essa bact\u00e9ria sobrevive a grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura \u2014\u00a0de quatro graus negativos at\u00e9 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a pe\u00e7a inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. &#8220;Se o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bact\u00e9ria pode sobreviver ao processo de resfriamento&#8221;, completa. &#8220;A <em>Listeria<\/em> sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, ent\u00e3o esse tipo de produto \u00e9 ideal para ela se estabelecer&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa \u00e9 alertar as autoridades sanit\u00e1rias no Brasil. &#8220;O Pa\u00eds n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitiza\u00e7\u00e3o adequados em locais de fatiamento, e n\u00e3o faz alertas para os grupos mais vulner\u00e1veis ao risco de contamina\u00e7\u00e3o&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Criado em 2013, o FoRC \u00e9 um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepids) da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) re\u00fane equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa est\u00e3o estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biol\u00f3gicos em Alimentos; Alimentos, Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade; Qualidade e Seguran\u00e7a dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inova\u00e7\u00e3o. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Da Acad\u00eamica Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o &#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.academica.jor.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.academica.jor.br<\/a> <\/em><\/p>\n\n\n\n\n<p><span style=\"font-style: italic;\">Foto: Wikimedia Common<\/span><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (11) 5081-5237 \/ 5549-1863<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Novo material amplia controle de m\u00e1quina em radioterapia<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059\n\t\t<pubdate>Tue, 26 Apr 2016 20:59:03 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Da Reda\u00e7\u00e3o]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Ci\u00eancias]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[c\u00e9rio]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[controle]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Depto de F\u00edsica]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[FFCLRP]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[l\u00edtio]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[\u00f3xido de magn\u00e9sio]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[radia\u00e7\u00e3o]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[radioterapia]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Sam\u00e1rio]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Scientific Reports]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Material registra com precis\u00e3o a quantidade de radia\u00e7\u00e3o emitida por m\u00e1quinas de radioterapia]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p><em>Gabriela Vilas Boas, do Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura do Campus de Ribeir\u00e3o Preto<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229100\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4159B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4159B.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"Material \u00e9 resultado de pesquisa in\u00e9dita e funciona como um dispositivo de mem\u00f3ria\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>Material \u00e9 resultado de pesquisa in\u00e9dita e funciona como um dispositivo de mem\u00f3ria<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>Em busca de maior efici\u00eancia para os detectores de radia\u00e7\u00e3o usados em m\u00e1quinas de radioterapia, pesquisadores do Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP desenvolveram novo material, a base de \u00f3xido de magn\u00e9sio, com adi\u00e7\u00e3o de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio e que adquire propriedades luminescentes e dosim\u00e9tricas, capaz de registrar com precis\u00e3o, e quantas vezes for necess\u00e1rio, a quantidade de radia\u00e7\u00e3o recebida. A ideia dos pesquisadores \u00e9 que, no futuro, esse possa ser um importante instrumento no controle de qualidade das m\u00e1quinas de radioterapia.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A radioterapia de intensidade modulada e a pr\u00f3ton terapia s\u00e3o t\u00e9cnicas modernas utilizadas no tratamento de tumores. Essas t\u00e9cnicas permitem alcan\u00e7ar alvos espec\u00edficos com altas doses de radia\u00e7\u00e3o, poupando o m\u00e1ximo poss\u00edvel os tecidos saud\u00e1veis. Esses tratamentos s\u00e3o sofisticados e exigem planejamento e programa de controle de qualidade complexos. Segundo especialistas, faltam detectores eficientes para isso, que consigam medir as doses de radia\u00e7\u00e3o emitidas pelas m\u00e1quinas de radioterapia, capazes de reproduzir sozinhos a distribui\u00e7\u00e3o de dose planejada de radia\u00e7\u00e3o e que identifiquem e me\u00e7am alvos.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Segundo o f\u00edsico Luiz Carlos Oliveira, esse \u00e9 o resultado de pesquisa in\u00e9dita e o material funciona como se fosse um dispositivo de mem\u00f3ria. Quando submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante (radia\u00e7\u00e3o com altas concentra\u00e7\u00f5es de energia), o material sofre um processo de \u201cgrava\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas no seu interior.\u00a0 Se desejamos saber a quanto de radia\u00e7\u00e3o o material foi exposto basta \u2018ler\u2019 a informa\u00e7\u00e3o registrada.\u00a0 A leitura da informa\u00e7\u00e3o armazenada no material \u00e9 feita por meio da sua ilumina\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto maior for a luz emitida de volta pelo material, maior ter\u00e1 sido a dose a que ele foi exposto\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Para deixar mais claro o funcionamento do material, Oliveira faz uma analogia com uma fotografia. \u201cSeria como produzir a imagem medindo a intensidade de luz de cada um dos seus milh\u00f5es de pontos (pixels). \u201d<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Dosimetria da radia\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Com caracter\u00edsticas \u00fanicas, diz o pesquisador, esse novo material \u00e9 adequado para a dosimetria da radia\u00e7\u00e3o ionizante, como o RX, por exemplo, em duas dimens\u00f5es, a chamada dosimetria bidimensional, que faz a leitura de uma extensa \u00e1rea a ser medida. \u00a0Outro importante resultado apresentado pelo material desenvolvido no laborat\u00f3rio \u00e9 a rapidez com que \u00e9 poss\u00edvel fazer a leitura da quantidade dessa radia\u00e7\u00e3o. \u201cEsse material \u00e9 altamente sens\u00edvel a radia\u00e7\u00e3o, pode medir desde doses muito pequenas at\u00e9 muito grandes, al\u00e9m de manter a estabilidade do sinal e tamb\u00e9m ser capaz de distinguir e medir alvos\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Oliveira lembra que, atualmente, a determina\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de dose \u00e9 uma dificuldade tecnol\u00f3gica. Outros laborat\u00f3rios tamb\u00e9m trabalham para solucionar o problema e diversos tipos de materiais t\u00eam sido usados ou testados na dosimetria bidimensional em radioterapia. \u201c\u00c9 dif\u00edcil medidas de precis\u00e3o melhor que 5%, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de fatores como, por exemplo, depend\u00eancia com a energia de f\u00f3ton, alcance din\u00e2mico limitado, que \u00e9 o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem, instabilidade do sinal, condi\u00e7\u00f5es de processamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n\n<p>E o pesquisador comemora o feito do laborat\u00f3rio onde atua \u201co material que descobrimos supera esses fatores limitantes devido as suas propriedades intr\u00ednsecas. Trata-se de um material que re\u00fane v\u00e1rias das caracter\u00edsticas que os outros materiais apresentam separadamente, num \u00fanico pacote\u201d.\u00a0 Oliveira lembra, ainda, que o \u00f3xido de magn\u00e9sio acrescido de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio n\u00e3o se encontra dispon\u00edvel para comercializa\u00e7\u00e3o, pois ainda \u00e9 fabricado em escala laboratorial. \u201cNo momento somente nosso laborat\u00f3rio \u00e9 capaz de reproduzi-lo\u201d, diz Oliveira.<\/p>\n\n\n\n\n<p>A pesquisa deu origem ao trabalho <em>MgO: Li, Ce, Sma as a high sensitive material for Optically Stimulated Luminescense dosimetry<\/em> que foi publicado no dia 14 de abril, na revista <em>Scientific Reports<\/em> do Grupo Nature.\u00a0 O trabalho \u00e9 resultado do p\u00f3s-doutorado de Oliveira e foi supervisionado pelo professor Oswaldo Baffa Filho, da FFCLRP e contou com a colabora\u00e7\u00e3o do professor Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado de Oklahoma, Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Dina Wakulchik \/ Wikimedia Commons<br \/><\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-0384<\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t\t<item><br \/>\n\t\t<title>Novo teste simplifica medi\u00e7\u00e3o de toxicidade na \u00e1gua<\/title>\n\t\t<link \/>http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062\n\t\t<pubdate>Mon, 25 Apr 2016 20:59:38 +0000<\/pubdate>\n\t\t<dc:creator><![CDATA[Caio Albuquerque, da Esalq em Piracicaba]]><\/dc:creator><br \/>\n\t\t\t\t<category><![CDATA[Meio ambiente]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[\u00e1gua]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[enzimas]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Esalq]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[levedura]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Microtox]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[Qu\u00edmica Ambiental]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[toxicidade]]><\/category><br \/>\n\t\t<category><![CDATA[YTOX]]><\/category><\/p>\n<p>\t\t<guid ispermalink=\"false\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062<\/guid><br \/>\n\t\t<description><![CDATA[Kit YTOX \u00e9 alternativa r\u00e1pida e com custo-benef\u00edcio bastante acess\u00edvel para avaliar amostras de \u00e1gua e res\u00edduos ]]><\/description><br \/>\n\t\t\t\t<content:encoded><![CDATA[\n\n<p><em>Com colabora\u00e7\u00e3o de Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Esalq<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229070\" style=\"width:230px;\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4158B.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/Bol_4158B.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"130\" title=\"O kit YTOX diagnostica rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos\"\/><\/a>\n\t\n\n<div>O kit YTOX diagnostica rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos<\/div>\n\n\n<\/div>\n\n\n\n<p>A equipe do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Ambiental do Departamento de Ci\u00eancias Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vem desenvolvendo, h\u00e1 tr\u00eas anos, testes inovadores no m\u00e9todo de avaliar a toxicidade em \u00e1gua e res\u00edduos. O grupo encontrou uma forma de aperfei\u00e7oar os testes tornando-o mais acess\u00edvel, pois at\u00e9 ent\u00e3o era necess\u00e1rio a tiliza\u00e7\u00e3o do Microtox, equipamento de alto valor, al\u00e9m de um kit de bact\u00e9rias luminescentes. Os pesquisadores criaram um novo m\u00e9todo, acompanhado de um kit denominado YTOX, no qual \u00e9 poss\u00edvel diagnosticar rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n\n<p>&#8220;O segredo foi utilizar levedura de panifica\u00e7\u00e3o para nos ajudar a identificar as substancias\u201d, conta Luiz Humberto Gomes, bi\u00f3logo e especialista do laborat\u00f3rio. Enquanto pelo m\u00e9todo Microtox se gasta R$250,00 por amostra, com o YTOX \u00e9 necess\u00e1rio apenas R$10,00.<\/p>\n\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo tem como base a rapidez do mecanismo de defesa das leveduras diante da exposi\u00e7\u00e3o a qualquer agente t\u00f3xico, reduzindo a produ\u00e7\u00e3o das desidrogenases (enzimas). \u201cToda essa detec\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada com a levedura e tamb\u00e9m a partir do reagente Cloreto de Trifenil Tetraz\u00f3lio (TTC), que na presen\u00e7a das desidrogenases altera a colora\u00e7\u00e3o, passando do incolor ao vermelho\u201d, conta o docente Marcos Yassuo Kamogawa, tamb\u00e9m parte da equipe.<\/p>\n\n\n\n\n<p><strong>Toxicidade<\/strong><br \/>No kit YTOX, o indicativo \u00e9 a levedura, que em contato com a \u00e1gua come\u00e7a a crescer at\u00e9 entrar em contato com um agente t\u00f3xico. Nesse caso, ocorrem modifica\u00e7\u00f5es em seu metabolismo e a produ\u00e7\u00e3o de desidrogenase \u00e9 reduzida. De acordo com a equipe, \u00e9 nesse momento que se aplica o TTC, que na presen\u00e7a da enzima apresenta uma colora\u00e7\u00e3o vermelha. \u201cQuanto mais forte a cor, significa que a toxicidade \u00e9 baixa ou nula\u201d, explicam.<\/p>\n\n\n\n\n<p>\u201cNa presen\u00e7a de agentes t\u00f3xicos o metabolismo da levedura \u00e9 afetado e ocorre \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da desidrogenase\u201d. Consequentemente redu\u00e7\u00e3o na convers\u00e3o de TTC a Formazam [quando o composto altera a cor], resultando em uma solu\u00e7\u00e3o sem colora\u00e7\u00e3o, ou vermelha menos intensa, dependendo da toxicidade\u201d, descreve Gomes.<\/p>\n\n\n\n\n<p>De acordo com o professor Kamogawa, a levedura utilizada nos testes, conhecida como <em>Saccharomyces cerevisiae<\/em>, que \u00e9 a mesma utilizada na produ\u00e7\u00e3o de etanol, p\u00e3es e bebidas em geral, \u00e9 um microorganismo eucarioto, ou seja, sua organiza\u00e7\u00e3o celular e o metabolismo apresentam muitas semelhan\u00e7as com os seres humanos, sendo por isso um excelente \u201cbiotestador\u201d, de modo que os resultados podem ser avan\u00e7ados para os seres humanos e beneficiar cada vez mais a sociedade. Em um futuro pr\u00f3ximo, o YTOX poder\u00e1 ser um grande aliado das ind\u00fastria farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e, principalmente, aliment\u00edcia.<\/p>\n\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio h\u00eddrico mundial provocam reflex\u00f5es sobre o uso da \u00e1gua, elemento indispens\u00e1vel a nossa exist\u00eancia.  Al\u00e9m de suprir a sede do planeta, revitalizar a natureza, gerar energia e atender demandas econ\u00f4micas diversas, a \u00e1gua enfrenta um constante problema, a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n\n<p>Todo o lixo gerado e acumulado por pessoas e ind\u00fastrias, muitas vezes, \u00e9 depositado em \u00e1reas pr\u00f3ximas dos leitos dos rios e reservat\u00f3rios, ou seja, a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 respons\u00e1vel por danificar uma de suas principais fontes de sobreviv\u00eancia. No entanto, parte da comunidade cient\u00edfica se preocupa com esse estado de contamina\u00e7\u00e3o e busca m\u00e9todos de avaliar sua toxicidade, com a finalidade de proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n\n<p><em>Foto: Gerhard Waller \/Esalq<\/em><\/p>\n\n\n\n\n<blockquote>\n\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: (19) 3429-4109 \/ 3447-8613; email <a href=\"javascript:DeCryptX('jnqsfotb\/ftbmrAvtq\/cs')\">&#105;&#109;pre&#110;&#115;a.e&#115;&#97;lq&#64;u&#115;&#112;&#46;br<\/a><\/strong><\/p>\n\n<\/blockquote>\n\n\n]]><\/content:encoded><br \/>\n\t\t\t<\/item><br \/>\n\t<\/channel><br \/>\n<\/rss><body id=\"readabilityBody\"><\/body><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias<\/p>\n<p>\thttp:\/\/www.usp.br\/agen<br \/>\n\tDivulga\u00e7\u00e3o aos meios de comunica\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e atividades como cursos e palestras, exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\tThu, 09 Aug 2018 13:44:36 +0000<br \/>\n\tpt-BR<br \/>\n\thourly<br \/>\n\t1<br \/>\n\thttps:\/\/wordpress.org\/?v=4.6.1<\/p>\n<p>\t\tEquipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197<br \/>\n\t\tFri, 29 Apr 2016 21:00:19 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197<\/p>\n<p>\t\t\t\tObter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.<\/p>\n<p>\tAparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho<br \/>\nO estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas.<br \/>\n\u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d<br \/>\nA pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d<br \/>\nMedi\u00e7\u00e3oA garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d<br \/>\nA pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d<br \/>\nSegundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d<br \/>\nDe acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC.<br \/>\nFoto: Wikimedia Commons<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: email esther_scherrer@yahoo.com.br, com Esther Scherrer<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tProjeto mapeia resposta imunol\u00f3gica ao zika v\u00edrus<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175<br \/>\n\t\tFri, 29 Apr 2016 20:58:32 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175<\/p>\n<p>\t\t\t\tA Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP recebeu, nos dias 28 e 29 de abril, seus parceiros, o ingl\u00eas Daniel Altmann, do Departamento de Medicina do\u00a0Imperial College (Reino Unido), e o norte-americano William Kwok, do Instituto de Pesquisa Benaroya (Seattle, Estados Unidos)\u00a0para o in\u00edcio do desenvolvimento de uma vacina contra o zika v\u00edrus. O projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica que, at\u00e9 o momento, continua desconhecida pela ci\u00eancia.<\/p>\n<p>\tProjeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica<br \/>\nOs tr\u00eas centros de pesquisa concentrar\u00e3o esfor\u00e7os para entender o que leva algumas pessoas infectadas com o zika v\u00edrus a serem mais resistentes enquanto outra parcela de infectados \u00e9 mais suscet\u00edvel, desenvolvendo graves sintomas. O professor do Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia,\u00a0Jo\u00e3o Santana da Silva, da FMRP, coordenador do projeto no Brasil, comenta que entendendo como ocorre esse controle, essa resposta imune, pode-se \u201cintervir de forma a controlar a resposta da popula\u00e7\u00e3o mais suscet\u00edvel ao v\u00edrus e fazer com que essas pessoas fiquem resistentes, chegando-se assim a uma vacina.\u201d<br \/>\nApesar de acreditar que a resposta imune de nosso organismo ao zika v\u00edrus seja completamente diferente da resposta \u00e0 dengue, Santana da Silva diz que a experi\u00eancia que j\u00e1 possuem com a dengue deve tornar mais r\u00e1pida a constru\u00e7\u00e3o de uma vacina contra o zika.<br \/>\nPesquisa B\u00e1sicaO professor adianta que existe grande quantidade de testes cl\u00ednicos em andamento ou j\u00e1 realizados com a vacina da dengue, inclusive no Instituto Butantan, e que, dentro de um ano, essa vacina (dengue) dever\u00e1 estar pronta. Ele afirma que a pesquisa que realizam hoje \u00e9 b\u00e1sica. Mas \u00e9 preciso saber como \u00e9 realizada \u201ca resposta imune dessas pessoas para entender como \u00e9 a doen\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o para fazer a vacina.\u201d<br \/>\nO professor saiu em defesa das autoridades sanit\u00e1rias brasileiras e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), pelas r\u00e1pidas a\u00e7\u00f5es para o controle dessa doen\u00e7a que oferece graves riscos ao sistema neurol\u00f3gico dos infectados como a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 e microcefalia. Para o projeto internacional que iniciam agora, s\u00f3 o lado brasileiro recebeu da Fapesp R$ 250 mil.<br \/>\nSantana da Silva diz que est\u00e3o alertas para a gravidade do problema e que \u201cn\u00e3o est\u00e3o parados\u201d. Existem v\u00e1rias linhas de a\u00e7\u00e3o, tanto em pesquisas para entender a doen\u00e7a, como para prevenir a microcefalia e tamb\u00e9m para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas.<br \/>\nFoto:\u00a0Marcos Santos \/ USP Imagens<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-3242<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tAn\u00e1lise indica sintomas respirat\u00f3rios em agricultores<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129<br \/>\n\t\tThu, 28 Apr 2016 21:30:22 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129<\/p>\n<p>\t\t\t\tO munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, tem cerca de 7 mil habitantes, a maioria na \u00e1rea rural. A economia da cidade \u00e9 baseada na agricultura familiar, principalmente no plantio de tomates, com uso excessivo de agrot\u00f3xicos e parte da sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada com outros estados, inclusive S\u00e3o Paulo. A ocorr\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios e altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria em trabalhadores rurais e familiares expostos a agrot\u00f3xicos foi constatada em pesquisa da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, realizada por Rafael Junqueira Buralli.<\/p>\n<p>\tEm de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1 (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot\u00f3xicos<br \/>\n\u201cO cen\u00e1rio natural montanhoso da regi\u00e3o favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos aplicados nas planta\u00e7\u00f5es, contaminando o solo do entorno da cultura e \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\u201d, conta Buralli. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas 14,2% das resid\u00eancias daquela cidade t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico adequadas. O estudo apurou que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 exposta aos agrot\u00f3xicos desde a tenra idade, seja por morar pr\u00f3ximo das \u00e1reas de plantio, trabalhando diretamente, ou mesmo ajudando seus familiares. \u201cNo grupo dos produtores rurais, a maioria era do sexo masculino e afirmou trabalhar com agrot\u00f3xicos por v\u00e1rias horas por dia, principalmente no per\u00edodo da safra. A maioria dos familiares era do sexo feminino\u201d. Foram avaliadas 82 pessoas (48 trabalhadores rurais e 34 familiares). Entre os trabalhadores rurais, 81,3% afirmaram ter contato com agrot\u00f3xicos no momento da pesquisa, sendo que 77,1% dos produtores e 94,1% dos familiares afirmaram estar expostos domesticamente aos agrot\u00f3xicos.<br \/>\nA maioria dos produtores e familiares era casada, com renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, meeiros ou arrendat\u00e1rios de pequenas \u00e1reas, com baixa escolaridade e nunca recebeu treinamento ou orienta\u00e7\u00f5es para manipular agrot\u00f3xicos. No momento da avalia\u00e7\u00e3o, na safra de 2014, 66% das pessoas apresentaram algum sintoma respirat\u00f3rio. Os mais comumente relatados foram crise de tosse (40,0%), rinite (30,7%), sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito (24,0%), sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar (17,3%) e chiado no peito (13,3%). \u201cQuanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o pulmonar, 20% dos produtores e 22,2% dos familiares apresentaram algum dist\u00farbio respirat\u00f3rio\u201d, aponta o pesquisador. \u201cAp\u00f3s an\u00e1lises estat\u00edsticas, as altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias se mostraram significativamente associadas ao fato de a pessoa ser produtor, manipular agrot\u00f3xicos regularmente e da quantidade de horas trabalhadas por dia\u201d.<br \/>\nDe acordo com bases de dados oficiais de morbidade e mortalidade, as principais causas de morte entre 2004 e 2010 em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, do aparelho respirat\u00f3rio, neoplasias, causas externas, transtornos mentais e comportamentais, doen\u00e7as do sistema digest\u00f3rio, disfun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, metab\u00f3licas. \u201cQuanto ao c\u00e2ncer, as neoplasias mais frequentes com o desfecho \u00f3bito do paciente foram as de pulm\u00f5es, est\u00f4mago e laringe\u201d, observa Buralli.<br \/>\nInterna\u00e7\u00f5esQuanto \u00e0s interna\u00e7\u00f5es hospitalares no munic\u00edpio, entre janeiro de 2008 e agosto de 2015, as causas mais comuns foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio, genitourin\u00e1rio e digestivo, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. \u201cTodas essas doen\u00e7as j\u00e1 foram associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos em outros estudos e podem estar relacionadas tamb\u00e9m em SJU\u201d, destaca o pesquisador.<br \/>\nSegundo Buralli, a primeira provid\u00eancia a ser tomada para contornar o problema seria melhorar o apoio t\u00e9cnico e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas que manipulam esses qu\u00edmicos, fornecendo treinamento para lidar com esses produtos e organizando o sistema de sa\u00fade para atender as necessidades espec\u00edficas das popula\u00e7\u00f5es expostas, tanto na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento de doen\u00e7as relacionadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. \u201cNa cidade, n\u00e3o h\u00e1 um banco de dados contendo registros de morbidade e mortalidade por causas ocupacionais, nem programa espec\u00edfico de vigil\u00e2ncia, promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de danos \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es expostas\u201d, ressalta.<br \/>\nDe acordo com o pesquisador, a segunda provid\u00eancia seria a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais restritivas quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de produtos agrot\u00f3xicos. \u201cHoje, o Brasil \u00e9 l\u00edder mundial no consumo de agrot\u00f3xicos e comercializa diversas subst\u00e2ncias proibidas no mundo inteiro\u201d, alerta. \u201cOs efeitos disso n\u00e3o s\u00e3o sentidos somente pelas fam\u00edlias rurais, mas tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o em geral, que vive pr\u00f3ximo a \u00e1reas de plantio ou consome produtos envenenados\u201d.<br \/>\nA orientadora do estudo, descrito em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, foi a professora Helena Ribeiro, do Departamento de Sa\u00fade Ambiental da FSP. O trabalho, no entanto, \u00e9 parte de um projeto de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade humana por exposi\u00e7\u00e3o a metais e agrot\u00f3xicos em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e coordenado pelo professor Jean Remy Dave\u00e9 Guimar\u00e3es, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al\u00e9m da FSP e da UFRJ, tamb\u00e9m colaboraram pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<br \/>\nFoto: Wikimedia Commons<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: email rjbbr@yahoo.com.br, com Rafael Junqueira Buralli<\/p>\n<p>]] ><\/p>\n<p>\t\tEstudo desenvolver\u00e1 ferramentas para a sustentabilidade<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166<br \/>\n\t\tThu, 28 Apr 2016 21:29:33 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166<\/p>\n<p>\t\t\t\tKeite Marques, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC<\/p>\n<p>\tEstudo mostra que as universidades n\u00e3o devem ser isoladas<br \/>\nNo sentido de estimular a comunidade universit\u00e1ria a integrar a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, a fim de que seus membros tornem-se agentes multiplicadores de pr\u00e1ticas de sustentabilidade, levando-as para comunidade externa da universidade, o professor do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP, Tadeu Malheiros, consolidou uma pesquisa com a Universidade de Michigan (UMICH), nos Estados Unidos \u2014\u00a0considerada uma institui\u00e7\u00e3o modelo na \u00e1rea \u2014, visando a formula\u00e7\u00e3o de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de cultura de sustentabilidade.<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es humanas decorrentes da ocupa\u00e7\u00e3o urbana desordenada e de processos industriais t\u00eam alto potencial de degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e do meio ambiente. Mas, felizmente, \u00e9 poss\u00edvel alterar esse quadro por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e de educa\u00e7\u00e3o em sustentabilidade nos diversos \u00e2mbitos da sociedade.<br \/>\nNesse contexto, as universidades n\u00e3o devem ser isoladas, e suas a\u00e7\u00f5es devem transpor os limites da academia na proposta de influenciar a sociedade na discuss\u00e3o de sustentabilidade, carregando a responsabilidade de contribuir com a sensibiliza\u00e7\u00e3o cultural e conhecimento das pessoas, bem como propor inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e ferramentas a fim de direcion\u00e1-la para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. O campus universit\u00e1rio deve, ent\u00e3o, comprometer-se e atuar na educa\u00e7\u00e3o e na pesquisa, apoiar a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e integrar-se \u00e0 comunidade externa a fim de criar um futuro igualit\u00e1rio e sustent\u00e1vel.<br \/>\nAs prefeituras e as diretorias das unidades dos campi da USP devem ser entendidas como modelo de sistemas de diagn\u00f3sticos e monitoramento do consumo de recursos naturais, aspectos socioecon\u00f4micos e melhores pr\u00e1ticas em sustentabilidade, por meio de seus processos de compras \u2014\u00a0prezando por produtos certificados em responsabilidade social e optando por produtos org\u00e2nicos e de produ\u00e7\u00e3o local \u2014, redu\u00e7\u00e3o de consumo de papel e de produtos descart\u00e1veis, controle do desperd\u00edcio de \u00e1gua e energia el\u00e9trica, entre outras a\u00e7\u00f5es de grande import\u00e2ncia e em concord\u00e2ncia com os conceitos da educa\u00e7\u00e3o ambiental e de sustentabilidade.<br \/>\nPara alcan\u00e7ar esse patamar do modelo \u00e9 necess\u00e1rio conceber ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e indicadores para diagn\u00f3stico e monitoramento da cultura de sustentabilidade. \u201cA meta \u00e9 propor um sistema integrado de indicadores para monitoramento de sustentabilidade em um campus universit\u00e1rio, com estudo de caso aplicado no contexto ao campus da USP em S\u00e3o Carlos, a fim de acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Ambiental da USP\u201d, comentou o professor.<br \/>\nAo final, o resultado ser\u00e1 um Sistema de Indicadores de Sustentabilidade para Universidades dirigido aos tomadores de decis\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias e outros segmentos da sociedade que desejem tom\u00e1-las como exemplo.<br \/>\nParticipa ativamente dos trabalhos o N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Sustentabilidade (NUPS) do campus da USP em S\u00e3o Carlos, que desde 2012 desenvolve atividades voltadas ao tema de campus sustent\u00e1vel em parceria com o Instituto de Sustentabilidade Graham da Universidade de Michigan. Essa parceria vem sendo consolidada por diversas atividades conjuntas, envolvendo professores, pesquisadores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de ambas as universidades.<br \/>\nCom informa\u00e7\u00f5es do doutorando do NUPS Rodrigo Martins Moreira<br \/>\nFoto: Maicom Brand\u00e3o<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3373-6600 \/ 3373-6700; email comunicacao@eesc.usp.br<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tC\u00e9lulas de gordura podem inibir a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112<br \/>\n\t\tWed, 27 Apr 2016 21:30:05 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112<\/p>\n<p>\tEstudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 do &#8220;Journal of Cellular Physiology&#8221;<br \/>\nPesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto (FORP) da USP revela que subst\u00e2ncia encontrada em gordura inibe potencial de c\u00e9lulas-tronco para se diferenciarem em c\u00e9lulas \u00f3sseas. Num futuro pr\u00f3ximo, a reposi\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doen\u00e7a ou envelhecimento natural, ser\u00e1 poss\u00edvel com subst\u00e2ncias produzidas pelo pr\u00f3prio organismo humano. Essa previs\u00e3o tem base: os avan\u00e7os da terapia celular e da engenharia de tecidos.<br \/>\nEsse cen\u00e1rio ainda \u00e9 futurista. Mas o grupo de pesquisa Biomateriais para Implante em Tecido \u00d3sseo da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e p\u00f3s-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laborat\u00f3rio a a\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia produzida por c\u00e9lulas de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do ingl\u00eas Tumor Necrosis Factor) que reduz a forma\u00e7\u00e3o de tecido \u00f3sseo por inibir a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco em osteoblastos (c\u00e9lulas que d\u00e3o origem aos ossos).<br \/>\nProcurando a melhor t\u00e9cnica de reparo \u00f3sseo, Abuna utilizou culturas de c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, que t\u00eam capacidade de se transformar em c\u00e9lulas de diferentes \u00f3rg\u00e3os, inclusive em c\u00e9lulas de ossos, de duas fontes diferentes: da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo (gordura do organismo).<br \/>\nMedula \u00e9 a melhor fonteAs c\u00e9lulas-tronco mesenquimais foram extra\u00eddas de ratos e cultivadas em meios osteog\u00eanico e adipog\u00eanico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferencia\u00e7\u00e3o de osteoblastos, as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea \u201cexibiram maior express\u00e3o g\u00eanica de marcadores \u00f3sseos e forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos semelhantes ao osso\u201d.<br \/>\nNesses experimentos tamb\u00e9m se verificou que, em c\u00e9lulas de gordura, a forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas \u00f3sseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que c\u00e9lulas de gordura inibiam a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco de medula \u00f3ssea em osteoblastos e que o respons\u00e1vel por essa inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 o TNF alfa. Essas c\u00e9lulas-tronco \u2014\u00a0da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo \u2014\u00a0representam hoje \u201cuma ferramenta atraente para a repara\u00e7\u00e3o do tecido \u00f3sseo baseada na terapia celular\u201d, adianta o pesquisador.<br \/>\nSegundo o professor M\u00e1rcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia B\u00e1sica da FORP-USP, orientador de Abuna, a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por gordura, decorrente do envelhecimento, \u00e9 fato reconhecido pela literatura, mas chama a aten\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibit\u00f3rio sobre a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea em osteoblastos (para renovar o tecido \u00f3sseo)\u201d.<br \/>\nO professor lembra que a literatura mostra que c\u00e9lulas-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo s\u00e3o uma fonte de c\u00e9lulas para essas terapias. No entanto, continua o professor, \u201cobservamos que a medula \u00f3ssea \u00e9 de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo \u00f3sseo\u201d.<br \/>\nPor\u00e9m, Beloti faz quest\u00e3o de lembrar que tudo ainda \u00e9 objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia n\u00e3o oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regenera\u00e7\u00e3o do osso usando terapia celular. Por\u00e9m, com base nas informa\u00e7\u00f5es que a ci\u00eancia vem produzindo, pode-se dizer que \u201ca intera\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas de gordura e do osso\u201d deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o no caso de uma futura indica\u00e7\u00e3o de terapia nesse n\u00edvel.<br \/>\nBenef\u00edcios ao idosoComo provaram que existe \u201cconversa\u201d entre essas duas popula\u00e7\u00f5es celulares e que ela compromete o tecido \u00f3sseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais aten\u00e7\u00e3o aos idosos, pois \u00e9 no idoso que se verifica a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda \u00f3ssea e altera\u00e7\u00f5es hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo.<br \/>\nTomando a sua \u00e1rea, a Odontologia, como refer\u00eancia, o professor adianta que o implante \u00e9 um dos principais focos quando se pensa em reposi\u00e7\u00e3o de dentes ausentes. E a popula\u00e7\u00e3o idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, \u00e9 a que apresenta o osso em condi\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstitui\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para essa \u00e1rea dever\u00e1 considerar fatos como: essa \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o com mais tecido adiposo e o balan\u00e7o entre gordura e tecido \u00f3sseo tem papel relevante no processo de forma\u00e7\u00e3o do osso. Beloti refor\u00e7a que as respostas que obtiveram ainda s\u00e3o de testes in vitro.<br \/>\nLiderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto in vitro quanto in vivo. \u201cPode ser que esses resultados sejam confirmados em testes in vivo. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza\u201d, enfatiza o professor.<br \/>\nO estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 da revista Journal of Cellular Physiology e tamb\u00e9m foi tema da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP-USP em 2014, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Beloti.<br \/>\nAl\u00e9m dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido \u00d3sseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado.<br \/>\nFoto: Cec\u00edlia Bastos<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315.4785<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tObjetos apresentam grande quantidade de bact\u00e9rias<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120<br \/>\n\t\tWed, 27 Apr 2016 21:29:45 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120<\/p>\n<p>\t\t\t\tAline Naoe, do USP Online<\/p>\n<p>\tBact\u00e9rias est\u00e3o presentes nas situa\u00e7\u00f5es comuns e cotidianas<br \/>\nBot\u00f5es de elevador, teclas de caixas eletr\u00f4nicos, rel\u00f3gio de ponto biom\u00e9trico. Locais aparentemente inofensivos se comparados \u00e0s salas de isolamento, laborat\u00f3rios e cont\u00eaineres de lixo infectado s\u00e3o, na verdade, porto seguro para uma mir\u00edade de micro-organismos que causam as temidas infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Foi utilizando uma tecnologia chamada sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o que uma equipe do Instituto de Medicina Tropical de S\u00e3o Paulo (IMT) da USP conseguiu identificar uma quantidade surpreendente de bact\u00e9rias em superf\u00edcies frequentemente tocadas com as m\u00e3os dentro do Hospital das Cl\u00ednicas (HC), maior complexo hospitalar da Am\u00e9rica Latina, ligado \u00e0 Faculdade de Medicina (FM) da USP.<br \/>\nM\u00e9todos modernos de biologia molecular, com equipamentos que conseguem ler rapidamente milh\u00f5es de fragmentos de DNA ao mesmo tempo, permitem an\u00e1lises antes imposs\u00edveis de fazer. Assim, o grupo liderado pelo pesquisador Sabri Sanabani coletou amostras que resultaram na identifica\u00e7\u00e3o de 926 fam\u00edlias de 2.832 g\u00eaneros de bact\u00e9rias. Algumas delas, como a Salmonella enterica e a Staphylococcus aureus, podem ser perigosas, inclusive, para pessoas saud\u00e1veis, como os familiares e servidores, \u201cmas especialmente perigosos para os pacientes imunocomprometidos, como pacientes com c\u00e2ncer submetidos a quimioterapia, e transplantados e pacientes que s\u00e3o HIV positivo\u201d, ressalta.<br \/>\nSegundo Sanabani, pela pr\u00f3pria metodologia utilizada, sabia-se de antem\u00e3o que o resultado seria um n\u00famero grande de bact\u00e9rias, j\u00e1 que o foco eram superf\u00edcies de contato de \u00e1reas de grande circula\u00e7\u00e3o. \u201cNo entanto, a enorme diversidade de popula\u00e7\u00e3o bacteriana foi uma verdadeira surpresa para n\u00f3s\u201d, afirma.<br \/>\nOs resultados do estudo, publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health, foram encaminhados ao HC e a equipe j\u00e1 se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para fazer as an\u00e1lises novamente para avaliar melhoras na higiene.<br \/>\nSa\u00fade p\u00fablicaO pesquisador explica que \u00e9 imposs\u00edvel haver um hospital livre de germes, mas aponta caminhos, como campanhas educativas que alertem sobre higiene. Ele sugere, por exemplo, uma voz automatizada nos principais ambientes do hospital, como corredores, salas de espera e pronto-atendimento, que chame a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da higiene das m\u00e3os.<br \/>\nOutra medida b\u00e1sica apontada pelo especialista \u00e9 a limpeza. \u201cA limpeza completa e eficiente remove mais de 90% dos microrganismos. Ela tem que ser realizada de uma forma padronizada, ou se poss\u00edvel, por meios automatizados para garantir um n\u00edvel adequado de higieniza\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo Sanabani, um ponto fundamental \u00e9 que exista ampla oferta de pias com sab\u00e3o liquido e papel toalha, bem como \u00e1lcool antiss\u00e9ptico.<br \/>\nA pesquisa chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de compreender melhor as comunidades de bact\u00e9rias nos hospitais e de investigar como esses agentes s\u00e3o transmitidos de lugar para lugar e de pessoa para pessoa. \u201c\u00c9 extremamente importante ter um estudo como este realizado pelo nosso grupo, para podermos avaliar o estado atual dos ambientes hospitalares e identificar as \u00e1reas que se beneficiariam mais com uma higieniza\u00e7\u00e3o completa, ou em casos espec\u00edficos, uma reforma\u201d.<br \/>\nO estudo sobre contamina\u00e7\u00e3o em ambiente hospitalar foi pontual, j\u00e1 que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ampla e quer explorar toda popula\u00e7\u00e3o bacteriana que possa representar perigo para a sa\u00fade p\u00fablica. Outro trabalho recente do grupo utilizou as mesmas t\u00e9cnicas para analisar notas de dinheiro e encontrou diversos agentes patog\u00eanicos oportunistas. \u201cE estamos planejando iniciar um estudo para investigar o microbioma no sistema de ar condicionado nas diferentes linhas de metr\u00f4\u201d, adianta Sabri Sanabani.<br \/>\nFoto: Cec\u00edlia Bastos<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: email sabyem_63@yahoo.com, com Sabri Sanabani<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tAg\u00eancia USP integrar\u00e1 conte\u00fado do novo Jornal da USP na internet<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147<br \/>\n\t\tWed, 27 Apr 2016 21:04:14 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147<\/p>\n<p>\tJornal da USP na Internet na vers\u00e3o online a partir de 2 de maio<br \/>\nCaro assinante, a partir do dia 2 de maio, o conte\u00fado da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias ser\u00e1 disponibilizado no novo portal de not\u00edcias da USP na internet, o \u201cJornal da USP\u201d: www.jornal.usp.br<br \/>\nA nova plataforma virtual reunir\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias sobre a universidade e as informa\u00e7\u00f5es sobre as pesquisas aqui desenvolvidas. Em breve, voc\u00ea passar\u00e1 a receber, diariamente, uma nova newsletter com todas essas informa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nAguarde!<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tCorte de frios pode levar a contamina\u00e7\u00e3o por bact\u00e9ria<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089<br \/>\n\t\tTue, 26 Apr 2016 21:00:17 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089<\/p>\n<p>\t&#8220;Listeria&#8221; sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal<br \/>\nPesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos\/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se d\u00e1 a contamina\u00e7\u00e3o cruzada da bact\u00e9ria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios. A contamina\u00e7\u00e3o cruzada \u00e9 o processo de transfer\u00eancia de micro-organismos de um alimento contaminado para outro n\u00e3o contaminado. No estudo, ela simulou em laborat\u00f3rio a contamina\u00e7\u00e3o cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bact\u00e9ria \u00e9 transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo.<br \/>\nO estudo comprova que, apesar de o processamento t\u00e9rmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o cruzada p\u00f3s-processamento pode resultar em aumento do risco \u00e0 sa\u00fade do consumidor. A Listeria monocytogenes \u00e9 uma bact\u00e9ria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos beb\u00eas durante a gravidez. O micro-organismo \u00e9 um pat\u00f3geno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois s\u00e3o mantidos em refrigera\u00e7\u00e3o e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplica\u00e7\u00e3o deste pat\u00f3geno. \u201cO Brasil precisa estudar melhor essa bact\u00e9ria. Trata-se de um pat\u00f3geno que sequer aparece nas nossas estat\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas\u201d, afirma Daniele.<br \/>\nA Listeria monocytogenes \u00e9 causadora da doen\u00e7a listeriose, infec\u00e7\u00e3o que tem incid\u00eancia baixa, mas alto grau de severidade e alto \u00edndice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal s\u00e3o semelhantes aos da gripe.\u201dTrata-se de uma bact\u00e9ria que pode causar problemas s\u00e9rios em gestantes, rec\u00e9m-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos\u201d, alerta. \u201cNo caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequ\u00eancia no \u00faltimo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o. Os sintomas iniciais s\u00e3o semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabe\u00e7a, seguidos de complica\u00e7\u00f5es, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infec\u00e7\u00f5es neonatais\u201d, explica.<br \/>\nJ\u00e1 alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doen\u00e7a caracterizada pela grande presen\u00e7a de bact\u00e9rias no sangue, com ou sem focos evidentes de infec\u00e7\u00e3o, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no c\u00e9rebro. \u201cAfeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o sensorial e dor de cabe\u00e7a\u201d, acrescenta.<br \/>\nContamina\u00e7\u00e3oPara estudar a extens\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o cruzada, Daniele adquiriu uma pe\u00e7a de rosbife n\u00e3o contaminado, inseriu a bact\u00e9ria em uma pe\u00e7a e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma pe\u00e7a n\u00e3o contaminada. O processo foi feito em laborat\u00f3rio, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bact\u00e9rias estavam presentes, e descobrindo que at\u00e9 a ducent\u00e9sima fatia ainda havia presen\u00e7a da Listeria monocytogenes. \u201cApesar da transfer\u00eancia de bact\u00e9rias de uma fatia para outra ir decrescendo, em n\u00famero, a pesquisa mostra que a contagem na \u00faltima fatia obtida \u00e9 alta\u201d, aponta.<br \/>\nSegundo Daniele, essa bact\u00e9ria sobrevive a grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura \u2014\u00a0de quatro graus negativos at\u00e9 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a pe\u00e7a inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. \u201cSe o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bact\u00e9ria pode sobreviver ao processo de resfriamento\u201d, completa. \u201cA Listeria sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, ent\u00e3o esse tipo de produto \u00e9 ideal para ela se estabelecer\u201d, diz.<br \/>\nUm dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa \u00e9 alertar as autoridades sanit\u00e1rias no Brasil. \u201cO Pa\u00eds n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitiza\u00e7\u00e3o adequados em locais de fatiamento, e n\u00e3o faz alertas para os grupos mais vulner\u00e1veis ao risco de contamina\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<br \/>\nCriado em 2013, o FoRC \u00e9 um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepids) da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) re\u00fane equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa est\u00e3o estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biol\u00f3gicos em Alimentos; Alimentos, Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade; Qualidade e Seguran\u00e7a dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inova\u00e7\u00e3o. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC.<br \/>\nDa Acad\u00eamica Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0www.academica.jor.br<br \/>\nFoto: Wikimedia Common<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (11) 5081-5237 \/ 5549-1863<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tNovo material amplia controle de m\u00e1quina em radioterapia<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059<br \/>\n\t\tTue, 26 Apr 2016 20:59:03 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059<\/p>\n<p>\t\t\t\tGabriela Vilas Boas, do Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura do Campus de Ribeir\u00e3o Preto<\/p>\n<p>\tMaterial \u00e9 resultado de pesquisa in\u00e9dita e funciona como um dispositivo de mem\u00f3ria<br \/>\nEm busca de maior efici\u00eancia para os detectores de radia\u00e7\u00e3o usados em m\u00e1quinas de radioterapia, pesquisadores do Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP desenvolveram novo material, a base de \u00f3xido de magn\u00e9sio, com adi\u00e7\u00e3o de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio e que adquire propriedades luminescentes e dosim\u00e9tricas, capaz de registrar com precis\u00e3o, e quantas vezes for necess\u00e1rio, a quantidade de radia\u00e7\u00e3o recebida. A ideia dos pesquisadores \u00e9 que, no futuro, esse possa ser um importante instrumento no controle de qualidade das m\u00e1quinas de radioterapia.<br \/>\nA radioterapia de intensidade modulada e a pr\u00f3ton terapia s\u00e3o t\u00e9cnicas modernas utilizadas no tratamento de tumores. Essas t\u00e9cnicas permitem alcan\u00e7ar alvos espec\u00edficos com altas doses de radia\u00e7\u00e3o, poupando o m\u00e1ximo poss\u00edvel os tecidos saud\u00e1veis. Esses tratamentos s\u00e3o sofisticados e exigem planejamento e programa de controle de qualidade complexos. Segundo especialistas, faltam detectores eficientes para isso, que consigam medir as doses de radia\u00e7\u00e3o emitidas pelas m\u00e1quinas de radioterapia, capazes de reproduzir sozinhos a distribui\u00e7\u00e3o de dose planejada de radia\u00e7\u00e3o e que identifiquem e me\u00e7am alvos.<br \/>\nSegundo o f\u00edsico Luiz Carlos Oliveira, esse \u00e9 o resultado de pesquisa in\u00e9dita e o material funciona como se fosse um dispositivo de mem\u00f3ria. Quando submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante (radia\u00e7\u00e3o com altas concentra\u00e7\u00f5es de energia), o material sofre um processo de \u201cgrava\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas no seu interior.\u00a0 Se desejamos saber a quanto de radia\u00e7\u00e3o o material foi exposto basta \u2018ler\u2019 a informa\u00e7\u00e3o registrada.\u00a0 A leitura da informa\u00e7\u00e3o armazenada no material \u00e9 feita por meio da sua ilumina\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto maior for a luz emitida de volta pelo material, maior ter\u00e1 sido a dose a que ele foi exposto\u201d.<br \/>\nPara deixar mais claro o funcionamento do material, Oliveira faz uma analogia com uma fotografia. \u201cSeria como produzir a imagem medindo a intensidade de luz de cada um dos seus milh\u00f5es de pontos (pixels). \u201d<br \/>\nDosimetria da radia\u00e7\u00e3oCom caracter\u00edsticas \u00fanicas, diz o pesquisador, esse novo material \u00e9 adequado para a dosimetria da radia\u00e7\u00e3o ionizante, como o RX, por exemplo, em duas dimens\u00f5es, a chamada dosimetria bidimensional, que faz a leitura de uma extensa \u00e1rea a ser medida. \u00a0Outro importante resultado apresentado pelo material desenvolvido no laborat\u00f3rio \u00e9 a rapidez com que \u00e9 poss\u00edvel fazer a leitura da quantidade dessa radia\u00e7\u00e3o. \u201cEsse material \u00e9 altamente sens\u00edvel a radia\u00e7\u00e3o, pode medir desde doses muito pequenas at\u00e9 muito grandes, al\u00e9m de manter a estabilidade do sinal e tamb\u00e9m ser capaz de distinguir e medir alvos\u201d.<br \/>\nOliveira lembra que, atualmente, a determina\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de dose \u00e9 uma dificuldade tecnol\u00f3gica. Outros laborat\u00f3rios tamb\u00e9m trabalham para solucionar o problema e diversos tipos de materiais t\u00eam sido usados ou testados na dosimetria bidimensional em radioterapia. \u201c\u00c9 dif\u00edcil medidas de precis\u00e3o melhor que 5%, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de fatores como, por exemplo, depend\u00eancia com a energia de f\u00f3ton, alcance din\u00e2mico limitado, que \u00e9 o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem, instabilidade do sinal, condi\u00e7\u00f5es de processamento\u201d.<br \/>\nE o pesquisador comemora o feito do laborat\u00f3rio onde atua \u201co material que descobrimos supera esses fatores limitantes devido as suas propriedades intr\u00ednsecas. Trata-se de um material que re\u00fane v\u00e1rias das caracter\u00edsticas que os outros materiais apresentam separadamente, num \u00fanico pacote\u201d.\u00a0 Oliveira lembra, ainda, que o \u00f3xido de magn\u00e9sio acrescido de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio n\u00e3o se encontra dispon\u00edvel para comercializa\u00e7\u00e3o, pois ainda \u00e9 fabricado em escala laboratorial. \u201cNo momento somente nosso laborat\u00f3rio \u00e9 capaz de reproduzi-lo\u201d, diz Oliveira.<br \/>\nA pesquisa deu origem ao trabalho MgO: Li, Ce, Sma as a high sensitive material for Optically Stimulated Luminescense dosimetry que foi publicado no dia 14 de abril, na revista Scientific Reports do Grupo Nature.\u00a0 O trabalho \u00e9 resultado do p\u00f3s-doutorado de Oliveira e foi supervisionado pelo professor Oswaldo Baffa Filho, da FFCLRP e contou com a colabora\u00e7\u00e3o do professor Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado de Oklahoma, Estados Unidos.<br \/>\nFoto: Dina Wakulchik \/ Wikimedia Commons<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-0384<br \/>\n]] ><\/p>\n<p>\t\tNovo teste simplifica medi\u00e7\u00e3o de toxicidade na \u00e1gua<br \/>\n\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062<br \/>\n\t\tMon, 25 Apr 2016 20:59:38 +0000<\/p>\n<p>\t\thttp:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062<\/p>\n<p>\t\t\t\tCom colabora\u00e7\u00e3o de Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Esalq<\/p>\n<p>\tO kit YTOX diagnostica rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos<br \/>\nA equipe do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Ambiental do Departamento de Ci\u00eancias Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vem desenvolvendo, h\u00e1 tr\u00eas anos, testes inovadores no m\u00e9todo de avaliar a toxicidade em \u00e1gua e res\u00edduos. O grupo encontrou uma forma de aperfei\u00e7oar os testes tornando-o mais acess\u00edvel, pois at\u00e9 ent\u00e3o era necess\u00e1rio a tiliza\u00e7\u00e3o do Microtox, equipamento de alto valor, al\u00e9m de um kit de bact\u00e9rias luminescentes. Os pesquisadores criaram um novo m\u00e9todo, acompanhado de um kit denominado YTOX, no qual \u00e9 poss\u00edvel diagnosticar rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos.<br \/>\n\u201cO segredo foi utilizar levedura de panifica\u00e7\u00e3o para nos ajudar a identificar as substancias\u201d, conta Luiz Humberto Gomes, bi\u00f3logo e especialista do laborat\u00f3rio. Enquanto pelo m\u00e9todo Microtox se gasta R$250,00 por amostra, com o YTOX \u00e9 necess\u00e1rio apenas R$10,00.<br \/>\nO m\u00e9todo tem como base a rapidez do mecanismo de defesa das leveduras diante da exposi\u00e7\u00e3o a qualquer agente t\u00f3xico, reduzindo a produ\u00e7\u00e3o das desidrogenases (enzimas). \u201cToda essa detec\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada com a levedura e tamb\u00e9m a partir do reagente Cloreto de Trifenil Tetraz\u00f3lio (TTC), que na presen\u00e7a das desidrogenases altera a colora\u00e7\u00e3o, passando do incolor ao vermelho\u201d, conta o docente Marcos Yassuo Kamogawa, tamb\u00e9m parte da equipe.<br \/>\nToxicidadeNo kit YTOX, o indicativo \u00e9 a levedura, que em contato com a \u00e1gua come\u00e7a a crescer at\u00e9 entrar em contato com um agente t\u00f3xico. Nesse caso, ocorrem modifica\u00e7\u00f5es em seu metabolismo e a produ\u00e7\u00e3o de desidrogenase \u00e9 reduzida. De acordo com a equipe, \u00e9 nesse momento que se aplica o TTC, que na presen\u00e7a da enzima apresenta uma colora\u00e7\u00e3o vermelha. \u201cQuanto mais forte a cor, significa que a toxicidade \u00e9 baixa ou nula\u201d, explicam.<br \/>\n\u201cNa presen\u00e7a de agentes t\u00f3xicos o metabolismo da levedura \u00e9 afetado e ocorre \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da desidrogenase\u201d. Consequentemente redu\u00e7\u00e3o na convers\u00e3o de TTC a Formazam [quando o composto altera a cor], resultando em uma solu\u00e7\u00e3o sem colora\u00e7\u00e3o, ou vermelha menos intensa, dependendo da toxicidade\u201d, descreve Gomes.<br \/>\nDe acordo com o professor Kamogawa, a levedura utilizada nos testes, conhecida como Saccharomyces cerevisiae, que \u00e9 a mesma utilizada na produ\u00e7\u00e3o de etanol, p\u00e3es e bebidas em geral, \u00e9 um microorganismo eucarioto, ou seja, sua organiza\u00e7\u00e3o celular e o metabolismo apresentam muitas semelhan\u00e7as com os seres humanos, sendo por isso um excelente \u201cbiotestador\u201d, de modo que os resultados podem ser avan\u00e7ados para os seres humanos e beneficiar cada vez mais a sociedade. Em um futuro pr\u00f3ximo, o YTOX poder\u00e1 ser um grande aliado das ind\u00fastria farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e, principalmente, aliment\u00edcia.<br \/>\nAs altera\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio h\u00eddrico mundial provocam reflex\u00f5es sobre o uso da \u00e1gua, elemento indispens\u00e1vel a nossa exist\u00eancia. Al\u00e9m de suprir a sede do planeta, revitalizar a natureza, gerar energia e atender demandas econ\u00f4micas diversas, a \u00e1gua enfrenta um constante problema, a contamina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTodo o lixo gerado e acumulado por pessoas e ind\u00fastrias, muitas vezes, \u00e9 depositado em \u00e1reas pr\u00f3ximas dos leitos dos rios e reservat\u00f3rios, ou seja, a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 respons\u00e1vel por danificar uma de suas principais fontes de sobreviv\u00eancia. No entanto, parte da comunidade cient\u00edfica se preocupa com esse estado de contamina\u00e7\u00e3o e busca m\u00e9todos de avaliar sua toxicidade, com a finalidade de proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente.<br \/>\nFoto: Gerhard Waller \/Esalq<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: (19) 3429-4109 \/ 3447-8613; email imprensa.esalq@usp.br<br \/>\n]] ><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"close","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-11335","post","type-post","status-publish","format-gallery","hentry","category-fonte-da-educacao","post_format-post-format-gallery"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias - CGC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&cat=-279,-21404\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias - CGC\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias  http:\/\/www.usp.br\/agen Divulga\u00e7\u00e3o aos meios de comunica\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e atividades como cursos e palestras, exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es. Thu, 09 Aug 2018 13:44:36 +0000 pt-BR hourly 1 https:\/\/wordpress.org\/?v=4.6.1   Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197  Fri, 29 Apr 2016 21:00:19 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197    Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.   Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas. \u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d Medi\u00e7\u00e3oA garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d Segundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d De acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC. Foto: Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: email esther_scherrer@yahoo.com.br, com Esther Scherrer ]] &gt;     Projeto mapeia resposta imunol\u00f3gica ao zika v\u00edrus  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175  Fri, 29 Apr 2016 20:58:32 +0000              http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175    A Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP recebeu, nos dias 28 e 29 de abril, seus parceiros, o ingl\u00eas Daniel Altmann, do Departamento de Medicina do\u00a0Imperial College (Reino Unido), e o norte-americano William Kwok, do Instituto de Pesquisa Benaroya (Seattle, Estados Unidos)\u00a0para o in\u00edcio do desenvolvimento de uma vacina contra o zika v\u00edrus. O projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica que, at\u00e9 o momento, continua desconhecida pela ci\u00eancia.   Projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica Os tr\u00eas centros de pesquisa concentrar\u00e3o esfor\u00e7os para entender o que leva algumas pessoas infectadas com o zika v\u00edrus a serem mais resistentes enquanto outra parcela de infectados \u00e9 mais suscet\u00edvel, desenvolvendo graves sintomas. O professor do Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia,\u00a0Jo\u00e3o Santana da Silva, da FMRP, coordenador do projeto no Brasil, comenta que entendendo como ocorre esse controle, essa resposta imune, pode-se \u201cintervir de forma a controlar a resposta da popula\u00e7\u00e3o mais suscet\u00edvel ao v\u00edrus e fazer com que essas pessoas fiquem resistentes, chegando-se assim a uma vacina.\u201d Apesar de acreditar que a resposta imune de nosso organismo ao zika v\u00edrus seja completamente diferente da resposta \u00e0 dengue, Santana da Silva diz que a experi\u00eancia que j\u00e1 possuem com a dengue deve tornar mais r\u00e1pida a constru\u00e7\u00e3o de uma vacina contra o zika. Pesquisa B\u00e1sicaO professor adianta que existe grande quantidade de testes cl\u00ednicos em andamento ou j\u00e1 realizados com a vacina da dengue, inclusive no Instituto Butantan, e que, dentro de um ano, essa vacina (dengue) dever\u00e1 estar pronta. Ele afirma que a pesquisa que realizam hoje \u00e9 b\u00e1sica. Mas \u00e9 preciso saber como \u00e9 realizada \u201ca resposta imune dessas pessoas para entender como \u00e9 a doen\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o para fazer a vacina.\u201d O professor saiu em defesa das autoridades sanit\u00e1rias brasileiras e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), pelas r\u00e1pidas a\u00e7\u00f5es para o controle dessa doen\u00e7a que oferece graves riscos ao sistema neurol\u00f3gico dos infectados como a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 e microcefalia. Para o projeto internacional que iniciam agora, s\u00f3 o lado brasileiro recebeu da Fapesp R$ 250 mil. Santana da Silva diz que est\u00e3o alertas para a gravidade do problema e que \u201cn\u00e3o est\u00e3o parados\u201d. Existem v\u00e1rias linhas de a\u00e7\u00e3o, tanto em pesquisas para entender a doen\u00e7a, como para prevenir a microcefalia e tamb\u00e9m para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas. Foto:\u00a0Marcos Santos \/ USP Imagens Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-3242 ]] &gt;     An\u00e1lise indica sintomas respirat\u00f3rios em agricultores  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129  Thu, 28 Apr 2016 21:30:22 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129    O munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, tem cerca de 7 mil habitantes, a maioria na \u00e1rea rural. A economia da cidade \u00e9 baseada na agricultura familiar, principalmente no plantio de tomates, com uso excessivo de agrot\u00f3xicos e parte da sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada com outros estados, inclusive S\u00e3o Paulo. A ocorr\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios e altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria em trabalhadores rurais e familiares expostos a agrot\u00f3xicos foi constatada em pesquisa da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, realizada por Rafael Junqueira Buralli.   Em de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1 (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot\u00f3xicos \u201cO cen\u00e1rio natural montanhoso da regi\u00e3o favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos aplicados nas planta\u00e7\u00f5es, contaminando o solo do entorno da cultura e \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\u201d, conta Buralli. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas 14,2% das resid\u00eancias daquela cidade t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico adequadas. O estudo apurou que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 exposta aos agrot\u00f3xicos desde a tenra idade, seja por morar pr\u00f3ximo das \u00e1reas de plantio, trabalhando diretamente, ou mesmo ajudando seus familiares. \u201cNo grupo dos produtores rurais, a maioria era do sexo masculino e afirmou trabalhar com agrot\u00f3xicos por v\u00e1rias horas por dia, principalmente no per\u00edodo da safra. A maioria dos familiares era do sexo feminino\u201d. Foram avaliadas 82 pessoas (48 trabalhadores rurais e 34 familiares). Entre os trabalhadores rurais, 81,3% afirmaram ter contato com agrot\u00f3xicos no momento da pesquisa, sendo que 77,1% dos produtores e 94,1% dos familiares afirmaram estar expostos domesticamente aos agrot\u00f3xicos. A maioria dos produtores e familiares era casada, com renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, meeiros ou arrendat\u00e1rios de pequenas \u00e1reas, com baixa escolaridade e nunca recebeu treinamento ou orienta\u00e7\u00f5es para manipular agrot\u00f3xicos. No momento da avalia\u00e7\u00e3o, na safra de 2014, 66% das pessoas apresentaram algum sintoma respirat\u00f3rio. Os mais comumente relatados foram crise de tosse (40,0%), rinite (30,7%), sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito (24,0%), sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar (17,3%) e chiado no peito (13,3%). \u201cQuanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o pulmonar, 20% dos produtores e 22,2% dos familiares apresentaram algum dist\u00farbio respirat\u00f3rio\u201d, aponta o pesquisador. \u201cAp\u00f3s an\u00e1lises estat\u00edsticas, as altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias se mostraram significativamente associadas ao fato de a pessoa ser produtor, manipular agrot\u00f3xicos regularmente e da quantidade de horas trabalhadas por dia\u201d. De acordo com bases de dados oficiais de morbidade e mortalidade, as principais causas de morte entre 2004 e 2010 em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, do aparelho respirat\u00f3rio, neoplasias, causas externas, transtornos mentais e comportamentais, doen\u00e7as do sistema digest\u00f3rio, disfun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, metab\u00f3licas. \u201cQuanto ao c\u00e2ncer, as neoplasias mais frequentes com o desfecho \u00f3bito do paciente foram as de pulm\u00f5es, est\u00f4mago e laringe\u201d, observa Buralli. Interna\u00e7\u00f5esQuanto \u00e0s interna\u00e7\u00f5es hospitalares no munic\u00edpio, entre janeiro de 2008 e agosto de 2015, as causas mais comuns foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio, genitourin\u00e1rio e digestivo, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. \u201cTodas essas doen\u00e7as j\u00e1 foram associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos em outros estudos e podem estar relacionadas tamb\u00e9m em SJU\u201d, destaca o pesquisador. Segundo Buralli, a primeira provid\u00eancia a ser tomada para contornar o problema seria melhorar o apoio t\u00e9cnico e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas que manipulam esses qu\u00edmicos, fornecendo treinamento para lidar com esses produtos e organizando o sistema de sa\u00fade para atender as necessidades espec\u00edficas das popula\u00e7\u00f5es expostas, tanto na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento de doen\u00e7as relacionadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. \u201cNa cidade, n\u00e3o h\u00e1 um banco de dados contendo registros de morbidade e mortalidade por causas ocupacionais, nem programa espec\u00edfico de vigil\u00e2ncia, promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de danos \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es expostas\u201d, ressalta. De acordo com o pesquisador, a segunda provid\u00eancia seria a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais restritivas quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de produtos agrot\u00f3xicos. \u201cHoje, o Brasil \u00e9 l\u00edder mundial no consumo de agrot\u00f3xicos e comercializa diversas subst\u00e2ncias proibidas no mundo inteiro\u201d, alerta. \u201cOs efeitos disso n\u00e3o s\u00e3o sentidos somente pelas fam\u00edlias rurais, mas tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o em geral, que vive pr\u00f3ximo a \u00e1reas de plantio ou consome produtos envenenados\u201d. A orientadora do estudo, descrito em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, foi a professora Helena Ribeiro, do Departamento de Sa\u00fade Ambiental da FSP. O trabalho, no entanto, \u00e9 parte de um projeto de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade humana por exposi\u00e7\u00e3o a metais e agrot\u00f3xicos em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e coordenado pelo professor Jean Remy Dave\u00e9 Guimar\u00e3es, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al\u00e9m da FSP e da UFRJ, tamb\u00e9m colaboraram pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Foto: Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: email rjbbr@yahoo.com.br, com Rafael Junqueira Buralli   ]] &gt;     Estudo desenvolver\u00e1 ferramentas para a sustentabilidade  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166  Thu, 28 Apr 2016 21:29:33 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166    Keite Marques, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC   Estudo mostra que as universidades n\u00e3o devem ser isoladas No sentido de estimular a comunidade universit\u00e1ria a integrar a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, a fim de que seus membros tornem-se agentes multiplicadores de pr\u00e1ticas de sustentabilidade, levando-as para comunidade externa da universidade, o professor do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP, Tadeu Malheiros, consolidou uma pesquisa com a Universidade de Michigan (UMICH), nos Estados Unidos \u2014\u00a0considerada uma institui\u00e7\u00e3o modelo na \u00e1rea \u2014, visando a formula\u00e7\u00e3o de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de cultura de sustentabilidade. As a\u00e7\u00f5es humanas decorrentes da ocupa\u00e7\u00e3o urbana desordenada e de processos industriais t\u00eam alto potencial de degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e do meio ambiente. Mas, felizmente, \u00e9 poss\u00edvel alterar esse quadro por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e de educa\u00e7\u00e3o em sustentabilidade nos diversos \u00e2mbitos da sociedade. Nesse contexto, as universidades n\u00e3o devem ser isoladas, e suas a\u00e7\u00f5es devem transpor os limites da academia na proposta de influenciar a sociedade na discuss\u00e3o de sustentabilidade, carregando a responsabilidade de contribuir com a sensibiliza\u00e7\u00e3o cultural e conhecimento das pessoas, bem como propor inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e ferramentas a fim de direcion\u00e1-la para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. O campus universit\u00e1rio deve, ent\u00e3o, comprometer-se e atuar na educa\u00e7\u00e3o e na pesquisa, apoiar a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e integrar-se \u00e0 comunidade externa a fim de criar um futuro igualit\u00e1rio e sustent\u00e1vel. As prefeituras e as diretorias das unidades dos campi da USP devem ser entendidas como modelo de sistemas de diagn\u00f3sticos e monitoramento do consumo de recursos naturais, aspectos socioecon\u00f4micos e melhores pr\u00e1ticas em sustentabilidade, por meio de seus processos de compras \u2014\u00a0prezando por produtos certificados em responsabilidade social e optando por produtos org\u00e2nicos e de produ\u00e7\u00e3o local \u2014, redu\u00e7\u00e3o de consumo de papel e de produtos descart\u00e1veis, controle do desperd\u00edcio de \u00e1gua e energia el\u00e9trica, entre outras a\u00e7\u00f5es de grande import\u00e2ncia e em concord\u00e2ncia com os conceitos da educa\u00e7\u00e3o ambiental e de sustentabilidade. Para alcan\u00e7ar esse patamar do modelo \u00e9 necess\u00e1rio conceber ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e indicadores para diagn\u00f3stico e monitoramento da cultura de sustentabilidade. \u201cA meta \u00e9 propor um sistema integrado de indicadores para monitoramento de sustentabilidade em um campus universit\u00e1rio, com estudo de caso aplicado no contexto ao campus da USP em S\u00e3o Carlos, a fim de acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Ambiental da USP\u201d, comentou o professor. Ao final, o resultado ser\u00e1 um Sistema de Indicadores de Sustentabilidade para Universidades dirigido aos tomadores de decis\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias e outros segmentos da sociedade que desejem tom\u00e1-las como exemplo. Participa ativamente dos trabalhos o N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Sustentabilidade (NUPS) do campus da USP em S\u00e3o Carlos, que desde 2012 desenvolve atividades voltadas ao tema de campus sustent\u00e1vel em parceria com o Instituto de Sustentabilidade Graham da Universidade de Michigan. Essa parceria vem sendo consolidada por diversas atividades conjuntas, envolvendo professores, pesquisadores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de ambas as universidades. Com informa\u00e7\u00f5es do doutorando do NUPS Rodrigo Martins Moreira Foto: Maicom Brand\u00e3o Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3373-6600 \/ 3373-6700; email comunicacao@eesc.usp.br ]] &gt;     C\u00e9lulas de gordura podem inibir a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112  Wed, 27 Apr 2016 21:30:05 +0000                     http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112      Estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 do &quot;Journal of Cellular Physiology&quot; Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto (FORP) da USP revela que subst\u00e2ncia encontrada em gordura inibe potencial de c\u00e9lulas-tronco para se diferenciarem em c\u00e9lulas \u00f3sseas. Num futuro pr\u00f3ximo, a reposi\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doen\u00e7a ou envelhecimento natural, ser\u00e1 poss\u00edvel com subst\u00e2ncias produzidas pelo pr\u00f3prio organismo humano. Essa previs\u00e3o tem base: os avan\u00e7os da terapia celular e da engenharia de tecidos. Esse cen\u00e1rio ainda \u00e9 futurista. Mas o grupo de pesquisa Biomateriais para Implante em Tecido \u00d3sseo da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e p\u00f3s-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laborat\u00f3rio a a\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia produzida por c\u00e9lulas de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do ingl\u00eas Tumor Necrosis Factor) que reduz a forma\u00e7\u00e3o de tecido \u00f3sseo por inibir a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco em osteoblastos (c\u00e9lulas que d\u00e3o origem aos ossos). Procurando a melhor t\u00e9cnica de reparo \u00f3sseo, Abuna utilizou culturas de c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, que t\u00eam capacidade de se transformar em c\u00e9lulas de diferentes \u00f3rg\u00e3os, inclusive em c\u00e9lulas de ossos, de duas fontes diferentes: da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo (gordura do organismo). Medula \u00e9 a melhor fonteAs c\u00e9lulas-tronco mesenquimais foram extra\u00eddas de ratos e cultivadas em meios osteog\u00eanico e adipog\u00eanico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferencia\u00e7\u00e3o de osteoblastos, as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea \u201cexibiram maior express\u00e3o g\u00eanica de marcadores \u00f3sseos e forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos semelhantes ao osso\u201d. Nesses experimentos tamb\u00e9m se verificou que, em c\u00e9lulas de gordura, a forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas \u00f3sseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que c\u00e9lulas de gordura inibiam a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco de medula \u00f3ssea em osteoblastos e que o respons\u00e1vel por essa inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 o TNF alfa. Essas c\u00e9lulas-tronco \u2014\u00a0da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo \u2014\u00a0representam hoje \u201cuma ferramenta atraente para a repara\u00e7\u00e3o do tecido \u00f3sseo baseada na terapia celular\u201d, adianta o pesquisador. Segundo o professor M\u00e1rcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia B\u00e1sica da FORP-USP, orientador de Abuna, a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por gordura, decorrente do envelhecimento, \u00e9 fato reconhecido pela literatura, mas chama a aten\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibit\u00f3rio sobre a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea em osteoblastos (para renovar o tecido \u00f3sseo)\u201d. O professor lembra que a literatura mostra que c\u00e9lulas-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo s\u00e3o uma fonte de c\u00e9lulas para essas terapias. No entanto, continua o professor, \u201cobservamos que a medula \u00f3ssea \u00e9 de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo \u00f3sseo\u201d. Por\u00e9m, Beloti faz quest\u00e3o de lembrar que tudo ainda \u00e9 objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia n\u00e3o oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regenera\u00e7\u00e3o do osso usando terapia celular. Por\u00e9m, com base nas informa\u00e7\u00f5es que a ci\u00eancia vem produzindo, pode-se dizer que \u201ca intera\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas de gordura e do osso\u201d deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o no caso de uma futura indica\u00e7\u00e3o de terapia nesse n\u00edvel. Benef\u00edcios ao idosoComo provaram que existe \u201cconversa\u201d entre essas duas popula\u00e7\u00f5es celulares e que ela compromete o tecido \u00f3sseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais aten\u00e7\u00e3o aos idosos, pois \u00e9 no idoso que se verifica a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda \u00f3ssea e altera\u00e7\u00f5es hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo. Tomando a sua \u00e1rea, a Odontologia, como refer\u00eancia, o professor adianta que o implante \u00e9 um dos principais focos quando se pensa em reposi\u00e7\u00e3o de dentes ausentes. E a popula\u00e7\u00e3o idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, \u00e9 a que apresenta o osso em condi\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstitui\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para essa \u00e1rea dever\u00e1 considerar fatos como: essa \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o com mais tecido adiposo e o balan\u00e7o entre gordura e tecido \u00f3sseo tem papel relevante no processo de forma\u00e7\u00e3o do osso. Beloti refor\u00e7a que as respostas que obtiveram ainda s\u00e3o de testes in vitro. Liderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto in vitro quanto in vivo. \u201cPode ser que esses resultados sejam confirmados em testes in vivo. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza\u201d, enfatiza o professor. O estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 da revista Journal of Cellular Physiology e tamb\u00e9m foi tema da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP-USP em 2014, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Beloti. Al\u00e9m dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido \u00d3sseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado. Foto: Cec\u00edlia Bastos Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315.4785 ]] &gt;     Objetos apresentam grande quantidade de bact\u00e9rias  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120  Wed, 27 Apr 2016 21:29:45 +0000                  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120    Aline Naoe, do USP Online   Bact\u00e9rias est\u00e3o presentes nas situa\u00e7\u00f5es comuns e cotidianas Bot\u00f5es de elevador, teclas de caixas eletr\u00f4nicos, rel\u00f3gio de ponto biom\u00e9trico. Locais aparentemente inofensivos se comparados \u00e0s salas de isolamento, laborat\u00f3rios e cont\u00eaineres de lixo infectado s\u00e3o, na verdade, porto seguro para uma mir\u00edade de micro-organismos que causam as temidas infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Foi utilizando uma tecnologia chamada sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o que uma equipe do Instituto de Medicina Tropical de S\u00e3o Paulo (IMT) da USP conseguiu identificar uma quantidade surpreendente de bact\u00e9rias em superf\u00edcies frequentemente tocadas com as m\u00e3os dentro do Hospital das Cl\u00ednicas (HC), maior complexo hospitalar da Am\u00e9rica Latina, ligado \u00e0 Faculdade de Medicina (FM) da USP. M\u00e9todos modernos de biologia molecular, com equipamentos que conseguem ler rapidamente milh\u00f5es de fragmentos de DNA ao mesmo tempo, permitem an\u00e1lises antes imposs\u00edveis de fazer. Assim, o grupo liderado pelo pesquisador Sabri Sanabani coletou amostras que resultaram na identifica\u00e7\u00e3o de 926 fam\u00edlias de 2.832 g\u00eaneros de bact\u00e9rias. Algumas delas, como a Salmonella enterica e a Staphylococcus aureus, podem ser perigosas, inclusive, para pessoas saud\u00e1veis, como os familiares e servidores, \u201cmas especialmente perigosos para os pacientes imunocomprometidos, como pacientes com c\u00e2ncer submetidos a quimioterapia, e transplantados e pacientes que s\u00e3o HIV positivo\u201d, ressalta. Segundo Sanabani, pela pr\u00f3pria metodologia utilizada, sabia-se de antem\u00e3o que o resultado seria um n\u00famero grande de bact\u00e9rias, j\u00e1 que o foco eram superf\u00edcies de contato de \u00e1reas de grande circula\u00e7\u00e3o. \u201cNo entanto, a enorme diversidade de popula\u00e7\u00e3o bacteriana foi uma verdadeira surpresa para n\u00f3s\u201d, afirma. Os resultados do estudo, publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health, foram encaminhados ao HC e a equipe j\u00e1 se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para fazer as an\u00e1lises novamente para avaliar melhoras na higiene. Sa\u00fade p\u00fablicaO pesquisador explica que \u00e9 imposs\u00edvel haver um hospital livre de germes, mas aponta caminhos, como campanhas educativas que alertem sobre higiene. Ele sugere, por exemplo, uma voz automatizada nos principais ambientes do hospital, como corredores, salas de espera e pronto-atendimento, que chame a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da higiene das m\u00e3os. Outra medida b\u00e1sica apontada pelo especialista \u00e9 a limpeza. \u201cA limpeza completa e eficiente remove mais de 90% dos microrganismos. Ela tem que ser realizada de uma forma padronizada, ou se poss\u00edvel, por meios automatizados para garantir um n\u00edvel adequado de higieniza\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo Sanabani, um ponto fundamental \u00e9 que exista ampla oferta de pias com sab\u00e3o liquido e papel toalha, bem como \u00e1lcool antiss\u00e9ptico. A pesquisa chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de compreender melhor as comunidades de bact\u00e9rias nos hospitais e de investigar como esses agentes s\u00e3o transmitidos de lugar para lugar e de pessoa para pessoa. \u201c\u00c9 extremamente importante ter um estudo como este realizado pelo nosso grupo, para podermos avaliar o estado atual dos ambientes hospitalares e identificar as \u00e1reas que se beneficiariam mais com uma higieniza\u00e7\u00e3o completa, ou em casos espec\u00edficos, uma reforma\u201d. O estudo sobre contamina\u00e7\u00e3o em ambiente hospitalar foi pontual, j\u00e1 que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ampla e quer explorar toda popula\u00e7\u00e3o bacteriana que possa representar perigo para a sa\u00fade p\u00fablica. Outro trabalho recente do grupo utilizou as mesmas t\u00e9cnicas para analisar notas de dinheiro e encontrou diversos agentes patog\u00eanicos oportunistas. \u201cE estamos planejando iniciar um estudo para investigar o microbioma no sistema de ar condicionado nas diferentes linhas de metr\u00f4\u201d, adianta Sabri Sanabani. Foto: Cec\u00edlia Bastos Mais informa\u00e7\u00f5es: email sabyem_63@yahoo.com, com Sabri Sanabani ]] &gt;     Ag\u00eancia USP integrar\u00e1 conte\u00fado do novo Jornal da USP na internet  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147  Wed, 27 Apr 2016 21:04:14 +0000      http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147      Jornal da USP na Internet na vers\u00e3o online a partir de 2 de maio Caro assinante, a partir do dia 2 de maio, o conte\u00fado da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias ser\u00e1 disponibilizado no novo portal de not\u00edcias da USP na internet, o \u201cJornal da USP\u201d: www.jornal.usp.br A nova plataforma virtual reunir\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias sobre a universidade e as informa\u00e7\u00f5es sobre as pesquisas aqui desenvolvidas. Em breve, voc\u00ea passar\u00e1 a receber, diariamente, uma nova newsletter com todas essas informa\u00e7\u00f5es. Aguarde! ]] &gt;     Corte de frios pode levar a contamina\u00e7\u00e3o por bact\u00e9ria  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089  Tue, 26 Apr 2016 21:00:17 +0000              http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089      &quot;Listeria&quot; sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos\/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se d\u00e1 a contamina\u00e7\u00e3o cruzada da bact\u00e9ria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios. A contamina\u00e7\u00e3o cruzada \u00e9 o processo de transfer\u00eancia de micro-organismos de um alimento contaminado para outro n\u00e3o contaminado. No estudo, ela simulou em laborat\u00f3rio a contamina\u00e7\u00e3o cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bact\u00e9ria \u00e9 transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo. O estudo comprova que, apesar de o processamento t\u00e9rmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o cruzada p\u00f3s-processamento pode resultar em aumento do risco \u00e0 sa\u00fade do consumidor. A Listeria monocytogenes \u00e9 uma bact\u00e9ria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos beb\u00eas durante a gravidez. O micro-organismo \u00e9 um pat\u00f3geno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois s\u00e3o mantidos em refrigera\u00e7\u00e3o e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplica\u00e7\u00e3o deste pat\u00f3geno. \u201cO Brasil precisa estudar melhor essa bact\u00e9ria. Trata-se de um pat\u00f3geno que sequer aparece nas nossas estat\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas\u201d, afirma Daniele. A Listeria monocytogenes \u00e9 causadora da doen\u00e7a listeriose, infec\u00e7\u00e3o que tem incid\u00eancia baixa, mas alto grau de severidade e alto \u00edndice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal s\u00e3o semelhantes aos da gripe.\u201dTrata-se de uma bact\u00e9ria que pode causar problemas s\u00e9rios em gestantes, rec\u00e9m-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos\u201d, alerta. \u201cNo caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequ\u00eancia no \u00faltimo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o. Os sintomas iniciais s\u00e3o semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabe\u00e7a, seguidos de complica\u00e7\u00f5es, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infec\u00e7\u00f5es neonatais\u201d, explica. J\u00e1 alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doen\u00e7a caracterizada pela grande presen\u00e7a de bact\u00e9rias no sangue, com ou sem focos evidentes de infec\u00e7\u00e3o, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no c\u00e9rebro. \u201cAfeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o sensorial e dor de cabe\u00e7a\u201d, acrescenta. Contamina\u00e7\u00e3oPara estudar a extens\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o cruzada, Daniele adquiriu uma pe\u00e7a de rosbife n\u00e3o contaminado, inseriu a bact\u00e9ria em uma pe\u00e7a e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma pe\u00e7a n\u00e3o contaminada. O processo foi feito em laborat\u00f3rio, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bact\u00e9rias estavam presentes, e descobrindo que at\u00e9 a ducent\u00e9sima fatia ainda havia presen\u00e7a da Listeria monocytogenes. \u201cApesar da transfer\u00eancia de bact\u00e9rias de uma fatia para outra ir decrescendo, em n\u00famero, a pesquisa mostra que a contagem na \u00faltima fatia obtida \u00e9 alta\u201d, aponta. Segundo Daniele, essa bact\u00e9ria sobrevive a grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura \u2014\u00a0de quatro graus negativos at\u00e9 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a pe\u00e7a inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. \u201cSe o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bact\u00e9ria pode sobreviver ao processo de resfriamento\u201d, completa. \u201cA Listeria sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, ent\u00e3o esse tipo de produto \u00e9 ideal para ela se estabelecer\u201d, diz. Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa \u00e9 alertar as autoridades sanit\u00e1rias no Brasil. \u201cO Pa\u00eds n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitiza\u00e7\u00e3o adequados em locais de fatiamento, e n\u00e3o faz alertas para os grupos mais vulner\u00e1veis ao risco de contamina\u00e7\u00e3o\u201d, conclui. Criado em 2013, o FoRC \u00e9 um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepids) da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) re\u00fane equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa est\u00e3o estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biol\u00f3gicos em Alimentos; Alimentos, Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade; Qualidade e Seguran\u00e7a dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inova\u00e7\u00e3o. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC. Da Acad\u00eamica Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0www.academica.jor.br Foto: Wikimedia Common Mais informa\u00e7\u00f5es: (11) 5081-5237 \/ 5549-1863 ]] &gt;     Novo material amplia controle de m\u00e1quina em radioterapia  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059  Tue, 26 Apr 2016 20:59:03 +0000                     http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059    Gabriela Vilas Boas, do Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura do Campus de Ribeir\u00e3o Preto   Material \u00e9 resultado de pesquisa in\u00e9dita e funciona como um dispositivo de mem\u00f3ria Em busca de maior efici\u00eancia para os detectores de radia\u00e7\u00e3o usados em m\u00e1quinas de radioterapia, pesquisadores do Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP desenvolveram novo material, a base de \u00f3xido de magn\u00e9sio, com adi\u00e7\u00e3o de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio e que adquire propriedades luminescentes e dosim\u00e9tricas, capaz de registrar com precis\u00e3o, e quantas vezes for necess\u00e1rio, a quantidade de radia\u00e7\u00e3o recebida. A ideia dos pesquisadores \u00e9 que, no futuro, esse possa ser um importante instrumento no controle de qualidade das m\u00e1quinas de radioterapia. A radioterapia de intensidade modulada e a pr\u00f3ton terapia s\u00e3o t\u00e9cnicas modernas utilizadas no tratamento de tumores. Essas t\u00e9cnicas permitem alcan\u00e7ar alvos espec\u00edficos com altas doses de radia\u00e7\u00e3o, poupando o m\u00e1ximo poss\u00edvel os tecidos saud\u00e1veis. Esses tratamentos s\u00e3o sofisticados e exigem planejamento e programa de controle de qualidade complexos. Segundo especialistas, faltam detectores eficientes para isso, que consigam medir as doses de radia\u00e7\u00e3o emitidas pelas m\u00e1quinas de radioterapia, capazes de reproduzir sozinhos a distribui\u00e7\u00e3o de dose planejada de radia\u00e7\u00e3o e que identifiquem e me\u00e7am alvos. Segundo o f\u00edsico Luiz Carlos Oliveira, esse \u00e9 o resultado de pesquisa in\u00e9dita e o material funciona como se fosse um dispositivo de mem\u00f3ria. Quando submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante (radia\u00e7\u00e3o com altas concentra\u00e7\u00f5es de energia), o material sofre um processo de \u201cgrava\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas no seu interior.\u00a0 Se desejamos saber a quanto de radia\u00e7\u00e3o o material foi exposto basta \u2018ler\u2019 a informa\u00e7\u00e3o registrada.\u00a0 A leitura da informa\u00e7\u00e3o armazenada no material \u00e9 feita por meio da sua ilumina\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto maior for a luz emitida de volta pelo material, maior ter\u00e1 sido a dose a que ele foi exposto\u201d. Para deixar mais claro o funcionamento do material, Oliveira faz uma analogia com uma fotografia. \u201cSeria como produzir a imagem medindo a intensidade de luz de cada um dos seus milh\u00f5es de pontos (pixels). \u201d Dosimetria da radia\u00e7\u00e3oCom caracter\u00edsticas \u00fanicas, diz o pesquisador, esse novo material \u00e9 adequado para a dosimetria da radia\u00e7\u00e3o ionizante, como o RX, por exemplo, em duas dimens\u00f5es, a chamada dosimetria bidimensional, que faz a leitura de uma extensa \u00e1rea a ser medida. \u00a0Outro importante resultado apresentado pelo material desenvolvido no laborat\u00f3rio \u00e9 a rapidez com que \u00e9 poss\u00edvel fazer a leitura da quantidade dessa radia\u00e7\u00e3o. \u201cEsse material \u00e9 altamente sens\u00edvel a radia\u00e7\u00e3o, pode medir desde doses muito pequenas at\u00e9 muito grandes, al\u00e9m de manter a estabilidade do sinal e tamb\u00e9m ser capaz de distinguir e medir alvos\u201d. Oliveira lembra que, atualmente, a determina\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de dose \u00e9 uma dificuldade tecnol\u00f3gica. Outros laborat\u00f3rios tamb\u00e9m trabalham para solucionar o problema e diversos tipos de materiais t\u00eam sido usados ou testados na dosimetria bidimensional em radioterapia. \u201c\u00c9 dif\u00edcil medidas de precis\u00e3o melhor que 5%, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de fatores como, por exemplo, depend\u00eancia com a energia de f\u00f3ton, alcance din\u00e2mico limitado, que \u00e9 o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem, instabilidade do sinal, condi\u00e7\u00f5es de processamento\u201d. E o pesquisador comemora o feito do laborat\u00f3rio onde atua \u201co material que descobrimos supera esses fatores limitantes devido as suas propriedades intr\u00ednsecas. Trata-se de um material que re\u00fane v\u00e1rias das caracter\u00edsticas que os outros materiais apresentam separadamente, num \u00fanico pacote\u201d.\u00a0 Oliveira lembra, ainda, que o \u00f3xido de magn\u00e9sio acrescido de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio n\u00e3o se encontra dispon\u00edvel para comercializa\u00e7\u00e3o, pois ainda \u00e9 fabricado em escala laboratorial. \u201cNo momento somente nosso laborat\u00f3rio \u00e9 capaz de reproduzi-lo\u201d, diz Oliveira. A pesquisa deu origem ao trabalho MgO: Li, Ce, Sma as a high sensitive material for Optically Stimulated Luminescense dosimetry que foi publicado no dia 14 de abril, na revista Scientific Reports do Grupo Nature.\u00a0 O trabalho \u00e9 resultado do p\u00f3s-doutorado de Oliveira e foi supervisionado pelo professor Oswaldo Baffa Filho, da FFCLRP e contou com a colabora\u00e7\u00e3o do professor Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado de Oklahoma, Estados Unidos. Foto: Dina Wakulchik \/ Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-0384 ]] &gt;     Novo teste simplifica medi\u00e7\u00e3o de toxicidade na \u00e1gua  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062  Mon, 25 Apr 2016 20:59:38 +0000                  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062    Com colabora\u00e7\u00e3o de Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Esalq   O kit YTOX diagnostica rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos A equipe do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Ambiental do Departamento de Ci\u00eancias Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vem desenvolvendo, h\u00e1 tr\u00eas anos, testes inovadores no m\u00e9todo de avaliar a toxicidade em \u00e1gua e res\u00edduos. O grupo encontrou uma forma de aperfei\u00e7oar os testes tornando-o mais acess\u00edvel, pois at\u00e9 ent\u00e3o era necess\u00e1rio a tiliza\u00e7\u00e3o do Microtox, equipamento de alto valor, al\u00e9m de um kit de bact\u00e9rias luminescentes. Os pesquisadores criaram um novo m\u00e9todo, acompanhado de um kit denominado YTOX, no qual \u00e9 poss\u00edvel diagnosticar rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos. \u201cO segredo foi utilizar levedura de panifica\u00e7\u00e3o para nos ajudar a identificar as substancias\u201d, conta Luiz Humberto Gomes, bi\u00f3logo e especialista do laborat\u00f3rio. Enquanto pelo m\u00e9todo Microtox se gasta R$250,00 por amostra, com o YTOX \u00e9 necess\u00e1rio apenas R$10,00. O m\u00e9todo tem como base a rapidez do mecanismo de defesa das leveduras diante da exposi\u00e7\u00e3o a qualquer agente t\u00f3xico, reduzindo a produ\u00e7\u00e3o das desidrogenases (enzimas). \u201cToda essa detec\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada com a levedura e tamb\u00e9m a partir do reagente Cloreto de Trifenil Tetraz\u00f3lio (TTC), que na presen\u00e7a das desidrogenases altera a colora\u00e7\u00e3o, passando do incolor ao vermelho\u201d, conta o docente Marcos Yassuo Kamogawa, tamb\u00e9m parte da equipe. ToxicidadeNo kit YTOX, o indicativo \u00e9 a levedura, que em contato com a \u00e1gua come\u00e7a a crescer at\u00e9 entrar em contato com um agente t\u00f3xico. Nesse caso, ocorrem modifica\u00e7\u00f5es em seu metabolismo e a produ\u00e7\u00e3o de desidrogenase \u00e9 reduzida. De acordo com a equipe, \u00e9 nesse momento que se aplica o TTC, que na presen\u00e7a da enzima apresenta uma colora\u00e7\u00e3o vermelha. \u201cQuanto mais forte a cor, significa que a toxicidade \u00e9 baixa ou nula\u201d, explicam. \u201cNa presen\u00e7a de agentes t\u00f3xicos o metabolismo da levedura \u00e9 afetado e ocorre \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da desidrogenase\u201d. Consequentemente redu\u00e7\u00e3o na convers\u00e3o de TTC a Formazam [quando o composto altera a cor], resultando em uma solu\u00e7\u00e3o sem colora\u00e7\u00e3o, ou vermelha menos intensa, dependendo da toxicidade\u201d, descreve Gomes. De acordo com o professor Kamogawa, a levedura utilizada nos testes, conhecida como Saccharomyces cerevisiae, que \u00e9 a mesma utilizada na produ\u00e7\u00e3o de etanol, p\u00e3es e bebidas em geral, \u00e9 um microorganismo eucarioto, ou seja, sua organiza\u00e7\u00e3o celular e o metabolismo apresentam muitas semelhan\u00e7as com os seres humanos, sendo por isso um excelente \u201cbiotestador\u201d, de modo que os resultados podem ser avan\u00e7ados para os seres humanos e beneficiar cada vez mais a sociedade. Em um futuro pr\u00f3ximo, o YTOX poder\u00e1 ser um grande aliado das ind\u00fastria farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e, principalmente, aliment\u00edcia. As altera\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio h\u00eddrico mundial provocam reflex\u00f5es sobre o uso da \u00e1gua, elemento indispens\u00e1vel a nossa exist\u00eancia. Al\u00e9m de suprir a sede do planeta, revitalizar a natureza, gerar energia e atender demandas econ\u00f4micas diversas, a \u00e1gua enfrenta um constante problema, a contamina\u00e7\u00e3o. Todo o lixo gerado e acumulado por pessoas e ind\u00fastrias, muitas vezes, \u00e9 depositado em \u00e1reas pr\u00f3ximas dos leitos dos rios e reservat\u00f3rios, ou seja, a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 respons\u00e1vel por danificar uma de suas principais fontes de sobreviv\u00eancia. No entanto, parte da comunidade cient\u00edfica se preocupa com esse estado de contamina\u00e7\u00e3o e busca m\u00e9todos de avaliar sua toxicidade, com a finalidade de proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente. Foto: Gerhard Waller \/Esalq Mais informa\u00e7\u00f5es: (19) 3429-4109 \/ 3447-8613; email imprensa.esalq@usp.br ]] &gt;\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&amp;cat=-279,-21404\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"CGC\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/cgceducacao\/?locale=pt_BR\" \/>\n<meta property=\"article:author\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/cgceducacao\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2022-08-29T19:37:43+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2022-08-29T19:37:45+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"cgceducacao\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:creator\" content=\"@https:\/\/twitter.com\/cgceducacao\" \/>\n<meta name=\"twitter:site\" content=\"@cgceducacao\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"cgceducacao\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"34 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"http:\\\/\\\/www.usp.br\\\/agen\\\/?feed=rss2&cat=-279,-21404#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/index.php\\\/2022\\\/08\\\/29\\\/agencia-usp-de-noticias\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"cgceducacao\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/253bcacdd19ebc1e3b905c209b34d968\"},\"headline\":\"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias\",\"datePublished\":\"2022-08-29T19:37:43+00:00\",\"dateModified\":\"2022-08-29T19:37:45+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/index.php\\\/2022\\\/08\\\/29\\\/agencia-usp-de-noticias\\\/\"},\"wordCount\":6896,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"http:\\\/\\\/www.usp.br\\\/agen\\\/?feed=rss2&cat=-279,-21404#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2016\\\/04\\\/agen20160429_a.jpg\",\"articleSection\":[\"Fonte da Educa\u00e7\u00e3o\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/cgceducacao.com.br\\\/index.php\\\/2022\\\/08\\\/29\\\/agencia-usp-de-noticias\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/www.usp.br\\\/agen\\\/?feed=rss2&cat=-279,-21404\",\"name\":\"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias - 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Thu, 09 Aug 2018 13:44:36 +0000 pt-BR hourly 1 https:\/\/wordpress.org\/?v=4.6.1   Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197  Fri, 29 Apr 2016 21:00:19 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197    Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.   Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas. \u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d Medi\u00e7\u00e3oA garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d Segundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d De acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC. Foto: Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: email esther_scherrer@yahoo.com.br, com Esther Scherrer ]] >     Projeto mapeia resposta imunol\u00f3gica ao zika v\u00edrus  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175  Fri, 29 Apr 2016 20:58:32 +0000              http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229175    A Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto (FMRP) da USP recebeu, nos dias 28 e 29 de abril, seus parceiros, o ingl\u00eas Daniel Altmann, do Departamento de Medicina do\u00a0Imperial College (Reino Unido), e o norte-americano William Kwok, do Instituto de Pesquisa Benaroya (Seattle, Estados Unidos)\u00a0para o in\u00edcio do desenvolvimento de uma vacina contra o zika v\u00edrus. O projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica que, at\u00e9 o momento, continua desconhecida pela ci\u00eancia.   Projeto inicial investir\u00e1 no mapeamento da resposta imunol\u00f3gica Os tr\u00eas centros de pesquisa concentrar\u00e3o esfor\u00e7os para entender o que leva algumas pessoas infectadas com o zika v\u00edrus a serem mais resistentes enquanto outra parcela de infectados \u00e9 mais suscet\u00edvel, desenvolvendo graves sintomas. O professor do Departamento de Bioqu\u00edmica e Imunologia,\u00a0Jo\u00e3o Santana da Silva, da FMRP, coordenador do projeto no Brasil, comenta que entendendo como ocorre esse controle, essa resposta imune, pode-se \u201cintervir de forma a controlar a resposta da popula\u00e7\u00e3o mais suscet\u00edvel ao v\u00edrus e fazer com que essas pessoas fiquem resistentes, chegando-se assim a uma vacina.\u201d Apesar de acreditar que a resposta imune de nosso organismo ao zika v\u00edrus seja completamente diferente da resposta \u00e0 dengue, Santana da Silva diz que a experi\u00eancia que j\u00e1 possuem com a dengue deve tornar mais r\u00e1pida a constru\u00e7\u00e3o de uma vacina contra o zika. Pesquisa B\u00e1sicaO professor adianta que existe grande quantidade de testes cl\u00ednicos em andamento ou j\u00e1 realizados com a vacina da dengue, inclusive no Instituto Butantan, e que, dentro de um ano, essa vacina (dengue) dever\u00e1 estar pronta. Ele afirma que a pesquisa que realizam hoje \u00e9 b\u00e1sica. Mas \u00e9 preciso saber como \u00e9 realizada \u201ca resposta imune dessas pessoas para entender como \u00e9 a doen\u00e7a e a prote\u00e7\u00e3o para fazer a vacina.\u201d O professor saiu em defesa das autoridades sanit\u00e1rias brasileiras e da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp), pelas r\u00e1pidas a\u00e7\u00f5es para o controle dessa doen\u00e7a que oferece graves riscos ao sistema neurol\u00f3gico dos infectados como a S\u00edndrome de Guillain-Barr\u00e9 e microcefalia. Para o projeto internacional que iniciam agora, s\u00f3 o lado brasileiro recebeu da Fapesp R$ 250 mil. Santana da Silva diz que est\u00e3o alertas para a gravidade do problema e que \u201cn\u00e3o est\u00e3o parados\u201d. Existem v\u00e1rias linhas de a\u00e7\u00e3o, tanto em pesquisas para entender a doen\u00e7a, como para prevenir a microcefalia e tamb\u00e9m para a produ\u00e7\u00e3o de vacinas. Foto:\u00a0Marcos Santos \/ USP Imagens Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-3242 ]] >     An\u00e1lise indica sintomas respirat\u00f3rios em agricultores  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129  Thu, 28 Apr 2016 21:30:22 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229129    O munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, no noroeste do Estado do Rio de Janeiro, tem cerca de 7 mil habitantes, a maioria na \u00e1rea rural. A economia da cidade \u00e9 baseada na agricultura familiar, principalmente no plantio de tomates, com uso excessivo de agrot\u00f3xicos e parte da sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 comercializada com outros estados, inclusive S\u00e3o Paulo. A ocorr\u00eancia de sintomas respirat\u00f3rios e altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria em trabalhadores rurais e familiares expostos a agrot\u00f3xicos foi constatada em pesquisa da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica (FSP) da USP, realizada por Rafael Junqueira Buralli.   Em de S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1 (RJ), plantio de tomates tem uso excessivo de agrot\u00f3xicos \u201cO cen\u00e1rio natural montanhoso da regi\u00e3o favorece a mobiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos aplicados nas planta\u00e7\u00f5es, contaminando o solo do entorno da cultura e \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas\u201d, conta Buralli. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), apenas 14,2% das resid\u00eancias daquela cidade t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de saneamento b\u00e1sico adequadas. O estudo apurou que grande parte da popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 exposta aos agrot\u00f3xicos desde a tenra idade, seja por morar pr\u00f3ximo das \u00e1reas de plantio, trabalhando diretamente, ou mesmo ajudando seus familiares. \u201cNo grupo dos produtores rurais, a maioria era do sexo masculino e afirmou trabalhar com agrot\u00f3xicos por v\u00e1rias horas por dia, principalmente no per\u00edodo da safra. A maioria dos familiares era do sexo feminino\u201d. Foram avaliadas 82 pessoas (48 trabalhadores rurais e 34 familiares). Entre os trabalhadores rurais, 81,3% afirmaram ter contato com agrot\u00f3xicos no momento da pesquisa, sendo que 77,1% dos produtores e 94,1% dos familiares afirmaram estar expostos domesticamente aos agrot\u00f3xicos. A maioria dos produtores e familiares era casada, com renda familiar de at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, meeiros ou arrendat\u00e1rios de pequenas \u00e1reas, com baixa escolaridade e nunca recebeu treinamento ou orienta\u00e7\u00f5es para manipular agrot\u00f3xicos. No momento da avalia\u00e7\u00e3o, na safra de 2014, 66% das pessoas apresentaram algum sintoma respirat\u00f3rio. Os mais comumente relatados foram crise de tosse (40,0%), rinite (30,7%), sensa\u00e7\u00e3o de aperto no peito (24,0%), sensa\u00e7\u00e3o de falta de ar (17,3%) e chiado no peito (13,3%). \u201cQuanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es da fun\u00e7\u00e3o pulmonar, 20% dos produtores e 22,2% dos familiares apresentaram algum dist\u00farbio respirat\u00f3rio\u201d, aponta o pesquisador. \u201cAp\u00f3s an\u00e1lises estat\u00edsticas, as altera\u00e7\u00f5es respirat\u00f3rias se mostraram significativamente associadas ao fato de a pessoa ser produtor, manipular agrot\u00f3xicos regularmente e da quantidade de horas trabalhadas por dia\u201d. De acordo com bases de dados oficiais de morbidade e mortalidade, as principais causas de morte entre 2004 e 2010 em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, do aparelho respirat\u00f3rio, neoplasias, causas externas, transtornos mentais e comportamentais, doen\u00e7as do sistema digest\u00f3rio, disfun\u00e7\u00f5es end\u00f3crinas, metab\u00f3licas. \u201cQuanto ao c\u00e2ncer, as neoplasias mais frequentes com o desfecho \u00f3bito do paciente foram as de pulm\u00f5es, est\u00f4mago e laringe\u201d, observa Buralli. Interna\u00e7\u00f5esQuanto \u00e0s interna\u00e7\u00f5es hospitalares no munic\u00edpio, entre janeiro de 2008 e agosto de 2015, as causas mais comuns foram as doen\u00e7as do aparelho circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio, genitourin\u00e1rio e digestivo, neoplasias e transtornos mentais e comportamentais. \u201cTodas essas doen\u00e7as j\u00e1 foram associadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos em outros estudos e podem estar relacionadas tamb\u00e9m em SJU\u201d, destaca o pesquisador. Segundo Buralli, a primeira provid\u00eancia a ser tomada para contornar o problema seria melhorar o apoio t\u00e9cnico e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade das pessoas que manipulam esses qu\u00edmicos, fornecendo treinamento para lidar com esses produtos e organizando o sistema de sa\u00fade para atender as necessidades espec\u00edficas das popula\u00e7\u00f5es expostas, tanto na preven\u00e7\u00e3o ou tratamento de doen\u00e7as relacionadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos agrot\u00f3xicos. \u201cNa cidade, n\u00e3o h\u00e1 um banco de dados contendo registros de morbidade e mortalidade por causas ocupacionais, nem programa espec\u00edfico de vigil\u00e2ncia, promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, preven\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de danos \u00e0 sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es expostas\u201d, ressalta. De acordo com o pesquisador, a segunda provid\u00eancia seria a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas mais restritivas quanto \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o e consumo de produtos agrot\u00f3xicos. \u201cHoje, o Brasil \u00e9 l\u00edder mundial no consumo de agrot\u00f3xicos e comercializa diversas subst\u00e2ncias proibidas no mundo inteiro\u201d, alerta. \u201cOs efeitos disso n\u00e3o s\u00e3o sentidos somente pelas fam\u00edlias rurais, mas tamb\u00e9m pela popula\u00e7\u00e3o em geral, que vive pr\u00f3ximo a \u00e1reas de plantio ou consome produtos envenenados\u201d. A orientadora do estudo, descrito em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado, foi a professora Helena Ribeiro, do Departamento de Sa\u00fade Ambiental da FSP. O trabalho, no entanto, \u00e9 parte de um projeto de avalia\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 sa\u00fade humana por exposi\u00e7\u00e3o a metais e agrot\u00f3xicos em S\u00e3o Jos\u00e9 de Ub\u00e1, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) e coordenado pelo professor Jean Remy Dave\u00e9 Guimar\u00e3es, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Al\u00e9m da FSP e da UFRJ, tamb\u00e9m colaboraram pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNI-RIO) e Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Foto: Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: email rjbbr@yahoo.com.br, com Rafael Junqueira Buralli   ]] >     Estudo desenvolver\u00e1 ferramentas para a sustentabilidade  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166  Thu, 28 Apr 2016 21:29:33 +0000               http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229166    Keite Marques, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da EESC   Estudo mostra que as universidades n\u00e3o devem ser isoladas No sentido de estimular a comunidade universit\u00e1ria a integrar a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis, a fim de que seus membros tornem-se agentes multiplicadores de pr\u00e1ticas de sustentabilidade, levando-as para comunidade externa da universidade, o professor do Departamento de Hidr\u00e1ulica e Saneamento da Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da USP, Tadeu Malheiros, consolidou uma pesquisa com a Universidade de Michigan (UMICH), nos Estados Unidos \u2014\u00a0considerada uma institui\u00e7\u00e3o modelo na \u00e1rea \u2014, visando a formula\u00e7\u00e3o de ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de cultura de sustentabilidade. As a\u00e7\u00f5es humanas decorrentes da ocupa\u00e7\u00e3o urbana desordenada e de processos industriais t\u00eam alto potencial de degrada\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica e do meio ambiente. Mas, felizmente, \u00e9 poss\u00edvel alterar esse quadro por meio da incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis e de educa\u00e7\u00e3o em sustentabilidade nos diversos \u00e2mbitos da sociedade. Nesse contexto, as universidades n\u00e3o devem ser isoladas, e suas a\u00e7\u00f5es devem transpor os limites da academia na proposta de influenciar a sociedade na discuss\u00e3o de sustentabilidade, carregando a responsabilidade de contribuir com a sensibiliza\u00e7\u00e3o cultural e conhecimento das pessoas, bem como propor inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e ferramentas a fim de direcion\u00e1-la para um desenvolvimento sustent\u00e1vel. O campus universit\u00e1rio deve, ent\u00e3o, comprometer-se e atuar na educa\u00e7\u00e3o e na pesquisa, apoiar a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e integrar-se \u00e0 comunidade externa a fim de criar um futuro igualit\u00e1rio e sustent\u00e1vel. As prefeituras e as diretorias das unidades dos campi da USP devem ser entendidas como modelo de sistemas de diagn\u00f3sticos e monitoramento do consumo de recursos naturais, aspectos socioecon\u00f4micos e melhores pr\u00e1ticas em sustentabilidade, por meio de seus processos de compras \u2014\u00a0prezando por produtos certificados em responsabilidade social e optando por produtos org\u00e2nicos e de produ\u00e7\u00e3o local \u2014, redu\u00e7\u00e3o de consumo de papel e de produtos descart\u00e1veis, controle do desperd\u00edcio de \u00e1gua e energia el\u00e9trica, entre outras a\u00e7\u00f5es de grande import\u00e2ncia e em concord\u00e2ncia com os conceitos da educa\u00e7\u00e3o ambiental e de sustentabilidade. Para alcan\u00e7ar esse patamar do modelo \u00e9 necess\u00e1rio conceber ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o e indicadores para diagn\u00f3stico e monitoramento da cultura de sustentabilidade. \u201cA meta \u00e9 propor um sistema integrado de indicadores para monitoramento de sustentabilidade em um campus universit\u00e1rio, com estudo de caso aplicado no contexto ao campus da USP em S\u00e3o Carlos, a fim de acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Ambiental da USP\u201d, comentou o professor. Ao final, o resultado ser\u00e1 um Sistema de Indicadores de Sustentabilidade para Universidades dirigido aos tomadores de decis\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es universit\u00e1rias e outros segmentos da sociedade que desejem tom\u00e1-las como exemplo. Participa ativamente dos trabalhos o N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Sustentabilidade (NUPS) do campus da USP em S\u00e3o Carlos, que desde 2012 desenvolve atividades voltadas ao tema de campus sustent\u00e1vel em parceria com o Instituto de Sustentabilidade Graham da Universidade de Michigan. Essa parceria vem sendo consolidada por diversas atividades conjuntas, envolvendo professores, pesquisadores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de ambas as universidades. Com informa\u00e7\u00f5es do doutorando do NUPS Rodrigo Martins Moreira Foto: Maicom Brand\u00e3o Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3373-6600 \/ 3373-6700; email comunicacao@eesc.usp.br ]] >     C\u00e9lulas de gordura podem inibir a forma\u00e7\u00e3o \u00f3ssea  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112  Wed, 27 Apr 2016 21:30:05 +0000                     http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229112      Estudo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 do \"Journal of Cellular Physiology\" Pesquisa da Faculdade de Odontologia de Ribeir\u00e3o Preto (FORP) da USP revela que subst\u00e2ncia encontrada em gordura inibe potencial de c\u00e9lulas-tronco para se diferenciarem em c\u00e9lulas \u00f3sseas. Num futuro pr\u00f3ximo, a reposi\u00e7\u00e3o de um peda\u00e7o qualquer de osso, seja a perda decorrente de acidente, doen\u00e7a ou envelhecimento natural, ser\u00e1 poss\u00edvel com subst\u00e2ncias produzidas pelo pr\u00f3prio organismo humano. Essa previs\u00e3o tem base: os avan\u00e7os da terapia celular e da engenharia de tecidos. Esse cen\u00e1rio ainda \u00e9 futurista. Mas o grupo de pesquisa Biomateriais para Implante em Tecido \u00d3sseo da FORP deu mais um passo rumo a essa realidade. O pesquisador e p\u00f3s-graduando Rodrigo Paolo Flores Abuna, conseguiu identificar e comprovar em laborat\u00f3rio a a\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia produzida por c\u00e9lulas de gordura, o fator de necrose tumoral alfa (TNF alfa, do ingl\u00eas Tumor Necrosis Factor) que reduz a forma\u00e7\u00e3o de tecido \u00f3sseo por inibir a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco em osteoblastos (c\u00e9lulas que d\u00e3o origem aos ossos). Procurando a melhor t\u00e9cnica de reparo \u00f3sseo, Abuna utilizou culturas de c\u00e9lulas-tronco mesenquimais, que t\u00eam capacidade de se transformar em c\u00e9lulas de diferentes \u00f3rg\u00e3os, inclusive em c\u00e9lulas de ossos, de duas fontes diferentes: da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo (gordura do organismo). Medula \u00e9 a melhor fonteAs c\u00e9lulas-tronco mesenquimais foram extra\u00eddas de ratos e cultivadas em meios osteog\u00eanico e adipog\u00eanico. O pesquisador observou que, apesar das duas culturas apresentarem potencial para a diferencia\u00e7\u00e3o de osteoblastos, as c\u00e9lulas da medula \u00f3ssea \u201cexibiram maior express\u00e3o g\u00eanica de marcadores \u00f3sseos e forma\u00e7\u00e3o de n\u00f3dulos semelhantes ao osso\u201d. Nesses experimentos tamb\u00e9m se verificou que, em c\u00e9lulas de gordura, a forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas \u00f3sseas era menor. Por fim, os pesquisadores observaram que c\u00e9lulas de gordura inibiam a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco de medula \u00f3ssea em osteoblastos e que o respons\u00e1vel por essa inibi\u00e7\u00e3o \u00e9 o TNF alfa. Essas c\u00e9lulas-tronco \u2014\u00a0da medula \u00f3ssea e do tecido adiposo \u2014\u00a0representam hoje \u201cuma ferramenta atraente para a repara\u00e7\u00e3o do tecido \u00f3sseo baseada na terapia celular\u201d, adianta o pesquisador. Segundo o professor M\u00e1rcio Mateus Beloti, do departamento de Morfologia, Fisiologia e Patologia B\u00e1sica da FORP-USP, orientador de Abuna, a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por gordura, decorrente do envelhecimento, \u00e9 fato reconhecido pela literatura, mas chama a aten\u00e7\u00e3o a informa\u00e7\u00e3o nova de que o tecido adiposo exerce efeito inibit\u00f3rio sobre a diferencia\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas-tronco da medula \u00f3ssea em osteoblastos (para renovar o tecido \u00f3sseo)\u201d. O professor lembra que a literatura mostra que c\u00e9lulas-tronco mesenquimais vindas do tecido adiposo s\u00e3o uma fonte de c\u00e9lulas para essas terapias. No entanto, continua o professor, \u201cobservamos que a medula \u00f3ssea \u00e9 de fato a fonte mais interessante para que se produzam terapias, pensando no reparo \u00f3sseo\u201d. Por\u00e9m, Beloti faz quest\u00e3o de lembrar que tudo ainda \u00e9 objeto de estudo para terapias futuras. Hoje, a Odontologia n\u00e3o oferece rotineiramente tratamentos que estimulam a regenera\u00e7\u00e3o do osso usando terapia celular. Por\u00e9m, com base nas informa\u00e7\u00f5es que a ci\u00eancia vem produzindo, pode-se dizer que \u201ca intera\u00e7\u00e3o entre c\u00e9lulas de gordura e do osso\u201d deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o no caso de uma futura indica\u00e7\u00e3o de terapia nesse n\u00edvel. Benef\u00edcios ao idosoComo provaram que existe \u201cconversa\u201d entre essas duas popula\u00e7\u00f5es celulares e que ela compromete o tecido \u00f3sseo, Beloti lembra que esse fato pode direcionar mais aten\u00e7\u00e3o aos idosos, pois \u00e9 no idoso que se verifica a substitui\u00e7\u00e3o de parte da medula \u00f3ssea por tecido gorduroso. As pessoas apresentam mais problemas de perda \u00f3ssea e altera\u00e7\u00f5es hormonais (principalmente as mulheres) com o passar do tempo. Tomando a sua \u00e1rea, a Odontologia, como refer\u00eancia, o professor adianta que o implante \u00e9 um dos principais focos quando se pensa em reposi\u00e7\u00e3o de dentes ausentes. E a popula\u00e7\u00e3o idosa, em geral a que mais necessita desses recursos, \u00e9 a que apresenta o osso em condi\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria para receber implantes. Assim, o desenvolvimento de terapias celulares de reconstitui\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para essa \u00e1rea dever\u00e1 considerar fatos como: essa \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o com mais tecido adiposo e o balan\u00e7o entre gordura e tecido \u00f3sseo tem papel relevante no processo de forma\u00e7\u00e3o do osso. Beloti refor\u00e7a que as respostas que obtiveram ainda s\u00e3o de testes in vitro. Liderado pelos professores Adalberto Luiz Rosa e Paulo Tambasco de Oliveira, todos da FORP, o grupo de pesquisa vem testando terapias celulares tanto in vitro quanto in vivo. \u201cPode ser que esses resultados sejam confirmados em testes in vivo. Dependemos ainda de mais estudos para dizer com clareza\u201d, enfatiza o professor. O estudo desenvolvido pelo grupo foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de janeiro de 2016 da revista Journal of Cellular Physiology e tamb\u00e9m foi tema da disserta\u00e7\u00e3o de mestrado de Rodrigo Abuna, defendida na FORP-USP em 2014, com orienta\u00e7\u00e3o do professor Beloti. Al\u00e9m dos coordenadores, Rosa e Oliveira, o grupo de pesquisa Biomateriais para Implantes em Tecido \u00d3sseo, certificado pelo CNPq, conta com os pesquisadores Beloti e Karina Fittipaldi Bombonato Prado. Foto: Cec\u00edlia Bastos Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315.4785 ]] >     Objetos apresentam grande quantidade de bact\u00e9rias  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120  Wed, 27 Apr 2016 21:29:45 +0000                  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229120    Aline Naoe, do USP Online   Bact\u00e9rias est\u00e3o presentes nas situa\u00e7\u00f5es comuns e cotidianas Bot\u00f5es de elevador, teclas de caixas eletr\u00f4nicos, rel\u00f3gio de ponto biom\u00e9trico. Locais aparentemente inofensivos se comparados \u00e0s salas de isolamento, laborat\u00f3rios e cont\u00eaineres de lixo infectado s\u00e3o, na verdade, porto seguro para uma mir\u00edade de micro-organismos que causam as temidas infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Foi utilizando uma tecnologia chamada sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o que uma equipe do Instituto de Medicina Tropical de S\u00e3o Paulo (IMT) da USP conseguiu identificar uma quantidade surpreendente de bact\u00e9rias em superf\u00edcies frequentemente tocadas com as m\u00e3os dentro do Hospital das Cl\u00ednicas (HC), maior complexo hospitalar da Am\u00e9rica Latina, ligado \u00e0 Faculdade de Medicina (FM) da USP. M\u00e9todos modernos de biologia molecular, com equipamentos que conseguem ler rapidamente milh\u00f5es de fragmentos de DNA ao mesmo tempo, permitem an\u00e1lises antes imposs\u00edveis de fazer. Assim, o grupo liderado pelo pesquisador Sabri Sanabani coletou amostras que resultaram na identifica\u00e7\u00e3o de 926 fam\u00edlias de 2.832 g\u00eaneros de bact\u00e9rias. Algumas delas, como a Salmonella enterica e a Staphylococcus aureus, podem ser perigosas, inclusive, para pessoas saud\u00e1veis, como os familiares e servidores, \u201cmas especialmente perigosos para os pacientes imunocomprometidos, como pacientes com c\u00e2ncer submetidos a quimioterapia, e transplantados e pacientes que s\u00e3o HIV positivo\u201d, ressalta. Segundo Sanabani, pela pr\u00f3pria metodologia utilizada, sabia-se de antem\u00e3o que o resultado seria um n\u00famero grande de bact\u00e9rias, j\u00e1 que o foco eram superf\u00edcies de contato de \u00e1reas de grande circula\u00e7\u00e3o. \u201cNo entanto, a enorme diversidade de popula\u00e7\u00e3o bacteriana foi uma verdadeira surpresa para n\u00f3s\u201d, afirma. Os resultados do estudo, publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health, foram encaminhados ao HC e a equipe j\u00e1 se colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para fazer as an\u00e1lises novamente para avaliar melhoras na higiene. Sa\u00fade p\u00fablicaO pesquisador explica que \u00e9 imposs\u00edvel haver um hospital livre de germes, mas aponta caminhos, como campanhas educativas que alertem sobre higiene. Ele sugere, por exemplo, uma voz automatizada nos principais ambientes do hospital, como corredores, salas de espera e pronto-atendimento, que chame a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia da higiene das m\u00e3os. Outra medida b\u00e1sica apontada pelo especialista \u00e9 a limpeza. \u201cA limpeza completa e eficiente remove mais de 90% dos microrganismos. Ela tem que ser realizada de uma forma padronizada, ou se poss\u00edvel, por meios automatizados para garantir um n\u00edvel adequado de higieniza\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo Sanabani, um ponto fundamental \u00e9 que exista ampla oferta de pias com sab\u00e3o liquido e papel toalha, bem como \u00e1lcool antiss\u00e9ptico. A pesquisa chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de compreender melhor as comunidades de bact\u00e9rias nos hospitais e de investigar como esses agentes s\u00e3o transmitidos de lugar para lugar e de pessoa para pessoa. \u201c\u00c9 extremamente importante ter um estudo como este realizado pelo nosso grupo, para podermos avaliar o estado atual dos ambientes hospitalares e identificar as \u00e1reas que se beneficiariam mais com uma higieniza\u00e7\u00e3o completa, ou em casos espec\u00edficos, uma reforma\u201d. O estudo sobre contamina\u00e7\u00e3o em ambiente hospitalar foi pontual, j\u00e1 que a investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ampla e quer explorar toda popula\u00e7\u00e3o bacteriana que possa representar perigo para a sa\u00fade p\u00fablica. Outro trabalho recente do grupo utilizou as mesmas t\u00e9cnicas para analisar notas de dinheiro e encontrou diversos agentes patog\u00eanicos oportunistas. \u201cE estamos planejando iniciar um estudo para investigar o microbioma no sistema de ar condicionado nas diferentes linhas de metr\u00f4\u201d, adianta Sabri Sanabani. Foto: Cec\u00edlia Bastos Mais informa\u00e7\u00f5es: email sabyem_63@yahoo.com, com Sabri Sanabani ]] >     Ag\u00eancia USP integrar\u00e1 conte\u00fado do novo Jornal da USP na internet  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147  Wed, 27 Apr 2016 21:04:14 +0000      http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229147      Jornal da USP na Internet na vers\u00e3o online a partir de 2 de maio Caro assinante, a partir do dia 2 de maio, o conte\u00fado da Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias ser\u00e1 disponibilizado no novo portal de not\u00edcias da USP na internet, o \u201cJornal da USP\u201d: www.jornal.usp.br A nova plataforma virtual reunir\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias sobre a universidade e as informa\u00e7\u00f5es sobre as pesquisas aqui desenvolvidas. Em breve, voc\u00ea passar\u00e1 a receber, diariamente, uma nova newsletter com todas essas informa\u00e7\u00f5es. Aguarde! ]] >     Corte de frios pode levar a contamina\u00e7\u00e3o por bact\u00e9ria  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089  Tue, 26 Apr 2016 21:00:17 +0000              http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229089      \"Listeria\" sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos\/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se d\u00e1 a contamina\u00e7\u00e3o cruzada da bact\u00e9ria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios. A contamina\u00e7\u00e3o cruzada \u00e9 o processo de transfer\u00eancia de micro-organismos de um alimento contaminado para outro n\u00e3o contaminado. No estudo, ela simulou em laborat\u00f3rio a contamina\u00e7\u00e3o cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bact\u00e9ria \u00e9 transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo. O estudo comprova que, apesar de o processamento t\u00e9rmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorr\u00eancia de contamina\u00e7\u00e3o cruzada p\u00f3s-processamento pode resultar em aumento do risco \u00e0 sa\u00fade do consumidor. A Listeria monocytogenes \u00e9 uma bact\u00e9ria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos beb\u00eas durante a gravidez. O micro-organismo \u00e9 um pat\u00f3geno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois s\u00e3o mantidos em refrigera\u00e7\u00e3o e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplica\u00e7\u00e3o deste pat\u00f3geno. \u201cO Brasil precisa estudar melhor essa bact\u00e9ria. Trata-se de um pat\u00f3geno que sequer aparece nas nossas estat\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas\u201d, afirma Daniele. A Listeria monocytogenes \u00e9 causadora da doen\u00e7a listeriose, infec\u00e7\u00e3o que tem incid\u00eancia baixa, mas alto grau de severidade e alto \u00edndice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal s\u00e3o semelhantes aos da gripe.\u201dTrata-se de uma bact\u00e9ria que pode causar problemas s\u00e9rios em gestantes, rec\u00e9m-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos\u201d, alerta. \u201cNo caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequ\u00eancia no \u00faltimo trimestre da gesta\u00e7\u00e3o. Os sintomas iniciais s\u00e3o semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabe\u00e7a, seguidos de complica\u00e7\u00f5es, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infec\u00e7\u00f5es neonatais\u201d, explica. J\u00e1 alisteriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doen\u00e7a caracterizada pela grande presen\u00e7a de bact\u00e9rias no sangue, com ou sem focos evidentes de infec\u00e7\u00e3o, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no c\u00e9rebro. \u201cAfeta pincipalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, altera\u00e7\u00f5es na percep\u00e7\u00e3o sensorial e dor de cabe\u00e7a\u201d, acrescenta. Contamina\u00e7\u00e3oPara estudar a extens\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o cruzada, Daniele adquiriu uma pe\u00e7a de rosbife n\u00e3o contaminado, inseriu a bact\u00e9ria em uma pe\u00e7a e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma pe\u00e7a n\u00e3o contaminada. O processo foi feito em laborat\u00f3rio, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bact\u00e9rias estavam presentes, e descobrindo que at\u00e9 a ducent\u00e9sima fatia ainda havia presen\u00e7a da Listeria monocytogenes. \u201cApesar da transfer\u00eancia de bact\u00e9rias de uma fatia para outra ir decrescendo, em n\u00famero, a pesquisa mostra que a contagem na \u00faltima fatia obtida \u00e9 alta\u201d, aponta. Segundo Daniele, essa bact\u00e9ria sobrevive a grande varia\u00e7\u00e3o de temperatura \u2014\u00a0de quatro graus negativos at\u00e9 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a pe\u00e7a inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. \u201cSe o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bact\u00e9ria pode sobreviver ao processo de resfriamento\u201d, completa. \u201cA Listeria sobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, ent\u00e3o esse tipo de produto \u00e9 ideal para ela se estabelecer\u201d, diz. Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa \u00e9 alertar as autoridades sanit\u00e1rias no Brasil. \u201cO Pa\u00eds n\u00e3o tem legisla\u00e7\u00e3o para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitiza\u00e7\u00e3o adequados em locais de fatiamento, e n\u00e3o faz alertas para os grupos mais vulner\u00e1veis ao risco de contamina\u00e7\u00e3o\u201d, conclui. Criado em 2013, o FoRC \u00e9 um dos Centros de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (Cepids) da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) re\u00fane equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa est\u00e3o estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biol\u00f3gicos em Alimentos; Alimentos, Nutri\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade; Qualidade e Seguran\u00e7a dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inova\u00e7\u00e3o. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC. Da Acad\u00eamica Ag\u00eancia de Comunica\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0www.academica.jor.br Foto: Wikimedia Common Mais informa\u00e7\u00f5es: (11) 5081-5237 \/ 5549-1863 ]] >     Novo material amplia controle de m\u00e1quina em radioterapia  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059  Tue, 26 Apr 2016 20:59:03 +0000                     http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229059    Gabriela Vilas Boas, do Servi\u00e7o de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura do Campus de Ribeir\u00e3o Preto   Material \u00e9 resultado de pesquisa in\u00e9dita e funciona como um dispositivo de mem\u00f3ria Em busca de maior efici\u00eancia para os detectores de radia\u00e7\u00e3o usados em m\u00e1quinas de radioterapia, pesquisadores do Departamento de F\u00edsica da Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras de Ribeir\u00e3o Preto (FFCLRP) da USP desenvolveram novo material, a base de \u00f3xido de magn\u00e9sio, com adi\u00e7\u00e3o de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio e que adquire propriedades luminescentes e dosim\u00e9tricas, capaz de registrar com precis\u00e3o, e quantas vezes for necess\u00e1rio, a quantidade de radia\u00e7\u00e3o recebida. A ideia dos pesquisadores \u00e9 que, no futuro, esse possa ser um importante instrumento no controle de qualidade das m\u00e1quinas de radioterapia. A radioterapia de intensidade modulada e a pr\u00f3ton terapia s\u00e3o t\u00e9cnicas modernas utilizadas no tratamento de tumores. Essas t\u00e9cnicas permitem alcan\u00e7ar alvos espec\u00edficos com altas doses de radia\u00e7\u00e3o, poupando o m\u00e1ximo poss\u00edvel os tecidos saud\u00e1veis. Esses tratamentos s\u00e3o sofisticados e exigem planejamento e programa de controle de qualidade complexos. Segundo especialistas, faltam detectores eficientes para isso, que consigam medir as doses de radia\u00e7\u00e3o emitidas pelas m\u00e1quinas de radioterapia, capazes de reproduzir sozinhos a distribui\u00e7\u00e3o de dose planejada de radia\u00e7\u00e3o e que identifiquem e me\u00e7am alvos. Segundo o f\u00edsico Luiz Carlos Oliveira, esse \u00e9 o resultado de pesquisa in\u00e9dita e o material funciona como se fosse um dispositivo de mem\u00f3ria. Quando submetido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ionizante (radia\u00e7\u00e3o com altas concentra\u00e7\u00f5es de energia), o material sofre um processo de \u201cgrava\u00e7\u00e3o\u201d, ou seja, informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o armazenadas no seu interior.\u00a0 Se desejamos saber a quanto de radia\u00e7\u00e3o o material foi exposto basta \u2018ler\u2019 a informa\u00e7\u00e3o registrada.\u00a0 A leitura da informa\u00e7\u00e3o armazenada no material \u00e9 feita por meio da sua ilumina\u00e7\u00e3o. \u201cQuanto maior for a luz emitida de volta pelo material, maior ter\u00e1 sido a dose a que ele foi exposto\u201d. Para deixar mais claro o funcionamento do material, Oliveira faz uma analogia com uma fotografia. \u201cSeria como produzir a imagem medindo a intensidade de luz de cada um dos seus milh\u00f5es de pontos (pixels). \u201d Dosimetria da radia\u00e7\u00e3oCom caracter\u00edsticas \u00fanicas, diz o pesquisador, esse novo material \u00e9 adequado para a dosimetria da radia\u00e7\u00e3o ionizante, como o RX, por exemplo, em duas dimens\u00f5es, a chamada dosimetria bidimensional, que faz a leitura de uma extensa \u00e1rea a ser medida. \u00a0Outro importante resultado apresentado pelo material desenvolvido no laborat\u00f3rio \u00e9 a rapidez com que \u00e9 poss\u00edvel fazer a leitura da quantidade dessa radia\u00e7\u00e3o. \u201cEsse material \u00e9 altamente sens\u00edvel a radia\u00e7\u00e3o, pode medir desde doses muito pequenas at\u00e9 muito grandes, al\u00e9m de manter a estabilidade do sinal e tamb\u00e9m ser capaz de distinguir e medir alvos\u201d. Oliveira lembra que, atualmente, a determina\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de dose \u00e9 uma dificuldade tecnol\u00f3gica. Outros laborat\u00f3rios tamb\u00e9m trabalham para solucionar o problema e diversos tipos de materiais t\u00eam sido usados ou testados na dosimetria bidimensional em radioterapia. \u201c\u00c9 dif\u00edcil medidas de precis\u00e3o melhor que 5%, devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de fatores como, por exemplo, depend\u00eancia com a energia de f\u00f3ton, alcance din\u00e2mico limitado, que \u00e9 o trecho entre o valor mais escuro e o mais claro de uma imagem, instabilidade do sinal, condi\u00e7\u00f5es de processamento\u201d. E o pesquisador comemora o feito do laborat\u00f3rio onde atua \u201co material que descobrimos supera esses fatores limitantes devido as suas propriedades intr\u00ednsecas. Trata-se de um material que re\u00fane v\u00e1rias das caracter\u00edsticas que os outros materiais apresentam separadamente, num \u00fanico pacote\u201d.\u00a0 Oliveira lembra, ainda, que o \u00f3xido de magn\u00e9sio acrescido de L\u00edtio, C\u00e9rio e Sam\u00e1rio n\u00e3o se encontra dispon\u00edvel para comercializa\u00e7\u00e3o, pois ainda \u00e9 fabricado em escala laboratorial. \u201cNo momento somente nosso laborat\u00f3rio \u00e9 capaz de reproduzi-lo\u201d, diz Oliveira. A pesquisa deu origem ao trabalho MgO: Li, Ce, Sma as a high sensitive material for Optically Stimulated Luminescense dosimetry que foi publicado no dia 14 de abril, na revista Scientific Reports do Grupo Nature.\u00a0 O trabalho \u00e9 resultado do p\u00f3s-doutorado de Oliveira e foi supervisionado pelo professor Oswaldo Baffa Filho, da FFCLRP e contou com a colabora\u00e7\u00e3o do professor Eduardo Yukihara, da Universidade do Estado de Oklahoma, Estados Unidos. Foto: Dina Wakulchik \/ Wikimedia Commons Mais informa\u00e7\u00f5es: (16) 3315-0384 ]] >     Novo teste simplifica medi\u00e7\u00e3o de toxicidade na \u00e1gua  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062  Mon, 25 Apr 2016 20:59:38 +0000                  http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229062    Com colabora\u00e7\u00e3o de Ana Carolina Brunelli, da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o da Esalq   O kit YTOX diagnostica rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos A equipe do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica Ambiental do Departamento de Ci\u00eancias Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, vem desenvolvendo, h\u00e1 tr\u00eas anos, testes inovadores no m\u00e9todo de avaliar a toxicidade em \u00e1gua e res\u00edduos. O grupo encontrou uma forma de aperfei\u00e7oar os testes tornando-o mais acess\u00edvel, pois at\u00e9 ent\u00e3o era necess\u00e1rio a tiliza\u00e7\u00e3o do Microtox, equipamento de alto valor, al\u00e9m de um kit de bact\u00e9rias luminescentes. Os pesquisadores criaram um novo m\u00e9todo, acompanhado de um kit denominado YTOX, no qual \u00e9 poss\u00edvel diagnosticar rapidamente a presen\u00e7a de elementos t\u00f3xicos. \u201cO segredo foi utilizar levedura de panifica\u00e7\u00e3o para nos ajudar a identificar as substancias\u201d, conta Luiz Humberto Gomes, bi\u00f3logo e especialista do laborat\u00f3rio. Enquanto pelo m\u00e9todo Microtox se gasta R$250,00 por amostra, com o YTOX \u00e9 necess\u00e1rio apenas R$10,00. O m\u00e9todo tem como base a rapidez do mecanismo de defesa das leveduras diante da exposi\u00e7\u00e3o a qualquer agente t\u00f3xico, reduzindo a produ\u00e7\u00e3o das desidrogenases (enzimas). \u201cToda essa detec\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada com a levedura e tamb\u00e9m a partir do reagente Cloreto de Trifenil Tetraz\u00f3lio (TTC), que na presen\u00e7a das desidrogenases altera a colora\u00e7\u00e3o, passando do incolor ao vermelho\u201d, conta o docente Marcos Yassuo Kamogawa, tamb\u00e9m parte da equipe. ToxicidadeNo kit YTOX, o indicativo \u00e9 a levedura, que em contato com a \u00e1gua come\u00e7a a crescer at\u00e9 entrar em contato com um agente t\u00f3xico. Nesse caso, ocorrem modifica\u00e7\u00f5es em seu metabolismo e a produ\u00e7\u00e3o de desidrogenase \u00e9 reduzida. De acordo com a equipe, \u00e9 nesse momento que se aplica o TTC, que na presen\u00e7a da enzima apresenta uma colora\u00e7\u00e3o vermelha. \u201cQuanto mais forte a cor, significa que a toxicidade \u00e9 baixa ou nula\u201d, explicam. \u201cNa presen\u00e7a de agentes t\u00f3xicos o metabolismo da levedura \u00e9 afetado e ocorre \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da desidrogenase\u201d. Consequentemente redu\u00e7\u00e3o na convers\u00e3o de TTC a Formazam [quando o composto altera a cor], resultando em uma solu\u00e7\u00e3o sem colora\u00e7\u00e3o, ou vermelha menos intensa, dependendo da toxicidade\u201d, descreve Gomes. De acordo com o professor Kamogawa, a levedura utilizada nos testes, conhecida como Saccharomyces cerevisiae, que \u00e9 a mesma utilizada na produ\u00e7\u00e3o de etanol, p\u00e3es e bebidas em geral, \u00e9 um microorganismo eucarioto, ou seja, sua organiza\u00e7\u00e3o celular e o metabolismo apresentam muitas semelhan\u00e7as com os seres humanos, sendo por isso um excelente \u201cbiotestador\u201d, de modo que os resultados podem ser avan\u00e7ados para os seres humanos e beneficiar cada vez mais a sociedade. Em um futuro pr\u00f3ximo, o YTOX poder\u00e1 ser um grande aliado das ind\u00fastria farmac\u00eautica, cosm\u00e9tica e, principalmente, aliment\u00edcia. As altera\u00e7\u00f5es do cen\u00e1rio h\u00eddrico mundial provocam reflex\u00f5es sobre o uso da \u00e1gua, elemento indispens\u00e1vel a nossa exist\u00eancia. Al\u00e9m de suprir a sede do planeta, revitalizar a natureza, gerar energia e atender demandas econ\u00f4micas diversas, a \u00e1gua enfrenta um constante problema, a contamina\u00e7\u00e3o. Todo o lixo gerado e acumulado por pessoas e ind\u00fastrias, muitas vezes, \u00e9 depositado em \u00e1reas pr\u00f3ximas dos leitos dos rios e reservat\u00f3rios, ou seja, a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o humana \u00e9 respons\u00e1vel por danificar uma de suas principais fontes de sobreviv\u00eancia. No entanto, parte da comunidade cient\u00edfica se preocupa com esse estado de contamina\u00e7\u00e3o e busca m\u00e9todos de avaliar sua toxicidade, com a finalidade de proteger a sa\u00fade humana e o meio ambiente. Foto: Gerhard Waller \/Esalq Mais informa\u00e7\u00f5es: (19) 3429-4109 \/ 3447-8613; email imprensa.esalq@usp.br ]] >","og_url":"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&cat=-279,-21404","og_site_name":"CGC","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/cgceducacao\/?locale=pt_BR","article_author":"https:\/\/www.facebook.com\/cgceducacao","article_published_time":"2022-08-29T19:37:43+00:00","article_modified_time":"2022-08-29T19:37:45+00:00","og_image":[{"url":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg","type":"","width":"","height":""}],"author":"cgceducacao","twitter_card":"summary_large_image","twitter_creator":"@https:\/\/twitter.com\/cgceducacao","twitter_site":"@cgceducacao","twitter_misc":{"Escrito por":"cgceducacao","Est. tempo de leitura":"34 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&cat=-279,-21404#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2022\/08\/29\/agencia-usp-de-noticias\/"},"author":{"name":"cgceducacao","@id":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/#\/schema\/person\/253bcacdd19ebc1e3b905c209b34d968"},"headline":"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias","datePublished":"2022-08-29T19:37:43+00:00","dateModified":"2022-08-29T19:37:45+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2022\/08\/29\/agencia-usp-de-noticias\/"},"wordCount":6896,"publisher":{"@id":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&cat=-279,-21404#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg","articleSection":["Fonte da Educa\u00e7\u00e3o"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2022\/08\/29\/agencia-usp-de-noticias\/","url":"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?feed=rss2&cat=-279,-21404","name":"Ag\u00eancia USP de Not\u00edcias - 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