{"id":17906,"date":"2016-04-29T18:00:19","date_gmt":"2016-04-29T21:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/?p=17906"},"modified":"2022-11-28T08:42:46","modified_gmt":"2022-11-28T11:42:46","slug":"equipamento-analisa-vinho-sem-abrir-lacre-da-garrafa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2016\/04\/29\/equipamento-analisa-vinho-sem-abrir-lacre-da-garrafa\/","title":{"rendered":"Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa"},"content":{"rendered":"<p>Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.<\/p>\n<div class=\"img alignleft size-full wp-image-229227\" readability=\"7\">\n\t<a href=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cgceducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/agen20160429_a.jpg\" alt width=\"230\" height=\"130\" title=\"Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho<\/p>\n<\/div>\n<p>O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas.<\/p>\n<p>\u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Medi\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>A garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado <em>Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada<\/em>, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC.<\/p>\n<p><em>Foto: Wikimedia Commons<\/em><\/p>\n<blockquote readability=\"3.76\">\n<p><strong>Mais informa\u00e7\u00f5es: email <a href=\"javascript:DeCryptX(&#039;ftuifs%60tdifssfsAzbipp\/dpn\/cs&#039;)\">esther_scherrer@yahoo.com.br<\/a>, com Esther Scherrer<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>                    <!-- \n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t --><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.<\/p>\n<p>\tAparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho<br \/>\nO estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas.<br \/>\n\u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d<br \/>\nA pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. 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Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d<br \/>\nA pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. 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Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d<br \/>\nDe acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC.<br \/>\nFoto: Wikimedia Commons<br \/>\nMais informa\u00e7\u00f5es: email esther_scherrer@yahoo.com.br, com Esther Scherrer<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17908,"comment_status":"close","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"gallery","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-17906","post","type-post","status-publish","format-gallery","has-post-thumbnail","hentry","category-fonte-da-educacao","post_format-post-format-gallery"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa - CGC<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/?p=229197\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Equipamento analisa vinho sem abrir lacre da garrafa - CGC\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Obter informa\u00e7\u00f5es sobre vinhos tintos sem violar o lacre da garrafa e sem comprometer o conte\u00fado, de forma que a garrafa ainda possa ser vendida ap\u00f3s a an\u00e1lise, foi o objetivo de pesquisa do Instituto de Qu\u00edmica de S\u00e3o Carlos (IQSC) da USP. O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.   Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas. \u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d Medi\u00e7\u00e3oA garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. 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Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. 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O trabalho da pesquisadora Esther Scherrer acompanhou a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos (como mangan\u00eas, ferro e cobre) presentes no vinho e, com isso, inferiu se o local de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 realmente aquele especificado no r\u00f3tulo. Para fazer isso, utilizou-se um equipamento de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica nuclear (RMN) semelhante \u00e0queles usados em hospitais para exames cl\u00ednicos. Terminada a medi\u00e7\u00e3o, a garrafa de vinho continua exatamente como era antes.   Aparelho de resson\u00e2ncia dispensa abertura da garrafa para analisar vinho O estudo analisou um total de 53 garrafas de vinho tinto, buscando a maior variedade poss\u00edvel entre pa\u00edses e tipos de uva, para observar qual dessas caracter\u00edsticas surtia maior influ\u00eancia nos resultados. \u00cdons met\u00e1licos est\u00e3o naturalmente presentes em todas as bebidas que consumimos, sejam alco\u00f3licas ou n\u00e3o, em concentra\u00e7\u00f5es variadas. \u201cO vinho n\u00e3o \u00e9 uma bebida destilada, por isso a concentra\u00e7\u00e3o de metais nele est\u00e1 diretamente ligada ao solo onde a uva foi plantada e tamb\u00e9m ao clima do local\u201d, afirma Esther. \u201cDiferentes locais de origem geram perfis diferentes de concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons met\u00e1licos, sendo poss\u00edvel descobrir a origem do vinho olhando apenas para os \u00edons met\u00e1licos.\u201d A pesquisa utilizou um equipamento de RMN muito semelhante aos utilizados em hospitais, s\u00f3 que menor. Enquanto o RMN para an\u00e1lises cl\u00ednicas consegue analisar um ser humano inteiro deitado, este foi projetado para amostras com at\u00e9 10 cent\u00edmetros (cm) de largura. \u201cO equipamento \u00e9 basicamente um \u00edm\u00e3 gigante que observa como a amostra se comporta quando est\u00e1 dentro do seu campo magn\u00e9tico\u201d, diz a pesquisadora. \u201cPor isso, metais que interagem com \u00edm\u00e3s \u2013 como o ferro e o mangan\u00eas \u2013 podem ser observados nessas medidas.\u201d Medi\u00e7\u00e3oA garrafa \u00e9 colocada inteira dentro dele e a medi\u00e7\u00e3o dura em torno de dois minutos. O resultado \u00e9 um gr\u00e1fico que mostra o tempo de relaxa\u00e7\u00e3o da amostra. Trata-se do tempo que a amostra demora para retornar \u00e0 sua condi\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica inicial ap\u00f3s ser irradiada com uma onda de r\u00e1dio, nesse caso a onda foi de 9 Megahertz (MHz). \u201cQuando esse gr\u00e1fico \u00e9 comparado a um banco de dados pr\u00e9-existente, podemos saber a concentra\u00e7\u00e3o aproximada de metais presentes na amostra\u201d, ressalta Esther. \u201cRealizou-se ainda as medidas invasivas do vinho, aquelas que precisam que a garrafa seja aberta. Os resultados obtidos em ambas as an\u00e1lises foram correlacionados para construir esse banco de dados que foi mencionado.\u201d A pesquisa comparou vinhos de diferentes pa\u00edses e observou que os gr\u00e1ficos de relaxa\u00e7\u00e3o das amostras foram bastante parecidos entre vinhos do mesmo pa\u00eds, ou de localidade geogr\u00e1fica parecida. \u201cCorrelacionando esses gr\u00e1ficos com as medidas invasivas que fizemos, observamos que o \u00edon met\u00e1lico que mais influencia as medidas \u00e9 o \u00edon de mangan\u00eas. Al\u00e9m de ter concentra\u00e7\u00e3o mais expressiva que os demais \u00edons ativos na RMN, sua intera\u00e7\u00e3o com o campo magn\u00e9tico \u00e9 bem maior que a dos outros \u00edons em solu\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora. \u201cPortanto, a classifica\u00e7\u00e3o de vinhos tintos por pa\u00eds ou regi\u00e3o de plantio \u00e9 poss\u00edvel utilizando a Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Nuclear, e acontece de acordo com a concentra\u00e7\u00e3o de \u00edons de mangan\u00eas presentes na amostra.\u201d Segundo Esther, n\u00e3o existe muita aplica\u00e7\u00e3o industrial do m\u00e9todo. \u201cAntes do vinho ser engarrafado vale mais a pena realizar an\u00e1lises diretas de metais do que esperar o envase para depois realizar medidas de RMN\u201d, observa. \u201cO equipamento utilizado na pesquisa, em rela\u00e7\u00e3o a aparelhagens similares para uso em embalagens fechadas, \u00e9 mais comum, mais barato, mais f\u00e1cil de ser operado e possui outras aplica\u00e7\u00f5es, como por exemplo a an\u00e1lise de frutas e sementes. Apesar disso, n\u00e3o \u00e9 um equipamento que valha a pena ter em casa. Ele \u00e9 bastante grande, cerca de 2 metros de comprimento, e ainda \u00e9 caro para o consumidor comum.\u201d De acordo com a pesquisadora, num futuro pr\u00f3ximo, o aparelho poderia ser usado em supermercados, onde o consumidor poderia analisar o produto desejado (seja vinho, azeite ou frutas frescas) antes de compr\u00e1-lo. \u201cHavendo um banco de dados robusto e confi\u00e1vel, poder\u00e1 ser desenvolvido um equipamento para que o consumidor analise a garrafa que tem interesse e descubra se ela realmente veio da origem que est\u00e1 no r\u00f3tulo\u201d, aponta. \u201cO sistema \u00e9, portanto, poder\u00e1 ser \u00fatil para combater falsifica\u00e7\u00f5es antes que o consumidor pague pelo produto\u201d A pesquisa \u00e9 descrita em disserta\u00e7\u00e3o de mestrado Estudo n\u00e3o invasivo de vinhos tintos em garrafas lacradas atrav\u00e9s de RMN 1H no dom\u00ednio do tempo e an\u00e1lise multivariada, orientada por Luiz Alberto Colnago, pesquisador da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o e professor associado ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o do IQSC. 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