{"id":20920,"date":"2025-01-27T15:00:35","date_gmt":"2025-01-27T18:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/?p=20920"},"modified":"2025-01-27T15:00:37","modified_gmt":"2025-01-27T18:00:37","slug":"como-envolver-toda-a-turma-na-leitura-e-escrita-de-fabulas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2025\/01\/27\/como-envolver-toda-a-turma-na-leitura-e-escrita-de-fabulas\/","title":{"rendered":"Como envolver toda a turma na leitura e escrita de f\u00e1bulas"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como envolver toda a turma na leitura e escrita de f\u00e1bulas<\/h2>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/relatos-de-experiencias\/como-envolver-toda-a-turma-na-leitura-e-escrita-de-fabulas\/\"><strong>Mat\u00e9ria publicada na Diversa em 15\/01\/2025<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em processo inclusivo, professora de Urup\u00eas (SP) estimulou a cria\u00e7\u00e3o autoral dos estudantes do 6\u00ba ano. O livro produzido agora est\u00e1 no acervo da biblioteca da escola<\/p>\n\n\n\n<p>Escrever n\u00e3o \u00e9 algo simples. N\u00e3o basta saber ortografia e gram\u00e1tica. \u00c9 necess\u00e1rio refletir a respeito do que se quer dizer, de quem vai ler e qual \u00e9 o g\u00eanero textual que melhor se encaixa para comunicar suas ideias. Por isso mesmo, trata-se de uma habilidade que o estudante precisa desenvolver ao longo de toda a trajet\u00f3ria escolar, experenciando diversos g\u00eaneros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para S\u00f4nia Madi, especialista em&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/noticias\/conheca-as-principais-barreiras-para-a-alfabetizacao-e-saiba-como-enfrenta-las\/\">alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/a>, leitura e escrita, aprender a escrever possibilita que o aluno tenha n\u00e3o somente o dom\u00ednio da l\u00edngua, mas participa\u00e7\u00e3o ativa na sociedade. \u201cApresentar e contextualizar os diferentes g\u00eaneros textuais e fazer com que os estudantes constantemente possam aprimorar a habilidade de produ\u00e7\u00e3o de textos garante a forma\u00e7\u00e3o e a ascens\u00e3o social por meio do letramento em diversas situa\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, nas quais eles devem ser capazes de usar a l\u00edngua para uma melhor intera\u00e7\u00e3o com o meio no qual est\u00e3o inseridos.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Escola Municipal (EM) Professor Athayr da Silva Rosa, em Urup\u00eas (SP), Priscila Pereira Paschoa, professora de l\u00edngua portuguesa e de t\u00e9cnicas de reda\u00e7\u00e3o, que atua h\u00e1 12 anos na institui\u00e7\u00e3o, tinha, no ano passado, um planejamento que determinava o trabalho com f\u00e1bulas para suas tr\u00eas turmas do 6\u00ba ano. Para tornar essa atividade mais significativa, resolveu propor a cria\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias originais, que resultassem na elabora\u00e7\u00e3o de um livro ao final do processo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu queria que eles criassem as pr\u00f3prias hist\u00f3rias para que, al\u00e9m da escrita, desenvolvessem a criatividade e a capacidade de organizar as ideias\u201d, afirma Priscila. \u201cE n\u00e3o \u00e9 justo restringir o acesso \u00e0s cria\u00e7\u00f5es deles apenas \u00e0 professora. Eu queria que cada um se sentisse valorizado com o que aprendeu e fez e entendesse que os textos t\u00eam um prop\u00f3sito maior do que receber uma nota no fim do bimestre\u201d, completa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estimular a turma a produzir um livro ajudou os estudantes a entender a fun\u00e7\u00e3o social do texto, ou seja, a compreender que aquela escrita ter\u00e1 uma fun\u00e7\u00e3o e um leitor reais. \u201cEles precisam saber para que e quem est\u00e3o escrevendo. O texto \u00e9 para um livro da escola, um jornal ou site? O meu p\u00fablico s\u00e3o os meus colegas, os familiares ou qualquer pessoa? Isso tamb\u00e9m faz diferen\u00e7a quando algu\u00e9m vai escrever um texto\u201d, explica Denise Guilherme, doutoranda em Literatura e Cr\u00edtica Liter\u00e1ria (PUC-SP) e coordenadora da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Literatura para Crian\u00e7as e Jovens no <a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/instituto-vera-cruz\/\"><strong>Instituto Vera Cruz.<\/strong><\/a>\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto essencial, diz a especialista, \u00e9 oferecer para a turma acesso a obras de qualidade do g\u00eanero textual que se quer trabalhar. \u201cPara poder escrever, a pessoa precisa ter repert\u00f3rio sobre o tipo de texto a ser desenvolvido. E cabe ao professor proporcionar isso para as crian\u00e7as\u201d, completa Denise.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que Priscila fez. J\u00e1 era rotina levar uma caixa de livros de diferentes g\u00eaneros para a sala de aula. Essas obras s\u00e3o utilizadas em atividades na escola ou podem ser levadas pelos estudantes que queiram ler em casa. No come\u00e7o do ano letivo, sabendo que iria conduzir estudos sobre f\u00e1bulas, a professora inseriu intencionalmente t\u00edtulos desse g\u00eanero na caixa. \u201cMostrei a eles f\u00e1bulas de diferentes autores, como Monteiro Lobato, Pedro Bandeira e La Fontaine. Tudo na inten\u00e7\u00e3o de permitir a eles um mergulho nos textos para que compreendessem as suas caracter\u00edsticas.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/noticias\/entenda-a-diferenca-entre-inclusao-integracao-segregacao-e-exclusao\/\">inclus\u00e3o<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m foi outro objetivo de Priscila ao propor o seu projeto.&nbsp;Segundo ela, as tr\u00eas turmas em que trabalha s\u00e3o heterog\u00eaneas, com estudantes em diferentes n\u00edveis de&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/noticias\/conheca-as-principais-barreiras-para-a-alfabetizacao-e-saiba-como-enfrenta-las\/\">alfabetiza\u00e7\u00e3o<\/a>, com defici\u00eancia e com dislexia, transtorno do d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o com hiperatividade (TDAH) e transtorno opositor desafiador (TOD).&nbsp;\u201cPor mais que a inclus\u00e3o de todos \u00e0s vezes pare\u00e7a ser um objetivo imposs\u00edvel, principalmente pelos diferentes n\u00edveis de escrita na turma, n\u00e3o se pode largar m\u00e3o. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/guia-familias\/principios-da-educacao-inclusiva\/\">educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito de todos<\/a>&nbsp;e sei que todos podem evoluir e mostrar sua capacidade\u201d, afirma a professora.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Os primeiros passos para a produ\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a professora prop\u00f4s a leitura coletiva das f\u00e1bulas para que os estudantes pudessem discutir suas impress\u00f5es sobre o texto e verificar se seus entendimentos eram semelhantes ou n\u00e3o ao dos colegas. Nesses momentos, tamb\u00e9m conversou sobre as caracter\u00edsticas do g\u00eanero. Essa din\u00e2mica permitiu explicar que f\u00e1bula \u00e9 um texto narrativo que utiliza animais como personagens, com personalidade e caracter\u00edsticas humanas, e com o qual se quer transmitir uma moral. \u201cFalamos sobre como criar o t\u00edtulo e construir o enredo da hist\u00f3ria e a respeito da pontua\u00e7\u00e3o que sinaliza a fala do personagem, entre outros pontos\u201d, conta Priscila.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da\u00ed, as crian\u00e7as come\u00e7aram a pensar na cria\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Combinamos que as novas f\u00e1bulas trariam como personagens animais diferentes daqueles vistos nos textos estudados. \u201cClaro que n\u00e3o as deixei sozinhas. Antes de come\u00e7arem, recapitulei o que era necess\u00e1rio haver no texto\u201d, complementa a professora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Denise entende ser essencial fazer esse processo coletivo antes da produ\u00e7\u00e3o individual e complementa indicando a possibilidade de realizar uma etapa extra. \u201c\u00c9 legal tamb\u00e9m fazer um exerc\u00edcio pr\u00e1tico em conjunto. Por exemplo, pegar uma f\u00e1bula existente e pedir que pensem em outros animais e em uma moral um pouco diferente. O educador pode ser o escriba da turma, colocando na lousa o que os estudantes dizem e ajudando na constru\u00e7\u00e3o da ideia. Isso refor\u00e7a o entendimento dos recursos lingu\u00edsticos presentes e do que \u00e9 necess\u00e1rio para criar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A cria\u00e7\u00e3o das hist\u00f3rias e a revis\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<p>A fim de ampliar as possibilidades de participa\u00e7\u00e3o, Priscila permitiu que a turma escolhesse entre fazer a escrita individualmente, em dupla ou em grupo. \u201cEntendi ser melhor assim para que eles pudessem colaborar entre si, caso necess\u00e1rio. Aqueles que ainda tinham dificuldades puderam compartilh\u00e1-las com seus pares, e eles foram se ajudando. Eu tamb\u00e9m circulava pela sala, observando a produ\u00e7\u00e3o e auxiliando no que fosse necess\u00e1rio.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos que ela precisou acompanhar de perto foi o de Everaldo, um estudante com baixa vis\u00e3o. Durante as aulas, ele, que necessita de uma professora que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/noticias\/ter-ou-nao-um-profissional-de-apoio-escolar-avaliacao-cabe-a-equipe-da-escola\/\">auxilie<\/a>&nbsp;nas atividades pedag\u00f3gicas, recebeu as f\u00e1bulas em vers\u00e3o ampliada para possibilitar o acompanhamento das leituras coletivas. \u201cEveraldo demonstra ter dificuldade na leitura e escrita. A pessoa que est\u00e1 ao seu lado muitas vezes precisa ditar alguns conte\u00fados e ser a sua escriba. Na produ\u00e7\u00e3o dos textos, ele foi organizando as ideias e falando para que ela colocasse no papel\u201d, afirma Priscila.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora conta que a presen\u00e7a de um escriba tamb\u00e9m foi necess\u00e1ria para outros estudantes, que no primeiro momento n\u00e3o conseguiram escrever a hist\u00f3ria idealizada. \u201cComo havia crian\u00e7as com a escrita mais desenvolvida, elas foram ajudando as demais. Eu tamb\u00e9m fui escriba de um dos alunos e acompanhei outros casos para garantir que o texto fosse fiel ao que o estudante contava.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para S\u00f4nia, ter algu\u00e9m que escreva os pensamentos do autor \u00e9 uma sa\u00edda para a compreens\u00e3o do que \u00e9 a escrita. \u201cQuem produz \u00e9 o pensamento. Se h\u00e1 um escriba fiel ao que \u00e9 dito, o professor consegue avaliar se o autor compreendeu o g\u00eanero textual e fazer as devidas devolutivas sobre o que foi criado.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em conson\u00e2ncia, Denise destaca que n\u00e3o \u00e9 apenas pela escrita que as ideias e pensamentos podem ser compartilhados. \u201cNa nossa sociedade, o mais importante \u00e9 saber organizar seu pensamento. Pode ser pela escrita, pela fala, por braille ou Libras, pelo desenho ou pela dan\u00e7a. O que importa \u00e9 aprender a utilizar as diferentes linguagens para se comunicar.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o t\u00e9rmino das primeiras produ\u00e7\u00f5es, a professora come\u00e7ou a revis\u00e3o dos textos. De acordo com ela, os principais apontamentos que fez foram relativos \u00e0 falta de paragrafa\u00e7\u00e3o e ao uso de travess\u00e3o para as falas dos personagens, bem como a respeito do desenvolvimento do enredo, uma vez que alguns textos precisavam trabalhar mais suas ideias iniciais ou n\u00e3o explicitavam a moral. Para conseguir contornar parte dessas quest\u00f5es, a educadora realizou devolutivas individuais e prop\u00f4s uma discuss\u00e3o coletiva sobre os principais pontos a serem melhorados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila conta que durante o processo de produ\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o, quando \u00e9 necess\u00e1rio, antes de a turma reescrever os textos, ela realiza atividades extras para tratar de algo observado nas produ\u00e7\u00f5es. Podem ser, por exemplo, exerc\u00edcios sobre o uso da v\u00edrgula ou de sinais de pontua\u00e7\u00e3o, ou ainda sobre como organizar os par\u00e1grafos ao longo de uma narrativa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f4nia sugere que, antes da professora, a primeira leitura seja feita por um colega da classe. Isso ajuda o aluno a entender que, quando ele escreve, \u00e9 para algu\u00e9m. Quando s\u00f3 o professor l\u00ea, a impress\u00e3o que fica para muitos \u00e9 apenas a do cumprimento da tarefa. \u201cO leitor n\u00e3o d\u00e1 nota, ele compreende ou n\u00e3o o texto. Por isso, a revis\u00e3o do colega \u00e9 na expectativa de que ele perceba coisas mais escancaradas que precisam de ajustes. Costumamos dizer que a presen\u00e7a desse leitor emp\u00edrico serve para que construam juntos o texto final e, com o tempo, cada um possa fazer o processo sozinho.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista ressalta que a segunda revis\u00e3o, vinda da educadora, precisa ser assertiva e carregada de afeto. \u201cA professora pode escrever no caderno do aluno evidenciando os pontos positivos que encontrou na produ\u00e7\u00e3o e apontando o que ele pode e deve melhorar. Mas esse apontamento deve ficar claro para o autor, podendo ser complementado com uma conversa para que ele realmente saiba o que precisa fazer\u201d, afirma S\u00f4nia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Denise relembra que o professor n\u00e3o vai conseguir, em apenas uma atividade de produ\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o de texto, fazer com que a turma evolua em todos os pontos necess\u00e1rios. O trabalho deve ser cont\u00ednuo e gradual, com a complexidade aumentando pouco a pouco. \u201cO educador precisa lidar com a pr\u00f3pria ansiedade e n\u00e3o achar que vai dar conta de todas as quest\u00f5es do texto em uma \u00fanica situa\u00e7\u00e3o de edi\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o vai. Se ele apontar muitos focos para os estudantes olharem, eles n\u00e3o v\u00e3o ter a possibilidade de refletir em profundidade sobre cada um dos problemas. \u00c9 essencial que as crian\u00e7as escrevam, mas \u00e9 importante tamb\u00e9m que reflitam sobre o que escreveram.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aposta na acessibilidade<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das aulas na classe comum, Everaldo tem uma agenda semanal com muitas atividades. Ele est\u00e1 matriculado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/noticias\/10-perguntas-e-respostas-para-entender-o-atendimento-educacional-especializado-aee\/\">atendimento educacional especializado (AEE)<\/a>&nbsp;no contraturno na pr\u00f3pria escola. Tamb\u00e9m faz acompanhamento psicol\u00f3gico e frequenta o Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o Visual \u2013 Instituto dos Cegos, em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP), onde recebe atendimento pedag\u00f3gico especializado. O estudante tamb\u00e9m participa de uma oficina de inform\u00e1tica com tecnologia assistiva e tem aulas de musicaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila lamenta que Everaldo falte com frequ\u00eancia \u00e0s aulas e considera que esse desafio de perman\u00eancia \u00e9 um dos fatores que influenciam a defasagem no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Para contornar o problema, ela conta que sempre repassa as atividades perdidas para que o estudante possa realiz\u00e1-las em casa. \u201cProcuro sempre fazer com que ele esteja junto com os demais&nbsp;alunos, para ele n\u00e3o ficar em descompasso com a turma.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A professora conta&nbsp;que tem&nbsp;um&nbsp;contato&nbsp;muito r\u00e1pido&nbsp;com a professora do AEE que atua na escola, pois cada uma delas trabalha em um turno diferente. A troca de informa\u00e7\u00f5es \u00e9 mediada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/artigos\/e-papel-da-gestao-escolar-articular-o-trabalho-do-aee-com-o-dos-demais-educadores\/\">coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/a>, que tem papel fundamental para favorecer esse dial\u00f3go.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio do ano, na primeira reuni\u00e3o de hor\u00e1rio de trabalho coletivo pedag\u00f3gico (HTPC), ela recebeu um relat\u00f3rio produzido conjuntamente pela professora do AEE da escola com profissionais do centro especializado. Esse relat\u00f3rio permitiu partilhar com os professores de cada disciplina os recursos de acessibilidade necess\u00e1rios para garantir a plena participa\u00e7\u00e3o de Everaldo nas aulas. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila conta que para cada aula ela prepara as atividades para o estudante visando o enfrentamento das barreiras, e n\u00e3o modificando os conte\u00fados. Ela cita como exemplo a preocupa\u00e7\u00e3o com a fonte dos materiais. \u201cUsamos a&nbsp;fonte Arial em tamanho 22, sempre em caixa alta e em negrito. Se usarmos a fonte em tamanho 15, ele demonstra cansa\u00e7o visual\u201d, explica a docente.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A carteira de Everaldo tamb\u00e9m foi modificada. A escola providenciou um adesivo preto que foi colado em toda a superf\u00edcie da mesa para favorecer o contraste com a cor branca das folhas do caderno, que tem pauta ampliada.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As aprendizagens e os livros das turmas&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_18333\"><a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fabula_everaldo-2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diversa.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fabula_everaldo-2.jpg\" alt=\"A imagem apresenta a p\u00e1gina sete do livro de f\u00e1bulas produzido pela turma do 6\u00ba ano F da Escola Municipal Prof. Athayr da Silva Rosa, em Urup\u00eas (SP). O texto &quot;A mariposa e a borboleta&quot; narra a hist\u00f3ria de duas primas que se encontram durante a transi\u00e7\u00e3o do dia para a noite. O texto \u00e9 dividido em par\u00e1grafos e discute a experi\u00eancia da borboleta, que, ap\u00f3s um acidente, perde a vis\u00e3o e busca orienta\u00e7\u00e3o da mariposa para seguir voando. A mariposa oferece apoio e se disponibiliza a ensinar a borboleta a seguir com autonomia em sua nova condi\u00e7\u00e3o. Na parte inferior da p\u00e1gina, h\u00e1 ilustra\u00e7\u00f5es de uma borboleta marrom e uma borboleta azul, simbolizando as protagonistas da hist\u00f3ria. O autor do texto \u00e9 Everaldo Henrique Ferreira Pereira. Fim da descri\u00e7\u00e3o. \" class=\"wp-image-18333\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">F\u00e1bula produzida por Everaldo, estudante do 6\u00ba ano. Assim como os demais estudantes da turma, ele recebeu um exemplar do livro produzido pela sala, em uma vers\u00e3o com fonte ampliada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A f\u00e1bula acima foi produzida por Everaldo, estudante do 6\u00ba ano F da escola. Ele tem baixa vis\u00e3o e&nbsp;lida com a perspectiva da perda total da vis\u00e3o em um futuro pr\u00f3ximo.&nbsp;Ao avaliar a evolu\u00e7\u00e3o da turma, Priscila celebra que, ap\u00f3s algumas aulas e reescritas, todos conseguiram chegar a uma vers\u00e3o final das f\u00e1bulas. O entusiasmo tomou conta das turmas, que queriam ver o livro criado com aquelas hist\u00f3rias.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da ansiedade, a professora precisou contar com a paci\u00eancia deles, uma vez que diagramou cada vers\u00e3o sozinha em uma ferramenta digital. Ela ainda conseguiu que duas das tr\u00eas turmas redigissem os textos e escolhessem as imagens dos personagens em uma plataforma digital com o uso de tablets disponibilizados pela escola. \u201cPor conta do tempo, a turma do 6\u00ba F, da qual Everaldo faz parte, n\u00e3o conseguiu me auxiliar nessa parte. As demais participaram e contaram com meu apoio quando tinham dificuldade para usar o recurso digital\u201d, informa a professora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro, impresso em folhas sulfite, est\u00e1 dispon\u00edvel na biblioteca da escola e agora faz parte da caixinha de livros que a educadora leva em suas aulas.&nbsp;\u201cEu queria que outras turmas da escola pudessem ler as hist\u00f3rias\u201d, conta Priscila. Para Denise, essa iniciativa contribui para ampliar o significado da cria\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea. \u201cO livro que as crian\u00e7as preparam tem de fazer sentido n\u00e3o s\u00f3 para elas. O que seria legal? No ano que vem, ao repetir o projeto, a professora apresentar aos estudantes livros de f\u00e1bulas do Pedro Bandeira, do Esopo, do La Fontaine e esses preparados pelas turmas do 6\u00ba ano do ano passado. Assim, voc\u00ea os torna refer\u00eancia e engaja a nova classe a ser tamb\u00e9m.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila avalia que conseguiu perceber a evolu\u00e7\u00e3o de cada estudante. \u201cClaro que ainda h\u00e1 o que melhorar, mas vimos que \u00e9 poss\u00edvel fazer com que todos evoluam dentro da sua realidade. Tem um estudante com dislexia que n\u00e3o escrevia nada e, dando continuidade nessa din\u00e2mica de produ\u00e7\u00f5es e leituras coletivas, hoje ele j\u00e1 escreve e l\u00ea bem. Everaldo, apesar de n\u00e3o escrever no papel, mostrou que entendeu o g\u00eanero e construiu sua pr\u00f3pria f\u00e1bula. Da mesma forma, os demais j\u00e1 conseguem compreender o que precisam colocar em cada g\u00eanero trabalhado, assim como identificam com facilidade aquilo que erraram em alguma produ\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo de avalia\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es, S\u00f4nia fala da import\u00e2ncia de&nbsp;comparar o texto inicial e o final do estudante para analisar em quais pontos houve avan\u00e7o e o que \u00e9 necess\u00e1rio continuar a trabalhar na pr\u00f3xima atividade. \u201cA cada produ\u00e7\u00e3o textual, o professor deve exigir um pouco mais do aluno\u201d, diz a especialista.&nbsp;O racioc\u00ednio vale para outras linguagens utilizadas pela turma. \u201cPode acontecer de um deles s\u00f3 desenhar. Nesse caso, o docente pode observar, por exemplo, se a vers\u00e3o final trouxe mais elementos para compor a hist\u00f3ria criada\u201d, sugere.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila afirma que tem o h\u00e1bito de compartilhar os trabalhos dos estudantes com os demais professores, na expectativa de mostrar do que eles s\u00e3o capazes e o que ainda precisam melhorar. Para Denise, fazer isso pode estimular os outros educadores, afinal a produ\u00e7\u00e3o de textos n\u00e3o deveria ficar restrita \u00e0s aulas de l\u00edngua portuguesa. \u201cQuando a professora divide o que fez, tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade de incentivar que nas outras \u00e1reas haja o exerc\u00edcio da escrita. Muitos dos g\u00eaneros textuais fazem mais sentido para o estudante quando trabalhados de forma concreta. Ao falar sobre vulc\u00f5es em geografia, pode-se pedir que eles fa\u00e7am uma apresenta\u00e7\u00e3o que contenha verbetes sobre o tema. Em hist\u00f3ria, um artigo que traga a opini\u00e3o deles sobre determinado fato ou per\u00edodo \u00e9 uma alternativa\u201d, sugere a especialista, enfatizando que esses docentes tamb\u00e9m precisam, antes de cada produ\u00e7\u00e3o textual, mostrar exemplos e indicar quais pontos s\u00e3o necess\u00e1rios para compor aquele tipo de texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como planejar atividades de produ\u00e7\u00e3o textual<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Re)apresente o g\u00eanero textual:<\/strong>&nbsp;Inicie contando sobre o g\u00eanero que ser\u00e1 estudado. Questione se os estudantes t\u00eam ideia do que se trata ou se leram aquele tipo de texto. Caso n\u00e3o conhe\u00e7am, explique os elementos que caracterizam o g\u00eanero.&nbsp;Para as turmas que j\u00e1 tiveram contato,&nbsp;fa\u00e7a um exerc\u00edcio para relembrar coletivamente quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Amplie o repert\u00f3rio:<\/strong>&nbsp;Para uma boa escrita, o autor precisa ter repert\u00f3rio. Para isso, o estudante deve ter momentos de leitura de diferentes textos do g\u00eanero que ir\u00e1 escrever. Isso pode ser feito de maneira individual e coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prepare a turma para a escrita:<\/strong>&nbsp;Antes que a produ\u00e7\u00e3o individual comece de fato, \u00e9 interessante relembrar com os estudantes os elementos que o texto precisa ter para se enquadrar naquele determinado g\u00eanero. Uma alternativa para isso \u00e9 fazer uma produ\u00e7\u00e3o coletiva, com o professor como escriba e a turma como autora. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 propor uma constru\u00e7\u00e3o em grupos, com o professor acompanhando e ajudando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proponha a produ\u00e7\u00e3o textual<\/strong>: Convide os estudantes a criarem as pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Estimule-os a buscar caminhos diferentes do que eles viram nos textos estudados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Planeje v\u00e1rias revis\u00f5es<\/strong>: Toda produ\u00e7\u00e3o de texto exige uma revis\u00e3o. Em sala de aula, um colega pode ser o primeiro revisor do texto do outro. Essa \u00e9 uma maneira de todos se colocarem no lugar de leitor e no papel de quem escuta as impress\u00f5es a respeito do que escreveu. Depois de permitir que os autores modifiquem seus textos a partir das observa\u00e7\u00f5es dos colegas, chega a vez de o professor avaliar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fa\u00e7a devolutivas construtivas:<\/strong>&nbsp;No momento de mostrar a avalia\u00e7\u00e3o do texto aos alunos, o professor deve ser claro e direto no que quer dizer. \u00c9 ideal ressaltar os pontos positivos da produ\u00e7\u00e3o do estudante e apontar, com cuidado, as quest\u00f5es que precisam ser desenvolvidas ou aprimoradas, indicando caminhos poss\u00edveis para melhorar o texto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coloque a produ\u00e7\u00e3o de texto na rotina:&nbsp;<\/strong>Para que a turma aprenda ou aprimore o processo de escrita, \u00e9 necess\u00e1rio proporcionar experi\u00eancias constantes e variadas. Assim, as produ\u00e7\u00f5es devem estar sempre no planejamento, com atividades nas quais o g\u00eanero muda e a complexidade aumenta gradualmente.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">As aprendizagens e os livros das turmas&nbsp;<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\" id=\"attachment_18333\"><a href=\"https:\/\/diversa.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fabula_everaldo-2.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/diversa.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/fabula_everaldo-2.jpg\" alt=\"A imagem apresenta a p\u00e1gina sete do livro de f\u00e1bulas produzido pela turma do 6\u00ba ano F da Escola Municipal Prof. Athayr da Silva Rosa, em Urup\u00eas (SP). O texto &quot;A mariposa e a borboleta&quot; narra a hist\u00f3ria de duas primas que se encontram durante a transi\u00e7\u00e3o do dia para a noite. O texto \u00e9 dividido em par\u00e1grafos e discute a experi\u00eancia da borboleta, que, ap\u00f3s um acidente, perde a vis\u00e3o e busca orienta\u00e7\u00e3o da mariposa para seguir voando. A mariposa oferece apoio e se disponibiliza a ensinar a borboleta a seguir com autonomia em sua nova condi\u00e7\u00e3o. Na parte inferior da p\u00e1gina, h\u00e1 ilustra\u00e7\u00f5es de uma borboleta marrom e uma borboleta azul, simbolizando as protagonistas da hist\u00f3ria. O autor do texto \u00e9 Everaldo Henrique Ferreira Pereira. Fim da descri\u00e7\u00e3o. \" class=\"wp-image-18333\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">F\u00e1bula produzida por Everaldo, estudante do 6\u00ba ano. Assim como os demais estudantes da turma, ele recebeu um exemplar do livro produzido pela sala, em uma vers\u00e3o com fonte ampliada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A f\u00e1bula acima foi produzida por Everaldo, estudante do 6\u00ba ano F da escola. Ele tem baixa vis\u00e3o e&nbsp;lida com a perspectiva da perda total da vis\u00e3o em um futuro pr\u00f3ximo.&nbsp;Ao avaliar a evolu\u00e7\u00e3o da turma, Priscila celebra que, ap\u00f3s algumas aulas e reescritas, todos conseguiram chegar a uma vers\u00e3o final das f\u00e1bulas. O entusiasmo tomou conta das turmas, que queriam ver o livro criado com aquelas hist\u00f3rias.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da ansiedade, a professora precisou contar com a paci\u00eancia deles, uma vez que diagramou cada vers\u00e3o sozinha em uma ferramenta digital. Ela ainda conseguiu que duas das tr\u00eas turmas redigissem os textos e escolhessem as imagens dos personagens em uma plataforma digital com o uso de tablets disponibilizados pela escola. \u201cPor conta do tempo, a turma do 6\u00ba F, da qual Everaldo faz parte, n\u00e3o conseguiu me auxiliar nessa parte. As demais participaram e contaram com meu apoio quando tinham dificuldade para usar o recurso digital\u201d, informa a professora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O livro, impresso em folhas sulfite, est\u00e1 dispon\u00edvel na biblioteca da escola e agora faz parte da caixinha de livros que a educadora leva em suas aulas.&nbsp;\u201cEu queria que outras turmas da escola pudessem ler as hist\u00f3rias\u201d, conta Priscila. Para Denise, essa iniciativa contribui para ampliar o significado da cria\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea. \u201cO livro que as crian\u00e7as preparam tem de fazer sentido n\u00e3o s\u00f3 para elas. O que seria legal? No ano que vem, ao repetir o projeto, a professora apresentar aos estudantes livros de f\u00e1bulas do Pedro Bandeira, do Esopo, do La Fontaine e esses preparados pelas turmas do 6\u00ba ano do ano passado. Assim, voc\u00ea os torna refer\u00eancia e engaja a nova classe a ser tamb\u00e9m.\u201d&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila avalia que conseguiu perceber a evolu\u00e7\u00e3o de cada estudante. \u201cClaro que ainda h\u00e1 o que melhorar, mas vimos que \u00e9 poss\u00edvel fazer com que todos evoluam dentro da sua realidade. Tem um estudante com dislexia que n\u00e3o escrevia nada e, dando continuidade nessa din\u00e2mica de produ\u00e7\u00f5es e leituras coletivas, hoje ele j\u00e1 escreve e l\u00ea bem. Everaldo, apesar de n\u00e3o escrever no papel, mostrou que entendeu o g\u00eanero e construiu sua pr\u00f3pria f\u00e1bula. Da mesma forma, os demais j\u00e1 conseguem compreender o que precisam colocar em cada g\u00eanero trabalhado, assim como identificam com facilidade aquilo que erraram em alguma produ\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo de avalia\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es, S\u00f4nia fala da import\u00e2ncia de&nbsp;comparar o texto inicial e o final do estudante para analisar em quais pontos houve avan\u00e7o e o que \u00e9 necess\u00e1rio continuar a trabalhar na pr\u00f3xima atividade. \u201cA cada produ\u00e7\u00e3o textual, o professor deve exigir um pouco mais do aluno\u201d, diz a especialista.&nbsp;O racioc\u00ednio vale para outras linguagens utilizadas pela turma. \u201cPode acontecer de um deles s\u00f3 desenhar. Nesse caso, o docente pode observar, por exemplo, se a vers\u00e3o final trouxe mais elementos para compor a hist\u00f3ria criada\u201d, sugere.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila afirma que tem o h\u00e1bito de compartilhar os trabalhos dos estudantes com os demais professores, na expectativa de mostrar do que eles s\u00e3o capazes e o que ainda precisam melhorar. Para Denise, fazer isso pode estimular os outros educadores, afinal a produ\u00e7\u00e3o de textos n\u00e3o deveria ficar restrita \u00e0s aulas de l\u00edngua portuguesa. \u201cQuando a professora divide o que fez, tamb\u00e9m \u00e9 uma oportunidade de incentivar que nas outras \u00e1reas haja o exerc\u00edcio da escrita. Muitos dos g\u00eaneros textuais fazem mais sentido para o estudante quando trabalhados de forma concreta. Ao falar sobre vulc\u00f5es em geografia, pode-se pedir que eles fa\u00e7am uma apresenta\u00e7\u00e3o que contenha verbetes sobre o tema. Em hist\u00f3ria, um artigo que traga a opini\u00e3o deles sobre determinado fato ou per\u00edodo \u00e9 uma alternativa\u201d, sugere a especialista, enfatizando que esses docentes tamb\u00e9m precisam, antes de cada produ\u00e7\u00e3o textual, mostrar exemplos e indicar quais pontos s\u00e3o necess\u00e1rios para compor aquele tipo de texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como planejar atividades de produ\u00e7\u00e3o textual<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>(Re)apresente o g\u00eanero textual:<\/strong>&nbsp;Inicie contando sobre o g\u00eanero que ser\u00e1 estudado. Questione se os estudantes t\u00eam ideia do que se trata ou se leram aquele tipo de texto. Caso n\u00e3o conhe\u00e7am, explique os elementos que caracterizam o g\u00eanero.&nbsp;Para as turmas que j\u00e1 tiveram contato,&nbsp;fa\u00e7a um exerc\u00edcio para relembrar coletivamente quais s\u00e3o as principais caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Amplie o repert\u00f3rio:<\/strong>&nbsp;Para uma boa escrita, o autor precisa ter repert\u00f3rio. Para isso, o estudante deve ter momentos de leitura de diferentes textos do g\u00eanero que ir\u00e1 escrever. Isso pode ser feito de maneira individual e coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prepare a turma para a escrita:<\/strong>&nbsp;Antes que a produ\u00e7\u00e3o individual comece de fato, \u00e9 interessante relembrar com os estudantes os elementos que o texto precisa ter para se enquadrar naquele determinado g\u00eanero. Uma alternativa para isso \u00e9 fazer uma produ\u00e7\u00e3o coletiva, com o professor como escriba e a turma como autora. Outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 propor uma constru\u00e7\u00e3o em grupos, com o professor acompanhando e ajudando.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proponha a produ\u00e7\u00e3o textual<\/strong>: Convide os estudantes a criarem as pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Estimule-os a buscar caminhos diferentes do que eles viram nos textos estudados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Planeje v\u00e1rias revis\u00f5es<\/strong>: Toda produ\u00e7\u00e3o de texto exige uma revis\u00e3o. Em sala de aula, um colega pode ser o primeiro revisor do texto do outro. Essa \u00e9 uma maneira de todos se colocarem no lugar de leitor e no papel de quem escuta as impress\u00f5es a respeito do que escreveu. Depois de permitir que os autores modifiquem seus textos a partir das observa\u00e7\u00f5es dos colegas, chega a vez de o professor avaliar a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fa\u00e7a devolutivas construtivas:<\/strong>&nbsp;No momento de mostrar a avalia\u00e7\u00e3o do texto aos alunos, o professor deve ser claro e direto no que quer dizer. \u00c9 ideal ressaltar os pontos positivos da produ\u00e7\u00e3o do estudante e apontar, com cuidado, as quest\u00f5es que precisam ser desenvolvidas ou aprimoradas, indicando caminhos poss\u00edveis para melhorar o texto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coloque a produ\u00e7\u00e3o de texto na rotina:&nbsp;<\/strong>Para que a turma aprenda ou aprimore o processo de escrita, \u00e9 necess\u00e1rio proporcionar experi\u00eancias constantes e variadas. 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