{"id":21560,"date":"2025-06-18T14:31:41","date_gmt":"2025-06-18T17:31:41","guid":{"rendered":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/?p=21560"},"modified":"2025-07-29T15:22:57","modified_gmt":"2025-07-29T18:22:57","slug":"educar-para-a-esperanca-e-o-pertencimento-e-assim-combater-a-violencia-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2025\/06\/18\/educar-para-a-esperanca-e-o-pertencimento-e-assim-combater-a-violencia-escolar\/","title":{"rendered":"Educar para a esperan\u00e7a e o pertencimento e, assim, combater a viol\u00eancia escolar"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/revistaeducacao.com.br\/2025\/06\/10\/violencia-escolar-esperanca-pertencimento\/\">Mat\u00e9ria publicada em 10\/06\/2025 na Revista Educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><em>H\u00e1 evid\u00eancias cada vez mais contundentes do sofrimento ps\u00edquico em crian\u00e7as e adolescentes. Mesmo a escola n\u00e3o sendo consult\u00f3rio, seu papel preventivo inclui a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente de bem-estar, acolhimento e boa conviv\u00eancia<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros n\u00e3o mentem. Segundo dados recentes do SUS, pela primeira vez a incid\u00eancia de ansiedade e depress\u00e3o entre crian\u00e7as e adolescentes superou a taxa dos adultos. Na rede estadual de ensino paulista, o n\u00famero de suic\u00eddios entre alunos passou de sete para 67, entre 2019 e 2023 \u2014 j\u00e1 as tentativas passaram de nove para 325. O \u00cdndice Cont\u00ednuo de Avalia\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade Mental, calculado pelo Instituto Cactus, \u00e9 menor para os jovens entre 16 e 24 anos do que para todas as demais faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 gr\u00e1ficos, tabelas e proje\u00e7\u00f5es para todos os gostos. Para todos os desgostos, na verdade. Crian\u00e7as e jovens brasileiros vivem uma situa\u00e7\u00e3o angustiante, em todos os campos \u2014 um conjunto de evid\u00eancias que explodem dentro da escola, espa\u00e7o social e de conviv\u00eancia em que passam grande parte do seu tempo. Crises de ansiedade, autoferimentos, atentados contra a pr\u00f3pria vida \u2014 n\u00e3o h\u00e1 escola que possa se dizer livre desses epis\u00f3dios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando adolescentes levam adolescentes para se cortar no banheiro, sempre \u00e9 um pedido de socorro: olhem para mim, a vida est\u00e1 muito dif\u00edcil\u201d, reflete Simone Pannocchia Tahan, diretora pedag\u00f3gica da Parthenon Bom Clima, em Guarulhos (SP). \u201cDe uns 10 anos para c\u00e1, come\u00e7amos a ver uma mudan\u00e7a acentuada em quest\u00f5es como a agress\u00e3o a si pr\u00f3prio\u201d, testemunha Simone, que tamb\u00e9m \u00e9 psic\u00f3loga e pesquisadora da PUC-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Os indicadores s\u00e3o cada vez mais alarmantes e, ainda assim, mostram a ponta de um iceberg cuja profundidade total ainda \u00e9 desconhecida. O ambiente de vulnerabilidade emocional e sofrimento ps\u00edquico vivido pelos estudantes alimentam um submundo de horrores. Enquanto esta mat\u00e9ria era produzida, a Pol\u00edcia Civil do Rio de Janeiro evitou um atentado combinado nas redes sociais, como um desafio, que levaria a dezenas de v\u00edtimas e envolveria a morte de uma crian\u00e7a, para ser gravada e transmitida nas redes sociais, durante o show de Lady Gaga, no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, como meninos e meninas que sofrem bullying e vivem quest\u00f5es s\u00e9rias de autoestima se tornam jovens capazes de barbaridades, como atear fogo em pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua? Ocorre que estas s\u00e3o as v\u00edtimas mais buscadas para o recrutamento em subcomunidades de plataformas conhecidas, como TikTok e Discord, ou menos familiares para os adultos, como a Roblox.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi o tempo em que a dark ou a deep web, ambientes virtuais acess\u00edveis apenas por entendidos em programa\u00e7\u00e3o, eram os lugares mais sinistros. Agora as subculturas online e, muitas vezes, transnacionais, est\u00e3o em todas as plataformas\u201d, conta a pesquisadora e escritora Michele Prado, que se tornou uma das mais conhecidas ativistas a denunciar o que vem ocorrendo no submundo da internet. \u201cPassou da hora de serem tomadas medidas mais dr\u00e1sticas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No final de abril, ela acionava suas redes de relacionamentos institucionais para que o governo brasileiro fosse \u00e0 cadeia nacional pedir aten\u00e7\u00e3o ao tema. \u201cO FBI fez isso duas vezes apenas em abril\u201d, lembra a escritora, constantemente perseguida nas redes pelas suas den\u00fancias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com suas pesquisas, s\u00e3o dezenas de grupos que se interconectam, mas de forma descentralizada, o que torna dif\u00edcil o desmantelamento das c\u00e9lulas. Envolvem de simples criminosos a neonazistas, ou grupos mais ex\u00f3ticos, como o de adoradores do \u2018dem\u00f4nio\u2019, os quais preferem plataformas de jogos. \u00c9 l\u00e1 que encontram meninos e meninas fragilizados e s\u00f3s, que come\u00e7am a ser, como chamam os especialistas, \u2018dessensibilizados\u2019. Ou seja, s\u00e3o expostos progressivamente a cenas cada vez mais chocantes, como a execu\u00e7\u00e3o de animais online, ou seduzidos at\u00e9 que revelem fotos \u00edntimas e passem a ser chantageados.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m os grupos que promovem desafios (alguns remunerados), que v\u00eam levando \u00e0 morte crian\u00e7as e adolescentes mundo afora, como a menina Sarah de Castro, que morreu ap\u00f3s inalar desodorantes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O papel das redes<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>O papel das redes sociais no quadro dram\u00e1tico dos jovens ainda \u00e9 uma quest\u00e3o em aberto. N\u00e3o se trata de uma rela\u00e7\u00e3o de simples causa e efeito, mas da evid\u00eancia de correla\u00e7\u00f5es complexas que envolvem, sim, as redes desreguladas e que pairam acima da lei, a uma sociedade narcisista e competitiva, com ideais inating\u00edveis de sucesso, beleza e consumo. Do mesmo cen\u00e1rio, fam\u00edlias que n\u00e3o cumprem seu papel por ignor\u00e2ncia ou impot\u00eancia, escolas que lavam as m\u00e3os e ainda n\u00e3o deram a devida aten\u00e7\u00e3o ao tema, todos mergulhados em um po\u00e7o profundo de solid\u00e3o, em tempos de hiperconectividade. \u00c9 o que se vem chamando de a solid\u00e3o dos hiperconectados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNenhuma pol\u00edcia vai dar conta desse quadro\u201d, alerta Michele. \u201cNossa melhor chance \u00e9 o trabalho preventivo, envolvendo professores, educadores, pais e m\u00e3es\u201d, acredita. Mas, a seu ver, ainda falta muita informa\u00e7\u00e3o para que escolas e fam\u00edlias possam atuar. Tirar o celular n\u00e3o resolve nada, lembra. \u201cAs fam\u00edlias precisam conversar com os filhos, olhar nos olhos, perguntar-se sobre como se socializa. N\u00e3o existe uma bala de prata, precisamos entender o adolescente\u201d, diz a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, como entender a cabe\u00e7a das novas gera\u00e7\u00f5es que tantas vezes s\u00e3o etiquetadas como Y, Z, Alfa, Beta, mas das quais pouco de fato se conhece? Muitas pistas est\u00e3o em um dos mais amplos conjuntos de pesquisa sobre o tema, realizados pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o Moral (Gepem), que acaba de completar 20 anos. S\u00e3o dezenas de mestrados, doutorados, conv\u00eanios com estados e munic\u00edpios para o desenvolvimento de programas de conviv\u00eancia escolar \u2014 como o Conviva, realizado com o estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a pesquisadora Luciene Regina Paulino Tognetta, coordenadora do Gepem, a juventude atual \u00e9 caracterizada pela incerteza do jovem quanto ao futuro \u2014 que, de certa forma, qualifica seu presente. \u201cA incerteza quanto \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es sociais, culturais, econ\u00f4micas, e tamb\u00e9m na rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o e o tempo, deixa a sensa\u00e7\u00e3o de que este mundo futuro, na pr\u00e1tica, n\u00e3o existe\u201d, diz Luciene. \u201cIsso lhes confere uma condi\u00e7\u00e3o de desesperan\u00e7a\u201d, sintetiza.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desesperan\u00e7a<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Quando se decomp\u00f5em os elementos da desesperan\u00e7a, surgem as marcas do sofrimento ps\u00edquico, quase sempre ligado a desafios da conviv\u00eancia \u00e9tica. \u201cA gente separa didaticamente a viol\u00eancia em preconceito, bullying e cyberbullying, viol\u00eancias estruturais, a viola\u00e7\u00e3o de si e muitas outras, mas para o sujeito que sofre n\u00e3o importa de onde venha, se \u00e9 causa ou consequ\u00eancia: \u00e9 viol\u00eancia\u201d, ressalta a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Fato \u00e9 que se trata de um desafio global \u2014 mas tamb\u00e9m \u00e9 certo que as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis mostram uma exacerba\u00e7\u00e3o dos desafios no Brasil. Dados recentes do Pisa compararam o sentimento de solid\u00e3o entre jovens e mostraram que cerca de 27% dos alunos de 15 anos concordam com a afirma\u00e7\u00e3o \u2018Sinto-me solit\u00e1rio na escola\u2019, contra uma m\u00e9dia de 16% entre os pa\u00edses que integram a OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossas pesquisas mostram uma parcela dos jovens em situa\u00e7\u00e3o de muita vulnerabilidade emocional\u201d, acrescenta a pesquisadora do Gepem. Surge, ent\u00e3o, um caleidosc\u00f3pio cruel de \u00edndices elevados de automutila\u00e7\u00e3o, idea\u00e7\u00f5es suicidas, e sentimentos como solid\u00e3o, exclus\u00e3o e medo de perder aquilo que lhes d\u00e1 seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Escola segura e acolhedora para prevenir viol\u00eancia escolar<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Aqui entra o papel da escola e dos educadores. \u00c9 preciso pensar a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens sob a perspectiva da esperan\u00e7a e da conviv\u00eancia. Para isso, h\u00e1 um fator decisivo, segundo os estudos mais recentes: o sentido de pertencimento. \u201cOs jovens que se sentem menos pertencentes s\u00e3o os que mais demonstram sofrimento\u201d, relata Luciene Tognetta. As pesquisas mostram a import\u00e2ncia de se pensar estrat\u00e9gias e pol\u00edticas integrais para a juventude. Os autores da \u00e1rea defendem a necessidade de um curr\u00edculo para o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que fez o <a href=\"https:\/\/pioneiro.com.br\/\"><strong>Col\u00e9gio Pioneiro<\/strong><\/a>, na zona sul de S\u00e3o Paulo. Segundo conta o diretor de ensino fundamental 2 e ensino m\u00e9dio, M\u00e1rio Fioranelli, a escola iniciou, em 2020 \u2014 antes do in\u00edcio da pandemia \u2014, a disciplina Conviv\u00eancia \u00c9tica, com 50 minutos semanais. \u201cS\u00e3o espa\u00e7os de escuta e reflex\u00e3o, onde os estudantes analisam dilemas reais, discutem empatia, justi\u00e7a e respeito m\u00fatuo\u201d, relata o diretor. \u201cFoi um divisor de \u00e1guas. Em um primeiro momento, cria no espa\u00e7o escolar uma oportunidade verdadeira de o aluno ser ouvido. Como proposta preventiva \u00e9 espetacular: discutimos os problemas ainda no in\u00edcio\u201d, conta Fioranelli.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/violencia-escolar.png\" alt=\"viol\u00eancia escolar\" width=\"423\" height=\"317\" srcset=\"https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/violencia-escolar.png 694w, https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/violencia-escolar-300x225.png 300w, https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/violencia-escolar-100x75.png 100w\"><\/p>\n\n\n\n<p id=\"caption-attachment-561833\"><em>Equipe de ajuda do Col\u00e9gio Pioneiro \u00e9 composta por alunos volunt\u00e1rios para colegas denunciarem bullying e outras viol\u00eancias (Foto: divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, entre outras estrat\u00e9gias, h\u00e1 no Col\u00e9gio Pioneiro o trabalho de assembleias escolares quinzenais e a ado\u00e7\u00e3o da metodologia das equipes de ajuda, na qual alunos volunt\u00e1rios se tornam refer\u00eancia para que colegas denunciem bullying e outras viol\u00eancias. Por fim, a escola mant\u00e9m um atendimento individualizado para apoiar estudantes em situa\u00e7\u00f5es emocionais delicadas. \u201cS\u00e3o estrat\u00e9gias silenciosas, mas essenciais para prevenir viol\u00eancias simb\u00f3licas e afetivas\u201d, diz o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata, portanto, de acrescentar mais uma tarefa para o professor \u2014 que tamb\u00e9m vive sob press\u00e3o e com suas pr\u00f3prias ang\u00fastias. As mudan\u00e7as devem ser estruturais, o que inclui pensar espa\u00e7os institucionais para que os jovens possam se organizar, apontar problemas, buscar coletivamente solu\u00e7\u00f5es; espa\u00e7os em que os professores os conhe\u00e7am, apoiem e os estimulem a participar. \u201c\u00c9 preciso ter clareza de que a conviv\u00eancia \u00e9 de responsabilidade de toda a comunidade educativa: o grande perigo \u00e9 que esses alunos sejam tomados como salvadores da p\u00e1tria\u201d, diz Luciene, que tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora da rede Equipes de Ajuda do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Luciene Tognetta, ao mesmo tempo em que as novas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam mais habilidades para resolver alguns tipos de problemas que as gera\u00e7\u00f5es anteriores, h\u00e1 tamb\u00e9m compet\u00eancias que precisam desenvolver. \u201cResta-nos compreender, e n\u00e3o julgar\u201d, alerta a pesquisadora. Afinal, o ambiente em que vivem tamb\u00e9m \u00e9 completamente diferente para a humanidade, e \u00e9 a esse novo contexto que precisam se adaptar.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Equil\u00edbrio e equilibristas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>E que contexto. Para o psicanalista Marcelo Veras, doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, estamos em um momento atual civilizat\u00f3rio s\u00f3 compar\u00e1vel ao surgimento da imprensa ou da escrita. \u201c\u00c9 um momento \u00fanico\u201d, diz \u2014 e faz quest\u00e3o de ressaltar o lado positivo e otimista do ambiente digital, pelo que traz de universaliza\u00e7\u00e3o de acesso ao conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, na sua vis\u00e3o, o novo contexto requer repensar o processo de forma\u00e7\u00e3o. Para ele, os jovens atuais t\u00eam acesso a tanto conte\u00fado que precisam aprender o que chama de \u2018enquadrar o mundo\u2019, ou seja, encontrar \u00e2ngulos e perspectivas de observar e entender o mundo que os rodeia para construir sua individualidade. \u201cA vida n\u00e3o tem equil\u00edbrio, s\u00f3 tem equilibrista, e os jovens precisam se equilibrar neste mundo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Marcelo, os jovens est\u00e3o expostos a um projeto civilizat\u00f3rio da hiperconectividade. No novo cen\u00e1rio, a ideia de um conhecimento universal, de uma grande autoridade que nomeia o que deve ser aprendido, se dilui e fragmenta. A \u2018verdade\u2019 \u00e9 a que est\u00e1 nas bolhas frequentadas pelos internautas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o psicanalista, o compartilhamento de desinforma\u00e7\u00e3o e outros conte\u00fados indevidos acontece como uma a\u00e7\u00e3o impulsiva para se livrar da ang\u00fastia que o indiv\u00edduo sente e com a qual n\u00e3o consegue lidar. \u201cTenho certeza de que, se as pessoas parassem para pensar no que leem, grande parte desses encaminhamentos n\u00e3o aconteceriam\u201d, acredita Marcelo, autor de&nbsp;<em>Selfie. Logo existo<\/em>&nbsp;(ed. Corrupio), entre outros livros que se tornaram refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Veras coordena, na Universidade Federal da Bahia, um dos mais bem-sucedidos projetos de preven\u00e7\u00e3o ao suic\u00eddio nas universidades brasileiras \u2014 o PsiU (Programa de Sa\u00fade Mental e Bem-Estar). Com 18 mil atendimentos e dois suic\u00eddios registrados \u2014 \u00edndice<\/p>\n\n\n\n<p>da elevad\u00edssima efic\u00e1cia do programa \u2013, o PsiU tem entre suas virtudes o atendimento imediato. \u201cUma pessoa angustiada, que sofre bullying, que pede aux\u00edlio, precisa ser ouvida na hora, n\u00e3o pode esperar a semana seguinte\u201d, diz. \u201cA gente tenta oferecer algo que \u00e9 precioso, que \u00e9 o tempo para a escuta individual\u201d, complementa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, entre as caracter\u00edsticas dos tempos contempor\u00e2neos est\u00e1 a menor capacidade de suportar frustra\u00e7\u00f5es, o imediatismo e a cultura sob demanda. \u201cN\u00e3o acho que exista epidemia de depress\u00e3o, mas h\u00e1 sim uma epidemia de frustra\u00e7\u00e3o\u201d, diz Marcelo Veras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua vis\u00e3o, os algoritmos da internet s\u00e3o eficientes porque capturam e estimulam mecanismos que transformam indiv\u00edduos em consumidores, para depois oferecer mais do mesmo, como se faz com os adictos, ou seja, os dependentes. \u201cIsso faz com que a gente goze mais do mesmo e n\u00e3o saiba como lidar com o desejo. A gente vive a vida como uma playlist, \u00e9 uma m\u00e1quina de segrega\u00e7\u00e3o que gera continuamente a sensa\u00e7\u00e3o de falta\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, uma das fun\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o \u00e9 oferecer diversidade, mostrar op\u00e7\u00f5es \u2014 ou, o que ele nomeia como filtro e enquadramento (na verdade, Marcelo sugere aulas de fotografia, literalmente). \u201c\u00c9 fun\u00e7\u00e3o da escola e do educador permitir o contato com diferentes realidades para furar essa bolha\u201d, acredita.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Viol\u00eancia escolar: o papel da escola<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ok, vamos partir do princ\u00edpio: escola n\u00e3o \u00e9 consult\u00f3rio. Mas entre essa constata\u00e7\u00e3o e a limita\u00e7\u00e3o do atendimento a reuni\u00f5es de pais vai uma grande dist\u00e2ncia. As escolas t\u00eam, sim, um papel preventivo de grande import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar, admitir o tema como uma tarefa de todos, que precisa ser discutido \u00e0s claras e sem preconceito \u2014 e, claro, sem expor casos individuais. Nenhuma escola est\u00e1 livre dos riscos \u2014 o que muda \u00e9 a forma como s\u00e3o enfrentados os problemas. \u201cAmbiente saud\u00e1vel \u00e9 o que n\u00e3o estigmatiza\u201d, diz Luciene Tognetta, do Gepem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos olhar para a agressividade, mas tamb\u00e9m para todos os que se sentem marginalizados, mesmo que n\u00e3o tenham raz\u00e3o. Se n\u00e3o conseguem se ver representados, v\u00e3o se sentir marginalizados e a\u00ed come\u00e7am a nutrir \u00f3dio por quem sente\u201d, diz Luciene.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diretora Simone Tahan, da Parthenon Bom Clima, as escolas n\u00e3o podem ver o adolescente como se via. h\u00e1 20 anos e precisam aprimorar a escuta. \u201cS\u00e3o jovens altamente engajados, quando provocados. Argumentam, t\u00eam atua\u00e7\u00f5es. Em contrapartida, seus projetos de vida s\u00e3o muito imediatistas e lhes falta pot\u00eancia\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O di\u00e1logo com a fam\u00edlia \u00e9 essencial nesse processo. Para Simone, os alunos mostram dificuldades com a vida cotidiana, o que \u00e9 fruto de um misto paradoxal de superprote\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia. \u201cMuitos s\u00e3o \u00f3rf\u00e3os de pais vivos\u201d, diz. Na sua vis\u00e3o, na falta de bons modelos, coerentes e const\u00e2ncia nas rela\u00e7\u00f5es parentais, os jovens tamb\u00e9m ficam muito vulner\u00e1veis a qualquer refer\u00eancia que o grupo eleja como \u2018sabido\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Parthenon Bom Clima, os espa\u00e7os de di\u00e1logo com os jovens e com as fam\u00edlias s\u00e3o muito estimulados, desde as s\u00e9ries iniciais. \u201cPara qualquer situa\u00e7\u00e3o de conflito, temos formas de escuta\u201d, conta Simone Tahan. Existem rodas de conversa e outras estrat\u00e9gias de participa\u00e7\u00e3o dos jovens para o debate de quest\u00f5es \u00e9ticas e morais. Da mesma forma, existem encontros peri\u00f3dicos com os pais para o debate de quest\u00f5es educativas da inf\u00e2ncia e da adolesc\u00eancia, a partir de temas selecionados.<\/p>\n\n\n\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/parthenon-bom-clima.png\" alt=\"viol\u00eancia escolar\" width=\"482\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/parthenon-bom-clima.png 773w, https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/parthenon-bom-clima-300x199.png 300w, https:\/\/revistaeducacao.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/parthenon-bom-clima-768x509.png 768w\"><\/p>\n\n\n\n<p id=\"caption-attachment-561835\"><em>Na Parthenon Bom Clima, os espa\u00e7os de di\u00e1logo com os jovens e fam\u00edlias s\u00e3o estimulados desde as s\u00e9ries iniciais. \u201cPara qualquer situa\u00e7\u00e3o de conflito, temos formas de escuta\u201d, conta a diretora pedag\u00f3gica Simone Tahan (Foto: divulga\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer que seja o caminho adotado pelas escolas, ele precisa ser coerente. \u201cN\u00e3o podem existir regras que funcionam s\u00f3 de vez em quando: todos precisam ter consci\u00eancia de que o ambiente \u00e9 seguro e, se isso estiver claro, estabelecem-se bases para o processo de desenvolvimento moral\u201d, pontua a diretora.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro princ\u00edpio fundamental \u00e9 a escuta \u2014 n\u00e3o s\u00f3 de quem merece, e nem s\u00f3 quando acontece o conflito. \u201cE escutar n\u00e3o \u00e9 concordar com tudo\u201d, diz Simone. \u201cO olhar afetivo tamb\u00e9m envolve limites, o que \u00e9 protetivo. A psicologia barata deixou a ideia de que crian\u00e7as e jovens n\u00e3o podem ser frustrados. Essa gera\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 exposta \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, e isso contribui para que fiquem \u00e0 merc\u00ea da loucura que est\u00e1 no mundo\u201d, finaliza Simone Tahan.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada em 10\/06\/2025 na Revista Educa\u00e7\u00e3o H\u00e1 evid\u00eancias cada vez mais contundentes do sofrimento ps\u00edquico em crian\u00e7as e adolescentes. 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