{"id":21700,"date":"2025-08-01T16:02:56","date_gmt":"2025-08-01T19:02:56","guid":{"rendered":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/?p=21700"},"modified":"2025-08-01T16:19:35","modified_gmt":"2025-08-01T19:19:35","slug":"as-melhores-e-as-piores-circunstancias-da-vida-no-mesmo-metro-quadrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cgceducacao.com.br\/index.php\/2025\/08\/01\/as-melhores-e-as-piores-circunstancias-da-vida-no-mesmo-metro-quadrado\/","title":{"rendered":"\u2018As melhores e as piores circunst\u00e2ncias da vida no mesmo metro quadrado\u2019"},"content":{"rendered":"\n<p><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/conta-gotas\/as-melhores-e-as-piores-circunstancias-da-vida-no-mesmo-metro-quadrado\/\">Mat\u00e9ria publicada na Veja em 31\/05\/2025<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Uma ces\u00e1rea de urg\u00eancia. Um parto prematuro. Um beb\u00ea na UTI neonatal. Ang\u00fastia, estresse e impot\u00eancia em semanas de interna\u00e7\u00e3o. Express\u00f5es de afeto em meio ao ambiente frio e ass\u00e9ptico do hospital. Eis a odisseia de uma m\u00e9dica que se transforma em m\u00e3e e paciente em condi\u00e7\u00f5es muito distantes daquela experi\u00eancia id\u00edlica (ou ut\u00f3pica) atribu\u00edda ao maternar.<\/p>\n\n\n\n<p>Prepare\u2011se para conhecer <em>m\u00e3ezinha<\/em>, assim mesmo, com o \u201cm\u201d inicial min\u00fasculo, pois esse \u00e9 o t\u00edtulo do primeiro romance da m\u00e9dica e escritora Izabella Cristo, rec\u00e9m\u2011publicado pela Editora Dublinense.<\/p>\n\n\n\n<p>O livro, vencedor do Pr\u00eamio Caminhos de Literatura, retrata a saga, as dores e as pequenas alegrias de uma cirurgi\u00e3, que, numa invers\u00e3o de pap\u00e9is, \u00e9 levada \u00e0s pressas \u00e0 mesa de opera\u00e7\u00f5es para dar \u00e0 luz uma crian\u00e7a que requer cuidados intensivos \u2013 e parir uma m\u00e3e assolada por culpas, limita\u00e7\u00f5es e protocolos hospitalares.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa narrativa que injeta ora acidez, ora acolhimento, a pena que substituiu o bisturi nas m\u00e3os da autora vai do&nbsp;<strong>jarg\u00e3o<\/strong>&nbsp;t\u00e9cnico-cient\u00edfico \u00e0&nbsp;<strong>poesia<\/strong>, sem perder o elemento de&nbsp;<strong>tens\u00e3o<\/strong>&nbsp;que acompanha os corredores e leitos de um hospital. Tens\u00e3o que impregna o leitor, \u00e1vido por saber se e como m\u00e3e e filho sair\u00e3o dessa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a obra, a agora escritora e m\u00e9dica (sim, a literatura passou \u00e0 frente) nascida e criada em Bel\u00e9m e radicada em S\u00e3o Paulo \u2013 ela mesma progenitora de um prematuro \u2013 projetou-se na cena editorial e foi convidada para estar em mesas de debate da&nbsp;<a href=\"https:\/\/flip.org.br\/\">Flip deste ano<\/a>. Suas p\u00e1ginas tocam nas feridas da maternagem, das rela\u00e7\u00f5es de um casal, dos problemas e dos dilemas do pr\u00f3prio sistema de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Com a palavra, Izabella Cristo<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O que veio primeiro: a medicina ou a escrita?<\/strong><br>A escrita sempre existiu na minha vida. Eu escrevia poemas com 7 anos de idade. S\u00f3 que, no meu meio sociol\u00f3gico, aquela casinha dos anos 1980 e 90, a gente crescia para ser engenheiro, m\u00e9dico ou advogado. Era o que dava futuro. Ent\u00e3o eu estudei e consegui fazer faculdade de medicina em Bel\u00e9m. Depois vim para S\u00e3o Paulo fazer resid\u00eancia m\u00e9dica. E \u00e9 aquela coisa: a medicina te isola. Se voc\u00ea quer ser minimamente bem formada, nem precisa ser extraordin\u00e1ria, tem que se dedicar. Ent\u00e3o eu entrei na bolha da medicina, ainda que sempre escrevesse, assim meio no limbo. Mantinha di\u00e1rio, escrevia cr\u00f4nicas. Mas, em 2018, pesando 107\u202fkg, tive uma gravidez de alto risco. E, no terceiro trimestre da gesta\u00e7\u00e3o, tive de parar de trabalhar. Ent\u00e3o eu pensei: \u201cVou ter que parar fisicamente, mas agora eu vou literalmente fazer outra coisa\u201d. Meu lado artista sempre esteve l\u00e1 escondido. E assim fui procurar um grupo de escrita criativa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E como foi a experi\u00eancia?<\/strong><br>Fui atr\u00e1s de um grupo de escrita n\u00e3o violenta, um espa\u00e7o de acolhimento, o Ninho de Escritores. \u00c9 algo sensacional que tenho at\u00e9 vontade de reproduzir. Enfim, a gente se encontrava semanalmente num espa\u00e7o seguro. Foi assim que voltei a escrever de fato. E foi nessa \u00e9poca que veio a pandemia. Cheguei a juntar meus textos engavetados por mais de 20 anos e fazer uma autopublica\u00e7\u00e3o e seguir produzindo cr\u00f4nicas com personagens da pandemia. Mas foi um paciente que me ajudou a direcionar essa busca pela escrita.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e9rio?<\/strong><br>Eu estava atendendo um paciente que veio com um livro do Haruki Murakami. Eu perguntei: \u201cEsse livro \u00e9 bom?\u201d Ele respondeu: \u201c\u00c9 bom! Voc\u00ea l\u00ea?\u201d Eu falei: \u201cSim, e escrevo\u201d. Ele se surpreendeu e me disse que eu n\u00e3o parecia uma iniciante, s\u00f3 que podia me desenvolver melhor numa p\u00f3s\u2011gradua\u00e7\u00e3o em escrita criativa. E me indicou o Vera [<strong><a href=\"https:\/\/site.veracruz.edu.br\/instituto-vera-cruz\/\">Instituto Vera Cruz<\/a><\/strong>], um dos poucos lugares em que voc\u00ea consegue fazer uma forma\u00e7\u00e3o de escritor no Brasil. Eu fui prestar, passei e ganhei a bolsa. O <em>m\u00e3ezinha<\/em>, meu romance, \u00e9 fruto do trabalho de conclus\u00e3o de curso dessa p\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E foi f\u00e1cil virar a chave de m\u00e9dica para escritora?<\/strong><br>No in\u00edcio foi muito louco, porque eu tinha uma cabe\u00e7a formada em ci\u00eancias biol\u00f3gicas, n\u00e9? Eu tinha inclusive dificuldade de entender que sentar para discutir um livro era uma forma de aprender, um tipo de aula. Minha no\u00e7\u00e3o de aula era aquela coisa acad\u00eamica da faculdade de medicina. Enfim, foi no Vera que foi surgindo o projeto do meu romance. Na verdade, no come\u00e7o eu n\u00e3o tinha inten\u00e7\u00e3o de escrever um romance. Depois de sair da maternidade, eu sentia uma necessidade de contar certas hist\u00f3rias e cenas que aconteceram ali. Eu achava que o mundo deveria conhecer aquela experi\u00eancia. Porque todo mundo acha que a vida nos hospitais \u00e9 aquela fantasia do\u00a0<em>Grey\u2019s Anatomy.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>E n\u00e3o \u00e9 assim?<br><\/strong>Eu digo que, no hospital, acontecem as melhores e as piores circunst\u00e2ncias da vida no mesmo metro quadrado. O hospital \u00e9 uma amostra do paradoxo da vida humana concentrado. Porque o tempo todo estamos lidando com situa\u00e7\u00f5es de estresse, fragilidade, vulnerabilidade, e de ambos os lados, tanto entre os pacientes como entre os profissionais. E \u00e9 nessas circunst\u00e2ncias que a gente v\u00ea o melhor e o pior do ser humano. Ent\u00e3o eu sempre tive vontade de relatar isso. Relatar, n\u00e3o, eu diria denunciar mesmo. As pessoas gostam de assistir a seriados m\u00e9dicos, o tema exerce uma atra\u00e7\u00e3o e uma curiosidade. Ent\u00e3o eu sentia essa necessidade de contar o que acontecia l\u00e1 dentro, seja como m\u00e3e e paciente, seja como m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seu romance&nbsp;<em>m\u00e3ezinha<\/em>&nbsp;pode ser classificado como uma autofic\u00e7\u00e3o, essa vertente liter\u00e1ria em alta hoje?<br><\/strong>Olha, no in\u00edcio do projeto do livro, era uma autofic\u00e7\u00e3o, eram as minhas experi\u00eancias mesmo. E muitas das personagens do livro se inspiram em pessoas reais. A mulher da bota ortop\u00e9dica, a m\u00e3e de g\u00eameos, a youtuber. Mas, \u00e0 medida que escrevia, fui me distanciando e criei a personagem Isadora. Eu sei at\u00e9 o momento em que a Isadora virou personagem, sabe? Foi ao elaborar aquela cena em que ela est\u00e1 numa fila e v\u00ea a mulher de bota ortop\u00e9dica ali. Ent\u00e3o ela peita o guarda para darem prioridade \u00e0 mo\u00e7a. Eu, Izabella, jamais teria uma atitude t\u00e3o intensa como a da personagem. Ent\u00e3o eu senti que aquela era a voz da protagonista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E assim voc\u00ea p\u00f4de tomar mais liberdades na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria?<br><\/strong>Meu professor no curso de escrita falava: \u201cOlha, Izabella, quanto mais voc\u00ea pegar e desenvolver a voz da personagem, mais ela vai ganhar poder\u201d. Eu n\u00e3o queria que a minha protagonista fosse uma m\u00e9dica fria, tipo a do livro&nbsp;<em>A Pediatra<\/em>&nbsp;<em>[romance de Andrea Del Fuego]<\/em>, algu\u00e9m que poderia ser hostilizada, nem fosse boazinha e perfeitinha. E a\u00ed eu entendi que a for\u00e7a dessa personagem residia justamente em ser algu\u00e9m em constru\u00e7\u00e3o, algu\u00e9m com defeitos e sarcasmo, uma m\u00e9dica que perdeu seu poderio e passou para o outro lado, a da paciente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O processo de escrita do livro foi, digamos, um parto?<br><\/strong>Olha, at\u00e9 por ser meu primeiro romance, o livro envolveu muita reescrita, muitas idas e voltas. Foi um processo de constru\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o. E, sim, foi um percurso muito sofrido. Houve momentos em que cheguei a falar: \u201cN\u00e3o, para qu\u00ea eu t\u00f4 fazendo isso com a minha vida? Para! Vai ser cirurgi\u00e3!\u201d Passei por uns dois momentos em que pensei em desistir. Cheguei a falar para o professor de escrita: \u201cN\u00e3o perca seu tempo comigo, n\u00e3o se preocupe. N\u00e3o sou do romance\u201d. E esse escritor renomado, um sujeito que j\u00e1 ganhou Jabuti, que podia dizer simplesmente \u201cPr\u00f3ximo!\u201d, ele sentou e conversou comigo. Conversou sobre as exig\u00eancias do romance, das diferen\u00e7as para as cr\u00f4nicas e outros textos curtos, conversou sobre as portas que esse trabalho poderia abrir, mesmo que n\u00e3o pague as contas. Por que \u00e9 isso: o romance pode morrer e renascer v\u00e1rias vezes. Ent\u00e3o eu sou grata a ele, por me ajudar a manter a disciplina e a passar pela crise.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E houve desafios com a pr\u00f3pria voz narrativa e a linguagem?<br><\/strong>Para voc\u00ea ter no\u00e7\u00e3o, dois ter\u00e7os do livro eu escrevi em segunda pessoa. Mas o ter\u00e7o inicial estava todo em primeira pessoa. Fui testando as vozes narrativas. E senti que precisava de uma terceira pessoa \u2013 no caso, o marido, Le\u00f4nidas \u2013 para ter um contraponto \u00e0 protagonista, para o leitor perceber que ela n\u00e3o \u00e9 algu\u00e9m t\u00e3o confi\u00e1vel. Ent\u00e3o realmente houve esse trabalho. Mas o que eu queria no fundo \u00e9 que a leitura flu\u00edsse. E, para encaixar as hist\u00f3rias e os flashbacks, eu cheguei a montar um roteiro com uma s\u00e9rie de quadradinhos at\u00e9 decidir em que cap\u00edtulo deveria encaixar cada parte. Foi uma montagem mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seu livro mistura vocabul\u00e1rio m\u00e9dico com rompantes po\u00e9ticos. Como uniu \u201cl\u00ednguas\u201d t\u00e3o diferentes?<br><\/strong>Eu trabalho muito para melhorar meu texto com a edi\u00e7\u00e3o. \u00c9 um trabalho sofrido, v\u00edrgula por v\u00edrgula. \u00c9 a escolha n\u00e3o s\u00f3 da palavra, mas se, por exemplo, o pronome vai estar no in\u00edcio ou no fim da frase, se o adjetivo vem antes ou depois. Enfim, tem todo esse refinamento, inclusive para o ritmo da narrativa. Porque tem hora que o texto \u00e9 po\u00e9tico, tem hora que n\u00e3o, a cena nem pede isso. Mas, como eu disse, eu queria ca\u00e7ar o leitor, faz\u00ea-lo acompanhar a hist\u00f3ria e, nesse trabalho com a linguagem \u2013 e com os verbetes que coloco no livro -, a gente introduz um l\u00e9xico diferente, dando aquela sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel aprender e se emocionar com a leitura. Mas foram 15 vers\u00f5es do livro at\u00e9 chegar \u00e0 publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m passou por uma gravidez de risco. At\u00e9 que ponto transp\u00f4s sua experi\u00eancia \u00e0 protagonista?<br><\/strong>Sim, mas minha experi\u00eancia real n\u00e3o foi nem um pouco parecida com a da personagem. Meu filho nasceu prematuro, mas n\u00e3o teve os problemas nem passou pelos procedimentos que o da Isadora no livro. Meu caso foi light. Mas, claro, essa experi\u00eancia do maternar e de se transformar de m\u00e9dica em paciente, isso passa para o texto. Inclusive essa cobran\u00e7a sociol\u00f3gica sobre a m\u00e3e. Se tem uma bandeira que eu quis defender no livro, foi essa hist\u00f3ria de que a mulher precisa sempre dar conta. Eu queria desconstruir essa maternidade ideal. Essa ideia de m\u00e3es e pais perfeitos. Mas eu diria que, at\u00e9 mesmo por ter tido uma uma experi\u00eancia mais leve e privilegiada, consegui me distanciar e me sentir motivada para contar uma experi\u00eancia dura. Ent\u00e3o, se existe um espectro entre a fic\u00e7\u00e3o, a autofic\u00e7\u00e3o e a biografia, eu diria que meu livro fica no meio.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em diversos momentos, o livro \u00e9 tenso. A gente fica pensando: ser\u00e1 que essa hist\u00f3ria n\u00e3o vai acabar bem? Foi uma escolha natural?<br><\/strong>Eu queria escrever um livro que flu\u00edsse, mas tamb\u00e9m colocasse o leitor na cena, que ele sentisse o drama e aquela como\u00e7\u00e3o emocional. No fundo, s\u00e3o escolhas ficcionais que a gente se coloca: esse personagem vai morrer ou n\u00e3o? Esse tipo de coisa, que \u00e9 o que faz o leitor ir at\u00e9 o fim. E eu acabo trabalhando esses aspectos, inclusive o sofrimento e o luto, com as outras hist\u00f3rias das m\u00e3es na UTI com seus beb\u00eas prematuros. E, claro, pensei muito em que clima terminaria o livro. Eu queria um final feliz, mas meio amargo. Como a vida \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para a m\u00e3e e a autora de&nbsp;<em>m\u00e3ezinha<\/em>, qual \u00e9 o maior desafio da maternagem?<br><\/strong>Acho que o grande desafio do maternar \u00e9 encarar essa miss\u00e3o sociol\u00f3gica atribu\u00edda \u00e0 mulher e pela qual ela \u00e9 cobrada. Eu li muito, inclusive n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, para entender melhor isso. E esse modelo de m\u00e3e nem se aplica a toda mulher. Vale geralmente para aquela figura de m\u00e3e branca, casada em um contexto heteronormativo, que tem que ser capacitada para criar uma crian\u00e7a. Porque, se for uma mulher negra atendida no SUS, empregada dom\u00e9stica com dois filhos, as escolhas e possibilidades ser\u00e3o outras. Enfim, a sociedade nos cobra individualmente uma postura para criar uma crian\u00e7a e cuidar do mundo. S\u00f3 que isso depende de fatores sociais. E, de certa forma, eu quis introduzir isso no romance, at\u00e9 pelo passado da protagonista. Foi uma necessidade em que eu s\u00f3 reparei depois de ter escrito. At\u00e9 por ter vindo do Norte, ter uma forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no SUS e ter a experi\u00eancia de parto em um das melhores maternidades de S\u00e3o Paulo, no sistema privado, eu acabei trabalhando esse aspecto de algu\u00e9m que \u00e9 colocado em um mundo diferente do qual ela foi criada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E at\u00e9 uma m\u00e9dica que vira m\u00e3e sofre nesse sentido?<br><\/strong>Acho que a maior dificuldade na maternidade \u00e9 lidar com essa sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia. Mesmo uma m\u00e9dica, uma pessoa com conhecimento t\u00e9cnico, estrutura e rede de apoio, pode se sentir impotente. E existem pessoas em condi\u00e7\u00f5es muito menos privilegiadas para o maternar. A gente tem de lidar individualmente com uma quest\u00e3o social muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E o hospital em si, ele consegue acolher efetivamente essas m\u00e3es?<br><\/strong>O hospital tamb\u00e9m \u00e9 reflexo da sociedade. E isso envolve desde a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, que \u00e9 bastante preocupada com o conhecimento t\u00e9cnico, mas n\u00e3o valoriza tanto a forma\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o me refiro aqui a um humanismo barato, mas de criar empatia e senso cr\u00edtico para usar o conhecimento t\u00e9cnico a servi\u00e7o dos outros. Duas pessoas podem ter o mesmo diagn\u00f3stico, e a conduta ser completamente diferente. Acho que \u00e9 nisso que se peca tamb\u00e9m com essa revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Est\u00e1 tudo muito informatizado, mas o grande poder do ser humano est\u00e1 no seu senso cr\u00edtico, nessa sensibilidade e capacidade de se colocar no lugar do outro. E, de novo, n\u00e3o adianta atribuir uma culpa individualmente, sendo que o problema \u00e9 do sistema. Com um pronto-socorro cheio, como \u00e9 que eu consigo atender cem pessoas ao mesmo tempo. A culpa n\u00e3o \u00e9 do enfermeiro ou do m\u00e9dico. \u00c9 do sistema. E, no hospital, as pessoas est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de fragilidade e estresse, \u00e9 um caldeir\u00e3o para as coisas explodirem.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por que optou pelo&nbsp;<em>m\u00e3ezinha<\/em>&nbsp;com a inicial min\u00fascula no t\u00edtulo do livro?<br><\/strong>Porque essas mulheres n\u00e3o t\u00eam nome pr\u00f3prio, elas viram m\u00e3e de algu\u00e9m, entendeu? N\u00e3o s\u00e3o individualizadas. E isso acontece at\u00e9 mesmo em um atendimento m\u00e9dico, dentro de um hospital. As pessoas podem virar gado ou n\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Izabella Cristo \u00e9 uma m\u00e9dica e escritora ou uma escritora e m\u00e9dica?<br><\/strong>A minha escrita estava aqui, muitos anos antes de eu come\u00e7ar a ser reconhecida como escritora. Eu era a m\u00e9dica que escrevia. Hoje, n\u00e3o. Em termos de dedica\u00e7\u00e3o, sou escritora e depois m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seu romance foi premiado e voc\u00ea \u00e9 convidada da Flip. Seu livro nasceu e est\u00e1 crescendo. Onde espera que ele v\u00e1 parar?<br><\/strong>Eu penso que os livros seguem seus pr\u00f3prios caminhos, sabe? Como os filhos. Agora que o livro foi publicado e est\u00e1 com os leitores, ele j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais meu. Ele \u00e9 do mundo. \u00c9 o mundo que vai nos dizer o que far\u00e1 com ele, o que vai ser dele.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mat\u00e9ria publicada na Veja em 31\/05\/2025 Uma ces\u00e1rea de urg\u00eancia. Um parto prematuro. Um beb\u00ea na UTI neonatal. Ang\u00fastia, estresse e impot\u00eancia em semanas de interna\u00e7\u00e3o. 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